quarta-feira, 30 de março de 2016

Masterchef 2016 - Terceira temporada



Eles voltaram: Henrique Fogaça, Paola Carossella e Erick Jaccquin. Continuam jurados do Masterchef Brasil, agora já na terceira edição. Para quem curte o programa, a diversão notívaga das terças-feiras está garantida. 

E dá-lhe caras e bocas! 

Em meio a tantas grosserias e arrogâncias e outras muitas "fofurices", os três chefs, agora pra lá de conhecidos do público nacional, selecionaram 21 participantes para a edição do programa deste ano. Tarefa nem tão fácil quanto parece porque, no fundo, eles sabem o poder da mídia que mudou a vida deles e pode mudar muito a dos participantes também, transformando alguns em pop stars instantâneos. 




Assisti aos três primeiros episódios, que foram os da seleção do grupo, e, ontem, vi até o final já com alguma torcida. Vibrei e lamentei quando uns e outros tiveram que devolver seus aventais e, quanto aos que sobraram, posso dizer que me identifiquei com alguns e, simplesmente, detestei outros.  

Repercussão

Durante todo o programa ontem o Twitter bombou Masterchef... E tinha gente grande como o Arnaldo Lorençato twittando sem parar... Sinal de que a coisa vai pegar de novo este ano. 

Hoje, lendo meus blogs prediletos eis que encontro no post do A dica é  as mais deliciosas observações sobre o grupo de 21 classificados do Masterchef 2016. A Ale e a Aline mataram a pau! 
Aline e Alessandra, blog A dica é

Não concordo com 100%  só por causa da Thaiana que eu classificaria como parte da cota das "fofuras" e tem também Gleice que, pra mim, parece mandar bem pra caramba na cozinha. Só posso dizer que concordo com o que escreveram mais de 90%. Ah! e isso é só porque também quero dar pitaco. 

Assim, aproveitando a deixa, resolvi compartilhar o post delas porque  o texto é uma bela sacada. As meninas do A dica é são ótimas!!! E eu sei disso não é de hoje. 

So... enjoy it!!! 






Leia também sobre Masterchef nesse blog: 


quinta-feira, 17 de março de 2016

Revitalização do Mercado de Pinheiros



...legítimo esforço de transformação e revitalização 
do espaço para o qual personalidades conscientes do mundo
 gastronômico emprestaram seus nomes









Em qualquer viagem que eu faça, seja no Brasil ou no exterior, numa capital ou numa pequena cidade, um dos meus lugares favoritos para visitar é o mercado local de hortifrutigranjeiros. É onde tem comida de verdade com a cara do lugar. Pelo menos é assim que eu sinto. 

Morei mais de 16 anos no bairro e lamentavelmente poucas foram as vezes que estive no Mercado de Pinheiros. Os motivos que não levaram durante todos esses anos ao mercado são diversos, mas o  maior deles era o estado que se encontrava. Sem atrativos, muito largado, mal cheiroso, um tanto sujo, sem produtos de qualidade que me atraíssem o suficiente e, pior de tudo, cada vez que eu estive ali fiquei com uma sensação de derrota como cidadã. Um patrimônio público tão bem localizado naquele estado de degradação era a prova pra mim de que nós, cidadãos, somos muito incompetentes. 


Mas há algum tempo venho acompanhando as tentativas de revitalizar aquele espaço e ontem fui até lá para um evento cuja divulgação por meio de release recebi super em cima da hora, na terça à noite, enviada pela assessoria de imprensa do restaurante Dalva e Dito,  do chef Alex Atala. Isso porque o projeto de revitalização do mercado de Pinheiros é uma bandeira empunhada pelo Instituto Atá, do mesmo chef. 

Devo admitir que minha desconfiança era enorme. Fui pagar para ver.  Cheia de preconceitos, estava com receio de que, como o projeto tinha envolvimento de grandes e midiáticos nomes da gastronomia no Brasil como o próprio Atala e também Rodrigo de Oliveira, do restaurante Mocotó, além de Bel Coelho, do Clandestino, e outras estrelas, o projeto fosse uma dessas "gourmetizações" do espaço público. Pensei, vou chegar lá e o mercado se terá transformado num palco para essas estrelas, com preços estratosféricos e, claro, vai atrair os hippie-chiques da Vila Madalena para vender comida do tipo food truck sob o pretexto de gastronomia de verdade. 

Me dei foi mal!!! 






O que vi foi um verdadeiro e legítimo esforço de transformação e revitalização do espaço para o qual personalidades conscientes do mundo gastronômico emprestaram seus nomes, tempo, imagem, credibilidade e, principalmente, sua boa vontade e empreendedorismo.

Não há como saber se sem esses nomes a transformação teria ocorrido, mas é pouco provável. 

Mais consciente foi como saí de lá, depois de participar do seminário em que estiveram presentes como palestrantes os representantes dos vários biomas brasileiros. Pessoas que vieram a São Paulo para encontrar mercado no sentido amplo. Estiveram aqui para demonstrar seus produtos, fruto da dedicação que têm não só em produzir alimentos diretamente da terra, como os hortifrutis, bem como os que são processados como vinho, doces, farinha etc. 

A fim de divulgar e promover esses itens visando encontrar e participar do maior mercado consumidor do país, essas pessoas que produzem, por exemplo, frutos exóticos para nós paulistas, estavam aqui por uma real questão de sustentabilidade de seus negócios.  

A revitalização do Mercado de Pinheiros ainda é incipiente. Há muitos outros passos a serem caminhados até que o espaço se reafirme e seja novamente um patrimônio com função para os moradores e frequentadores da região, mas as bases parecem sólidas desta vez. 

Ficou evidente que os entraves foram (e ainda devem ou deverão ser grandes). No entanto, o esforço dos atores envolvidos, esse elenco estelar, em conjunto com a abertura e receptividade e ação da atual Prefeitura de São Paulo, venceu a inércia e o mercado já mudou. 

Voltei alegre pra casa, apesar do noite tensa que se seguiu.  Como não tenho sangue de barata e a situação política do Brasil me incomoda profundamente, acompanhar o noticiário ontem foi dilacerante pra mim. Acho que nunca havia vivido conscientemente um momento tão dramático deste país em termos de crise política como o atual. Contudo, o evento no mercado ontem foi um alento. Meu sentimento é que tem gente a fim de fazer dar certo, que não fica só reclamando e apostando que quanto pior, melhor.  

Revitalizar um espaço como o mercado de Pinheiros com um objetivo nobre bem definido como o que me foi apresentado ontem  é um sinal de que a mudança é possível. Mudar pra melhor é uma questão de atitude e comprometimento.  

A propósito, a ideia é fazer desse mercado um local onde cheguem os ingredientes regionais brasileiros, os frutos desses biomas que quase ninguém sabe quais são,  para que passemos a conhecer, valorizar  e também consumir o que é nacional. Ou seja, um trilho para o desenvolvimento de uma cozinha que seja internacional para os que vêm de fora, ou seja, de comida brasileira. Novos tempos! Já passou da hora de fazermos isso no Brasil. 

Sinto-me envergonhada pelo meu preconceito de ontem. Mudei. Nesse momento, sinto gratidão pelo envolvimento dessas pessoas para que possamos usufruir do Mercado de Pinheiros em todas as suas potencialidades. No que puder, estarei envolvida. 

Sou ituana de nascimento, paulistana por opção e amo o bairro de Pinheiros como o meu lugar. 

Recomendo a visita ao mercado com o coração aberto. 

quarta-feira, 16 de março de 2016

Nem só de restaurante vive o chef de cozinha

Blog da Gavioli e Lá em casa pra jantar na mídia



No fim do ano passado, estive na Rádio USP no programa da colega de profissão Miriam Ramos. Ela que, como eu, é jornalista, tem uma carreira linda e apresenta o programa  Abrace uma carreira, que vai ao ar todas as quintas-feiras, às 13 horas. 

Na minha modesta opinião, o programa é uma benção informativa para as pessoas de todas as idades, mas em especial para os jovens, que buscam saber quais são as diversas maneiras de se atuar numa determinada carreira. 

Tomando a Gastronomia como exemplo, há os que pensam que, ao escolher essa profissão, o único caminho a ser seguido é o de ir para a cozinha e ser tornar um chef num restaurante. Só que não!

Como em todas as demais carreiras, basta abrir-se para reconhecer que há uma infinita gama de possíveis atuações. O mercado de trabalho é vivo e pulsante. Sempre dá pra criar algo novo. Mas, vamos pensar no que já existe, só pra ter ideia de que nada é tão fechado quanto parece.


  • Que tal uma consultoria para a montagem de cozinhas para bares, restaurantes etc.? 
  • Quem sabe montar um restaurante, um buffet, doceria, ateliê, uma cozinha autoral? 
  • Especializar-se em treinamentos e serviços de sala e bar? 
  • Que dizer de trabalhar num hotel ou em projetos de turismo e hospitalidade? 
  • Quer ser um consultor especialista em montagem de cardápios ou menu?  
  • Tornar-se um professor na área? 
  • Ser um pesquisador ou um acadêmico sobre comida? 
  • Atuar como consultor de negócios de cozinha e da indústria alimentícia ou de bebidas? 
  • Ser um personal chef e ir às casas das pessoas ou empresas para cozinhar? 
  • Trabalhar em revistas, sites ou outras publicações gastronômicas? 
  • Quem sabe ser designer para montagem de mesas em eventos? 
  • Tornar-se crítico de restaurantes? 
  • Ser um especialista que escreve sobre o assunto e ter um blog influenciador do mercado? 


O programa Abrace uma carreira abre ao ouvinte essa dimensão das profissões. Em cada episódio uma área é desvendada por quem trabalha nela de um jeito ou de outro. Afinal, são tantas as possibilidades que a gente até se perde e, pior,  às vezes, não vê e se fecha numa visão restrita.  

Resolvi tratar novamente desse assunto porque o post que escrevi em dezembro foi publicado entre o Natal e o Revellion. Quase ninguém viu ou ouviu o programa. Por isso, resolvi requentar e servir novamente porque o conteúdo é muito bom. 

Para quem tem interesse na área de Gastronomia, nesse link é possível ouvir o programa na íntegra. 

O programa Abrace uma carreira - Gastronomia foi ao ar no dia 24/12 na rádio USP e no dia 27/12 na rádio UEL, da Universidade de Londrina. 

Entre os entrevistados, a chef Janaína Rueda, do Bar da Dona Onça e da Casa do Porco;  Patricia Souza, mestre em Ciência da Religião e chef de cozinha, autora do livro Religião vai à mesa;  o professor de gastronomia José Roberto Yasoshima, da USP, e eu, que fui falar sobre o Blog da Gavioli e o projeto Lá em casa pra jantar

Não deixe de ouvir. Aquele abraço! 

PROGRAMA ABRACE UMA CARREIRA - 24 e 27/12/2016 - sobre Gastronomia


Leia também: 


segunda-feira, 7 de março de 2016

A hospitalidade de uma festa de casamento

De volta

Um mês depois...  Estou de volta. Peço desculpas aos leitores, mas rolou tanta coisa e, devo confessar, não dei conta. As palavras não vieram e os textos acabaram não sendo publicados.  Mas nada que a gente não possa tirar o atraso. 

Nesse mês de fevereiro e no início de março, foram muitos os eventos e todos bem emocionantes. Entre eles, voltei ao curso de gastronomia, fiz um curso sobre o papel dos aromas na comida, teve o Carnaval, o incrível show dos Rolling Stones, a quinta edição do Lá em casa pra jantar (ou a primeira de 2016) e um evento em especial,  o casamento da minha prima mais nova, a Mariana (com o Fernando), lá em Itu, no último sábado. 

A Mariana é minha priminha, filha do tio Miro e da Maria do Céu, que nasceu quando eu e meus irmãos já éramos quase adultos. Nós somos os primeiros netos, ela é a caçula. 

Nunca brincamos juntas quando crianças, afinal ela é da geração da Bruna. Também não tivemos um contato próximo desses feitos de longos bate-papos em família porque esse lado da minha família, o paterno,  nunca foi muito de se reunir. Os irmãos, Antonio, meu pai, Mercedes, Miro, Neide e Zé Maria, não foram os melhores companheiros da vida. Tem família que é assim e só. No entanto, nas vezes que,  entre primos, pudemos nos juntar (e as últimas vezes foram todas em casamentos: o do Marcelo, o da Cássia, o meu, o da Camila e agora o da Mariana) foi uma grande alegria para todos. Os laços fraternos e familiares existem e são sólidos.

Uma festa de casamento é quase sempre cheia de muita emoção: dos noivos, dos pais, padrinhos, da família e dos amigos que, em resumo, fazem a festa acontecer e ser memorável. Com os anos, todos serão relembrados nas fotos não só por sua participação, mas também por suas roupas caprichadas e na moda, suas maquiagens e penteados, especialmente, feitos para a ocasião. 

Embora a gente saiba que sem a presença das pessoas não há festa, mas para que seja realmente boa, tudo o que parece encantadoramente simples durante uma recepção de casamento foi pensado, planejado e, houve muito investimento para que ocorresse.  

Os noivos planejam tudo para que o dia seja perfeito. Para isso dedicam meses de suas vidas corridas fazendo degustações, separando fotos, escolhendo tecidos, flores, cardápios, músicas etc. Até a liturgia da igreja, eu soube no sábado, é escolhida pelos noivos. Não é só tempo que dedicam, também investem altos recursos financeiros para garantir que tudo que está na moda na indústria do matrimônio esteja plenamente adequado às tendências. Cada festa é uma, mas todas guardam semelhanças entre si e, claro, não há quem não queira apresentar uma surpresa ou algo diferenciado para seus convidados. 

Mesmo sem saber, quando oferecem uma recepção, seja qual for o formato, os noivos e seus pais, estão alinhados aos princípios da hospitalidade: receber, hospedar, alimentar e entreter. 

No casamento de sábado passado não foi diferente. Tudo estava impecável. Cada detalhe planejado com rigor para que parecesse casual. Sem exageros, mas com muito bom gosto.  Dos músicos na igreja aos chinelinhos distribuídos para que as mulheres pudessem dançar sem o desconforto das sandálias ou sapatos apertados, cada item parecia estar onde deveria estar. 

Desde que recebemos os convites e confirmamos presença, já sabíamos que seria assim, mas é sempre muito bom ser bem recebido. 

Recepcionar/ bem receber/ hospedar: logo na chegada, as recepcionistas nos indicaram que deveríamos ocupar as mesas de uma determinada área em que estavam também os nossos parentes. Assim, todos ficamos próximos, um cuidado que nos permitiu curtir mais as pessoas que tanto prezamos. 

Alimentar: da mesma forma, a comida foi cuidadosamente escolhida para garantir que gregos e troianos pudessem se alimentar com prazer. Para quem não come carne, havia risoto, para quem é carnívoro, tinha um delicioso steak a poivre, perfeitamente preparado. Dos finger foods servidos à mesa, às ilhas de antepastos, entradas e saladas, ao menu quente e às sobremesas, assim como a mesa de doces e bem-casados, tudo atendia à diversidade dos paladares. Uma delícia! E olha que o menu era extenso... ah! e tinha risoto para servir mais de 300 pessoas, coisa bem difícil de acertar, o que é sabido pelos que lidam com comida em buffet. 

Ainda teve bebida da melhor qualidade: whisky, vinho, cerveja, refrigerante, água com e sem gás (eu tomei espumante a noite todinha, da hora que cheguei à hora que saí) e, inclusive, batidas de frutas feitas na hora de acordo com o gosto do cliente. Alegria garantida!

Entreter: A festa ainda teve música também para todos os gostos. Quando nada mais podia melhorar, veio uma banda que tocou ao vivo os ritmos que agradaram os jovens e também os mais velhos. Muito animado. Como antes mencionei os chinelinhos, era mesmo para dançar!

Casar está na moda. Voltou à moda. O que quero dizer (ou arriscar a dizer) é que mais gente casa com pompa e circunstância na geração da Mariana do que casava na minha. As festas são ótimas e, quase sempre, muito caras.  Mas, segundo quem casa, vale muito a  pena. É como fazer uma linda viagem. 

Para nós, os convidados, celebrar o enlace, o matrimônio, o casamento, as bodas, a festa, seja qual for o nome que se dê, é poder testemunhar a alegria das pessoas que tão generosamente nos quiseram por perto numa situação tão especial. Na igreja, as memórias florescem e voltam imagens de longa, longa data. Cresce um sentimento de harmonia, de paz que a gente leva pelos dias que seguem. Eu, pelo menos, me sinto assim: alegria, feliz mesmo. 

Lá pelo meio da festa, o Silas comentou comigo que a noiva, ao discursar, agradeceu a presença das pessoas, mas que quem prepara uma festa tão bonita para receber tanta gente é que deve ser agradecido. 

E é assim que se completa o ciclo da hospitalidade: quem é recebido deve retribuir a dádiva. 

Nós, Mariana e Fernando, agradecemos e oferecemos a nossa casa para vocês. Espero que um dia possam e queiram nos visitar para que possamos retribuir tamanha gentileza. Para que de novo a gente tenha a chance de lhes desejar só coisas boas durante toda a vida. Uma vida inteira de felicidade, de verdade! 


Eu, tio Miro e Cris
Como disse, o casório foi no sábado passado,  e nele reencontrei pessoas caríssimas da minha vida, gente que quase não vejo, mas quando estamos juntos me fazem sentir alegria. Então, me encho de amor. Isso é o que chamo de felicidade! 

As Gavis: tia Neide, minha mãe Neuza, Stefânia, Leiticia, Cássia, eu, Cecilia, bem atrás da noiva, Paula, Cris, Camila, Bruna e Giovana.