quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ricota, sua linda!

Ricota é aquele curingão que sempre tenho na geladeira. Na falta de qualquer outra proteína, lá vai ela para a salada, por exemplo, e é uma grande estrela porque pode brilhar sem matar a alma de nenhum dos outros ingredientes. 


Em geral, ricota é aquele queijo que não tem gosto de nada, que não agride nenhum prato, mas que serve para dar volume, aumentando a receita e dando corpo e estrutura para diversas preparações. Além disso é fácil de achar porque está presente nas áreas frias de qualquer mercadinho e também dos grandes mercados. Ah, e custa barato. 

A ricota é um derivado do leite, ou melhor, do soro do leite. Tem massa mole e baixo teor de gordura. Em média, na versão integral para cada 100 gramas, 13 são de gordura e 3 gramas de carboidratos. Embora seja um queijo magro, existe também em versão light. 

Normalmente eu prefiro comprar a versão sem sal para evitar que o controle total do sódio que vamos consumir aqui em casa seja do produtor. Mas também porque há inúmeros preparos cujo sal é totalmente dispensável, por exemplo, para receitas de cheese cake

Eu uso ricota na salada, no preparo de terrines, de bolos salgados e doces e, indiscutivelmente, ela entra em muitas, muitas das minhas receitas de patês e antepastos. 


Ontem, eu queria algo diferente pra comer à noite acompanhando um caldo de feijão branco que havia feito com uma sobra de uma receita do dia anterior em que o feijão já estava temperado e antes tinha sido descongelado. Não poderia, portanto, ir novamente ao congelador.  Foi então que olhei para aquela ricotinha e pensei em algo saboroso  mas bem leve para por no pão. 

Não deu outra. Virou um belo patê de alcaparras que a receita compartilho agora. 



Patê de alcaparras


Ingredientes 

100 gramas de ricota fresca
2 colheres de salsa picada 
1 colher (sopa) de alcaparras em conserva
2 colheres (sopa) de azeite extravirgem
sal e pimenta do reino a gosto


Modo de fazer

Numa tigela, esfarele a ricota sem amassar e acrescente a salsa picadinha.  Na tábua de corte, pique as alcaparras bem muidinhas e depois macere-as até que fiquem praticamente uma pasta, Junte à ricota e a salsinha na tigela. Tempere com o azeite, sal e pimenta. Misture bem, de preferência com as pontas dos dedos para não juntar demais os ingredientes. 
Deixe descansar por 5 minutos. 
Sirva em seguida para passar no pão ou na torrada. 


Dicas: 

Como a ricota não tem sal, a alcaparra em conserva funciona bem. No entanto, misturar a ricota a qualquer tipo de ervas pode render um bom patê. Tudo vai depender do tempero usado. Experimente misturar tomilho, manjericão ou orégano à ricota, mais sal e azeite. Fica ótimo!

Se gostar de um massa mais consistente e adensada, uma pequena colher de maionese ou creme de leite darão liga perfeitamente à ricota. 

Azeitonas maceradas, tomate seco, cenoura ou beterraba cozinhas e amassadas, tudo isso combina bem com ricota.  O lance é criar. 

Se quiser algo com toque adocicado, damascos secos picadinhos, uvas passas e várias berries farão presença junto da ricota. Além do que ela fica ótima com mel e tahine. Já experimentou? 

Para fazer patê de gorgonzola ou outro queijo azul, a ricota é uma grande aliada. Se quiser misturar vários queijos forte e processar juntamente com a ricota fica um ótimo recheio. 

Não deixe de comprar ricota na próxima vez que fizer compras. E usar, claro! Na geladeira, bem guardada dura até mais de um mês. É tudo de bom! 

Ainda virão outras receitas com ricota por aí. 

Amanhã é sexta e vem fim de semana prolongado por aí. Boa!!! Até amanhã! 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Salada com tomates secos e nozes


Prévia Especial: Lá em casa para jantar  - 3a. edição


Logo que a gente inventa uma atividade nova, um montão de ideias incríveis vão surgindo. Ainda mais se com o que se está envolvido é comida.  

Eu amo saladas.  Entre todas, prefiro as que levam folhas verdes. Como completamente sem culpa. Erra quem pensa que salada não tem gosto, ao contrário. Para se ter prazer comendo uma salada é preciso cuidar detalhadamente das combinações de sabores. 

Essa de hoje, eu criei para a edição de amanhã (17/10) do Lá em casa pra jantar. Será servida juntamente com um terrine de abobrinhas, ricota e queijo parmesão. Ambos os alimentos são leves, a terrine e a salada, mas o gosto é muito marcante. 

Para harmonizar, elegi um vinho pinot noir, já que pode, de repente, baixar a temperatura. Eu sempre penso que haverá uma trégua no calor, porque nesse inferno que estamos é de desanimar.  Mas, deixando a temperatura de lado, a bebida escolhida é um pinot noir porque entre as uvas tintas, essa é uma mais delicada e dá um vinho menos denso que um merlot, malbec, carménere ou um cabernet. Da família das viti viniferas, europeias, mais precisamente francesas da região da Borgonha, as uvas pinot são elegantes e há que as chame de "a rainha das uvas". O Silas adora. O pinot noir é o vinho preferido dele. 

Para essa combinação de pratos (salada + terrine) também poderia ser servido um vinho branco ou mesmo um rosado. Como falei da preferência do Silas, falo também da minha. Eu gosto muito de vinho rosé. Quase sempre são refrescantes, charmosos e, se de boa qualidade, nos alegram já na primeira taça. Eu acho que eles levantam o astral.

Agora, vamos à receita dessa salada deliciosa. 


Salada de folhas verdes com tomates secos, azeitonas, nozes e queijo parmesão


Ingredientes da salada


100 gramas de rúcula (daquelas de folha grande e bem verde, de preferência orgânica)
50 gramas de alface americana 
30 gramas de nozes picadas 
5 tomates secos picados em até 5 partes cada
5 azeitonas Azapa graúdas 
20 gramas de queijo parmesão em lascas 

Ingredientes do molho 

1 colher (chá) de molho de mostarda Dijon
1 colher (café) de mel 
2 colheres de azeite extravirgem
2 colheres de aceto balsâmico
sal e pimenta do reino o quanto baste


Modo de preparar

Higienize e seque bem as folhas verdes. Corte os cabinhos da rúcula, neste caso ele é muito amargo. 
Pique as nozes e o tomate seco. Tire o caroço das azeitonas e corte em pedaços grandes (cada azeitona dá até 5 pedaços).  
Arrume numa travessa ou diretamente no prato em que será servida, pela ordem: uma caminha de folhas verdes, nozes picadas, tomates secos e azeitonas. 
Para preparar o molho, emulsione todos os ingredientes. 
Despeje sobre a salada fazendo riscos verticais. O molho ficará bem espesso e deve ser misturado de acordo com o gosto de quem vai comer já na mesa. 
Por cima, solte as lascas de parmesão. 



Dica: Para melhor emulsionar o tempero da salada, ponha todos os ingredientes num vidrinho com tampa e chacoalhe bem. Fica perfeito! 

Se quiser transformar essa salada em algo mais fresco, mude as folhas verdes da rúcula por mini rúcula, o tomate seco por fresco, tomate cereja ou sweet tomato. Troque as nozes por lascas de amêndoas levemente torradinhas e o queijo parmesão por queijo brie, que é bem mais delicado no sabor. 

Vai ficar outra salada, mas tenho certeza de que ficará bem bom também! 

A terrine de abobrinha é para um outro momento. Guardo a receita a sete chaves porque é ma-ra-vi-lho-sa!  Quem resiste? 

Esses dois preparos serão servidos como entradas. 

Por que você não vai um dia Lá em casa pra jantar


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Uma sexta paulistana, só pra constar

Na sexta, véspera de feriado, o Silas e eu resolvemos fazer algo bem paulistano.  Fomos ao teatro e depois saímos pra comer. 

A primeira escolha se deveu à formatura da minha querida Miriam Ramos, como atriz. Num desses encontros fortuitos da vida, a conheci quando trabalhava na Secretaria de Saneamento do Estado. A Miriam e eu nunca tivemos um contato diário, mas desde que nos falamos por telefone a primeira vez  eu já gostei dela.  


Voz conhecida e reconhecida da Rádio Usp, a Miriam é uma dessas pessoas que a gente simplesmente gosta porque soa simples, soa igual a gente. Apesar de ela ser bem diferente e especial!

Ela tinha me avisado que sua formatura como atriz seria na sexta no Senac lá na Lapa, com a peça do dramaturgo italiano Luigi Pirandello Assim é se lhe parece. Uma comédia refinada, com texto pra lá de reflexivo, nada raso, ao contrário, cheio de notas filosóficas. Considerando que Pirandello morreu em 1936, o texto é mais que atual. 

Ver a Miriam atuando como duas personagens, ora a garota Dina, ora Dona Frola, foi uma delícia. Ela é extremamente compenetrada na ação que executa. Não perde o ritmo. 

Eu gosto de gente que se reinventa. Por isso, quando um amigo me diz que está mudando de ares ou fazendo algo a mais, sempre acho que vai dar certo. Se posso, prestigio, especialmente, porque acho que uma forcinha, um incentivo, um aplauso, podem fazer a diferença para quem está em busca de algo novo. 

Meus parabéns à Miriam! 

Depois, fomos a uma hamburgueria, lá próxima ao Senac da rua Scipião. Chama-se Fitti Burguer, em homenagem ao eterno piloto, o campeão de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi. 

No cardápio, os nomes de vários autódromos mundiais dão nome aos hambúrgueres. Nada extremamente criativo, mas valeu a pena ter ido àquele lugar por um motivo em especial. 

Na parede do salão onde estão as mesas da lanchonete, há uma foto enorme de Emerson Fittipaldi, acompanhado de sua então esposa Maria Helena. Do outro lado, uma foto também gigante de Airton Senna, levantando a taça da vitória no autódromo de Interlagos. Dois registros célebres de momentos memoráveis do automobilismo internacional com seus representantes campeões brasileiros.  Faz tempo que a gente não vê mais isso ao vivo. Só está na memória agora. 

Olha os nossos campeões na foto: 




As fotos fizeram o Silas que é ainda mais apaixonado por Fórmula 1 que eu, começar a me contar histórias desse esporte. Eu sempre gostei, mas nunca estudei ou corri numa pista. Não é o caso do Silas, ele sabe tudo, lembra de detalhes, não perde uma corrida. E já correu. Faz diferença. 

Foi pouco... Eu viajei nas histórias. Adorável. 

Só pra constar numa sexta paulistanas à noite, véspera de feriado,  sem trânsito pra nós, foi tudo muito bom. Apenas o hambúrguer não foi nem de longe o melhor que eu já comi. Mas também não foi o mais caro... Valeu pelo ambiente. Gostei. 

Até amanhã. 


Serviço

Fitti Burguer - Rua Coriolano, 1278 - Lapa - São Paulo - SP
Tel. 11 3205 - 4570