quarta-feira, 29 de julho de 2015

Ser bem recebido

Coisa mais gostosa não existe!

Chegar à casa da mãe, de um filho, irmão ou amigo e sentir que estava sendo esperado com carinho é a melhor sensação, talvez a mais aconchegante entre todas, que alguém pode ter.

Nessas férias de julho fomos presenteados pelas mais doces recepções nas casas em que estivemos.

Tudo começou com a Raquel, que é esposa do Ian, filho do Silas. Minha nora por extensão e acolhimento, assim como a Júlia, do Pablo, e a July, do Arthur, nos recebeu com os braços abertos, um sorriso cativante de alegria e em sua casa estava prontinha e arrumada, especialmente pra nós, uma caminha gostosa, com lençóis esticadinhos, toalhas de banho limpinhas e cheirosas, bem fofinhas. Como já era noitinha, ela pôs uma mesa com pães (entre eles um de azeitona simplesmente sensacional!), queijos, presunto cru, pistaches, folhas verdes e tomatinhos cereja, e, nem bem chegamos, um espumante espocou e foi servido bem fresco. Nem é preciso dizer que matamos a sede com ele.  Que bom início de jornada!

Assim se seguiram as chegadas. Estou aqui pensando em como fiquei feliz ao ver, na casa do Pablo e da Júlia, o mesmo cuidado quando chegamos depois de mais de seis horas viajando num ônibus congelante e, também em casa de Renata (como se diz na Bahia), de regresso nesse mesmo ônibus: aqueles travesseiros arrumadinhos com fronhas tão macias compondo as camas arrumadas prontas para dormir. Prontas para o nosso descanso de uma viagem num trecho cansativo para percorrer.

Em casa de Aloisio (olha a baianidade reinando novamente), onde não haveria pernoite, era a mesa que estava linda, os pratos dispostos, bem arrumados com seus pares de talheres e uma bela seleção de copos prenunciando que haveria muita comida harmonizada ao melhor estilo chef  Pontes, como agora eu chamo meu "padinho" baiano, que, de nascimento é mineiro. Aloísio é meu padrinho mesmo, de verdade! Dia desses conto essa história, mas não agora.

Cada episódio de chegada, passeio e tempo de permanência nos locais onde estivemos merece uma descrição pormenorizada, o que talvez pudesse render um livro a que chamaria de Férias 2015 no Brasil. Por enquanto, só a versão reduzida, com impressões. Sabe-se lá se não virão posts específicos nos próximos dias.

Camas feitas, mesas postas, coisinhas gostosas para comer, abraços calorosos, sentimento vivo, saudade sendo recriada porque dali a pouco a gente vai dizer tchau pensando que volta em breve, quem sabe, ou que logo vai  se ver em São Paulo, o que também pode ser...

Quando criança, ouvi algumas vezes do meu pai, com sua incrível habilidade de sintetizar em frases curtas algumas sabedorias inestimáveis, que "visita é uma alegria quando chega e duas quando vai embora". Jeito engraçado e, se descontextualizado, até um pouco rude de nos ensinar que abusar da hospitalidade dos que nos acolhem é prática inaceitável.

Por isso, acho que visitar pessoas tem que ter o tempo de passar uma chuva: às vezes mais longa, que demora até uma temporada, outras, só uma breve tempestade de verão, que dura uma hora e já faz estrago mais que suficiente.

Há casas de amigos nas quais nos sentimos tão bem que parecem ser nossa outra morada. Eu sempre digo que tenho um lar em São Paulo, outro em Itu, mais um em Salvador, um no Rio... e até um na Alemanha!

Chegamos de viagem com a mala cheia de roupas sujas, a máquina fotográfica lotada de fotos feitas pelo nosso olhar, eu, pessoalmente, com uma indisposição física resultante de uma infecção alimentar, mas, mais que tudo, com coração e a alma repletos do mais terno amor, do sentimento de amizade sincera e aquecidos pelo calor humano dessas pessoas tão especiais que nos fizeram sentir amados, cuidados, bem vindos, afinal!

De regresso à casa, nos esperava a Nina, nossa gata amada. Mais gordinha, até assustamos, e dois dos meus três vasos de orquídeas completamente floridos. Uma benção! 



Ian mostra seus dotes culinários


Momento degustação...


O sorriso do chef Aloisio Pontes


Registro que subi o Morro do Pai Inácio


Brincando de casinha na praia de Inema com Renata


A casa nova do Pablo e da Juju! 
Meditação do antropólogo

Orquídeas de regresso

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