terça-feira, 27 de maio de 2014

Coquetéis, que delícia!

Para uma noite fria de segunda-feira como a de ontem, nada pode ser mais animado que uma aula de Coquetelaria! Ainda mais depois quase ter perdido a van porque o trem da estação Pinheiros sentido Osasco vem lotado e, de cada dois, só em um os passageiros podem entrar devido à administração logística da CPTM (eles sabem o que fazem, assim espero!) 

Deixemos o trem pra lá e sigamos viagem naquilo que nos faz feliz! 

Coquetel é a tradução da palavra cocktail (cock = galo, tail = rabo), portanto rabo de galo que nada tem a ver necessariamente com aquela mistura de pinga com vermute, ambos baratos. Muito embora, isso não deixe de ser também um coquetel já que sua melhor definição é o drink no qual se misturam duas ou mais bebidas. 

Logo, se você pedir um whisky com gelo tomará um drink, se decidir por um dry martini poderá chamar o seu drink de coquetel. 

Segundo o professor Gerson Bonilha Jr., da cadeira de Serviços de Sala e Bar, da Universidade Paulista, os coquetéis tem uma classificação quanto a sua categoria (short, long ou hot drinks), modalidade (batidos, mexidos ou montados) e finalidade (estimulantes, do apetite e físicos, digestivos, refrescantes e nutritivos). Para quem estuda Gastronomia, a finalidade é que mais interessa, uma vez que a harmonização e adequação do coquetel pode valorizar uma produção, se bem feita, ou comprometê-la negativamente, em caso contrário.

Já para quem aprecia uma bebidinha entre amigos ou apenas quer saber um pouco a respeito das combinações universais imortalizadas por astros do cinema e da TV e que parece coisa que só gente do jet set internacional tem acesso, uma boa aula de coquetelaria desmistifica tudo. Ou quase tudo. O suficiente.

"Shaken not stirred", diria James Bond sobre seu martini. Cosmopolitan é bebida preferida de Carrie Bradshaw, no seriado Sex and the City, sobre quatro mulheres independentes que vivem em Manhatann, que não por acaso dá nome ao drink que é o orgulho americano reverenciado por Marilyn Monroe, em Quanto Mais Quente Melhor (1959).

Para guardar da melhor forma o vasto patrimônio criado por bartenders de todo planeta, em 1951, foi criada a Intenational Bartenders Association (IBA). A coisa é tão séria que 59 países são membros e desde a fundação contribuem para que a arte da coquetelaria seja preservada e aprimorada. 

No Brasil, a Associação Brasileira de Bartenders (ABB), com sede em São Paulo, cumpre em território nacional as atribuições da IBA, com informações oficiais desse metiê, oferecendo palestras, cursos e outras atividades para seus membros. 

Quando se fala de preservar o patrimônio criado por bartenders, a ideia das associações é manter uma padronização internacional para os coquetéis mais conhecidos. Deste modo, caso você viaje para o Cambodja de férias, poderá tomar, sem medo, uma caipirinha tipicamente brasileira com limão, açúcar, cachaça de cana e gelo. Sem segredos e variações esdrúxulas. 

No ano de 2013, os 10 drinks mais tomados no mundo foram pela ordem: 



Fora o orgulho da brasileiríssima caipirinha, que nem todo mundo sabe fazer, mas não falta nas festas porque sempre tem alguém que sabe, a lista mostra é um exemplo de como os coquetéis permanecem no tempo. Em tempos de releituras em que tudo o que é retrô é bacana, vale aprender alguns dos imortais como foram feitos originalmente. 

Dry Martini
6 cl.* gin
1 cl. de vermouth seco
Preparar no mixing-glass (um dos instrumentos do barman) e servir em copo cocktail (taça com pezinho) com um zest (um pedacinho da casca espremido para dar aroma, que fica fora do drink) e uma azeitona com caroço no palito

Cosmopolitan
4 cl. vodca
1 cl. licor de laranja (cointreau) 
3 cl. xarope de cranberry
1 cl de limão
Os ingredientes são batidos na coqueteleira e a bebida servida no mesmo copo do martini.




Depois de mais 10 coquetéis preparados e degustados na aula de ontem, veio o meu preferido para fechar com chave de ouro: 

Kir Royal
10 cl. champagne gelado 
2 cl. licor de cassis
Montar em taça flute. 



As fotos são da adorável Simone Exposito.

Humm... deu vontade de repetir.  

Beba com moderação! 


Curiosidade sobre o Rabo de Galo - Cocktail - Nos Estados Unidos dos anos 40 e 50, eram comuns as brigas de galo, principalmente, no Mississipi.  Conta-se que ao dono do galo vencedor de uma luta eram dadas as penas do rabo do galo perdedor para que com ela fosse mexida sua bebida. Uma forma de humilhar o perdedor. 

Outra lenda diz que uma mistura de bebidos do tipo farmacinha, em que vão diversas bebidas fortes com o intuito de embebedar rapidamente, era dada aos galos antes das batalhas. Eles então ficavam valentões e erguiam as caudas. 

Parece que é de uma dessas estórias que vem o nome da mistura de bebidas. 

SERVIÇO

IBA - International Bartenders Association www.iba-world.com/

ABB - Associação Brasileira de Bartenders www.assbb.org.br/
Avenida Senador Queirós, 605, São Paulo - SP, 01026-001
(11) 3227-6293  

*1 cl.(centilitro)= Unidade de medida de volume equivalente a centésima parte de um litro

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