domingo, 27 de julho de 2014

A viagem está acabando

Olá a todos! 

A viagem está bem no final. Amanhã deixaremos Munique para retornar a São Paulo. 
Logo que chegar escrevo contando o que rolou nesses dias todos sem notícias. 

Beijos e saudades. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Terceiro dia contado dias depois

Ainda em Amsterdã, o terceiro dia de viagem, diferentemente dos dois primeiros amanheceu chuvoso. Numa viagem de verão, por mais que saibamos que poderá chover mesmo estando num país europeu, nem sempre as gotas insistentes são bem vindas. Ao contrário, atrapalham os planos e desanimam um pouco. Ainda mais porque com chuva, sentimos frio.

Nossa previsão para esse dia era alugar bikes e passear por toda Amsterdã já que em duas rodas e pedalando damos um ritmo mais produtivo ao passeio. A experiência que tive em Nova York no ano passado me convenceu que com uma bicicleta dá para ver e conhecer muitos mais lugares de uma mesma cidade. Além disso, para as bikes não há trânsito, só, às vezes, um breve incômodo quanto a prendê-las num poste já que não é todo lugar que conta com paraciclos ou eles existem nem sempre estão desocupados. Outra preocupação é se a bici não vai ser roubada ou avariada enquanto estiver estacionada. Para isso, em caso de aluguel, como para os carros, existem apólices de seguros. Fora isso, é uma maravilha.

Quando eu era menina ganhei uma bicicleta Caloi Ceci. Foi uma grande companheira. Onde quer que eu fosse, ia de bicicleta. Não precisava esperar que meu pai me levasse nos lugares e nem me cansava como os que andam a pé. Não entendo porque nas cidades pequenas, já que nas grandes é discutível o perigo do tráfego intenso, as pessoas não andam de bicicleta. Em Itu, por exemplo, seria muito mais fácil ir de bike do que de carro para os lugares. Mais barato e saudável também.

Como chovia na manhã de sábado e, no fim da tarde do segundo dia, a sexta-feira, havíamos feito um bucólico passeio de barco pelos canais de Amsterdã, decidimos ir ao Museu Rijks, onde só tínhamos tomado nosso café da manhã do dia anterior.
O museu foi criado para preservar a história da arte dos Países Baixos.  Mais que qualquer outra coisa, inclusive os vários quadros de Rembrandt que estão ali guardados, o prédio é belíssimo. Inaugurado em 1885, emprega 400 pessoas, entre as quais 45 restauradores. Conta com vitrais espetaculares que aproveitando a luz natural colorem o hall do segundo andar, dão brilho e encantam os visitantes, mesmo os menos sensíveis. 

Os jardins externos que havíamos visitado no dia anterior são um espetáculo à parte.  Estavam floridos com uma ampla diversidade de espécies de cores diversas que, cuidadas por jardineiros amorosos oferecem uma paisagem convidativa para namorar, descansar, ler ou ver as crianças brincando molhadas na água da fonte que tem sensores e jorram na presença delas.  Se começar a brincadeira pode contar que não acaba antes que todos estejam ensopadas. E os pais, claro, em algum momento se molham também. Além disso, nos jardins estava vasta intervenção de obras do artista  Alexander Calder, móbiles a céu aberto com formas geométricas feitas em madeira e aço, balançando ao vento emolduradas pelas plantas. Um cenário de filme do tipo comédia leve e romântica.  O melhor de tudo é que os protagonistas éramos o Silas e eu.

Choveu e nós ficamos no Rijksmuseum boa parte da tarde, até que tivemos fome e decidimos sair para almoçar.  Depois voltaríamos.




Ao sair, estava sol novamente!

Comemos num restaurante italiano chamado Cantina de Leo. Pedimos uma salada para mim e uma lasanha para o Silas, que ama esse prato. Sobre o que comemos na viagem e como fomos servidos, eu farei textos especiais, nos quais quero me ater mais e descrever alguns detalhes. Por ora, meu foco é nas atrações da viagem.

Voltamos ao museu depois do almoço que acabou às 16h40. Quando entramos na área especial do prédio, onde estão as porcelanas, os vestidos, as armas, os protótipos das embarcações, pratarias e joias, faltavam apenas 15 minutos para o encerramento das atividades. Não tem choro. Hora de fechar é hora de fechar, nenhum minuto a mais. É preciso desocupar o prédio porque as pessoas vão cuidar de suas vidas. Não são escravas do trabalho. Se você quiser, se organiza e vai mais cedo ao museu ou volta outro dia pra visitar pagando o ticket baratinho de 15 euros novamente. Mas na hora de fechar, fecha.
Ficou então a vontade de ver mais, de olhar com detalhe o que não pode ser visto rapidamente.  Ótimo motivo para voltar numa outra ocasião.

Lá fora, o sol nos esperava refletindo luz nas lindas construções de toda a cidade de Amsterdã. Não há um só lugar para onde se olhe e a arquitetura não seja agradável aos olhos. Convivem o novo e o antigo em perfeita harmonia e com amplo uso. Os lugares são habitados, neles existem empresas funcionando dotadas da mais alta tecnologia. Nada é pendurado de qualquer jeito para que um dia seja arrumado. Tudo é feito para funcionar ou adaptado da melhor forma para isso. Não sobram cabos em postes para que as pessoas tenham TV por assinatura, não há antenas gigantescas sobre os prédios devastando a paisagem.

Alugamos duas bicicletas. A do Silas de número 42 e a minha 116. Lindas e em perfeito estado, com travas de segurança e cadeados robustos, elas nos acompanharam do fim da tarde à noite adentro pelas ruas de uma cidade linda, pulsante e capital do país cujo time oranje  jogava naquela noite as quartas de final da Copa do Mundo de futebol no Brasil contra a Costa Rica. 





O time da Holanda venceu o jogo nos pênaltis e a festa laranja se deve ter estendido pela madrugada, quando já havíamos voltado para o hotel em Leidseinplein, local ao qual já chamávamos carinhosamente de “nosso bairro” em Amsterdã.



Para o dia seguinte, estava programado o primeiro dia de viagem de bike rumo a Leiden. 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Madurodam, em Netherlands os cidadãos têm orgulho de seu país

Ontem, fomos a Haia (Haag). É aquele lugar onde o Ruy Barbosa, a nossa Águia de Haia,  defendeu a igualdade entre os Estados em 1907. Quase todo mundo estudou isso na escola e já não lembra mais. 
A cidade é lindíssima e bem grande. Diferente de Amsterdã que é cheia de canais, Haia tem avenidas longas e arranha-céus. É lá que vive e trabalha o rei dos Países Baixos, que a gente costuma chamar de Holanda. Netherlands é formada de 12 províncias: Zelândia, Holanda do Norte, Frísia, Holanda do Sul, Guéldria, Limburgo, Brabante do Norte, Overissel, Drente, Groninga, Utrecht e Flevolândia. A cidade de Haia é a capital da Holanda do Sul. 
Tudo isso pra dizer que quisemos aproveitar o dia de sol para poder visitar um parque chamado Madurodam, uma grande representação dos Países Baixos em miniatura. O lugar é feito para crianças, tem várias atrações interativas muito educativas, mas que é super interessante também para os adultos. 

Miniaturas do Parque Madurodam, em Haia


Uma das atrações, a que mais me chamou atenção, é um espaço dedicado à paixão do cidadão nederlandês ou holandês, como preferimos, pelo futebol. É um espaço que se parece com a entrada num estádio de futebol onde há duas salas, a primeira com puffs laranja no chão e a segunda, uma sala de cinema. Na dos puffs, há TVs em vários pontos, as luzes se apagam e são mostradas as grandes vitórias e derrotas da Holanda nos principais campeonatos de futebol mundial. Tanto a Copa do Mundo da Fifa quanto os campeonatos europeus como a Eurocopa e Uefa. 

Eu na foto junto da Seleção dos Imortais - Laranja Mecânica de 1988

Só uma pausa no raciocínio para inserir um outro: no sábado passado, 05/07, à noite, estávamos em Amsterdã e vimos o jogo da Holanda contra a Costa Rica. Foi uma alegria geral quando o sufoco dos pênaltis deu a vitória para a Holanda. Os holandeses são completamente loucos por futebol. Assim como no Brasil, todo mundo fica mudo quando o jogo vai mal para o seu lado e, na situação oposta, todos vibram alucinados quando o time do seu país joga bem. Naturalmente...
Voltando à sala de cinema do parque Madurodam, a segunda sala a que me referi antes. Depois de ver a história do time holandês, no outro espaço foi exibido um filme com um resumo dos principais lances dos jogos de 1988, quando a Holanda, de virada, venceu a Eurocopa. 1988!! A Holanda tem um time fortíssimo. Foi duas vezes vice-campeã em Copas. no entanto, nunca ganhou um título mundial, ou seja, chegou bem perto, mas não venceu nunca uma Copa do Mundo. 
Madurodam é um parque que ensina crianças a terem orgulho de seu país. As grandes marcas mundiais como Philips, Shell, Heineken, Unilever, ING e outras, bem como os grandes monumentos dos Países Baixos estão lá "miniaturizados" para que as crianças aprendam a sua história desde pequenas. Para que se sintam parte de um país honrado, civilizado, batalhador. Um país que produz flores mais que todo o resto do mundo!
Os jogadores da Holanda não foram vaiados por seus conterrâneos quando perderam, ou melhor, quando foram vice. Foram honrosamente recebidos de volta ao seu país. 

Para os holandeses amar a seleção orange vai além das vitórias

Eu também estou perplexa com a derrota do Brasil no jogo da semifinal contra a Alemanha. Uma derrota histórica de 7 a 1, que só não foi pior porque, acredito eu, os alemães ficaram constrangidos em causar tamanho vexame na casa do anfitrião. Estou triste. Sem muito para argumentar, mas a torcida estarrecida permaneceu no estádio. Os jogadores estavam envergonhados e é nosso dever como pessoas olhá-los como pessoas.
Brincadeiras à parte, no meio do jogo eu, que vou amanhã para a Alemanha, comentava tentando fazer piada da situação que a partir de hoje na minha viagem sou italiana. Mas não é isso que sinto, de verdade não é isso. Fiquei mal como todo brasileiro, senti pena daqueles meninos tão jovens e inexperientes, embora cheios de dinheiro (eu já sei), que permaneceram jogando até que chegassem os 90 minutos do encerramento da partida. Eles podiam ter desistido, mas é preciso manter-se em pé frente às derrotas. Que se aprenda a lição.
Como eles vão jogar a disputa do terceiro lugar? Ninguém sabe. Nem eles. Mas que o exemplo holandês nos sirva para alguma coisa. Eu continuo tendo  orgulho de ser brasileira, com muito amor. A camisa amarela ainda me representa e assim será sempre. É ruim, mas é bom, afinal!
Dedico esse texto ao “menino” Oscar que marcou o gol da honra do Brasil aos 90 minutos do famigerado jogo de hoje. A ele que saiu desolado, numa nítida crise de nervos do gramado em Minas Gerais.
Ainda temos que dizer que essa é a Copa das Copas. Torço agora para que a Alemanha vença a Copa do Mundo de 2014. Sem teoria da conspiração, com fair play. Para a Argentina, eu não torço mesmo, sou brasileira, oras! 



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Segundo dia - Van Gogh Museum

Existe um tal de jet lag, traduzido como descompensação horária, que ocorre quando fazemos uma viagem mudando de fuso horário. Algumas pessoas sentem mais, outras menos. Eu não sou das pessoas que tem problemas horríveis com isso, mas também não passo ilesa. 

Hoje, acordei cedo, eram 7h30 aqui em Amsterdã, mas no Brasil ainda eram duas da madrugada. Uma viradinha na cama e dormi mais quase 90 minutos. O corpo demora para acostumar com o horário novo, muda o apetite, muda o sono.  Meu ritmo biológico tem lá suas alterações também.

Vencida esta etapa, a de acordar, fomos procurar um café da manhã. Que delícia o lugar que encontramos: dentro do Rijksmuseum, o Museu Nacional dos Países Baixos. O prédio é incrível. No bar ou café, o pé direito é altíssimo e há entrada de luz natural. Decidimos pelo breakfast  pra não errar na opção logo de manhã: croissant, manteiga, geleia e suco de laranja. Eu também pedi um café maquiatto, mais leite que café. Veio perfeito! E o croissant? O que é aquilo? Só de pensar me dá vontade de comer de novo. Dois para cada um de nós. Eu comi um e o Silas os outros três.  Por que será que ninguém consegue fazer croissants tão bons no Brasil? Nem vem que não tem. Não tem em lugar algum. Deve ser o clima que não ajuda.  Só isso explica porque a receita a gente leva, mas não acerta. Nenhuma padaria das mais bacanas de São Paulo tem essa maravilha. 

De lá fizemos um passeio maravilhoso pela área de museus de Amsterdã, rumo ao Museu do Van Gogh. Eu sou aficcionada por museus, especiamente, as pinacotecas. Gosto mesmo! 

Há muito tempo eu esperava vir para cá para conhecer o museu do Van Gogh.  Não é um museu imenso como o Louvre ou o Metropolitan. De qualquer modo são três andares de um prédio construído especialmente para esse fim: preservar a memória de um dos maiores artistas holandeses de todos os tempos. 

Vincent Van Gogh viveu somente 37 anos. Ele não se casou e eu desconfio, depois de ter ido ao Museu, embora nada insinue isso por lá, que ele foi mesmo apaixonado por Paul Gauguin. Van Gogh foi um pintor pós-impressionista, embora ele tenha bebido dessa fonte. Um gênio absoluto em sua forma de expressar em telas rostos, flores e retratos da vida cotidiana, ele não foi reconhecido em vida. Morreu dois dias após dar um tiro no próprio peito e depois de ter passado mais um ano internado num hospital psiquiátrico onde produziu peças de valor inestimável. 

Eu gosto da fase em que Van Gogh já havia descoberto a cor e trabalhava com ela magistralmente. Entretanto, eu sempre adorei em suas obras a cor amarela, mas hoje soube no museu que, muitas de suas telas não foram feitas originalmente dessa cor. A exposíção à luz é que modificou as cores e isso faz com que haja predominância de amarelo em muitos de seus trabalhos. 

Nos três andares do museu, há obras não só de Van Gogh como também de alguns de seus contemporâneos. Gente talentosa que como ele estudou belas artes na Europa do fim do século 19. 

(continua... )

Agora tenho que sair para ver o jogo do Brasil contra a Colômbia. Depois publico mais fotos e conto o resto. 

Beijos e vamos torcer para ganhar mais essa! 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Primeiro dia - Sol no entardecer de Amsterdã

Amsterdã, à primeira vista, é tudo aquilo que dizem. Pulsa! 

Chegamos aqui depois de um voo longo de São Paulo para Frankfurt, com conexão para Amsterdã.  Deu tudo certo no embarque, nos aeroportos pelos quais passamos e com as informações que fomos coletando para chegar até aqui no hotel. Estamos em Leidseplein, um bairro central, num hotel Best Western.

A viagem de avião por muitas horas sempre é muito cansativa, inevitavelmente. O barulho dentro da aeronave é bem incômodo, mas o que não fazemos para poder chegar a um lugar tão bonito? O avião é só um meio necessário. 

Eu li que é uma sorte parecida com acertar na loteria se você conseguir pegar um dos cinco dias do ano em que faz sol em Amsterdã. Pois sendo assim, ganhamos na megasena acumulada, mas o prêmio estamos repartindo com milhares de outras pessoas. Aqui, tem muita gente na rua, se divertindo, tomando uma cerveja e se deliciando com umas tapas (como são chamadas as entradas ou o tira-gosto na Espanha), ou dourando a pele nos parques num piquenique com os amigos ou só curtindo a lua que está inteirinha no céu embora ainda esteja claro. Também podem estar andando ou correndo de bike.

Por falar nisso, bicicleta e Amsterdã são quase sinônimos. Como tem bike por aqui!  E é surpreendente como as pessoas correm com elas. Sem dúvida alguma é o transporte prioritário, aqui existe mesmo a cultura da bicicleta. Nas ruas, em primeiro lugar, as magrelas de duas rodas, depois as pessoas a pé, os ônibus,  o bonde (ou tran), as vespas, as motos e só depois os carros. Eu quase fui atropelada por um biker logo na minha caminhada inicial. Não fosse o Silas gritar "cuidado", já era. 

Para o primeiro dia, seguem algumas fotos que provam como o sol nos recebeu. Não vou escrever muito porque estou cansada da viagem e amanhã teremos um dia intenso que pretendemos fechar em algum bar ou lugar público assistindo ao jogo do Brasil contra a Colômbia, às 22h (são cinco horas de diferença de fuso horário nesse período).

Feliz! Eu estou muito feliz por estar aqui com o Silas! Aquele abraço, 





quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estilo de viagem

Apesar da idade, já não somos mais crianças, nem tão jovens, o Silas e eu gostamos de viajar por conta. O que quero dizer é que comumente quando viajamos não contratamos uma agência para comprar passagens aéreas ou reservar hotéis, isso quando ficamos em hotel, porque, confesso, eu adoro os albergues! 

O estilo de viagem que mais faz a nossa cabeça é o de conforto relativo ao benefício do passeio que estamos em busca. Por isso, nossas viagens não são caras, como alguns poderiam imaginar, mas não deixamos de fazer nada que consideramos realmente bacana. 

Vou dar um exemplo. Há alguns anos, fizemos uma viagem para Foz do Iguaçu. Pra mim, o lugar mais bonito que já vi. Amei aquela viagem. Entretanto, ficamos hospedados no albergue da juventude, lá em Foz, HI - hostelling international. Nosso quarto era de casal com banheiro privativo e ar condicionado, já que fomos em pleno verão. Contudo não tinha televisão. Se quiséssemos assistir TV, tínhamos que nos juntar aos demais hóspedes numa sala comunitária. Para alguns, pode parecer falta de conforto, mas para nós, é uma chance de deixar a TV e ler um livro, entrar em outro universo.  Além disso, não tínhamos transfer pago para as atrações do local e em Foz do Iguaçu, os parques são distantes. Pegávamos um ônibus perto do hostel e fazíamos peripécias para chegar aos nossos destinos diários. Foi desse jeito que atravessamos a fronteira para o Paraguai e também para a Argentina. Não tem nada a ver com não querer gastar dinheiro, tem a ver com o espírito da aventura de fazer diferente. 

Aqui em São Paulo também costumamos ir trabalhar de transporte público, a pé ou de bicicleta. O que não é muito usual entre os colegas de trabalho que temos. Especialmente, se o carro ficou propositalmente na garagem. 

Na viagem que faremos este mês, todas as providências necessárias desde a escolha do roteiro, a compra dos bilhetes aéreos, reservas em locais turísticos, aluguel de veículos (bike, no nosso caso) e o restante também, foi feito por nós mesmos.  Com isso, já temos bem desenhados os percursos que faremos. A viagem começa bem antes de chegarmos ao destino. E ao chegarmos, queremos ser surpreendidos. Isso faz toda a diferença. Não está tudo perfeito com alguém tomando conta do que vamos comer ou que museu temos que visitar. 

Hoje, por exemplo, vamos ao aeroporto de Guarulhos de metrô e ônibus. Não aquele ônibus Airport Bus Service que custa R$ 36,50 por pessoa. Já há muitas viagens, costumamos pegar o metrô da linha vermelha até a estação Tatuapé e de lá pegamos o ônibus que leva até o aeroporto de Guarulhos que custa R$ 4,30. 
É pontual, sai a cada 20 minutos, passa por todos os terminais de embarque, tem lugar para colocar as malas e tem ar condicionado. Esse ônibus não é muito conhecido, então fica aqui uma dica para quem curte esse estilo de viagem. 

Outra coisa, é o peso da mala. Eu não gosto de carregar peso e nem posso. Além disso, meu amigo João Ricardo Pupo, no primeiro ano de faculdade em Bauru, quando costumávamos pegar carona na estrada, me ensinou que a gente só pode levar consigo o que conseguir carregar. De modos que minha mala é sempre bem enxuta. Lá pelo meio da viagem, possivelmente, terei que parar numa lavanderia, mas isso também é uma diversão se posto em perspectiva. 

Como daqui a poucas horas embarcaremos, não posso me estender mais por hoje. Espero ter muita coisa boa para dividir nos próximos dias e, até quem sabe, alguns perrengues. Nada que não nos faça usufruir com carinho dessa oportunidade. 

Como falei de Foz do Iguaçu, escolhida entre as que já fiz a minha melhor viagem (um dia vou tentar elencar porquê), segue uma foto que fizemos por lá. 

Beijos e asta la vista





Parque do Iguaçu

Usina Hidrelétrica de Itaipu

terça-feira, 1 de julho de 2014

Tempo de criatividade sem fim

Um dos grandes prazeres que tenho quando assisto televisão durante um período como o de Copa do Mundo, além dos jogos, sem dúvida, é poder ver como são criativas e bem feitas as propagandas que são transmitidas durante a programação. 

Assistir TV aberta ou os canais de esportes pagos no Brasil nessa época é muito diferente. De repente, a gente não sabe ao certo do que mais gosta se dos jingles, das letras dos pequenos hinos criados para a Copa com ritmos empolgantes e emocionantes, das imagens bem captadas e excelentemente escolhidas e combinadas ou se é tudo ao mesmo tempo agora. É criatividade que não acaba.

Entrce as que me lembro imediatamente só de memória, há uma campanha da Adidas, em que Messi, jogador da Argentina, sonha com o Tudo ou Nada na Copa do Brasil. Noutra, ele é acordado por Dani Alves, do Brasil, numa provocação irônica de "tudo ou nada" entre colegas, já que ambos jogam no time do Barcelona. 

Outra, da Sadia, exibe diversas crianças dizendo: "eu nunca vi o Brasil ser campeão" e pedem: "joga pra mim!". É uma graça. 

Pra mim, "amarra esse amor na chuteira" do Itaú, é uma das mais envolventes campanhas desta Copa. Desde que começou a ser exibida, eu gosto de cantar  musiquinha. A letra é muito simpática. Pena que não emplacou nas torcidas dentro dos estádios que continuam gritando "sou brasileiro com muito orgulho".  




Agora, impagáveis mesmo são os comerciais "Bem-vindos à nossa Redondeza!" da Skol. São muito engraçados. A primeira vez que eu vi foi no interior e os países escolhidos para protagonizar os comerciais eram Inglaterra e Itália. Em São Paulo, somos muito acostumados com propagandas bem feitas, com roteiros inteligentes, produzidas com alta tecnologia o que dá às imagens uma qualidade bem superior. No interior, devido à programação regionalizada, nem sempre os comerciais são feitos com tanto requinte. Por isso, essas peças da Skol me chamaram tanto a atenção. Há uma premeditada forçada de barra, que faz com que sejam engraçados. É uma verdadeira tiração de sarro, chacota mesmo com os ingleses que não vencem desde 1966, com italianos que nos deram o tetra e depois, vieram os franceses que dançam o cancan  para nós brasileiros e torcedores argentinos que são todos enfiados numa casa que é mandada diretamente para Buenos Aires de volta.  O humor, claro, é feito às custas dos adversários, mas andei pesquisando e as marcas fazem os mesmo de forma invertida para as TVs nos outros paises. 

Na Argentina, o sonho da Adidas mostra imagens de jogadas espetaculares de Messi rumo ao título de Campeã.  Dani Alves é só o coadjuvante. No Brasil é o contrário.  De qualquer forma, o resultado da campanha é de uma qualidade inquestionável. 

Há ainda uma campanha do Governo Federal sobre a Copa ser na nossa casa, sugerindo que essa é uma grande oportunidade para mostrarmos ao mundo o que é ser brasileiro por meio da gentileza e da cortesia. 

OhhhhhhhhhEhhhhhhhhhAhhhhhhhh! Vinheta em animação mostrando todos os estados e estádios do Brasil – campanha da Fifa. Essa é uma peça muito bonita também. 

Uma que só vi uma vez é a do refrigerante H2OH! Enquanto um casal discute a relação,  a menina sugere um rala e rola durante o jogo, ao que o cara responde que se o jogo tiver prorrogaçao vai ser muito tempo... a menina ironiza o parceiro numa insinuação que ele não passa do hino... Muito boa! 

A partir de amanhã, eu não verei mais esses comerciais brasileiros e quando voltar de viagem eles já terão sido substituídos por outros. Aí virá a propaganda eleitoral. Já pensou que troca boa?? rsrs 

Para quem fica, se não tinha notado as campanhas publicitárias, fique atento e  aproveite . Esse é um tempo muito especial. 

Nos próximos dias, notícias de viagem! Férias!!!!