terça-feira, 10 de novembro de 2015

Mendoza vem aí: preparação


Com seus vinhos e cânions, a Argentina promete


Eu amo a Argentina. Acho um país e tanto, exceto no futebol, claro! Apesar de que agora já nem ligo mais pra isso. Aquele 7 a 1 matou minha alma torcedora como eu nunca imaginei que pudesse acontecer. 



Ainda esta semana embarcaremos rumo a Mendoza, a prometida região dos melhores vinhos produzidos ao sul da América do Sul. A cidade é a capital da província de mesmo nome e fica na parte oeste da Argentina,  aos pés da Cordilheira do Andes, divisa com o Chile. 

Só um aparte: quem nunca viu essa Cordilheira de perto, de cima ou de lado, deveria fazer um esforço pra ver. Ninguém deveria morrer sem ver porque é um espetáculo. Assim como todos deveriam ter a chance de ver o mar pelo menos uma vez na vida. Ponto e basta!


Preparação, planejamento e mente aberta


Já preparando a viagem, há cerca de seis meses compramos as passagens que, no nosso caso, tem uma parada estratégica, na volta, para uma tarde de domingo em Buenos Aires. Também já reservamos um hostel, nada muito caro, mas numa área central e estratégica para que possamos nos deslocar com facilidade. 

O motivo que nos leva a Mendoza é a participação do Silas num congresso e, aproveitando o embalo e a oportunidade, minha pesquisa sobre vinhos e comida porque a cada viagem aprendo e gosto mais desse novo rumo da minha vida. 

Para aproveitar bem uma viagem, fora deixar-se surpreender a cada novo ambiente com seus cheiros, cores, sons e percepções, uma das coisas que considero realmente importantes é procurar se informar sobre o local de destino. 

Se a gente sabe o que existe, fica mais fácil escolher. O tempo de uma viagem quase sempre é mais escasso do que gostaríamos. Eleger os pontos que são imperdíveis é essencial. Do contrário, podemos estar ao lado, bem perto mesmo, de algo que muito nos interessaria sem ir até ele e gastando nosso tempo e dinheiro em algo que não nos agrada tanto.

Como viajo com frequência e de um jeito não muito convencional (o que chamo de convencional é a viagem feita num pacote comprado numa agência de viagens, com reservas feitas pelo agente para  hospedagem, comida, deslocamento e atrações turísticas), muita gente que eu conheço me elege para responder dúvidas de viagem que, muitas vezes, as pessoas sentem vergonha de perguntar para a agência. 

Por exemplo: tem gente que nunca fez câmbio de moeda estrangeira e tem vergonha disso, se sente constrangido.  Isso é besteira. É bem comum a gente se sentir inseguro diante dessas situações e se tem alguém pra ajudar, por que não perguntar? 

Ando pensando em criar um cursinho com dicas para quem não é habituado a viajar mas tem vontade. Principalmente porque, às vezes, não entendemos muito bem o que lemos. Talvez até porque nem sempre quem escreve se preocupa de fato em passar as informações de um jeito fácil. 

Foto:Clube dos Vinhos


Para a viagem da próxima semana, já identificamos os pontos que mais nos atraem na região como Uspallata, Puente del Inca, Parque Nacional de Aconcágua, vinícolas como a Achaval-Ferrer e a Catena Zapata e banhos termais etc. 

Montamos um roteiro prévio (nada muito elaborado) que então inclui: vinícolas, city tour em Mendoza, restaurantes imperdíveis pra mim, cânions e montanhas. 


Foto: ancoradourooperadora.com.br
Nosso roteiro pode ser mudado se oportunidades interessantes acontecerem, para isso é preciso abrir-se para o que rolar e ser flexível. No entanto, se não surgirem fatos novos, já temos mais ou menos desenhado o que queremos fazer. 

De acordo como nosso planejamento, teremos que alugar um carro ou contratar um motorista que nos leve para as distâncias mais longas. Estaremos em Mendoza com alguns amigos e já tratamos de combinar interesses comuns para que possamos agregar ainda mais tanto à viagem quanto à amizade que nos une. 

A excitação pré-viagem é uma delícia. Tem efeito sobre a nossa capacidade de imaginar coisas. Quando a imaginação corre solta, se estamos bem,  ficamos mais alegres e os dias são mais agradáveis. Dá vontade de compartilhar.  

Viajar não é só ir e voltar. É levar consigo expectativas e trazer de volta experiências. 

Mendoza vem aí. Depois eu conto tudo. 


Francis Mallman, Chef's Table

Ah! Só aproveitando a chance. Já escrevi antes sobre uma série de documentários produzida pela Netflix chamada Chef's Table. Um dos episódios é sobre Francis Mallman, um argentino cujo restaurante em Mendoza é muito recomendado. A chef  Paola Carossella, do Arthurito e do Masterchef trabalhou com esse chef premiado. Fica a dica! 

Até mais. 


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