domingo, 1 de fevereiro de 2015

Balanço de um mês

Lá se foi janeiro de 2015.

Cheio de novidades antigas, decisões retomadas, emoções de toda natureza. Já rolou tanta coisa que parece que foi um ano e não um mês.

Amigos se foram em despedidas breves de "logo nos encontraremos de novo".  Em outras,  não tão breves, que nos fazem acreditar que a vida é uma grande roda viva, cheia de encontros efêmeros, mesmo que eles tenham durado anos.

Janeiro de preparação para o ano todo, de dias quentes e com pouca chuva nesse "mais um" ano de estiagem preocupante aqui na região. Mês de propostas de trabalho não concretizadas, de contratos não assinados, de esbarrões em voltas ao passado, de uma pintura nova na lousa da minha cozinha, de pequenos consertos que levam anos para serem decididos e horas para serem realizados.

Teve um "grande dia", o de levar a Paula para o aeroporto, abrir a portinha da gaiola e deixá-la passarinho voar...

Testei novos preparos culinários. Mudei a cara do blog. Escrevi trechos ainda não publicados.  Encontrei amigos queridos e outros, desencontrei. Namorei bastante o Silas, vimos filmes bons e ruins no cinema e na TV, cozinhamos e comemos juntos, festejamos cinco anos juntos, mais que unidos, apaixonados.


Nos últimos três dias do mês, rolou uma super faxina no barracão do quintal da casa da minha avó Leonor e meu avó Agnelo, que hoje é da minha mãe. Há anos, qualquer que fosse a necessidade, depositávamos ali tudo o que não queríamos mais, mas tínhamos dó de jogar fora. Saldo de reformas feitas em diversas casas, minha, da Cris, do Júnior, da mudança dos meus pais do sobrado para casa da rosa no jardim, por lá ficaram louças de banheiros, pias de cozinha, armários, estantes, mesas, livros em caixas, pisos e azulejos em estoque para o caso de precisar de um conserto.

Mexer naquilo tudo, tão cheio de pó, de memórias e histórias, umas lembranças vivas, claras, brilhantes, outras meio embaçadas, até construídas, quem sabe, além de um trabalho braçal árduo, foi uma lição de como nos iludimos acreditando que ao guardar objetos podemos preservar o passado. São, sem dúvida, ícones que nos ajudam a acessar o que temos na gente, o que sentimos em relação à vida que tivemos. Mas é só isso! Se não tem carinho na gente, é só mais uma coisa para jogar fora.

Quando decidi fazer a limpeza, pedi para a Bruna me ajudar. Não poderia pensar em alguém mais apropriado para executar essa tarefa comigo. Foi ela quem, por fim, mais trabalhou para deixar tudo organizado.

Teve ainda a ajuda indispensável do Rafael e do Sr. Wilson. A água que a Giovana nos levou e a comidinha pronta da minha mãe nos intervalos.

Dispensamos uma caçamba inteira de lixo, móveis estragados, badulaques meio quebrados e em desuso há mais de vários anos. Preservamos o que entendemos que devia ser preservado: cadernos de recordação de quando entramos na escola, diários que registraram o cotidiano de vidas tão especiais para nós, ferramentas que nunca se estragam porque têm qualidade (já não se fazem ferramentas assim, agora são descartáveis). Reutilizamos coisas, categorizamos, limpamos e arrumamos o quanto foi possível.  Vamos ver quanto tempo dura a organização... rsrsrs Se for pouco é porque haverá gente usando o espaço e assim ele será novamente vivo, como foi quando o vô Nelo fazia vinho ali, quando a tia Neide morou ali por uns dias ou quando meu pai fez a arrumação dele junto com a minha mãe anos atrás.

Missão cumprida.

Voltei para São Paulo porque a Nina estava aqui sozinha, presa no apartamento, esperando companhia. Ter um gato é assim. Os bichanos não nos pedem nada, mas sabemos o que temos que fazer por eles.  Eles nos ensinam a amar de verdade.


E assim fevereiro começou. Não vejo a hora que o Silas chegue de viagem porque estou cheia de saudades.

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