sexta-feira, 4 de julho de 2014

Segundo dia - Van Gogh Museum

Existe um tal de jet lag, traduzido como descompensação horária, que ocorre quando fazemos uma viagem mudando de fuso horário. Algumas pessoas sentem mais, outras menos. Eu não sou das pessoas que tem problemas horríveis com isso, mas também não passo ilesa. 

Hoje, acordei cedo, eram 7h30 aqui em Amsterdã, mas no Brasil ainda eram duas da madrugada. Uma viradinha na cama e dormi mais quase 90 minutos. O corpo demora para acostumar com o horário novo, muda o apetite, muda o sono.  Meu ritmo biológico tem lá suas alterações também.

Vencida esta etapa, a de acordar, fomos procurar um café da manhã. Que delícia o lugar que encontramos: dentro do Rijksmuseum, o Museu Nacional dos Países Baixos. O prédio é incrível. No bar ou café, o pé direito é altíssimo e há entrada de luz natural. Decidimos pelo breakfast  pra não errar na opção logo de manhã: croissant, manteiga, geleia e suco de laranja. Eu também pedi um café maquiatto, mais leite que café. Veio perfeito! E o croissant? O que é aquilo? Só de pensar me dá vontade de comer de novo. Dois para cada um de nós. Eu comi um e o Silas os outros três.  Por que será que ninguém consegue fazer croissants tão bons no Brasil? Nem vem que não tem. Não tem em lugar algum. Deve ser o clima que não ajuda.  Só isso explica porque a receita a gente leva, mas não acerta. Nenhuma padaria das mais bacanas de São Paulo tem essa maravilha. 

De lá fizemos um passeio maravilhoso pela área de museus de Amsterdã, rumo ao Museu do Van Gogh. Eu sou aficcionada por museus, especiamente, as pinacotecas. Gosto mesmo! 

Há muito tempo eu esperava vir para cá para conhecer o museu do Van Gogh.  Não é um museu imenso como o Louvre ou o Metropolitan. De qualquer modo são três andares de um prédio construído especialmente para esse fim: preservar a memória de um dos maiores artistas holandeses de todos os tempos. 

Vincent Van Gogh viveu somente 37 anos. Ele não se casou e eu desconfio, depois de ter ido ao Museu, embora nada insinue isso por lá, que ele foi mesmo apaixonado por Paul Gauguin. Van Gogh foi um pintor pós-impressionista, embora ele tenha bebido dessa fonte. Um gênio absoluto em sua forma de expressar em telas rostos, flores e retratos da vida cotidiana, ele não foi reconhecido em vida. Morreu dois dias após dar um tiro no próprio peito e depois de ter passado mais um ano internado num hospital psiquiátrico onde produziu peças de valor inestimável. 

Eu gosto da fase em que Van Gogh já havia descoberto a cor e trabalhava com ela magistralmente. Entretanto, eu sempre adorei em suas obras a cor amarela, mas hoje soube no museu que, muitas de suas telas não foram feitas originalmente dessa cor. A exposíção à luz é que modificou as cores e isso faz com que haja predominância de amarelo em muitos de seus trabalhos. 

Nos três andares do museu, há obras não só de Van Gogh como também de alguns de seus contemporâneos. Gente talentosa que como ele estudou belas artes na Europa do fim do século 19. 

(continua... )

Agora tenho que sair para ver o jogo do Brasil contra a Colômbia. Depois publico mais fotos e conto o resto. 

Beijos e vamos torcer para ganhar mais essa! 

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