sexta-feira, 26 de junho de 2015

A proibição do foie gras em São Paulo


E a gente anda pra trás... 

É isso que eu sinto. 


foto: www.isthmus.com.br/


São Paulo é uma cidade importante, mas, às vezes, muito pseudointelectual. Ativista do que não conhece. Adepta aos modismos e pouco reflexiva. 

Apesar dos pesares que não são poucos (mas prefiro falar sempre de coisas boas) eu amo viver aqui. Especialmente, porque nessa cidade, como tem muita gente, não dá muito para as pessoas se meterem demais na sua vida.  Parece que não dá tempo. 

Só que tem hora que acaba tendo gente demais arbitrando sobre aquilo que não conhece direito....

O caso da proibição do foie gras é uma dessas sandices com cara de ambientalismo, de proteção ao bem estar dos animais, mas no fundo é só fachada. 

Tenho a impressão de que o nosso corpo de vereadores paulistanos não é assim, digamos, formado por pessoas que muito devotadas ao entendimento da criação de gansos e patos para produção da iguaria, ainda mais, quando se trata de aves que não são criadas em grande quantidade em São Paulo. 

Pensei numa coisa... num breve exemplo.... Por que não se sanciona uma lei proibindo o consumo de carne vinda da criação em confinamento das vaquinhas e de seus bezerros (que elas muitas vezes nem chegam a conhecer), das galinhas e dos seus pintinhos, que crescem e se tornam frangos mediante iluminação forçada que não os deixa dormir para que cresçam mais rápido? 

Será que isso mexeria no business de grandes empresários brasileiros e da sua fabulosa e lucrativa produção? 

O foie gras (fígado de ganso ou de pato) não está na mesa do paulistano comum. O patê feito do fígado custa caro, bem caro mesmo e nunca frequentou algumas mesas. O que me faz lamentar porque todos deveriam poder provar o que quisessem e ter dinheiro pra isso. Mas o que quero dizer é que a proibição em São Paulo não muda a vida do paulistano em nada, absolutamente, em nada mesmo! Tem gente que não tem nem sequer ideia do que seja essa comida. 

Mas numa lógica meio sem noção, a cidade de São Paulo não pode mais consumir fígado de ganso em restaurantes! Deve ser porque na Califórnia isso já foi feito, em Nova York muito se discute a respeito. Mas que o me parece uma coisa absurda é a câmara de vereadores da maior e da que deveria ser a mais cosmopolita cidade do país legislar sobre um ingrediente francês que, certamente, como diria Zeca Pagodinho, nunca viu, nem comeu, só ouviu falar... 

Antes da minha crucificação pública, quero confessar que sou plenamente a favor do bem estar animal. Só não entendo porque temos que andar pra trás em São Paulo em termos gastronômicos. 

São Paulo é o lugar onde há espaço para experimentar de tudo. Aqui tem tudo! Ontem, estive na rua 25 de março com a Bruna e a ouvi diversas vezes dizer: "nossa, aqui tem de tudo, que loucura!", tão surpresa estava com o universo de itens que ali se comercializa. É um mundo e meio. 

Mas agora, São Paulo que tem de tudo, não tem mais foie gras. 

Por que será que não pensaram em exigir um selo de garantia de produção sustentável em vez de proibir apenas? 

Diante de tanta insanidade, me veio uma ideia na mesma linha. Apesar do preço, uma sugestão rebelde aos donos de restaurante que usam a iguaria. Como é proibido comercializar em São Paulo, pode-se comprar fora daqui (em Santana do Parnaíba, por exemplo, é quase pra rir!) e franquear aos clientes que aceitem pagar mais por outros pratos, só para que possam degustar "de graça" o foie gras.. Que ideia tola, meu Deus! 

Sandices... 

Em tempo e sobre outro assunto: A partir de domingo, teremos ciclovia na avenida Paulista, graças a Deus!, o prefeito bateu o pé e se manteve firme em aumentar o espaço para as bicicletas transitarem na capital. Isso sim é andar pra frente, prefeito Haddad!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Lá em casa pra jantar


Em primeiríssima mão para os leitores do Blog da Gavioli!



Apresentação do projeto Lá em casa pra jantar


Aqui em casa sempre tem gente!

Seja para jantar, almoçar, dormir ou só de passagem, eu adoro receber e hospedar. Cozinhar também eu amo.

Como estou sempre inventando moda, criando eventos, é normal que busque novidades. O tempo todo!

Nos últimos tempos, fizemos vários eventos, com diversos formatos e com a participação da família, dos amigos, dos amigos dos amigos... Uns mais formais, outros super relax, mas cada qual feito com carinho, cuidado e, todos com uma coisa em comum, boa comida e boa bebida!

Foi isso que me fez pensar em convidar mais pessoas para ir Lá em casa pra jantar. 

A ideia surgiu porque eu queria fazer parte como anfitriã do Eatwith, mas não fui aceita (e ninguém me explicou porquê).  Foi quando eu pensei que podia fazer isso por mim mesma. já que gosto de cozinhar, ando me aventurando já há um bom tempo pelo mundo da gastronomia (quem não conhece o Blog da Gavioli?) e tenho tantos amigos espalhados pelo mundo afora, todo mundo super cabeça aberta e ligado em novidades boas.

Quando comecei a desenvolver o projeto, pensei no nome Lá em casa. A primeira coisa que fiz foi dar uma busca na internet e, pasmem! encontrei um casal em Brasília, o Esdras e a Mariana, que já faz isso há algum tempo. O astral é sensacional. Eles tiveram a ideia antes de mim e criaram o Comalaemcasa.com.br, então pude me inspirar ainda mais na experiência deles porque os dois já são mais profissas!

O Silas, meu marido, e eu adoramos viajar, conhecer coisas novas e comer bem, seja em restaurantes ou em casa. Cozinhar juntos, ouvindo música e dançando, descobrir sabores novos, harmonizar os preparos com um vinho ou uma cerveja, a gente gosta disso pra caramba!

Na nossa casa, em toda refeição que fazemos juntos, a mesa é arrumada bonitinha, com cuidado, combinando a louça, os guardanapos, os copos... Não tem frescura, mas é um jeito de fazer a vida mais feliz, mais alegre e transformar cada oportunidade em um momento bom e, se for ótimo, será inesquecível!

A nossa casa sempre esteve aberta para quem vai e quem fica. Além disso, comer bem em casa é uma prática.

Por isso, convidamos você para ir Lá em casa pra jantar

Como funciona


A ideia é muito simples: a gente cria um menu (entradas, salada, prato principal e sobremesa) e marca uma data. Você e seus amigos fazem as reservas e nós providenciamos a comida e a bebida.

O preço é barato, só pra cobrir os custos e não dar prejú! Precisamos de experiência e adoramos um bom papo entre amigos!

A bebida pode ser incluída ou não. Se você preferir trazer o seu vinho, a gente sugere o que harmoniza bem com os pratos e não cobramos rolha, já que ir Lá em casa pra jantar, não é ir a um restaurante, é ter uma experiência diferente!

As vagas são limitadas e só garantem o atendimento das reservas feitas pelo e-mail laemcasaprajantar@gmail.com e que estiverem confirmadas.  Para confirmar a reserva é preciso fazer o depósito em conta (todos os detalhes necessários a gente envia junto com o local). 

A primeira edição será em agosto. Para os que enviarem e-mail dizendo que têm interesse a gente vai dar um desconto de 20% quando a reserva for confirmada. 

Em breve divulgaremos a data e o menu! 

A gente já tem até página no Facebook e logo teremos contas no twitter e no instagram. Se quiser informações em primeira mão, é só seguir. 

https://www.facebook.com/laemcasaprajantar


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Papelote de cação e legumes


Cheia de ocupações e novos projetos, além de matéria para escrever e dois eventos para organizar, minha decisão de hoje era não escrever. Mas como não compartilhar a minha melhor experiência gastronômica dos últimos dias? 

Como já disse aqui outras vezes, tem horas que eu simplesmente encasqueto com um determinado preparo e enquanto não o executo não tenho sossego. 

A fixação recente era com peixe assado em papelote com legumes. 

No ano passado, eu comi uma versão desse prato no restaurante Le vin, da praça Vilaboim, em São Paulo. Mas, devo confessar que foi uma grande decepção. O peixe estava fora do ponto, os legumes moles demais e não havia tempero. Um prato péssimo. Escolha infeliz, melhor dizendo.  E o pior foi que no dia seguinte eu passei mal, fiquei cheia de enjoos. Consequência disso, fiquei de bode com o tal prato. 

Nada como o tempo... 

Pois bem, o tempo passou e eu voltei a ficar com vontade daquele prato, só que definitivamente não iria ao Le vin para comê-lo. Por motivos quase óbvios, eu queria fazer em casa. Testar a receita e ver se funcionava porque, numa preparação como essa, o resultado esperado está diretamente ligado à textura dos ingredientes depois da cocção.  

Para evitar erros no preparo, eu resolvi pesquisar nos meus livros de receita e também em alguns blogs de comida. Eu sigo vários, mas, às vezes, em nenhum tem o que eu preciso. Então dá-lhe google! Acabo encontrando tantas outras coisas e aprendendo um montão. 

Como quero fazer o peixe no papelote para o Silas esta noite, minha intuição me mandou testar porque minhas dúvidas não foram esclarecidas só com o que encontrei pesquisando. Por exemplo: os tempos de cocção dos vegetais, dependendo de suas texturas, são variáveis, será que eu poderia cozinhar todos juntos sem que um ficasse mole demais e outro ainda al dente? E o peixe, que tem ainda outra textura, poderia ser posto junto com os demais ingredientes na mesma hora?  Quanto tempo teria que assar cada item até poder juntá-los? E os temperos: o peixe deve ficar marinando antes do cozimento? 

Ontem fui às compras e encontrei umas postas de cação interessantes, embora congeladas. O que de bate-pronto, me trouxe ainda mais uma dúvida: posso usar o peixe congelado diretamente no preparo do papelote?  

Eu encontrei receitas com batata, cenoura, azeitona, tomate, pimentão e cebola. Mas eu queria com batata doce, abóbora kabocha, brócolis e cogumelos. Ah! E eu queria temperar com alcaparras. Só experimentando para ter certeza do que aconteceria. 

O resultado foi surpreendentemente bom. Muito melhor que a encomenda e muito melhor ainda do que o do restaurante Le vin.


Papelote de cação e legumes 

(porção para uma pessoa)




Ingredientes

1 posta de cação de 120 gramas
2 tomates cereja partidos ao meio
15 gramas de abobrinha em cubos (parte sem sementes)
15 gramas de batata doce em cubos 
15 gramas de cenoura em cubos
15 gramas de abóbora (do tipo kabocha) em pedaços com casca
6 cubos de pimentão vermelho
1 flor pequena de brócolis picada
3 alcaparras picadas
1 quarto de cebola com a casca
sal
pimenta do reino moída na hora
mix de ervas finas
azeite extravirgem o quanto baste

Utensílios necessários: assadeira ou forma refratária e papel alumínio ou papel manteiga

Modo de fazer

Pré-aqueça o forno em 180 graus. 
Se o peixe estiver congelado, lave-o brevemente em água corrente, seque-o com papel toalha e tempere com sal e pimenta. Reserve. 




Estique o papel alumínio ou o papel manteiga sobre a assadeira, levando em consideração que sobre ele serão colocados os ingredientes da receita que, em seguida, serão fechados como num envelope para ir ao forno. É importante deixar sobra de papel dos dois lados uma vez que os ingredientes serão dispostos no centro. 
Pincele o meio do alumínio com um fio de azeite para untar e coloque os cortes de batata e abóbora. Por cima, ponha o peixe temperado com sal e pimenta. 
Numa tigela, misture todos os ingredientes picados, exceto a cebola, com a alcaparra quase macerada, ponha sal e pimenta  e regue com um pouco de azeite. Distribua todos os itens picados sobre e ao lado do peixe, por último ponha a cebola com a casca para cima. Polvilhe um pouco das ervas finas antes de fechar o papelote. 
Legumes e um fio de azeite
Em seguida, junte os lados do papel e amasse bem as laterais para deixá-lo bem fechado e não deixar sair o vapor. 


Versão no papel manteiga
Versão no papel alumínio














Leve ao forno pré-aquecido por 20 minutos. Retire do forno e aguarde cerca de cinco minutos antes de abrir o papelote  por cinco minutos. 
Sirva diretamente no próprio papel alumínio.

***



Tenha cuidado ao abrir a embalagem saída do forno porque vai soltar vapor e, se o rosto ou as mãos estiverem muito próximos podem queimar. 

Ao servir regue com mas um fio de azeite e, se preciso, acerte o sal.

Eu fiquei muito entusiasmada com o resultado desse prato leve, saudável, fácil, colorido e muito fino para servir em qualquer ocasião. 

Para refiná-lo ainda mais, use cogumelos fatiados, sal ou azeite trufados, camarões, vieiras. Hummm... é bom demais. 

Eu testei e hoje à noite vou repetir porque farei para o Silas. Já até comprei um espumante para acompanhar. Vai ser tudo!!!

Quanto às minhas dúvidas, eu solucionei algumas. 

- As texturas são diferentes entre os alimentos e isso dá graça a esse prato. No entanto, é fundamental que os cortes dos legumes estejam do mesmo tamanho ou bem aproximados; 

- O peixe não precisa ficar marinando antes de ir para o forno, isso fará com que ele fique mais amolecido e solte água demais durante o preparo; 

- O tempo de forno não poderá nunca exceder 30 minutos para esse preparo porque o peixe vai desmanchar; 

- Cação é um bom peixe para o preparo porque a posta é alta. Mas outros podem ser usados como o robalo, o pescada amarela e outros. Peixes sem espinhas. 

Uma graça desse prato é a cebola que, por estar com a casca (que não será comida), mantem-se com as folhas tenras. A textura da cebola é fantástica nesse preparo. 

Uma dica: se perceber que ficou muito líquido no papelote antes de servir, abra um pouquinho uma lateral e deixe escorrer. Mas cada pessoa tem o direito de abrir o seu papelote e SURPRESA!!! Que cheirinho bom, que sabor gostoso. 

Espero que tenham gostado desse meu rompante de compartilhamento de experiência culinária. Eu adorei fazer e comer. E compartilhar também! 

Como eu só fiz um teste, não cheguei a servir num prato lindo e nem levei à mesa arrumada. A foto de hoje está bem fraquinha. À noite, quando eu repetir a receita, acrescento fotos mais bonitas com tudo o que é de direito. 

Um beijo enorme. Bom fim de semana! 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Farofa de Ovos e Bacon

Hummmm... Só de pensar em farofa, eu fico com vontade!

Sábado foi a comemoração do aniversário do André e, como eu já contei noutro post, ele me pediu uma ajudinha com as comidas que acompanhariam o churrasco.

Um dos pratos que decidimos fazer foi uma farofinha muito prática e que fica mega saborosa. Pode ser feita com farinha de mandioca ou com farinha de milho amarela ou branca. Eu prefiro, especialmente para acompanhar carne de churras, que seja feita com farinha de mandioca torrada. É fácil de encontrar, custa barato e ainda ajuda aos que não podem comer glúten, já que mandioca "pode"!

Primeiro passarei a receita, depois dicas de variações e usos.


Farofa de ovos e bacon
(rendimento: 25 porções)



Ingredientes

10 ml ou um fio de azeite extravirgem
300 gramas de bacon cortado em cubos ou retângulos pequenos (não mais de 15 mm de lado)
2 cebolas médias cortadas em brunoise*
5 ovos
500 gramas de farinha de mandioca torrada
1 xícara (chá) de cheiro verde picadinho (salsa e cebolinha)
sal e pimenta do reino o quanto baste







Modo de fazer



Leve ao fogo numa panela alta o azeite e o bacon. Frite até que o bacon solte quase toda a gordura. Tire do fogo, escorra o bacon com uma escumadeira e reserve. Na gordura quente que restar do bacon que foi retirado, coloque a cebola e leve ao forno até dourar. Solte então os ovos, um a um sobre a cebola. Quando as claras estiverem coagulando, mexa com um garfo para que o ovo se espalhe e cozinhe por inteiro. Acrescente então a farinha e o bacon. Tempere com sal e pimenta e deixe mais alguns segundos no fogo, mexendo para não grudar na panela, mas para que a farinha fique mais torradinha e pegue o sabor dos demais ingredientes. Desligue o fogo e acrescente o cheiro verde.
Deixe esfriar um pouco antes de servir.

Essa farofa acompanha muito bem carnes grelhadas e assadas. Se for servida numa composição com banana da terra cozida ou em purê, fica uma delícia.

Menus que levam farofa devem ter o cuidado de serem compostos também com algo menos seco, por exemplo: feijão (com caldo) e arroz, ensopados bem encorpados do tipo goulash, carnes de panela com molho de cebola,  purês, especialmente de abóbora,  creme de milho... enfim, há uma infinidade de possibilidades. Experimente criar a sua composição de menu. É um exercício interessante para o cérebro.

Caso entre seus convidados haja vegetarianos, essa mesma receita pode ser adaptada usando, por exemplo, abobrinha ou chuchu em lugar do bacon. Tomate sem pele e sem sementes também funciona bem, mas com ele, muita atenção, porque, se ficar muito tempo no fogo, vira molho e o que se quer aqui são os pedacinhos úmidos do tomate (que também deve estar firme, para isso, pode-se usar tomates verdes fritos).  No entanto, em qualquer dessas substituições, se deve aumentar o azeite porque o bacon é responsável por dar umidade ao preparo. Farofa muita seca não é fácil de ser comida, é prudente lembrar!

Farofa é tudo de bom. Por isso, ainda pretendo falar delas por aqui. Farofa de miúdos de peru, por exemplo, é uma das minhas preferidas. Minha mãe é expert nesse assunto. Fica pra outro dia.

Apesar de ser um prato muito saboroso, essa farofa é bem calórica porque leva gordura tanto dos ovos quanto do bacon. De modo que o consumo deve ser parcimonioso, ou seja, sem excessos! Comer, sim, envenenar-se por exagero, não!

Boa semana!

No jardim de casa em pleno outono

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Cogumelos apimentados


Ontem, prometi que hoje publicaria mais comidinhas de festa junina, mas vou pedir licença e escrever sobre um prato muito especial que estou preparando para comemorar o Dia dos Namorados: cogumelos apimentados.

Esse é um prato diferente, não parece comida do dia a dia. Além do que é afrodisíaco! rsrs Nada mais adequado para um encontro romântico para festejar uma data especial.

A palavra afrodisíaco é uma derivação de Afrodite, a deusa grega do amor. Diz-se que é afrodisíaco o que excita e dá energia sexual.

São vários os alimentos considerados afrodisíacos, entre eles, as ostras, o chocolate, o amendoim, o gengibre, o manjericão e as pimentas.

No caso da pimenta, que é um ingrediente  da receita sugerida para hoje, ela é um alimento termogênico, ou seja, acelera o metabolismo (também ajuda no emagrecimento) e dá aquela sensação de aquecimento no corpo. Talvez seja por isso a pimenta seja considerada afrodisíaca.

Pra mim, o cuidado, o carinho e o amor ao cozinhar são elementos efetivamente afrodisíacos, muito mais do que os ingredientes que vão nas comidas. Mas em caldeirão de bruxa, uma pimenta é sempre bem-vinda! Para quem cozinha, os temperos são elementos importantíssimos para dar o sabor do amor que sentimos pelas pessoas.

Não sei cozinhar sem pimenta. Inclusive, quando cozinho junto com a minha mãe ou com o Silas, pergunto sempre: mão de Cláudia na pimenta?  Aqui em casa, ela é recorrente, seja a do reino, a calabresa, a síria, a branca, a camari, a malagueta, a rosa, a preta ou a dedo de moça, a grande vedete do prato de cogumelos pensado para esta noite.

Mas é preciso equilíbrio na hora de servir. Se o uso da pimenta for exagerado, tudo desanda. Não fica agradável. Então é preciso compensar o prato. A seguir a receita do cogumelo e algumas dicas sobre como melhor servi-lo.

Cogumelos com pimentas em redução de vinho branco
(para duas pessoas)

Ingredientes


foto: blog confraria dos chefs

400 gramas de cogumelos de sua preferência (shimeji, shitake, cogumelo paris, portobelo)
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
100 ml de vinho branco (sugestão Chardonnay)
1/2 litro de caldo de boa qualidade (frango, legumes ou carne)
4 colheres (sopa) de salsa picada
sal, pimenta do reino e pimenta calabresa a gosto
1 pimenta dedo de moça picada sem as sementes




Modo de fazer

Limpe bem os cogumelos com uma escovinha de cozinha. Não se deve lavar os cogumelos, apenas limpá-los. Corte-os em fatias. Se for usar o shimeji basta "desfolhar" os ramos.
Numa panela que possa ir ao forno, leve ao fogo na boca do fogão uma colher de manteiga.  Logo após derreter a manteiga, retire a espuma que se forma. Isso fará com que ela se torne "ghee" (pronuncia-se gui) ou manteiga clarificada.
Acrescente os cogumelos limpos e cortados e deixe-os refogar por alguns minutos. Acrescente o vinho branco, a salsinha e as pimentas. Quando sentir que o álcool do vinho já se evaporou, acrescente o caldo, abaixe o fogo e deixe reduzir por cerca de 10 minutos.
Acrescente a outra colher de manteiga e leve a panela ao forno. Deixe reduzir por completo o caldo, o que vai demorar cerca de meia hora.

Sugestão: enquanto o preparo ficar no forno, aproveite para fazer um pesto de rúcula e dois ovos pochê.

Sirva num prato fundo da seguinte maneira: cogumelos embaixo, ovo pochê e, por cima, o pesto de rúcula. Ao lado do prato, ajeite pão cortado, de preferência, rodelas largas de uma baguete com gergelim. (Amanhã eu insiro a foto do prato montado).


Para o dia dos namorados, um espumante branco pode ser servido para abrir o apetite. Junto com o prato, um vinho branco, que pode ser também um Chardonnay, com já foi sugerido para o preparo do prato, ou um tinto leve, como um Pinot noir vão harmonizar direitinho.


Não esqueça de uma arrumação delicada na mesa, com flores e velas, se gostar. Use a louça mais bonita, seja ela a divertida ou uma mais elegante Guardanapos postos com algum detalhe, do tipo um lacinho de fita dão um ar cuidadoso. Talheres bem limpos e sem marcas de dedos são um detalhe relevante, mesmo que sejam simples.

Todo casal tem uma música. Que tal por pra tocar?

Divirta-se com seu amor no Dia dos Namorados! Beije muito, demonstre o seu melhor sentimento. Tenha atenção com quem ama. Isso, sim, é afrodisíaco...

Ah! Uma dica -  Se não tiver namorado ou namorada,  nem pense em lamentações. 12 de junho é também o Dia dos Solteiros. Saia com os amigos, vá pra balada ou faça em casa a noite dos solteiros. A mais divertida que puder. Amar a si mesmo é o primeiro grande passo que se dá para poder ser amar e ser amado por alguém.

Eis o prato montado, como prometi!


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Caponata




Esse é um prato típico italiano, da região da Calábria ou da Sicília, feito com berinjela, pimentão, azeite e cebolas. Há muitas variações sobre a forma de executá-lo e também quanto aos ingredientes usados. Por exemplo, ao fazer há quem frite a berinjela em imersão de óleo antes de juntar os demais ingredientes, há os que fazem no forno, tem também quem não cozinha a berinjela, deixando que ele fique curtida em vinagre e ainda outras formas, como desidratá-la em sal refinado. 

Em relação aos ingredientes, o tomate entra em algumas receitas, alcaparras em outras, azeitonas variam entre pretas ou verdes, quanto aos pimentões, as cores são à escolha do freguês: verdes, vermelhos, amarelos, laranja e até roxos. As uvas passas, às vezes, aparecem nos preparos, o que lhes dá um toque especial. 

Os cortes também variam: cubos, fatias largas, retângulos, lascas, e até ralados os ingredientes podem ser usados. Tudo isso com berinjelas descascadas ou com casca. 

No próximo sábado, dia de Santo Antonio, o André vai comemorar seu aniversário e me pediu para fazer uma caponata para o antepasto, já que o menu do almoço será churrasco. Muita carne como gostam os brasileiros... Assim, uma opção sem carne para a entrada é muito bem-vinda. 

A caponata pode ser servida como antepasto com pão ou torrada e como guarnição  vai bem ao lado de uma farofa e de uma carne assada ou grelhada. Normalmente, é servida fria porque depois de pronta, com alguns dias de refrigeração, incorpora muito mais o sabor. Mas, se tiver pressa, pode degustá-la quente mesmo. 

Com frequência tenho esse antepasto de berinjela na geladeira. Ele me salva nos lanches da noite, nas entradas de alguns eventos inesperados aqui em casa e fica ótima para acompanhar um rápido cuscuz marroquino temperado apenas com castanhas e frutas secas. 

Não é difícil de fazer. No entanto, o sabor, neste caso, é mais do tempero de cada pessoa do que da execução do prato. 

Eu faço caponata há anos e já tentei todas as variações mencionadas acima, tudo depende da minha inspiração e, mais que isso, do meu público. Dependendo de para quem será servida, exige alguma adaptação. 


Caponata di melanzane (antepasto de berinjela)



Ingredientes

1 dente de alho
100 ml de azeite extravirgem

Obs.: os próximos cinco ingredientes devem ser cortados em julienne*

2 cebolas médias cortadas 
1/3 de pimentão vermelho  
1/3 de pimentão amarelo 
1/3 de pimentão verde
2 berinjelas

3 colheres de alcaparras
1/2 xícaras de azeitonas verdes picadas em brunoise**
30 gramas de uvas passas escuras e brancas

Temperos:  sal, pimenta do reino, pimenta calabresa, orégano, salsa e cebolinha



Modo de preparar: 

Refogue o alho e a cebola em metade do azeite. Quando a cebola já estiver caramelizada, acrescente os pimentões e refogue por cerca de três minutos. Junte as berinjelas e deixe no fogo, mexendo de vez em quando, até que fiquem al dentes. Tempere com sal, pimentas, orégano, salsa e cebolinha, Depois acrescente as alcaparras, mexa e em seguida desligue o fogo. Acrescente as azeitonas e as uvas passas. Regue com o restante do azeite e feche a panela. Deixe descansar por no mínimo cinco minutos. 
Depois de esfriar, leve à geladeira em recipiente de vidro tampado. 

Sirva no dia seguinte. 

* julienne - tiras de 4 a 5 cm de cumprimento 
** brunoise - cubos de 3 x 3 mm



Esse preparo, em geladeira, dura até dez dias. Mas, sempre observe se não há algum sinal de fungo antes de servir porque não é um preparo no qual se coloca qualquer ingrediente conservante. 

A caponata do André já está pronta para ir à geladeira. Se for preciso, até o momento de servir, pode ser feita alguma correção no sabor. Espero que tenha fica gostosa e que ele fique feliz. 

No mais, é só amor! 

Até amanhã, quando volto com mais uma receita de festa junina. 

Aquele abraço carinhoso.  

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Pé na estrada rumo a Minas Gerais


Vista de Ouro Preto
As cidades históricas de Minas Gerais sempre foram uma paixão minha. Quando era estudante, ainda no Ensino Médio, naquela época chamava-se Colegial, eu tinha um sonho de conhecê-las, mas tinha que ser chegando de trem. 

Depois cresci, estudei um pouco mais e vi que isso não seria possível. Os trens para passageiros, do tipo Maria Fumaça, daquela visão romântica que eu tinha, só existem nas novelas e numa versão bem menos atrativa para atender milhares de turistas que fazem aquela farofada braba quando viajam, bem sinônimo de gente falando alto e comendo salgadinhos Elma Chips nos vagões. Romantismo passa longe, portanto. 
  
Maria Fumaça - Tiradentes - São João del Rei

A popularização do turismo é, em primeira mão, excelente para a economia das cidades, mas leva a esse resultado também. Apesar da balbúrdia nem sempre muito divertida para alguns, mas bem feliz para outros, é melhor que seja assim. Embora não goste de lugares cheios e barulhentos, eu sempre prefiro que todos tenham oportunidade de conhecer novos lugares e aprender com isso. Educar-se é um processo afinal e o turismo é uma boa fonte para o aprendizado. 


Fachada Igreja de Bom Jesus de Matosinhos - Congonhas
Minas Gerais é um estado cheio de história, de saberes e sabores muito genuínos. Entre as cidades mineiras que se destacam como patrimônio da humanidade está a linda Ouro Preto, com suas igrejas, casarões, museus e, claro, muita história para ser contada. Destacam-se também Mariana, Tiradentes, Sabará, Congonhas e São João del Rei. Todas têm em comum obras do período Barroco no Brasil, que teve como ícone máximo o mestre Aleijadinho, que deixou significativo acervo não só produzido por si mesmo, mas também por seus aprendizes. 

Nesse feriado de Corpus Christi, planejamos fazer de carro o circuito das cidades históricas mineiras para que minha mãe as conheça, já que ela nunca esteve lá. 

O preparo da viagem é sempre um pouco tenso porque como não temos uma agência programando tudo o que faremos ficou por minha conta criar um roteiro e iniciar os preparativos. 

Primeiro, foi a chamada para família. Gostaria que todos viajássemos juntos, mas é bem difícil conciliar as agendas e as expectativas de todos. Comecei achando que seríamos mais de dez pessoas viajando, mas fechamos em seis, quase três semanas depois da primeira ideia ter sido informada num e-mail para a família. 

Segundo, conseguir reservar pousada num valor acessível em condições que atendam o mínimo conforto que todos esperam, caso contrário, não vale muito a pena sair de casa.  

Esse foi um ponto bem difícil dessa organização porque no Brasil (e outros lugares também) há uma espécie de cartelização no atendimento turístico em feriados prolongados. Os donos dos hotéis e pousadas combinam entre si que todos somente venderão pacotes para esses dias. Claro que com preços bem mais altos do que fora de temporada. Mas a questão nem é o preço praticado porque isso é assim mesmo, quem tem uma pousada ganha nesses períodos o suficiente para se manter na época de baixa. Normal. 

A  questão é que se você pretende fazer um circuito, ou seja, andar por várias cidades, não tem como se hospedar numa cidade no primeiro dia e em outra no segundo e assim por diante. A menos que aceite pagar pelo pacote todo (de no mínimo três diárias) em cada cidade que ficar. 

No nosso caso, resolvemos pagar o pacote de três dormidas em Ouro Preto, o que fará a viagem ser mais cansativa porque esse é o destino mais distante em relação aonde estamos no estado de  São Paulo. Enfim, adaptações. Pagamentos de reservas feitos, vem a próxima etapa.

A terceira parte era decidir um roteiro adaptado à hospedagem. Verificar quantos quilômetros seriam percorridos e quais atrações poderiam ser aproveitadas diante do tempo dentro do carro, do cansaço decorrente e da expectativa de congestionamento por causa do feriado. 

Depois, vêm o planejamento do que será visto. Para isso é preciso se debruçar sobre os guias de viagens, fazer uma seleção do que parece mais interessante, ler a respeito e traçar metas com níveis diferentes de exigência. O que quero dizer é o seguinte: queremos ver tudo, mas isso não será possível, então é preciso eleger prioridades e aceitar que pode haver contratempos. As cidades permanecerão lá, caso não consigamos ver tudo. Então, um dia voltaremos, se for o caso. 


Comida mineira típica
Além desse planejamento, levantar dados sobre possíveis lugares para comer é importante. Referências não faltam na internet, com recomendações e críticas para evitar que se vá totalmente no escuro e se gaste muito para ser mal atendido. Mais que isso, com um grupo um pouco heterogêneo é preciso considerar os bolsos das pessoas e o quanto estarão dispostas a pagar para comer.  Para isso é preciso ter sugestões  e opções. 

Não vejo a hora de comer tutu, mandioca frita, torresmo, vaca atolada... hummm...

O ponto de encontro e as condições mecânicas e de abastecimento dos veículos ficou por conta dos homens. Silas e Fábio acertaram entre si onde nos encontraremos e cada um tomou conta de seu carro. Esse é um item importantíssimo porque é o que se refere à segurança dos viajantes. 

Arrumar as malas, sacar dinheiro, pegar a máquina fotográfica, escolher um livro,  preparar umas guloseimas e umas frutas lavadinhas para comer no caminho, providenciar água e também as  músicas para tocar na estrada são outras das providências. 

O espírito viajante é  próprio de algumas pessoas, outras são mais locais. Muitas vezes, falta experiência e algum jogo de cintura que é algo fundamental em viagens. Compartilhar essa experiência dessa vez com gente que amo tanto vai ser bem divertido. Assim espero. Espero que na volta tenha lindas fotos, muitas risadas e mais uma grande experiência para compartilhar por aqui. 

Que Nossa Senhora da Boa Viagem nos acompanhe. Conto o que for mais legal depois! 

Bom feriado!!!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Crumble de banana


De vez em quando rola uma coisa comigo. Eu penso que quero fazer determinada comida que nunca fiz e até que não faça não tenho sossego. Foi assim com o tal do crumble.  

Eu já tinha comido essa sobremesa e me lembrava que era algo muito crocante, mas não tinha exatamente certeza de sua natureza, se era uma torta, uma farofa ou mesmo um recheio crocante. 

Uma das traduções da  palavra crumble (pronuncia-se crâmbou) é esmilhagar. No entanto, na minha interpretação do doce acho que é uma reconstrução do que está esfarelado, mantendo a crocância. Está ficando difícil? Acho que isso já é explicação demais. 


Crumble é um prato doce de origem britânica, feito de compota de frutas picadas cobertas com uma mistura de gordura,em geral, manteiga, farinha e açúcar, assado até que a cobertura fique crocante. Muitas vezes, é servido com creme, nata ou sorvete, como uma sobremesa substanciosa após uma refeição quente.   Fonte: Wikipedia

O negócio é o seguinte: crumble é uma sobremesa, fácil de fazer, rápida e que pode ser muito saudável. Anda na moda porque pode ser feita com farinha integral, aveia e açúcar mascavo, além de frutas diversas, o que, fora a manteiga, o faria uma sobremesa perfeitamente vegana. Mas tem a manteiga! 

No domingo à noite, eu estava no carro voltando pra casa e comecei a pesquisar no celular uma receita que eu gostasse de crumble. Você também tem isso? Pois eu, quando decido fazer determinado preparo, procuro e leio inúmeras receitas. Aí, escolho a que mais se parece com o meu jeito de lidar com a cozinha. Dificilmente assumo a primeira receita que encontro. Além disso, eu ainda faço adaptações. Sempre! Não existe a menor possibilidade de que eu siga à risca uma receita. Quase sempre dá certo. Deve ser por causa do instinto cozinheiro que eu já tenho comigo desde pequena. 

Nessas variadas receitas que encontrei, a ideia era quase sempre a mesma: uma fruta como base (banana, maçã, pera, manga) e uma farofinha feita com açúcar, manteiga e farinha de trigo. Forno ou frigideira aquecidos e pronto. 

Vamos à receita e o modo de fazer  que eu adotei e deu certo.  Ficou bem gostoso. 


Crumble de banana


foto: http://www.handpickedhotels.co.uk/


Ingredientes


Quase não sobrou pra foto!
6 bananas nanicas descascadas cortadas em rodelas de mais de um centímentro
1/2 colher de canela em pó
4 castanhas do pará cortadas em pedaços
30 gramas de uvas passas brancas sem sementes
1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
2/3 xícara de farinha de trigo
2/3 xícara de aveia em flocos
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal gelada



Modo de preparar

Unte com manteiga uma forma refratária ou ramequins* (caso queira fazer porções individuais). Polvilhe a canela no fundo e distribua as rodelas de banana, as castanhas e as uvas passas sem sementes.  Em outra tigela, misture o açúcar, a farinha e a aveia e acrescente pedaços da manteiga gelada. Misture com as mãos, sem deixar que os pelotinhos de manteiga se desfaçam completamente. Transforme esses ingredientes numa farofa que será polvilhada sobre as bananas, escondendo-as por completo. 
Leve ao forno pré-aquecido em 200 graus por 30 minutos. 

*ramequins


Sirva quentinho com sorvete, com iogurte ou com creme, de preferência o creme azedo (sour cream). 


***

Eu nunca tinha feito, mas fiquei fã. Agora vai ser um tal de crumble de tudo quanto é fruta aqui em casa... Já estou aqui pensando como deve ficar bom com figo... E aí pode-se substituir a castanha do pará por pinhole. Também imaginei colocar um pouco de farinha de amêndoa junto da farinha de trigo e usar parte de farinha integral... Fiz mil viagens no doce. 

O fato é que o crumble pode salvar as bananas que quase estão se estragando na fruteira, assim como salvar você numa situação em que não tem nenhuma sobremesa e chega visita, mas tem alguma fruta dando sopa por ali. É só sentir a textura da fruta e pensar na adaptação necessária quanto à quantidade de açúcar e o tempo de forno.

Entende agora porque eu nunca sigo a receita ipsis litteris? Essa sou eu! 

A propósito: acho que colocar uma pimentinha no crumble pode dar um belo realce no sabor. 

Que tal tentar? Vai que dá certo...

Até amanhã. Tem feriado chegando aí... Pé na estrada ou um bom livro novo para fazer companhia, um friozinho e umas comidinhas gostosas. Que mais a gente quer da vida, hein?! Eu, nada! Ah! Acabo de ler na internet: o Blatter renunciou!