sábado, 17 de fevereiro de 2018

Da feira à sopa de couve-flor



Ando especialmente de bem com as hortaliças: os legumes, as verduras e as frutas. Comida de verdade que vem da horta e que se compra na feira, na quitanda, no sacolão de hortifruti. 

Uma das minhas queridinhas do momento é a couve-flor, que além de ser uma delícia (eu adoro!), é muito boa para o organismo e um bom camaleão (quero dizer versátil) em diversos preparos,  e para completar está com preço baixo e aspecto lindo na feira.

Por falar em feira... 


Na semana passada, fui às compras de comida na feira da rua Mato Grosso, atrás do cemitério da Consolação. É relativamente perto da minha casa e eu considero um bom lugar para comprar o que preciso.  Foi onde encontrei couve-flor de dar gosto! 

Às quintas, tem uma feira livre na rua Martin Francisco, que é ainda mais próxima de onde moro, mas nela os preços são exageradamente altos. Como acho isso uma afronta ao bolso de qualquer cidadão minimamente consciente, quase nunca frequento essa feira. Os feirantes devem precificar os produtos pela localização, bem no miolo do bairro de Higienópolis, talvez por isso os preços sejam assim tão caros. Pra mim, apesar de entender que os preços se ajustam à demanda pelos produtos, não acho justificável um pé de alface custar até três vezes mais numa feira do que na outra no mesmo bairro. 

Aos domingos, a feira de Santa Cecília, na rua das Palmeiras, em frente à praça da igreja junto ao metrô, tem muitas bancas e é bem diversificada. No entanto, na hora em que os preços baixam, lá por meio-dia e meia, é tanta gente se empurrando, tanta falta de gentileza, que a vontade de fazer compras por ali vai diminuindo, diminuindo, cada vez que a gente enfrenta a situação. Depois, a gente dá um tempo e volta novamente e tudo se repete.  Nessa feira, tem uma barraca de verduras orgânicas que vale muito a pena, só que pra conseguir comprar é preciso chegar cedo. Tudo é muito disputado nessa banca. 

Gosto muito das feiras de Pinheiros. Às quintas, na rua Antônio Bicudo, e aos sábados, na Mourato Coelho. Nessas duas, comprei por anos porque morava lá perto. Ainda hoje, quando preciso encontrar determinados itens, sei que por lá eu encontro. Alguns dos feirantes de Pinheiros também são de Santa Cecília e da rua Mato Grosso.  

 De volta à couve-flor


Como falei dias atrás, voltei a minha cozinha. Isso significa ter voltado também, em especial, às compras na feira porque a culinária que eu mais prezo é a feita com ingredientes frescos. 

Tenho forte predileção pelas saladas com folhas e também por preparos que levem ingredientes como berinjela, abobrinha, pimentão, tomate, cebola, cenoura, beterraba, pepino. Gosto mais das combinações de produtos que vêm da horta, principalmente, quando estou dedicada a comer de um jeito mais leve. 

Nada disso tira meu apetite por arroz, feijão, massas, carnes e peixes. Como de tudo, mas a feira é o meu lugar preferido de compras de comida. 

Foi assim que me vi in love com a couve-flor.  Ela é muito benéfica se incorporada na nossa alimentação.  É antioxidante e tem ação anti-inflamatória, ou seja, nos favorece contra o envelhecimento e contra doenças como o câncer, além de ter vitaminas, cálcio, potássio etc. Para quem quer emagrecer é uma aliada porque tem poucas calorias, mas dá saciedade. Vale a pena saber  mais sobre as propriedades dessa planta, acessando o Mundo Boa Forma

Existem inúmeras receitas feitas com couve-flor. Como ingrediente é muito versátil.  Pode ser usada crua ou cozida em saladas e antepastos, como guarnição ou acompanhamento de outros pratos e também ser feita empanada, gratinada, recheada, com molhos (brancos e rosés), como ingrediente secundário de farofas, como substituta do arroz e muito mais.  

Minha forma predileta de comer couve-flor é cozida brevemente com um pouco de sal, ainda quente. Sou capaz de comer uma inteira...

Tempos atrás, pensei em fazer sopa de couve-flor. Arrisquei em criar uma receita e deu super certo. 

Sopa de couve-flor 




Ingredientes 

1 cebola pequena cortada em brunoise
1 colher (sopa) de manteiga
300 gramas de couve-flor sem as folhas
1/2 litro de água
1 batata média
1 xícara (chá) de leite
1/2 xícara (chá) de creme de leite (opcional)
Sal e pimenta branca







Modo de fazer

Desmanche a couve-flor partindo-a com as mãos ou com a ajuda de uma faca. Lave as flores da couve com cuidado e deixe-as por alguns minutos em água com vinagre. Retire-as e enxague em água corrente. Seque-as levemente. 
Refogue a cebola na manteiga até que fique transparente. Acrescente a couve-flor escorrida e a batata descascada e cortada em cubos. Refogue. Acrescente água e um pouco de sal. Quando a água ferver, tampe parcialmente a panela, e conte três minutos. Desligue o fogo e deixe terminar o cozimento sem necessidade de mais calor.  
Após alguns minutos, destampe a panela e deixe esfriar um pouco. Remova os ingredientes sólidos e leve-os ao liquidificador para processar com um pouco da água do cozimento. 
Depois de bater por cerca de um minuto, retorne o caldo espesso do liquidificador para a água da panela e acrescente o leite, mexendo para não derramar. Tempere com sal e pimenta do reino. 
Se desejar, acrescente o creme de leite ao final. Quando levantar fervura, desligue o fogo. 
Está pronta a sopa! 

Pode ser servida quente como as sopas convencionais e fria como uma entrada deliciosa. 

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Peixe para a Quarta de Cinzas


Hoje é quarta-feira de cinzas. 

Para os foliões, o dia que marca o fim oficial do Carnaval, que só volta no ano que vem.  Para os empresários brasileiros, o dia que o país volta a funcionar de verdade, embora haja controvérsias. Para os cristãos, o dia que começa o período da quaresma, o tempo de preparação para a Páscoa, de penitência e do jejum, em especial de carnes. 

Sou de família católica e sei que, há tempos, a igreja já não impõe uma dieta restritiva ao consumo de carnes na quaresma.  Contudo, as tradições ficam e muitas pessoas acabam preferindo comer peixe em lugar de carne em especial na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. 

- tags: peixe, filhote, tradição da quaresma

Por isso, hoje preparei um peixe aqui em casa para o almoço: um filhote

Filhote de piraíba, piratinga ou piranambu (do tupi:  pira = peixe / aíba = ruim / tinga = branco / nambu = inhambu ou ave) é um peixe de couro (não de escamas), de cabeça grande e olhos pequenos. Tem a carne branca e muito tenra. Trata-se de um peixe de água doce muito comum na Bacia Amazônica e no Araguaia-Tocantins. Ele é um carnívoro (se alimenta de outros peixes) de grande porte. O filhote pesa entre 10 e 60 quilos, enquanto o adulto chega a ter 300 quilos e 2,5 metros de comprimento.  

Escolhi preparar esse peixe porque eu tinha uma boa peça dando sopa no meu freezer. 

Esse é o peixe preferido do Silas, que, sempre que pode, escolhe o filhote diante de qualquer outro peixe. Foi ele quem  trouxe do Pará na última viagem que fez. Fui buscá-lo no aeroporto e o encontrei com uma geladeira de isopor cheia de peixes do norte do Brasil. Amei! Como não amar?

O filhote é um peixe de carne bem branquinha e muito saborosa.  Para preparar, não usei nenhuma receita em especial somente assei, mas vou contar como fiz direitinho. 

Minha receita de filhote assado

Primeiro, descongelei o peixe. Tinha cerca de 650 gramas o pedaço que usei. Lavei bem e passei limão por todo o peixe. Em seguida, sequei o peixe com papel toalha. Temperei com sal e pimenta do reino.  Enquanto fazia isso tudo, deixei a churrasqueira elétrica esquentando. Embrulhei o peixe em papel alumínio e o levei pra grelha da churrasqueira por cerca de sete minutos de cada lado. 
Com isso, ele cozinhou e soltou água. Abri o papel e desprezei o líquido. 
Aqueci uma frigideira antiaderente de fundo triplo e selei de todos os lados (não são só dois porque o peixe é bem alto) com um fio de azeite. 







Nosso almoço de hoje foi maravilhoso: arroz integral, feijão, abóbora assada no forno, filhote assado e dois tipos de salada, uma de tomate e outra com folhas verdes, tomate e cenoura ralada. 

Ultimamente, tenho me preocupado em comer direitinho, cuidar do corpo e prestar atenção no que é saudável. Nessa minha decisão, tenho comido muitas saladas, feito delas refeições completas. Mas para além delas, decidi que, ao menos um dia por semana, comeria minha comida de raiz, a que aprendi comer em casa, com minha mãe e meu pai.  

A escolha dessa refeição tão rica é porque comer comida de verdade é uma decisão que temos que fazer todos os dias. Nós, brasileiros, não podemos perder a riqueza do arroz com feijão no nosso prato. Eu acredito nisso. E você? 

Até breve! 


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