quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Um jeito de encontrar pessoas

Lá em casa pra jantar


O mundo muda. O planeta se transforma fisicamente. A sociedade evolui e, às vezes, involui, depende de que lado estamos...

A ideia de receber pessoas para jantar em casa não é nova, mas tem certo ar de novidade porque agora vem com uma cara de negócio, que exige um novo comportamento das pessoas....  Isso porque a gente se esquece que as pensões das nossas avós eram as avós do Eatwith, Dineer, Gnammo e tantos outros. 




Só que agora a gente vive em apartamento e tem que dar satisfação no condomínio sobre quem entra e sai do prédio por uma questão de segurança já que há muita ousadia em querer fazer da sua casa um lugar humano e acolhedor para um visitante estrangeiro, um amigo do amigo ou, simplesmente, uma pessoa de mente aberta que queira fazer algo diferente. 

Paro e penso que São Paulo me enganou. Saí de um cidade pequena do interior para viver aqui porque São Paulo é uma cidade grande, de gente pra frente, cheia de ideias novas, sem grandes preconceitos. Mentira. São Paulo pode ser muito fechada e hostil. E o Brasil é mesmo um país conservador, escravagista, segregacionista e muito preconceituoso. Mas deixemos isso pra lá.  

É fato que existe risco. Mas viver exige risco. E quem não se arrisca deixa a vida passar com as horas, os dias, semanas, meses e anos se esvaindo sem emoções. 

Eu busco um outro jeito, sei lá, sou assim. 

O projeto Lá em casa pra jantar veio alçando voo. 




Devagar, com carinho e cuidado, a gente sente que vem acolhendo amigos. Alguns que, há tempos não víamos, viram uma oportunidade de nos reencontrar para um bom papo à mesa, degustando uma comidinha feita com afeto e uma chance de conhecer o nosso lar. Tenho amigos que não conheciam o Silas, outros, dele, nunca tinham me visto. 


Algumas vezes, antigos colegas de trabalho ou de cursos aparecem e é uma grande alegria porque trazem novidades que vão desde empregos novos até filhos já bem crescidos que nem sabíamos que existiam. Temos a chance de rever quem compartilhou um tempo da vida da gente ainda que à distância, mesmo que por efêmeras duas ou três horas enquanto o jantar acontece. 


Preparar a casa para receber pessoas é um exercício que tento praticar da forma mais elegante possível. Com as minhas melhores louças, copos, talheres, toalhas, ou seja, com o enxoval completo, que a minha geração já não teve vinda de um baú de família com bordados feitos à mão. Por isso, vou garimpando, juntando, ganhando... 




A comida é um bom pretexto porque não há nada tão agregador quanto o sabor partilhado à mesa. A refeição que não é só alimento para o corpo, mas também para o coração, é aquela que tem alguém ao lado, contando um causo, rindo com você de alguma coisa, comentando fatos cotidianos ou o capítulo da novela. 



Amanhã, receberemos mais 10 pessoas Lá em casa pra jantar. A nossa equipe é formada por três pessoas: a Bruna, o Silas e eu. Na edição passada, a Bruna foi substituída pela Cristina. Somos uma família. Talvez não nos moldes mais tradicionais, mas isso não nos desonera em nada. 

A casa está sendo preparada, daqui a pouco vou à feira, já tem pré-preparo de várias comidinhas deixando tudo muito perfumado e humano e a bebida já está gelando. 

Se no ano que vem tem mais, não sei ainda. Sei que o prazer da experiência tem sido recompensador, mais emocional que economicamente. Não é por acaso que se chama Lá EM CASA pra jantar. 

Por hoje é isso! 

Um grande abraço a todos os meus leitores. Tenho muito trabalho agora. 


>>> Mais informações, envie e-mail para laemcasaprajantar@gmail.com ou acesse a página do Facebook. Há também um grupo 

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