segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Para receber os amigos

Nada pode ser mais alegre do que reunir amigos numa data especial. Para isso eu penso que é preciso preparar comidinhas e arrumar a casa, deixar tudo bem bonitinho. A regra é a seguinte: se os seus convidados se encantarem com o ambiente mas acharem que tudo está ali meio que por acaso, ainda que você tenha tido muito trabalho pra fazer, valeu a pena. Nunca deixe a casa arrumada de um jeito que as pessoas tenham medo de tocar. Isso é o oposto do aconchego.

Ontem, foi o aniversário do Silas (e por consequência do Eneas, já que eles são gêmeos) e ficou por minha conta organizar uma happy hour para receber os amigos.

Foi uma delicia! Mas como o Silas só decidiu que queria comemorar desse jeito na quinta-feira, eu comecei os preparativos na sexta.

Primeiro discutimos o que seria servido e como eu ando encasquetada com comida mediterrânea, sugeri que fizéssemos antepastos mediterrâneos. Pesquisei um tanto e vi que não seriam itens muito diferentes dos que já estou acostumada a servir: pães, azeites, queijos, tomates, berinjelas, homus, azeitonas enfim, comidas que são típicas dos países que circundam o mar Mediterrâneo.

Só um parêntese. Nessa minha busca por informações encontrei um blog super interessante da Rosely Archela, chamado Agenda da Casa. Uma sugestão interessante para quem, como eu, quer saber mais sobre Cozinha Mediterrânea.

Fiz uma organização mental sobre o que teria que preparar e pus a mão na massa.

Na sexta de manhã, comecei os brigadeiros: fiz quatro receitas, o tradicional, beijinho, de café (que é o preferido de quem já provou) e de chocolate branco com damasco.  Ficou para o sábado, fazer o bolo de chocolate com recheio de beijinho e cobertura de prestígio. Tradicionalmente, aniversário precisa de bolo para cantar parabéns!

À tarde na sexta, fui para a Zona Cerealista com a lista na mão: azeitonas, alcaparras, queijos, chancliche, farinhas de trigo branca e integral, aliche, alguns vinhos (caso encontrasse bons rótulos),  pão sueco, castanhas e amendoins, damascos, ameixas, e por aí vai...

Foi rápido e prático. Nem parecia sexta-feira. O Silas foi comigo. Entre chegar, estacionar, comprar e voltar, gastamos uma hora e meia. É bom ver que a qualidade do atendimento daquela região vem melhorando muito. Vi novas lojas, mais limpas e bem cuidadas e, como já comentei em outro post melhorou a qualidade das calçadas (embora agora seja zona azul) e os estabelecimentos estão mais preocupados com o conforto dos consumidores. Só espero que isso não torne o lugar super caro perdendo toda a graça e aspecto pitoresco que teve até agora.

Como aproveitamos para compra muitas mais coisas além das que seriam usadas para a happy hour, a higienização e o armazenamento de tudo o que compramos é que demorou mais. Mas sempre vale a pena ficar com a dispensa cheia. Eu adoro. Sinto como se estivesse protegida, sei lá porquê.

No sábado, dentro da minha organização, eu precisaria fazer os pães, o homus e as mousses de azeitona e gorgonzola. Foram três pães diferentes: de ervas, de azeitona e de tomate seco.

Enquanto o Silas saiu para pedalar e depois foi para a casa dos pais dele, eu toquei esses itens todos. Tive lá meus erros e adaptações, mas, no fim, deu tudo certo.

Para o domingo, logo que acordei, dei aquela super limpeza na casa. Varri, passei pano, tirei o pó, limpei os banheiros, pus o vaso de orquídeas na sala para enfeitar, mudamos os móveis de lugar para ajeitar a melhor o ambiente e fazê-lo aconchegante. Depois, supermercado.  Planejava comprar as berinjelas,  abobrinhas, limões e tomates na feira para serem mais frescos, mas não deu tempo. Assim, fomos ao Futurama da Avenida Angélica e compramos tudo o que faltava, o que significa que as cervejas, águas e refrigerantes também vieram junto com os hortifruti.

Fiz babaganush com as berinjelas e um antepasto de abobrinhas que leva alcaparras, azeitonas e aliche. Minha mãe é especialista nessa abobrinha, mas a minha não ficou lá essas coisas, tenho que confessar.

Tem hora que bate um cansaço, mas fazer tudo isso é tão legal, tão prazeroso que eu fico ligada no 220. Não paro até que tudo esteja do jeito (ou bem próximo do jeito) que planejei.



Forrar a mesa com uma bela toalha, dispor as comidinhas preparadas com tanto amor nos recipientes mais bonitos que temos em casa, arrumar as cestas com pães e os queijos nas tábuas, distribuir os doces nas bandejas, separar os copos, as bebidas, providenciar saca-rolhas, guardanapos, porta-copos, pratinhos para servir, garfinhos ou palitos para os petiscos, tudo isso faz parte. Na minha cabeça, há uma sequência de ações que às vezes são feitas simultaneamente. Quem me vê trabalhando pensa que estou brava, mas não. Eu ficou muito concentrada. É um tal de sobe e desce escadinha pegando coisas nos armários e ajeitando tudo nos devidos lugares que só para quando a festa começa.

O som fica sempre por conta do Silas. Ele é muito melhor que eu nisso.

Receber os amigos em casa é uma satisfação, ainda mais para comemorar o aniversário do meu companheiro de todos os dias.  Eu queria ver o Silas feliz com a festa, ainda que pequena e totalmente feita em casa. A ele dedico todo o meu amor e aos nossos amigos, o melhor da nossa casa. Venham sempre!

Com tantas comidinhas mencionadas, vou dar a receita do bolo de chocolate mais fácil do mundo de fazer. Cada um recheia como quiser, já que a massa é sensacional!


Bolo Nega Maluca 

Ingredientes

3 ovos inteiros
1 1/2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de chocolate em pó (não pode ser achocolatado!)
1 xícara (chá) de água fervendo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de fazer: 
Numa tigela, misture com o fouet (batedor de claras) todos os ingredientes, exceto o fermento. Só mistura, não é preciso bater. Faça isso na mão, não na batedeira ou no liquidificador. Depois de bem misturado, acrescente o fermento e leve para assar em forma untada e polvilhada. Temperatura do forno, 180 graus. Ficará pronto em 45 minutos.



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