quarta-feira, 21 de março de 2018

Minestrone: seu novo portal de gastronomia


Hoje a conversa é sobre um novo projeto, o portal de notícias de gastronomia Minestrone. Um site, cujo lema é "cabe tudo aqui dentro". Você já vai entender. 

Para quem me acompanha no blog, antes de tudo, um pedido de desculpas. Estou me desculpando pela ausência dos últimos tempos e vou explicar o motivo. 

Minestrone.com.br em implantação


Nem de longe estou afastada do blog ou da ideia de escrever sobre comida, culinária, gastronomia, livros, filmes, dicas etc. Ao contrário. Estou envolvida com o Minestrone, um projeto que está em fase de implantação, já está no ar, dá pra ver, mas ainda estão sendo feitos ajustes técnicos e de conteúdo. 

Portal de Gastronomia





Minestrone é o nome italiano (e agora já brasileiro também) de uma sopa muito democrática no sentido de que nela são bem-vindos muitos ingredientes. No minestrone cabe feijão, arroz ou macarrão, verduras, legumes, carne, frango ou porco, cereais como cevadinha ou aveia, enfim, o que houver na despensa.  Foi a partir dessa ideia, de que todo ingrediente é bem-vindo, que decidimos criar um portal de gastronomia. 

Por isso, no minestrone.com.br vai ter um pouco de tudo: notícias, receitas, dicas, informações sobre filmes, restaurantes, programas de TV e rádio, vídeos, pod-casts, livros, revistas, lugares para viajar e comer, compras de ingredientes, utensílios, louças, equipamentos, roupas e acessórios de cozinha, entrevistas e convidados especialistas em café, vinho, queijo, azeite... 

Um pouco de tudo, de tudo um pouco.  Como no minestrone: cabe tudo aqui dentro.  Tudo o que tenha a ver com esse mundo quase infinito da comida que a gente gosta tanto, que nos dá tantas possibilidades. 

Blog da Gavioli 


O Blog da Gavioli continua e, daqui em diante, estará no Minestrone, sem deixar de ser o que sempre foi. 

Todo conteúdo do passado está sendo transferido aos poucos, até que, uma hora dessas, tudo o que foi publicado aqui desde maio de 2014, já tenha sido importado para lá com os devidos ajustes. Enquanto não estiver tudo pronto, o blog se mantém também por aqui. O que quero esclarecer é que não deixará de ser o Blog da Gavioli com o qual você se acostumou a conviver e que me faz tão feliz quando escrevo. 

Dar o passo conforme a perna


Você conhece essa expressão? 

Meu pai era um homem cheio de ditados que, resumidamente, explicam com clareza uma situação qualquer. Ele dizia que a gente tem que dar o passo conforme o tamanho da perna. Traduzindo para o momento do Minestrone e para a linguagem da internet, temos que crescer organicamente, isto é, com seguidores reais, que encontrarão conteúdo de qualidade, com a devida técnica jornalística de apuração, com ética e responsabilidade. 

O projeto é ousado, mas consciente. E tudo começou porque há pessoas como você que seguem o blog e se interessam por tudo o que é bom e que dá pra cozinhar, comer, compartilhar, aprender e ensinar. 

O Minestrone já está em todas as principais mídias digitais. Você pode seguir fazendo uma assinatura no próprio site ou em qualquer dos canais a seguir: 



Gostou da novidade? 

Siga-nos nas redes sociais. Compartilhe com os amigos e nas suas redes! 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Peixe para a Quarta de Cinzas


Hoje é quarta-feira de cinzas. 

Para os foliões, o dia que marca o fim oficial do Carnaval, que só volta no ano que vem.  Para os empresários brasileiros, o dia que o país volta a funcionar de verdade, embora haja controvérsias. Para os cristãos, o dia que começa o período da quaresma, o tempo de preparação para a Páscoa, de penitência e do jejum, em especial de carnes. 

Sou de família católica e sei que, há tempos, a igreja já não impõe uma dieta restritiva ao consumo de carnes na quaresma.  Contudo, as tradições ficam e muitas pessoas acabam preferindo comer peixe em lugar de carne em especial na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. 

- tags: peixe, filhote, tradição da quaresma

Por isso, hoje preparei um peixe aqui em casa para o almoço: um filhote

Filhote de piraíba, piratinga ou piranambu (do tupi:  pira = peixe / aíba = ruim / tinga = branco / nambu = inhambu ou ave) é um peixe de couro (não de escamas), de cabeça grande e olhos pequenos. Tem a carne branca e muito tenra. Trata-se de um peixe de água doce muito comum na Bacia Amazônica e no Araguaia-Tocantins. Ele é um carnívoro (se alimenta de outros peixes) de grande porte. O filhote pesa entre 10 e 60 quilos, enquanto o adulto chega a ter 300 quilos e 2,5 metros de comprimento.  

Escolhi preparar esse peixe porque eu tinha uma boa peça dando sopa no meu freezer. 

Esse é o peixe preferido do Silas, que, sempre que pode, escolhe o filhote diante de qualquer outro peixe. Foi ele quem  trouxe do Pará na última viagem que fez. Fui buscá-lo no aeroporto e o encontrei com uma geladeira de isopor cheia de peixes do norte do Brasil. Amei! Como não amar?

O filhote é um peixe de carne bem branquinha e muito saborosa.  Para preparar, não usei nenhuma receita em especial somente assei, mas vou contar como fiz direitinho. 

Minha receita de filhote assado

Primeiro, descongelei o peixe. Tinha cerca de 650 gramas o pedaço que usei. Lavei bem e passei limão por todo o peixe. Em seguida, sequei o peixe com papel toalha. Temperei com sal e pimenta do reino.  Enquanto fazia isso tudo, deixei a churrasqueira elétrica esquentando. Embrulhei o peixe em papel alumínio e o levei pra grelha da churrasqueira por cerca de sete minutos de cada lado. 
Com isso, ele cozinhou e soltou água. Abri o papel e desprezei o líquido. 
Aqueci uma frigideira antiaderente de fundo triplo e selei de todos os lados (não são só dois porque o peixe é bem alto) com um fio de azeite. 







Nosso almoço de hoje foi maravilhoso: arroz integral, feijão, abóbora assada no forno, filhote assado e dois tipos de salada, uma de tomate e outra com folhas verdes, tomate e cenoura ralada. 

Ultimamente, tenho me preocupado em comer direitinho, cuidar do corpo e prestar atenção no que é saudável. Nessa minha decisão, tenho comido muitas saladas, feito delas refeições completas. Mas para além delas, decidi que, ao menos um dia por semana, comeria minha comida de raiz, a que aprendi comer em casa, com minha mãe e meu pai.  

A escolha dessa refeição tão rica é porque comer comida de verdade é uma decisão que temos que fazer todos os dias. Nós, brasileiros, não podemos perder a riqueza do arroz com feijão no nosso prato. Eu acredito nisso. E você? 

Até breve! 


Gosta do blog? Divulgue para os amigos! Compartilhe nas mídias sociais. Vai ver seus amigos podem gostar também. 


Leia também sobre peixes: