sexta-feira, 29 de julho de 2016

Vamos falar de viagem

Férias de julho 2016 - Capítulo 1


O que torna um lugar hospitaleiro?


Como prometido, vamos falar da viagem pra Espanha. Antes que as férias acabem, é bom demais pensar que o mundo é cheio de lugares lindos, pulsantes e interessantes.  Exuberantes pela natureza ou pela ação do homem, ricos por patrimônio e economia, mas também por tradição, história e cultura. É tudo de bom viajar e é bom demais voltar pra casa. Ando feliz de poder me encorujar no meu ninho.


O traslado - As conexões


Barcelona foi a nossa porta de entrada na Espanha, mas não na Europa porque fizemos uma conexão em Frankfurt, na Alemanha, e lá passamos praticamente um dia inteiro passeando e conhecendo o bonito e arrumado centro da cidade.


A propósito, olhando para o mapa, por que sair do Brasil, ir até Frankfurt e depois voltar para Barcelona? Simples. Porque a passagem é bem mais barata. Coisas da aviação. Tem vez que é assim, tem vez que não é. Precisaria trabalhar na área de precificação de passagens aéreas para entender os meandros que levam a esses aparentes contrassensos nos valores. Fato é que a diferença entre ir direto pra Barcelona era de mais de R$ 600,00 (seiscentos reais) por passagem.  Para dois, Silas e eu, seriam 1200 reais a mais e não teríamos tido um dia super divertido em Frankfurt, uma cidade cheia de história, limpa e de fácil transporte para quem tem algumas quase doze horas como nos tivemos por lá.

Chegamos a pensar em não embarcar no voo da conexão e ficar uns dias na Alemanha. Poderíamos visitar o Arthur e conhecer mais uma parte do país, mas descobrimos que isso não é possível. A Lufthansa nos informou que, caso não embarcássemos para Barcelona, o nosso bilhete aéreo seria considerado como  "no show", isto é, como se não tivéssemos feito a viagem de ida inteira. Isso nos impediria de voltar por Barcelona depois e, da mesma forma, por Frankfurt.  





Essa é uma informação importante pra quem pretende viajar: não é permitido usar somente parte da passagem com conexão. Por exemplo: passagem de ida e volta: São Paulo-Madri-Roma/ Roma-Madri-São Paulo. Não pode parar em Madri e depois ir por conta pra Roma e querer voltar com a conexão. O sistema, caso não haja o embarque de Madri pra Roma, registra "no show", ou seja, não comparecimento. Fica a dica. 


Hospitalidade


Por dever de ofício e porque amo, sempre penso em termos de hospitalidade. Questões sobre como sou recebida e tratada, se me dão um sorriso, se sou objeto de curiosidade ou de preconceito, se me dedicam atenção, enfim, coisas que faço normalmente ao me relacionar com gente. 


"... hospitalidade é a obrigação de tratar estranhos com dignidade, alimentá-los e fornecer-lhes bebidas e protegê-los. " 

Reflito agora sobre o que é uma cidade hospitaleira. Tomando Frankfurt como exemplo pode parecer fácil.  Para bem receber, apesar de muitos, são simples os itens que compõem a hospitalidade. E só pensar em quais são as necessidades de um turista ou viajante a serem atendidas: primeiro de tudo, informação é imprescindível. Uma cidade que não disponibiliza informações por meio institucional e de pessoas especializadas, mapas e placas de sinalização (de preferência em duas ou mais línguas), não é hospitaleira.  Além disso, é preciso segurança, facilidade de locomoção tanto em termos de transporte como de infraestrutura de calçadas e vias, possibilidade de acomodação e restauração (esse é o nome técnico para a alimentação = restaurar, recompor), entretenimento e, claro, aquela boa vontade de seus cidadãos para ajudar o viajante. Simples. Todas as cidades deveriam ter. Só que não têm.



Não é o caso de Frankfurt que tem. Tudo direitinho como um bom exemplar da cultura alemã. Tudo arrumado, limpo, organizado. Assim que chegamos, por um pouco de afobação, fomos para a estação de metrô que sai do  aeroporto e ficamos meio perdidos. Logo, pegamos um mapa, paramos para pensar que trem devíamos pegar e lá fomos nós: pro lado errado!  Nem bem andamos uma estação, notamos o erro e foi só risada. Voltamos e pronto! Em menos de 20 minutos estávamos no centro da cidade, sãos e salvos. Pelo valor de um passagem de metrô.

Frankfurt é uma Gramado de verdade, ops!, é que a cidade no Sul do Brasil é bonita, tem casas com um telhadinho feito sob encomenda para parecer com a Alemanha. Frankfurt é assim de verdade. E sem, nem de longe, falar mal de Gramado, não tem o lamentável apelo de compras que nos bombardeia o olhar em cada pequeno trecho de cidade. Na última vez que estivem em Gramado, em menos de duas horas, quis sair de lá o mais depressa possível.  

A cidade de Frankfurt é linda, digo, o centro da cidade é lindo. Esse eu vi. São muitas construções enxaimel* originais, construídas assim até hoje, combinadas com todos os elementos mencionados que a caracterizam como hospitaleira. Não há poluição visual, os monumentos são preservados, há calçamento nas ruas, o asfalto não tem buracos e, embora com muitos carros, não há barulho ensurdecedor. As pessoas não o enganam no troco; elas são solícitas no limite das suas perguntas, sem intromissão; há bons lugares pra comer para todo tipo de bolso; os meios de transporte não estão lotados e nem param por problemas de falta de energia, mas a placas nem sempre estão escritas em duas línguas ou mais! O que não se pode dizer dos empregados que atendem aos turistas. Eles falam alemão e inglês, pelo menos. Com a gente? Perguntavam se éramos franceses. 

Em qualquer lugar no mundo, logo que chegamos, nossa busca é imediata por uma central de informações para turistas. Nesse espaço, encontramos um mapa e pessoas treinadas para nos atender em necessidades que são muito distintas, dependendo do tipo de viajante que se é. Afinal, nós viajamos sozinhos. Para quem sempre viaja de excursão ou com um agente de viagens que  programa todo os passos a serem dados, essa não é uma necessidade. Pra nós, é básico. Temos que saber o que fazer, para que lado ir, onde é bom comer, quanto pagaremos, onde estão os principais museus, igrejas, feiras, hotéis. Não importa se estudamos muito ou pouco a região visitada, o "tourist information" é fundamental!











Há muito mais a dizer sobre esse breve período que estivemos em Frankfurt. Mas hoje fui tomada pela reflexão. Efeito-viagem! Elas, as viagens, me causam isso. 


Nós no Brasil


Daqui apenas alguns dias começam as Olimpíadas no Brasil, uau! Eu tinha que estar por aqui. Adoro! Apesar de todas as críticas, gastos, vexames, politicalha da pior natureza, as Olimpíadas são o congraçamento de todas as nações por meio do esporte. O mundo estará aqui no Brasil no próximo mês e isso é muito significativo, importante e histórico! 

Como será nossa hospitalidade? Basta a boa vontade? Temos condições de receber bem todo o contingente de viajantes que estarão aqui nesses dias? Que atitude teremos diante de um turista? 

Eu acho o brasileiro violento (todo brasileiro, não só os que comumente chamamos de marginais), sem educação, intruso e egoísta. Muitas vezes, somos o poço dos preconceitos dada a nossa grande ignorância. Somos oportunistas, racistas, sexistas, homofóbicos, em resumo, somos Casa Grande e Senzala. "O turista é alguém a ser explorado", assim pensa o brasileiro. Ah! não? Lembre apenas de quanto um evento como a Copa do Mundo gerou de inflação nesse país. Simplesmente subiram os preços porque havia otários pra comprar e eles não tinham opção. 

Mas... no fundo da minha alma cor de rosa (sou uma otimista e prezo isso), acredito que também podemos ser generosos, abrindo a cabeça e o coração. Um exercício de aceitar o diferente, ser honesto, justo, educado, gentil, hospitaleiro pode ser bom! Vem aí uma chance para mudar a nossa atitude porque o nosso marketing não anda muito bom, não. 

*enxaimel = tipo de construção na qual uma estrutura de madeiras encaixadas tem seus vãos preenchidos com tijolos ou taipa.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Amélia, a vizinha que fazia comida afetiva



Amélia, uma amiga dessa vida e de outras, já falecida, cozinhava muito bem. Também contava estórias com forte carga dramática e muita graça. Qualquer que fosse o tema, na narração dela tudo se tornava interessante, o que causava em mim, desde pequena, um enorme fascínio.

--- tags: rocambolecomida afetivapão de ló  #clubedascomadres



Como Amélia era dos quitutes, fazia esfirras, coxinhas, croquetes e outros salgados para vender no bar do marido, o Tonico. Mas, além disso, ela tinha outra fantástica habilidade gastronômica, fazia como ninguém arroz doce e rocambole de goiabada. Que delícia! Meus tios amavam. 

(...)



Leia íntegra do texto no Clube das Comadres/ Colunistas/Culinária ou acesse esse link  para encontrar a receita do maravilhoso rocambole de goiabada. Imperdível! 






terça-feira, 26 de julho de 2016

Gostinho de Hospitalidade


Revista Bem Mulher, edição número 8


Ainda em tempo, antes que a próxima seja publicada (muito embora esse tipo de matéria não fique velha e atemporal assim tão rapidamente), o projeto Lá em casa pra jantar foi pauta na edição 8 da revista Bem Mulher. Para nossa alegria!!! 










(Se preferir, leia aqui matéria na íntegra. 
A seguir em mais informações)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

No dia do meu aniversário

Foi dia 29 de junho, dia de São Pedro. Eu já estava viajando de férias, primeiro dia em Barcelona. Provando outros gostos, reeditando alguns que já conhecia, como as batatas bravas, o jamon serrano e o ibérico, as tapas e pintxos, as sangrias! 

Na era do Facebook, a gente é lembrado por tanta gente no dia do aniversário que se sente pra lá de especial. Mas tem gente que faz isso ainda mais e mais especial. Foi o que fez a minha querida amiga Marta Cavallini, a Martinha. Ela é poetisa, mas ganha a vida como jornalista. Também é blogueira, mas não se sente assim. Talento ali não falta.

Olha o meu presente de aniversário!

"Que te rodeies de sabores
Te inebries de temperos
Aguce cada vez mais seu paladar
E te vejas refletida no que fazes de melhor
Que é experimentar a cada dia uma nova receita
Com ingredientes de vida, de amor, de desafios, de superações
E que continues descobrindo que a mistura do inusitado com o trivial
É que faz a vida não ser como um mesmo prato que é servido todo dia
Porque a vida sem o ímpeto de arriscar
É como um prato sem cor, sem tempero e sem sabor
Que seu novo ano tenha uma receita nova a cada dia, porque ainda que os ingredientes sejam os mesmos, no fim das contas é a combinação que faz a diferença! Bjs"
Obrigada, Martinha. Um beijo enorme pra você.

E por falar em estar rodeada de sabores... até que eu estive.. não é, não?










Clube das Comadres

Para os que me acompanham pelo Facebook,  Twitter ou no Instagram, não é novidade que fiz uma viagem deliciosa, cheia de paisagens exuberantes, castelinhos e castelões, além de muita comida saborosa pela Espanha nos últimos dias. Foram 22 dias no total e o que posso dizer é que a mala veio menos pesada do que foi, mas a bagagem que vem no coração da gente é simplesmente o inesquecível.  

Eu já tinha estado na Espanha há 15 anos com um amigo queridíssimo, o Baru. Naquela ocasião, viajamos por outras regiões. Desta vez, em companhia do Silas, meu eterno companheiro (que melhor não há nesse mundo pra viajar junto), conhecemos o País Basco, boa parte da Catalunha e algumas cidades de Aragão, Castela-Mancha e Castela e Leão. Nos próximos dias, vou contar tudo em detalhes. Promessa!

Mal cheguei e estou com uma gripe danada, coisa de corpo que se cansou fisicamente de tanto andar, pesquisar, xeretar e aprender coisas novas. Sentir cheiros, sons e sabores diferentes, muitas vezes bons ou ótimos, outras, nem tão agradáveis. Foi uma viagem cheia de emoções e teve até parque de diversão com montanhas-russas de tirar o fôlego!

Sai pra viajar com algumas sementes plantadas por aqui e para minha máxima alegria algumas começaram a germinar tão logo eu cheguei no aeroporto ainda de partida em Guarulhos. 

Ao viajar escolhi deixar por aqui o laptop. Nas outras viagens, eu não conseguia nem abrir o coitado. Então pra que carregar peso? Se for só pra levar o computador dar uma voltinha, acreditem, não vale a pena. Por isso, não contei antes a melhor das novidades. 

Agora sou colunista do Clube das Comadres!! 





Sob liderança da jornalista  e minha amiga de faculdade, Gisele Peralta, que tem anos de experiência como editora da revista Malu


O Clube das Comadres é um site de amplo conteúdo direcionado às mulheres que querem se manter atualizadas no universo feminino. O portal apresenta lançamentos de produtos e serviços que visam facilitar o dia a dia e oferecer mais beleza, conforto e facilidades à mulher. Mais que isso, o Clube das Comadres traz colunistas para temperar um conteúdo jornalístico de notícias, entrevistas e análises exclusivos produzido por uma equipe de jornalistas de alta categoria. Tudo sem deixar de lado a cobertura do mundo dos famosos da TV e orientações de especialistas de áreas como saúde, beleza, moda, família, culinária e muito mais. O Clube das Comadres espera por você.

Eu não poderia estar mais honrada com o convite da Gisele. Minha coluna é sobre hospitalidade e gastronomia e está na aba Colunistas/Culinária da revista eletrônica. 

Já estão no site do Clube das Comadres três artigos que escrevi. A seguir, o primeiro texto na íntegra e o link para quem quiser ler o original na página do clube.  

Claaaaaro que a minha sugestão é que vocês naveguem muito pelo site porque ele é deliciosamente bem feito, com muita informação do mundo feminino bem escrita e apurada como se deve: jornalisticamente. 

Sempre que houver um novo artigo, ele estará também aqui no blog, com link para a página do Clube das Comadres. 


(Leia matéria na íntegra a seguir)