domingo, 27 de dezembro de 2015

Abrace uma carreira - Gastronomia

No dia 24/12, o programa Abrace uma carreira da Rádio USP, produzido e apresentado pela jornalista Miriam Ramos foi ao ar, às 13 horas tratando da profissão Gastronomia. 

Entre os entrevistados, a chef Janaína Rueda, do Bar da Dona Onça e da Casa do Porco; a queridíssima amiga e também chef, Patricia Souza, que escreveu o livro Religião vai à mesa;  o professor de gastronomia José Roberto Yasoshima, da Usp, e eu, que fui falar sobre o Blog da Gavioli e o projeto Lá em casa pra jantar

Pra quem não teve oportunidade de ouvir, amanhã, domingo, às 16 horas, haverá reprise. Sintonize 93,7 FM e ouça. Ficou super legal. 

Aproveite! 



Beijos!


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Ceia de Natal diferente - Receitas (5)


Pra encerrar a série preparada exclusivamente para quem acha que a ceia de Natal pode ser mais descontraída e leve do que com os tradicionais preparos de peru, tender, bacalhau, pudins, manjares e cassatas, hoje nosso assunto é o doce, ou seja, a sobremesa. 

Frutas - Um jeito de facilitar a vida é mesmo ter frutas fáceis de serem consumidas para que as pessoas se sirvam à vontade. Boas indicações são as cerejas, os pêssegos e ameixas, nectarinas e uvas porque são frutos dessa época do ano. Deste modo, é previsível que sejam encontrados em quase todos as quitandas, sacolões, nas feiras, nos mercadinhos e supermercados. Nem sempre os preços são os mais convidativos, mas essa é uma escolha para a festa de Natal, então que tal olhar para as frutas como verdadeiros doces naturais que já vêm prontos e são saudáveis e deliciosos? 

Dicas:

  • Providencie frutas fáceis de serem completamente consumidas por uma pessoa. 
  • Evite que devam ser cortadas. 
  • Se quiser servir manga, melão, abacaxi etc., já os deixe cortados e espetados em palitos ou com garfinhos disponíveis para serem usados. 
  • Não esqueça de deixar um potinho ou pratinho para que sejam depositados os caroços ou sementes.

Castanhas - Outra possibilidade são as castanhas e as frutas secas: figo e damasco seco, tâmara, uva passa e frutas cristalizadas enchem as gôndolas dos empórios nesse período do ano, assim como as nozes, amêndoas, castanhas de caju e do Pará, macadâmia e também o pistache e os amendoins. Se você comprar um pouquinho de cada um dos itens e fizer um belo "pout pourri", isto é, um mix, acaba não saindo muito caro porque rende muito. Serve tanto para abrir (entrada) como para fechar o serviço de mesa (sobremesa).  



Um outro jeito bonito de servir é usar vidros. Essas guloseimas saudáveis podem também ser presenteadas aos amigos que forem à festa.   

Queijos - Outra possibilidade de sobremesa são os queijos. No entanto, como minha previsão é que, apesar das pancadas de chuva de verão, as noites são bastante quentes. Os queijos podem ser uma boa, mas com parcimônia porque, em geral, são gordurosos e aumentam a sensação de calor. 



O doce 


Para facilitar muito a vida e ter uma opção gostosa, fácil de fazer, de servir e de agradar é providenciar um bolo geladinho daqueles típicos bolos gelados embrulhados em papel alumínio. Não tem erro, nem desperdício. Todo mundo gosta. 

Existe uma receita antiga conhecida como "toalha felpuda". O Silas rebatizou o bolo dando-lhe o apelido de "fralda molhada". Eu conhecia uma receita ótima que lá em casa de minha mãe era chamado como "bolo de coca-cola" porque leva o refrigerante na massa. Super fácil de fazer, fica molhadinho e pode ser gelado ou congelado. Se ficar no freezer, fica um sorvete ótimo, delicado que vai se descongelando a cada mordida. 

Bolo gelado de coca-cola (para embalar ou embrulhar)

Rendimento: 35 pedaços

Ingredientes

6 ovos (gemas e claras separadas)
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara  (chá) de coca-cola (ou outro refrigerante ou cerveja preta)
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Pra molhar

1 lata de leite condensado
1 vidro de leite de coco
100 gramas de coco ralado

Modo de fazer

Bata as claras em ponto de neve e reserve. 
Na batedeira, bata as gemas. Em seguida, acrescente a coca-cola e em seguida o açúcar e a farinha de trigo. Misture bem, batendo sempre todos esses ingredientes. Desligue a batedeira e acrescente as claras em neve, mexendo devagar e suavemente. Depois acrescente do fermento e mexa bem para incorporar à massa. 
Leve ao forno pré-aquecido em 180 graus em forma untada e polvilhada por 30 minutos. 
Enquanto assa, misture o leite condensado com o leite de coco. 
Assim que estiver assado, retire do forno e despeje o líquido por cima fazendo também furinhos na massa para que penetre bem a calda. Cubra com o coco ralado, polvilhando-o por toda extensão do bolo. 
Feche a assadeira com papel alumínio e leve à geladeira por, no mínimo, 12 horas. 
Corte em pedaços e embrulhe-os um a um. 
Leve novamente à geladeira ou ao refrigerador até a hora de servir. 




Uma dica: esse bolo é muito charmoso e entre suas facilidades está o fato de que ele não exige prato e talheres para ser degustado. Contudo é uma sobremesa bem doce. Então, a dica é: sirva pedaços pequenos. Eles são mais trabalhosos para embrulhar um a um, mas facilitarão para as pessoas que não gostam muito de doces demasiadamente melados e molhados... Um pedacinho basta para uns. Outros, comerão vários, isso é uma certeza. 

Pronto! Estamos com uma bela ceia, muito gostosa, fácil, leve e delicadamente preparada para receber nossos amigos, nossas famílias e também os amigos de amigos que sempre aparecem nessas ocasiões. 

FELIZ NATAL !!!! 

Leia também: 

>>> Receita de Natal diferente - Receitas (1)
>>> Receita de Natal diferente - Receitas (2) 
>>> Receita de Natal diferente - Receitas (3)
>>> Receita de Natal diferente - Receitas (4)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ceia de Natal diferente - Receitas (4)

Na nossa ideia de fugir do lugar comum e fazer comidinhas mais leves e fáceis para a ceia de Natal, já tivemos nas publicações anteriores: entradas: sopa fria de beterraba (ou se quiser a de pepino), quiche de berinjela e pimentão vermelho e uma salada de folhas verdes que pode ter diversas variações dependendo da criatividade de quem a executa.

No primeiro post desta série, mencionei que não teríamos o famigerado refrigerante sobre a nossa mesa de festa, lembram? Pois bem, mas como vamos substituir um item tão fácil, prático e barato? Afinal, uma garrafa pet de 2 litros de refrigerante custa menos de R$ 5,00 no supermercado. E o apelo que tem é demais: é docinho, fácil de gelar e, em geral, toda casa manda pra mesa com rótulo e tudo. Feio pra caramba, mas real. 

Minhas sugestões de bebida serão três: água "saborizada", chá frio ou gelado (feito em casa, não os de caixinha) e suco de fruta. 

Tudo muito simples. 

Mas você vai dizer eu não tenho jarras bonitas para servir. Normal. Você pode usar garrafas de vidro devidamente higienizadas para colocar essas bebidas.  Eu tenho uma série delas em casa. Quando acaba um litro de wisky, vinho ou até mesmo um azeite que tem uma garrafa bonita, eu tenho o trabalho de lavar, tirar o rótulo (o que às vezes é bem chatinho) e deixá-la como um coringa para esse tipo de evento. 

Na minha festa de casamento, tínhamos garrafas de água com uma folhinha de hortelã dentro indo cheias para as mesas e voltando vazias para serem novamente enchidas. Eu me casei no verão e fiz um almoço para comemorar. Era muita gente, então tínhamos muitas garrafinhas. Sabe de quê? De azeite. Todas de 500 ml. Ficou um charme porque havia algumas redondas e outras quadradas. Tudo muito harmônico e divertido. Neste caso, os vidros eram transparentes, mas há quem goste do vidro verde ou do escuro.  Por que não? 

Chás 



Resolvida a questão de onde servir, vamos às ideias.  Que tal um chá de calêndula com camomila  e outro de hibisco com capim cidrão? 

O preparo do chá não tem segredo. Basta por água pra ferver e fazer a infusão ou colocar a erva. Em seguida, desligue o fogo e tampe a panela. Deixe abafar por pelo menos 5 minutos. Depois coe, espere esfriar e leve à geladeira. 

Os chás tem sabores acentuados e não precisam necessariamente ser adoçados. Especialmente os de camomila, erva-doce, capim cidrão, cidreira, hortelã, calêndula. Já os mais avermelhados ou os que são feitos de frutas cítricas, esses, sim, pedem um docinho. Algumas gotinhas de mel, resolvem a questão de um grande volume de chá. 

Para garantir que tenha bebida para toda a noite, faça vários litros e deixe em garrafas pet gelando. Na hora de servir é só passar com um funil para as garrafas de vidro. Ah! Tem uma coisa, não ponha o chá quente no pet. Espere esfriar. Isso é importante para não pegar gosto de plástico no chá. 

Água saborizada

Um dia estive num evento no Sesc com a querida e talentosíssima  Valéria Arbex. Na ocasião, até publiquei um post falando disso. Ela ensinou a fazer algumas águas com sabor. Não há nada mais simples de se fazer na cozinha do que isso. Mas o resultado é genial. 

Bastam umas gotinhas de água de flor de laranjeira ou de essência de laranja em água, mais gelo e rodelas de frutas cítricas. Pode ser limão, laranja, carambola. Sempre com a casca. Por isso, a fruta tem que estar perfeitamente limpa. 

Também fica ótimo usar raminhos de hortelã, salsa, manjericão,  ou ainda outro tempero em folha verde que seja do seu agrado. Dá um frescor e uma leveza à água que é servida. Tente! 

É uma coisa tão básica que dá um charme imenso. Quando a jarra d'água começa a suar, fica ainda mais bonita. Aquelas gotinhas todas parecem uma janela em dia de chuva. Não é mágico? 

Suco de fruta




Para facilitar a vida, vamos usar as frutas da estação: uva do tipo Niágara, pêssego, lichia e ameixa. Junto com elas, vamos usar as tradicionais: laranja, limão, tangerina ou mexerica, maracujá, abacaxi, lima, maçã. Para dar mais charme, vamos juntar, conforme o gosto, gengibre, hortelã, canela, pimenta e cardamomo.



Uma coisa que me ocorreu é o suco que leva alface. Uma combinação excelente é alface, limão e lichia. Fica uma delícia. 

Use e abuse do liquidificador para bater tudo. Alguma frutas podem ser batidas com a casca, outras, não. Coar, neste caso da festa de Natal, é imprescindível. Você vai servir o suco como um refresco e não como refeição. Portanto, tenha o cuidado de colocar água e gelo o bastante para que não fique espesso. Isso não quer dizer sem gosto. Líquido, ralo, fluido. Assim é que deve ser. 

O princípio do açúcar é o mesmo do chá, ou seja,  caso precise adoçar, use mel. Em última instância até açúcar vale. Se houver pessoas diabéticas ou em dieta, então, use adoçante. Mas o melhor mesmo é o doce da fruta. 

Com álcool

E pra não perder a chance de oferecer uma boa receita, dou uma sugestão a mais, agora com álcool para a noite de 24 de dezembro: sangria. 

Essa receita foi a que eu preparei no chá de bebê da Euzi, quando ela estava grávida do Rafael. 

Sangria



Ingredientes

350 ml de vinho tinto seco 
1 lata de refrigerante de limão 
2 maçãs picadas em cubos
1/2 abacaxi cortado em cubos
1/2 copo de suco de laranja
gelo o quanto baste
1 dose de granadine

Modo de fazer: Numa jarra grande, coloque o gelo e em seguida misture todos os ingredientes. Misture com um mexedor de drink, do tipo bailarina. 





Nossa ceia de Natal está mesmo diferente das que comumente frequentamos. Isso pode ser muito gostoso. No minimo essas novidades serão o início de um bom assunto entre os presentes. 

Se quiser as receitas com medidas para o chá, a água saborizada e os sucos, tudo direitinho, me escreva para o mcgavioli@gmail.com  Eu mando pra você. 

Beijos e até breve! 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Ceia de Natal diferente - Receitas (3)

Usando a criatividade e o seu tempero pessoal, 
o céu é o limite para as saladas. Ouse! Crie a sua.


Saladas

Mesmo que seja só pra livrar a consciência, caso você não considere a importância de comer de um modo mais saudável e preze as comidas mais pesadas e engorduradas, é preciso ter boas opções de salada na mesa de Natal. 

Numa ceia convencional elas estariam divididas entre as saladas do tipo maionese e salpicão, saladas de folhas e as de grãos como as que levam lentilhas, grão de bico, feijões brancos ou azuki, mix de arroz de sete grãos e, para temperar, umas lascas ou  cheirinhos de bacalhau, anchovas etc.  É comum também que as saladas tenham frutas, como é o caso do salpicão que tem maçã na receita, ou aquelas misturas que ficam muito gostosas porque ganham um sabor docinho com manga, morango, figo, laranja ou pera.

De acordo com a definição da Wikipedia: as saladas são preparações culinárias compostas por vários alimentos diferentes, muitas vezes com cores contrastantes e geralmente comidas frias.

Pois na nossa ceia de Natal é isso mesmo que teremos à mesa para o caso dos convidados apreciarem uma mistura bem combinada que pode acompanhar com fineza uma carne, ave ou peixe, bem como a quiche que foi proposta na primeira edição desta série ou ainda para ser um prato único, ou seja, degustada como ela mesma. 


Servir saladas em dias quentes


Esse é mesmo um grande desafio porque envolve itens que nem toda casa tem e que ocupam espaço demasiado, principalmente, num buffet de Natal.  

Para evitar que as folhas fiquem logo feias e murchas é bom servi-las tardiamente, isto é, finalizar a montagem da salada quando a festa estiver quase para começar.   Além disso, para um prato que ficará à disposição para as pessoas se servirem em seus tempos, o tempero ou molho não deve ser regado sobre toda salada e, sim, permanecer numa molheira ao lado para que seja colocado diretamente no prato.

Outras coisa imprescindível é que a salada não deve ficar jamais mais que duas horas sem refrigeração. Nenhuma comida deve, mas a gente dá um desconto em dias diferentes. Só que a salada de folhas logo vai ficar feia, além de poder se contaminar.  

Não vamos nos atrever a usar molho com ovos de nenhuma forma neste caso, combinado? 

Caso haja espaço, uma boa sugestão é colocar um recipiente com gelo debaixo da travessa da salada. Se for uma travessa de inox, louça ou refratária haverá uma refrigeração do prato. Isso é excelente. Do contrário, a salada tem que ser renovada de tempos em tempos e a que saiu da mesa, lamentavelmente, deverá ser descartada. Não exagere, portanto, nas quantidades. 

As folhas devem estar perfeitamente secas para que o molho  não seja diluído nas gotículas de água. Não sirva folhas inteiras caso sejam muito grandes. É difícil para servir e também dá uma manobra e tanto no prato de quem pega as folhas do tamanho de um vitória régia. Rasgar as folhas com as mãos sem cortá-las com faca é o mais recomendado. 


Caso prefira uma salada que pode ficar mais tempo exposta, há duas sugestões bem interessantes que não levam folhas que já foram publicadas anteriormente: salada especial de grão de bico e salada de grãos.  Ambas resistem mais ao calor. 

No entanto, nossa opção é por servir uma salada com folhas verdes.  Logo, vamos a ela. 




Salada de folhas, nozes e maçã



Ingredientes

1 maçã vermelha
1 maçã verde 
Folhas de alface mimosa, roxa e americana  (o quanto baste)
1/2 xícara (chá) de salsão bicado em bastonetes
1/2 xícara (chá) de nozes (bem frescas) picadas 
1/2 xícara (chá) de queijo azul, branco ou meia cura em cubos de 2cm


Modo de fazer

Corte as maçãs em lâminas de 1 cm de espessura e deixe-as em água com limão ou vinagre para não escurecerem até o fim da montagem do prato.  
Higienize bem as folhas de alface e seque-as perfeitamente. Rasgue-as com as mãos para que fiquem em partes fáceis de servir no prato. Arrume-as numa travessa. Por cima, distribua o salsão, as nozes e o queijo. Depois, coloque os pedaços de maçã, também bem secos (para isso use um pano de prato limpo) nos vãos da salada, que serão muitos. Isso é divertido de fazer.  


Para o molho

Ingredientes

1 xícara (chá) de iogurte natural
1 colher (sopa) de molho de mostarda Dijon em grãos
1 colher (chá) de mostarda em grãos 
Azeite de oliva extravirgem
Caldo de 1/2 limão (opcional)
Sal e pimenta do reino 

Misture bem todos os ingredientes, quase como se fosse emulsioná-los. Coloque numa molheira ao lado da travessa montada com as folhas. 


***

Se o Papai Noel estiver muito gordinho e rechonchudo esse é um bom prato pra que ele se delicie e cuide bem do seu colesterol.  Sem exageros nas nozes e nos queijos, essa salada tem fibras e proteínas e ótima qualidade. 

Aproveitando o conteúdo total deste post, há três opções de saladas para a ceia de Natal. Usando a criatividade e  o seu tempero pessoal, o céu é o limite para as saladas. Ouse! Crie a sua. Divida a receita com a gente. 

Uma sugestão para alegrar quem você ama: Que tal escrever uma cartinha com itens de uma cesta de Natal bem especial? Vale de tudo: de amendoim, sorrisos, pó de pirlimpimpim,  sopa de mãe, filme de aventura ou romance, abraço apertado, salto de paraquedas, promoção no trabalho, um dedo de prosa... o que você desejar, pode escrever. Acho que seus amigos vão gostar, mas cada cartinha tem que ser personalizada. De coração para coração.



Um grande abraço. 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Ceia de Natal diferente - Receitas (2)


Uma recepção confortável é aquela que não transparece 
aos convidados que houve muito trabalho para ser promovida.



Ontem publiquei uma receita de quiche feita com berinjelas e pimentões vermelhos como sugestão para a ceia de Natal diferente, ou seja, dentro da proposta de fazer algo mais leve, divertido e com pouco trabalho para a noite do dia 24 de dezembro. 


Jeito de servir

Ainda antes de sugerir uma segunda receita, pensei em em falar de algo simples e elegante para arrumar a mesa e também deixar o ambiente natalino descontraído sem perder a sofisticação, evitando aumentar a temperatura que já é bem alta comumente no Natal no Brasil.

A ideia é usar um móvel ou uma mesa de apoio, do tipo aparador, para deixar a comida. Não é preciso colocar todos os preparos em cima da mesa ao mesmo tempo. Se fizer isso, certamente, deixará as pessoas menos confortáveis em seus lugares, porque nem sempre cabem todos os pratos, talheres, louças, guardanapos e enfeites de Natal sobre a mesa. 

A menos que você tenha uma mesa enorme como aquelas das famílias abastadas das novelas, a ideia de usar um móvel como apoio é bem interessante. Nele estarão as comidas em travessas bem bonitas com seus respectivos talheres para que sejam servidos os pratos individualmente conforme a vontade de cada um. Quase como um self service. 

Só que é preciso cuidado e atenção para evitar que esse buffet fique logo sujo já que as pessoas, via de regra, fazem lambanças quando vão se servir. Isso não é proposital, mas se cada um derrubar dois ou três grãos de arroz, em apenas alguns minutos essa mesa estará desagradavelmente suja para as próximas pessoas. 

Dito isso, o anfitrião ou anfitriã terá que ter olhos para, em tempo, providenciar a limpeza e garantir que a festa continue linda e limpa, sem se tornar, no entanto, um serviçal aparente no ambiente.

Costumo dizer que uma recepção confortável é aquela que não transparece aos convidados que houve muito trabalho para ser promovida. Quem vai à festa, tem que sentir quase como se as coisas tivessem chegado aos lugares em que estão sozinhas, sem sacrifício ou esforço. Tornar um ambiente aconchegante exige, portanto, essa atenção. 

Mesa arrumada

Se houver um buffet onde estarão as comidas, a mesa pode ser bem descontraída, inclusive, sem lugares marcados por pratos, copos e talheres. Uma forma bonita para a arrumação é empilhar os pratos e fazer fileiras com os copos e talheres, bem como dispor os guardanapos para que sejam usados de acordo com a vontade de cada um. 

É muito gostoso cear juntos, mas a proposta aqui não é fazer algo convencional. Então, se rolar de todo mundo se sentar na mesma hora, será um sinal claro de que há muita integração entre os presentes. Se isso não ocorrer, não há problema algum. Cada um se diverte à sua maneira.

Chata mesmo é aquela festa em que o dono da casa, que foi quem fez a comida e serviu todo mundo, fica acabado e nunca chega para compartilhar o jantar. Enquanto todos já estão servidos, famintos e aguardando para começar a comer, ele está quase morto, com olheiras na boca e super estressado.  Na casa da minha família em Itu, que é uma lar bem machista, sempre aconteceu isso. Minha mãe preparava todos os pratos e não vinha pra mesa nunca, o que, a mim, me deixava com forte peso na consciência porque eu queria mesmo era comer logo aquele montão de coisas gostosas e muito mais que isso, que ela compartilhasse com a gente tudo o que havia produzido. 

Fotos para dar inspiração


Eu fiz uma busca na internet e encontrei fotos de algumas mesas bonitas arrumadas desse jeito. 

consultorakarynedavila.com.br

blog.adrianascataris.com.br

Blog da Gavioli
Blog da Gavioli

meudocedecasa.wordpress.com
lojaskd.com.br



Entrada fria 

Depois de tanta inspiração para a montagem da mesa, vamos à segunda receita proposta para essa nossa ceia tão especial e diferente.

Em duas edições do Lá em casa pra jantar  eu servi sopas frias como entrada. Considero uma saída incrível para não ter trabalho na hora de servir. Uma delas é a sopa de pepino com hortelã e iogurte.  A outra é uma sopa de beterraba que também pode ser servida quente, uma vez que é um alimento comum em países frios. Originária da Ucrânia, essa sopa fica uma delícia servida com creme de leite fresco ou, se preferir, e é a minha preferência, com sour cream.


Sopa Borscht 


Ingredientes 

4 beterrabas médias
1 colher (sopa) de manteiga 
1 cebolas média picada
1 cenoura ralada
1 colheres (chá) de açúcar 
1 litro de caldo de galinha 
Suco de 1 limão 
Sour cream  (ver post com receita)
sal e pimenta-do-reino a gosto


Modo de fazer

Lave e seque bem as beterrabas, depois as embrulhe uma a uma em papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido em 180 graus por 30 minutos. Passado esse tempo verifique se as beterrabas estão cozidas e macias, para isso, espete-as com um garfo. Retire do forno, deixe esfriar e em seguida remova a casca. Rale as beterrabas cozidas.                                                 
Numa panela alta, refogue a cebola na manteiga e a cenoura ralada. Acrescente então as beterrabas raladas, o açúcar e o caldo e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos em fogo baixo com a panela semi tampada. Desligue o fogo, espera amornar e então bata no liquidificador com o suco do limão. Acerte o sal e tempere com pimenta do reino. 
Leve à geladeira, de preferência de um dia para outro. 
Sirva em porções individuais com uma colher (chá) de sour cream. 


***

Na nossa ceia relax, a sugestão é deixar uma jarra com a sopa no aparador das comidas tendo ao lado o sour cream e copos pequenos do tipo shot. Como é um prato diferente, é preciso explicar para os convidados como deve ser servido. Aí, cada um faz do seu próprio jeito. Se achar que a sopa de beterraba é muito pesada, faça a de pepino ou outra qualquer também fria. Vai ser sucesso. Pode acreditar! 
Até a próxima receita da série. 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Ceia de Natal diferente - Receitas (1)

Uma poesia escrita à mão, um pote de doce, um livro de sua estima já usado mas que será realmente lido, algo seu, de verdade. De coração pra coração. 


Todo ano é a mesma coisa

- Que vamos fazer para o Natal? 

E a resposta tradicionalmente é a mesma: os pratos principais terão pequenas variações entre peru ou chester, tender, pernil, bacalhau. Entre os acompanhamentos: arroz branco ou a grega e até arroz de açafrão, farofa não pode faltar, seja salgado ou doce e as saladas do tipo salpicão ou alguma que leve bacalhau sempre aparecem. Por aí vai. Na sobremesa, pudim ou caçarola italiana, manjar branco, uma cassata e frutas, como uva, pêssego, cereja e ameixa. Ainda por cima da mesa haverá castanhas, nozes e frutas secas, como figos, damascos e uvas. Tudo isso tem cheiro e gosto de Natal, não nego!

Mas por que não fazer algo diferente? 

Pessoalmente, eu acho essas festas de fim de ano muito complicadas. Tudo dá muito trabalho. No Brasil, é sempre muito calor e as comidas são inevitavelmente pesadas. Isso sem comentar a quantidade e a variedade de pratos que todas as famílias fazem todos os anos. Seja numa casa pobre ou rica, Natal é uma festa de fartura. Há mesmo essa tradição e, mais que isso, um enorme apelo da mídia para que isso aconteça. 

Minha proposta é algo bem diferente para o Natal de 2015. Quem sabe não é essa a hora de mudar o padrão de consumo e fazer algo bem distante do que nos acostumamos? Antes de sugerir a primeira receita de uma série (serão 5 posts) para compor a ceia de Natal ouso propor outras mudanças também. 

Mude o jeito de presentear

A começar pelos presentes: dê mais atenção e menos matéria.  Eu sei que é gostoso dar e receber presentes. De novo é como construímos essa tradição que nos leva a isso. Quando éramos crianças não ganhávamos tantos presentes como ganhamos agora. Minha mãe comprava, sim, "o presente de Natal", que invariavelmente era algo com que tínhamos sonhado o ano todo. Quase sempre era uma boneca mais cara, que vinha embalada com papel bonito e até podia ser entregue pelo Papai Noel. Nossos tios não se preocupavam em dar presentes para todos da família. Nem nossos pais.  As coisas eram mais simples do que agora. 

Desde que minhas sobrinhas nasceram, lá em casa, muito por minha causa, faço aqui minha mea culpa, o Natal se tornou uma festa de abrir presentes. São muitos de todos os tamanhos e preços. 

Sobre isso, eu me lembro de (logo que comecei a trabalhar e ganhar dinheiro) sair de São Paulo às vésperas, lá pelo dia 23, com o carro abarrotado de presentes embalados e identificados para todos da família. Parecia um trenó, só que em vez de renas um uno mille verde me levava pra Itu. Antes do uno ainda, eu carregava imensos pacotes no ônibus da Viação Vale do Tietê, que à época saía do Terminal Tietê e não da Barra Funda como agora. 

Quanto a abrir tudo, há um momento ritual no Natal lá da casa da minha mãe para isso, com muita gargalhada todos os anos. Mas há tantos presentes que ganhamos e damos que nunca serão sequer usados... Pra quê?

Então, a ideia deste ano, confesso que não acho que terei forças para mudar o que se tornou tradição, é levar para o Natal uma outra proposta. Que tal um jogo de tabuleiro novo que todos da festa possam ser integrados ou inventar uma brincadeira para que a noite se estenda e fiquemos por muito tempo juntos, brincando... curtindo um ao outro? 

Se não der pra fugir dos presentes para todos, quem sabe algo mais humano, feito por você. Uma poesia escrita à mão, um pote de doce, um livro de sua estima já usado mas que será realmente lido, algo seu, de verdade. De coração pra coração. 

Comer diferente no Natal

Nos próximos dias, publicarei uma sequência de receitas que juntas podem dar ideias novas sobre o que fazer para a ceia, sem, entretanto, gastar muito dinheiro, tempo e, claro, comidinhas gostosas que sejam leves e possam ser acompanhadas de um bom espumante ou vinho rosado. Além disso, são comidinhas que quentes ou frias podem ser beliscadas a noite toda. 

Já que no Natal a temperatura é alta, vou começar com uma entrada e até o último post teremos uma proposta de bebidas. Já adianto que deixaremos os refrigerantes de lado definitivamente. Eles não são necessários na nossa mesa de Natal. A roupa do Papai Noel já é a alma da coca-cola nas nossas casas. E isso é o bastante. 

Como primeira receita, que tal uma quiche com berinjelas e pimentões ou cogumelos para acompanhar uma salada de folhas?  A sugestão de salada vem nos próximos dias. 

A receita da quiche, bem como seu conceito, eu estou reproduzindo do Think Food e foi uma publicação de 2010 feita pelo chef  Diego Barreto,  sob o título A perfeita quiche - e um segredo desvendado. Pessoalmente, estou certa de que não poderia sugerir nada melhor. 

Quiche 

Páte brisée (massa)

380 g de farinha de trigo peneirada
10 g de sal
230 g de manteiga integral sem sal
Água Q.B  (quanto baste)

Misture a farinha e o sal, acrescente a manteiga gelada cortada em cubos e com as pontas dos dedos, misture sem sovar a massa, formando uma espécie de farofa.

Acrescente a água aos poucos até que a massa se torne lisa e homogênea. Reserve refrigerada por 30 minutos.

Abra com o rolo e com auxílio de filme plástico e disponha em uma assadeira própria para quiche. Gele, pincele com clara de ovo crua para impermeabilizar a massa, [e impedir que absorva umidade do recheio e perca assim a textura seca que faz com que desmanche na boca - o segredo era esse], fure com garfo e leve ao forno pré aquecido por cerca de 25 minutos à 180 graus.

Appareil (creme base)

30 g de manteiga integral sem sal
100 g de queijo (gruyère de preferência)
350 g de creme de leite fresco
4 ovos
sal e pimenta Q.B (quanto baste)

Bata os 4 ovos e reserve. Rale os 100 gr de queijo e misture no creme de leite, acrescente a manteiga amolecida e tempere com sal e pimenta, por fim acrescente os ovos previamente batidos e misture.


***

Berinjela com pimentões 

Ingredientes

2 colheres de azeite ou óleo
1 dente de alho amassado
1/2 cebola média picada em julienne
1 berinjela com casca cortada em tiras finas de cerca de 6 cm de comprimento
2 pimentões vermelhos cortados em tiras finas (0,5 cm) verticais
Para temperar: sal grosso, pimenta do reino, alecrim e tomilho 

Modo de fazer

Numa assadeira, leve todos os ingredientes ao forno pré-aquecido em 180 graus por 30 minutos. Escorra a parte líquida e retire da assadeira. Deixe esfriar. 


Montagem da quiche

Cubra o fundo da massa pré-assada com o recheio de berinjela e pimentões e por cima coloque o creme base. Leve para assar em forno médio (180 graus) por 30 minutos ou até que fique dourado. 
Retire do forno e aguarde uns 15 minutos para servir. Pode também ser servida fria. 


***




Muito bem. Essa foi a primeira desta série de receitas pensadas para compor uma Ceia de Natal diferente.  Essa quiche serve tanto como entrada, como prato principal ou algo para comer quando der fome durante a festa. Dá pra comer no prato ou pegar um pedaço na mão com um guardanapo. Fácil! 

Seus comentários e sugestões são muito bem-vindos! Tem uma receita que casa bem com essa proposta, mande pra cá. Vamos publicar! 

Um beijo enorme e boas festas!  

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Primavera: qual o melhor vinho para essa época?

Participação Especial - Parceria do Clube dos Vinhos 




A primavera é inegavelmente a estação mais charmosa do ano, onde as paisagens ficam mais alegres, as montanhas e campos mais floridos e tudo parece se renovar nesse período. É uma época excelente para apreciar um bom vinho, mas qual será a melhor opção para se degustar? Pois não está tão frio como no inverno e nem tão quente como no verão, portanto essa escolha passa por uma linha muito tênue e requer muitos cuidados para escolher a uva correta. Confira abaixo algumas dicas de como escolher um bom vinho para apreciar nessa reta final da primavera.

Vinho rosé, os reis da estação das flores:


A primavera é a segunda estação mais quente do ano e por isso requer vinhos mais leves e refrescantes, servidos normalmente em uma temperatura mais baixa.  O rosé atende muito bem essa demanda, sendo um vinho muito leve, de paladar agradável e servido em temperaturas em torno de 6° a 8° Celsius. É definitivamente o vinho perfeito para a primavera, pela sua cor característica, seu frescor e aroma inigualável.

O vinho rosé pode ser definido por alguns sommeliers como um coringa para essa estação do ano, pelo fato de harmonizar muito bem com pratos mais leves, tais como: aves, peixes, grelhados leves, legumes, frutos do mar, saladas, que são exatamente os produtos mais consumidos no período da primavera, bem diferente do inverno onde são consumidos mais carnes e massas, harmonizando em sua grande maioria com os tintos mais robustos e encorpados.

Os vinhos brancos e espumantes:


Os vinhos brancos também podem participar das ceias na primavera, mas há algumas pequenas restrições em seu uso, pois em sua grande maioria são servidos no verão, onde a temperatura externa se encontra muito mais quente do que na primavera, porém isso não é exatamente uma regra.

Os vinhos brancos e espumantes são servidos também em uma temperatura de 6° a 8° Celsius, harmonizam muito bem com saladas, frutos do mar e peixes e propiciam um frescor e leveza ao paladar. Suas principais características que o habilitam a serem consumidos na primavera, são: sua acidez e frescor, que quando servidos em baixas temperaturas potencializam o sabor dos alimentos, propiciando uma experiência inesquecível para o consumidor.

Outra faceta muito importante dos vinhos brancos e espumantes é sua excelente harmonização com sobremesas e frutas, muito consumidas na primavera. Você pode combina-los facilmente com tortas de maçã, tortas de pêssego, strudel, salada de frutas, morangos, amoras, entre outros.

Vinhos tintos:


Os vinhos tintos realmente não são as estrelas da primavera, mas algumas variedades cumprem bem o seu papel em estações mais quentes e podem ser muito bem harmonizados com grelhados leves e aves. Variedades como o pinot noir e assemblage, por exemplo, podem ser amplamente utilizados em épocas mais quentes, servidos em temperaturas entre 10° a 12° Celsius. Não é recomendado servir esse tipo de vinho em temperaturas abaixo dos 10° Celsius, pois isso alterará significativamente sua estrutura e prejudicará o seu sabor. Uma dica, nunca tente utilizar vinhos tintos mais encorpados e envelhecidos, pois eles definitivamente não combinam com estações mais quentes e infelizmente promoverão uma experiência ruim ao seu paladar.

Enfim, a primavera é uma excelente estação para descobrirmos novas possibilidades, experimentarmos combinações diferentes e apreciarmos pratos e vinhos mais leves. Por isso sugerimos que faça um teste e descubra novos sabores que a estação das flores pode lhe reservar. Saúde!



Sobre a autoria do texto:


Esse texto foi produzido por Clube dos Vinhos, um clube de assinatura de vinhos


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