segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Piquenique na Coluna da Clau

Clube das Comadres


Como prometido, sempre que uma nova publicação sai, informo por  aqui. 

Aproveitar os dias com alegria, esse é o ensinamento. Dias tristes, todos temos, por isso, usufruir dos tempos bons faz bem ao coração, à alma e deixa memórias maravilhosas. 


--- tags: piquenique, picnic, festa ao ar livre  #clubedascomadres

Preparei umas dicas para sua festa ser pra lá de agradável. Acesse o site do Clube das Comadres/ Colunistas/Hospitalidade e Gastronomia ou acesse diretamente o link. 





quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Berga - Na Catalunha, rumo aos Pireneus

Férias de julho 2016 - Capítulo 4

Depois de Barcelona, olhando no mapa, subimos pela Catalunha em direção aos Pireneus.  Aquela cadeia de montanhas belíssimas que separam a Espanha da França tem esse nome e, pelo que aprendi na viagem, sempre foi uma região bastante disputada já que é uma cordilheira que separa a Península Ibérica (Espanha e Portugal) do restante da Europa. 


A razão é até simples de entender. Pense numa extensa barreira natural com cerca de 430 quilômetros de comprimento. Se de um lado há interessados em conquistar o outro lados, por questões religiosas e políticas, ela terá que ser atravessada independentemente do quão difícil seja o trajeto. Isso ocorreu inúmeras vezes na história. 

Nessa região, brincamos que em cada topo de morro há uma igreja românica, restaurada, preservada ou em ruínas. Essa é a prova de que por ali já houve domínio mouro muçulmano e que, a partir do século X ou XI, houve uma retomada cristã católica.  


Atualmente, há algumas rotas do Caminho de Santiago de Compostela que passam por ali. Por isso, a gente vê muitos peregrinos pelas estradinhas, especialmente naquelas em que, graças a beleza estonteante,  paramos para um piquenique durante nossa trajetória feita de carro. 


Antes de chegar aos Pireneus, já no caminho, paramos numa cidade muito acolhedora: Berga (se diz Bergá). Lá se fala catalão e espanhol, as pessoas são muito gentis, há passeios de subida de morro super interessantes de serem feitos, esportes como esqui e asa delta, e, o que mais me interessa, comida boa, muito boa! 

Num domingo, nosso passeio foi ao Santuário de Queralt, onde, após termos subido um trecho alto de carro, tomamos um funicular e depois continuamos subindo a pé mais cerca de 15 minutos, tivemos uma vista esplêndida da grandiosidade do que seriam os Pireneus.  






Ao descer, percorremos as ruas do centro histórico, uma vilinha bem medieval, e depois paramos num restaurante na praça. 

Um pouco reticentes devido ao nome Frankfurt, logo fomos convencidos por uma das donas do lugar que ali poderíamos comer bem. Ela se dedicou a nos explicar de ponta a ponta todos os itens do cardápio, parando em alguns pontos para nos sugerir o que melhor se encaixaria na nossa fome, bolso e necessidade de experiência. Isso é hospitalidade, o resto é conversa. 

Foi ali que pedimos, pão com tomate e uma salada com foie gras, para o Silas, tortilla de bacalao. Para acompanhar, sangria, a típica bebida que os espanhóis fazem deliciosamente, bebem deliciosamente, dão para os filhos ainda pequenos e para os turistas se alegrarem. Depois disso, só nos restava voltar ao nosso albergue para descansar já que foi um esbaldar de sabores o que nos foi oferecido. 








Não há muito mais a dizer, só uma recomendação básica. Esqueça a ideia de que a Espanha é feita apenas de Madri, Barcelona, Córdoba, Sevilha e Granada. Essa região que é pouco falada nos guias aqui no Brasil é linda, romântica e muito saborosa. 

Em Berga fomos super bem tratados e, além disso, nessa cidade, numa noite enluarada de sábado, as pessoas dançaram (e deu a impressão de que dançam com frequência) uma espécie de ciranda na praça. Ali, há um senso de comunidade e de pertencimento invejáveis para qualquer cidadão do mundo, em especial, para quem deixou uma cidade pequena para viver numa grande em que mal os vizinhos se cumprimentam. É o meu caso. 


As fotos falam o resto. 


Boa viagem aos Pireneus da Espanha

Leia também: 

>>>  Vamos falar de viagem
>>> Barcelona, a porta de entrada
>>> Can Margarit, jantando com os locais

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Coluna da Clau


Clube das Comadres


Hoje tem publicação nova no site.

Tudo na vida tem a ver com estar disposto a experimentar. Você já foi a uma taverna rústica de verdade? 

Aniversário comemorado no Can Margarit, em Barcelona. 





--- tags: viagemvinho rosadoconill a la Jumillanadica Barcelona,  #clubedascomadres


Leia as dicas e impressões sobre o restaurante Can Margarit em Barcelona. Acesse o site do Clube das Comadres/ Colunistas/Hospitalidade e Gastronomia ou acesse diretamente o link. 






quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Fast Food - dicas incríveis

Não dá pra perder tanta coisa boa! Andei descobrindo umas coisas que me encantam nessa cidade de São Paulo, que é hostil, barulhenta, mas é o lugar que escolhi pra viver! 




Cinema ao ar livre na Casa das Rosas

Em agosto e setembro, tem cinema grátis e ao ar livre na Casa das Rosas, na Avenida Paulista, 37 (aquele casarão lindo quase em frente ao Shopping Paulista). Sempre às quintas, às 19h30, começa em 04 de agosto, com o filme O Amor nos Tempos do Cólera, de Mike Newell.  Não há necessidade de reservar, é só levar uma canga para sentar no chão ou um banquinho. Ideia boa!! 
Outras informações: (11) 3285-6986




Lá em casa pra Jantar - Comida de inverno na Toscana 

Dia 13 de agosto, sábado, vai rolar a sexta edição do Lá em casa pra Jantar. 
Um projeto pra juntar gente em volta da mesa, comendo e bebendo bem, com muita alegria.  Só vai gente interessante. As vagas são limitadas a 12. Então tem que se inscrever logo. O menu promete: comida toscana com aquele jeitão de comida de casa da vó! Que delícia. Valor do jantar completo: R$ 100,00 sem vinho. 
Mais informações: Lá em casa pra jantar - 6a. edição
Reservas: laemcasaprajantar@gmail.com 



Mandioca de cabo a rabo - Comer é mais!

Neide Rigo, aquela do blog come-se dá o curso Mandioca de Cabo a Rabo: da Raiz aos Beijus e Tucupi no Sesc Belenzinho, dentro do projeto Comer é Mais! Quarta, 17/agosto, às 19h30. Tem que se inscrever a partir do dia 04 de agosto, às 14h,  no site do Sesc. 





Olimpíadas Rio 2016

Se não der para ir até o Rio de Janeiro, nem pra assistir um jogo de futebol do Itaquerão, como sempre, as Olimpíadas reservam bons momentos em frente à TV nos próximos dias. Ainda mais porque tem a emoção de tudo estar ocorrendo aqui no Brasil. Em tempos de tanta crise e desânimo, eis que um alento nos socorre com o congraçamento de 206 países reunidos em terras brasilis! 
Não precisa ver tudo na Globo, outros canais prometem uma cobertura ótima dos eventos esportivos. Eu vou dar um jeito de ir até o Rio pra curtir um pouco o clima!  No mais, pipoca e cobertor para os dias frios e varemos a madrugada vendo o maior espetáculo da esporte mundial. 



Terra Madre - Salone del Gusto 

Em setembro: em tempo de se planejar  - De 22 a 26 de setembro, em Turim, na Itália, ocorre o principal encontro mundial para tratar de pontos fundamentais sobre a alimentação do planeta. O Terra Madre é uma realização dos associados ao  movimento  slow food.  Todas as informações sobre o evento estão disponíveis no site: http://www.salonedelgusto.com/ 
É longe? Na Europa! Sim, mas não é impossível. Bora montar um grupo e voar pra lá?? Eu to dentro. 


Gostou desse conteúdo? Compartilhe! 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Coringas para agradar e receber os convidados



Vai receber gente em casa e não sabe o que servir? Entre os convidados há quem come de tudo e quem não gosta de nada? Conheço bem essa situação. Por isso é que sugiro usar alguns elementos que são “coringas” para anfitriões que, podem até não entender absolutamente nada de carteado, mas tendem a “bater com as 10”, como se diz na gíria de quem joga caixeta, quando o assunto é agradar à mesa. 

--- tags: tipos de queijo, castanhas, petiscos, o que servir  #clubedascomadres

Se não é habitual pra você manter em casa um pequeno estoque de castanhas, amendoins e frutas secas, sugiro começar a pensar nisso.  Não será nada difícil... leia mais

Leia todas as dicas no Clube das Comadres/ Colunistas/Culinária ou acesse o link  para saber como agradar seus convidados de um jeito fácil, prático e inesquecível para todos. 







terça-feira, 2 de agosto de 2016

Can Margarit: jantando com os locais

Férias de julho 2016 - Capítulo 3

Era 29 de junho, meu aniversário e estávamos em Barcelona. Combinamos um jantar especial. 

Nossa ideia era ir ao restaurante Quatre Gats.  Há mais de 15 anos estive em Barcelona e jantei nesse lugar. Por isso, cheguei até a reservar mesa. O 4Gats é badalado e super conhecido porque era o lugar frequentado por Pablo Picasso, um dos mais ilustres barceloneses de todos os tempos. Foi ele quem desenhou a capa do cardápio do restaurante em tempos de sua inspiração boêmia. 



O jantar é o que interessa



Por fim, decidimos mudar. Queríamos algo mais despojado, com um jeito catalão de verdade, isto é, menos pra turista. Sempre buscamos isso nas nossas viagens, mas é difícil encontrar sem a referência de alguém que vive ali. Por sorte, o Silas tinha lido sobre o Can Margarit num blog e quando leu o post pra mim, sentimos que era esse. 

Ponto pra intuição! 

Fomos caminhando até o lugar que, aparentemente, não nos pareceu uma rua badalada, a calle de la Concordia, embora o bairro Poble Sec tenha tido uma afeição especial do público alternativo e "in" de Barcelona. O caminho nos pareceu distante do turistal  (um jeito meio maldoso pelo qual chamamos o turista típico da CVC e seus semelhantes em viagens pelo mundo todo). Aliás, andando pra chegar lá, comentamos que as ruas pareciam com o Palermo em Buenos Aires, mas com menos pessoas. 


Em plena quarta-feira, lá pelas nove da noite (que lá ainda era de tarde porque os dias estavam longos de verão europeu) chegamos a uma taverna das mais simples e simpáticas. 

Mesa pra dois. Antes de sentar nos mandaram pegar um copo cada um que era para nos servirmos de vinho diretamente nos barris de madeira que ficam na área de espera bem na entrada do restaurante. 

Mesmo sem espera, já que ainda estava meio vazio, só com umas três mesas ocupadas, não nos tiraram o prazer de "abrir os serviços" com um copinho de vinho. Que gentil! 

De cara você se sente abraçado com essa demonstração de hospitalidade. Soa como generosidade dos donos. Aqui pelo Brasil, deixamos há tempos essas gentilezas. Tudo é cobrado, até a água da torneira. Aliás, agora há muitos restaurantes e bares em São Paulo que cobram 13 a 15% de taxa de garçom. Inflação em número percentual! Mas esse é assunto pra outra conversa.

No Can Margarit conhecemos literalmente uma taverna rústica. Sem nenhuma frescura, das cadeiras e mesas de madeira sem toalha, aos pequenos copos que mais pareciam com "cristais de geleia cica" (só que sem a borda grossa), e às louças e cerâmicas nas quais nossos pedidos vieram servidos, até a decoração nas paredes, tudo bem com cara de celeiro de sítio de antigamente. `



A iluminação, que sempre é uma preocupação para quem tem restaurante, era clara, mas tinha umas velinhas e não dava aquela sensação de branco hospital, que é desagradável demais. 

Pra ser sincera, senti como se esses elementos todos não tivessem qualquer importância. Tudo parecia tão casa da avó, que foi uma delícia passar quase três horas lá sentada na cadeirinha com assento de taboa. 

Comemos uma salada de bacalhau com batatas, pimentões e azeitonas de entrada. Que coisa gostosa! Melhor ainda porque também pedimos pão com tomate. Por sinal, comemos esse pãozinho com tomate praticamente em todas as principais refeições que fizemos na Espanha, não só na Catalunha.  




Depois veio a estrela da noite, o prato principal, o carro-chefe da casa. No cardápio está em caixa alta, digo, letras maiúsculas: conill a la Jumillana. Uma receita de coelho frito com cebola, alho, louro, hortelã, tomilho, alecrim, orégano, erva-doce. Digna, muito digna! 



Eu não gosto de alho. Se posso não comer, não como. Já o Silas, é o meu oposto. Ama! Nesse prato, que eu continuo elogiando, tinha tantos dentes de alho fritos em imersão de gordura que o Silas se esbaldou. Mais de 20, ainda com a casquinha em volta, era só tirar e degustar, como um creme, segundo ele. Eu fiquei com as cebolas caramelizadas. Boas que só vendo! E o coelho, qual é o jeito de fazer? Pela explicação do chef,  "a passarinho", só que como é coelho...  


Bebemos vinho rosado e água gasosa (ambos em copinhos como os de nutella) para acompanhar essa iguaria da cozinha do sul da Espanha, que é feita com esmero nessa taverna quase rural em plena cidade grande do nordeste do país. 





Sobremesa: creme catalão? Não, um pudim. O meu de laranja, o do Silas de coco. Nada a ser ufanado, deveras! 

Na taverna não tem café expresso, mas tem um licorzinho de vinho como digestivo... Hummm, bom! 








A conta foi bem econômica. Cerca de 40 euros para nós dois. Já o jantar foi memorável, pra dizer o mínimo. 

Ah! Se todos aprendêssemos que a graça está na simplicidade, no sorriso, na generosidade. Tudo iria bem melhor. 

Saímos de lá alegres pelo vinho, pela comida, pela comemoração, pela viagem e, mais que tudo, pela delicadeza com que fomos tratados. Pense num lugar que você não se vê como cliente, mas como um amigo distante que é bem vindo. Pensou? 

Pra quem vai a Barcelona e quer fugir do burburinho, a taverna Can Margarit é uma boa recomendação. Mas é bom saber que quando nós já íamos embora, o lugar estava com as mesas todas ocupadas. Merecido sucesso de um lugar que, depois pesquisei, tem 40 anos. 


Serviço: 

Taverna Can Margarit
Calle de la Concordia, 21. Barcelona 
Tel. +34934416723

De segunda a sábado, desde 20h30. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Barcelona, a porta de entrada

Férias de julho 2016 - Capítulo 2


Espanha que não é Espanha: comunidades autônomas


Depois do dia agradável e da conexão feita em Frankfurt, chegamos bem ao nosso destino e, como esperado depois de cerca de 36 horas acordados, dormimos copiosamente mais de dez na nossa estalagem temporária na capital da Catalunha, Barcelona!

Como a hospedagem de Airbnb sempre reserva surpresas, encontramos um excelente anfitrião, um carioca sorridente e prestativo, numa localização ótima com instalações, nem tanto. Mas, quatro noites seriam dormidas naquele colchão de molas um tanto velho numa cama sem cabeceira de um quarto cuja janela dava para o fosso interno do prédio. Ventanas fechadas = calor insuportável; janelas abertas = aquela mistura de cheiro de cigarro e poeira de prédio antigo meio mal cuidado em região central de cidade grande. 

Sou entusiasta do jeito Airbnb de hospedar, mas devo confessar que minha experiência em Nova Iorque não foi das melhores, o mesmo rolou agora em Barcelona. Na mesma casa havia quartos de condição diferente. Demos azar. Ponto. 

Preâmbulos pra entender e depois não se fala mais nisso

Basta olhar o mapa da Europa para verificar que a Espanha tem um território grande. São mais de 500 mil quilômetros quadrados. Só pra comparar, todo o estado de São Paulo dá metade disso. Esse vasto território conta com 17 comunidades autônomas, que são, mal comparando, como os nossos 27 estados no Brasil, mas com muito mais autonomia
Uma comunidade autônoma é uma entidade territorial que, no ordenamento constitucional de Espanha, é dotada de autonomia legislativa e competências executivas, bem como da faculdade de se administrar mediante representantes próprios.
Vale lembrar que a Espanha é uma monarquia parlamentarista. Desde 2014, quando o rei Juan Carlos abdicou, seu filho Filipe, o sexto, é o rei e chefe de Estado. O chefe de Governo é o primeiro-ministro, seu nome é Mariano Rajoy.

Na Espanha é histórica a questão separatista. Várias regiões do país, apesar do que reza a Constituição de 1978 feita no período de Transição Espanhola, depois de tantos anos de ditadura de Franco, não se sentem espanhóis. É o caso de cidadãos nascidos, por exemplo, no País Basco e na Catalunha. Eles se identificam como bascos e catalães, respectivamente. Dizem que só são Espanha pela imposição de conveniências políticas e econômicas. A língua que é fator fundamental para o sentimento de pertencimento de um povo num estado-nação,  no País Basco é euskera, na Catalunha, catalão. Embora seja obrigatório o espanhol para ambos. 

Então... apesar de um destino na Espanha, Barcelona é, basicamente, a capital de um outro país. Lá, as pessoas falam catalão e o idioma, que também é oficial, é escrito nas placas, nos mapas e em praticamente todas as publicações. Há estações de rádio e canais de TV nessa língua. 

Também por lá, há características que, para um turista, por mais sensível que seja, em apenas três ou quatro dias, não será possível definir se são regionalidades ou traços de uma outra nação ou outro povo. Situação difícil pra quem vê de fora.  Eu, de minha parte, exceto pela língua, não conseguiria distinguir um catalão de um basco, mas eles juram que são diferentes em tudo! E cada qual, é ainda mais diferente do espanhol de Castela, Aragão ou da Andaluzia. 

Eles dizem que cozinham e comem de um jeito diferente, plantam de forma diferente e, quando perguntados, respondem que são absolutamente autônomos e autossuficientes financeira e economicamente para que sejam um país também diferente. 

Conversando com um catalão ele me enfatizou que não vê qualquer sentido em render honras ao rei de Espanha. "Ele não é rei para nós na Cataluñya", disse. 

Quatro dias em Barcelona 

Sem planejamento, só ideias e memórias, fizemos coisas de montão. Primeiro dia: reconhecimento da cidade, começando com a padaria onde tomamos o primeiro café da manhã, passando pelo sistema de metrô e ônibus, passeio pelas Ramblas e suas travessas de Bairro Gótico


Uma parada no mercado La Boqueria com toda a sua variedade de cores, sabores, sons, e um susto: as bancas fecham à tarde! Sim, lá pelas 14 horas o movimento cessa nas vendas de cerejas, castanhas, sucos, jamons e pimentos diversos. Ainda assim, brindamos o meu aniversário com cerveja de barril acompanhando batatas bravas e um farta porção de jamon serrano e pão com tomate. 


Ah! Os tomates mais deliciosos que já comi foram os da Espanha: doces, firmes e suculentos, bem vermelhos, nunca amarelados ou empedrados.  


  






Fomos à Catedral e ao seu entorno, descobrimos praças que já não nos lembrávamos que existiam porque a memória é seletiva e o tempo apaga ou torna turvas algumas lembranças e, entre um aqui e um ali,  logo começamos a entender o que é e porque há o período da sesta (siesta em castelhano) na Espanha. Essa tradição nos rendeu risadas, mas também muita irritação já que nossos horários (fora a questão do fuso e o irremediável jet lag) como turistas brasileiros não batem com os da fome espanhola. 

Fazia calor, muito sol e nas ruas da pulsante Barcelona, andamos, andamos, andamos... andamos. 

Chegamos ainda com muito sol à região portuária, onde está o monumento a Colón (Cristóvão Colombo) e é lá que se deitam estacionadas "pequenas embarcações" cujo tamanho e o luxo derrubam o queixo de qualquer pseudo-rico por aí viajando de primeira classe. São iates muito mais que luxuosos de milionários, sabe-se lá se do petróleo ou das grandes indústrias das tecnologias. Lugares onde, no meu imaginário, rolam festas, recepções e muita, muita, muita grana per capta.   

Nesse dia, fomos também ao Aquário, paramos um pouco para ver ao voo das gaivotas. Elas dão show nessa região. Gente, Barcelona tem mar e praia. E gaivotas. 

Nesses quatro dias, ainda "turistamos como manda o figuro" na terra de Gaudí, Picasso e Miró. Fomos à Sagrada Familia, ao Parque Guel, relembramos a Casa Batló, e a Milá ou La Pedrera, estivemos no Parque Olimpíco de Monjuic, passeamos pelas ruas do comércio chiquérrimo e também do popular com rebajas* e segundas rebajas...  Ah! Não dá pra esquecer que teve também a fonte de águas coloridas e dançantes. 





Na sexta-feira, alugamos bicicletas e isso  foi um ponto alto dessa nossa viagem. Como Barcelona é muito grande e há mais turistas no mundo do que eu gostaria, nem sempre é fácil estar numa cidade como essa em transporte convencional, digo, carro, ônibus e  metrô. A bike é uma aliada. Cansa menos do que andar, rende grandes distâncias, alivia o calor porque sempre vem um vento no rosto e dá uma sensação de liberdade, um empoderamento que só pedalando pra saber! 

Com o magrela fomos à praia,  não sem antes parar num centro cultural que já foi mercado, passando pelo arco do triunfo catalão.  Praças, parques cheios de crianças, muita gente vivendo o verão. 

Sabe, na Europa, as pessoas não se sentem culpadas por ter férias, por trabalhar menos horas, por parar num bar para tomar uma sangria com os amigos e comer umas tapas. Eles têm direito a curtir o verão e fazem isso de verdade. Sem pudores. Com crise ou sem. Nós precisamos aprender isso. 




A estada em Barcelona nos fez decidir que não seria nossa intenção ficar em cidades muito grandes, por isso, excluímos Madri do roteiro e, embora tenhamos ido a cidades grandes como Saragoça, Segóvia e Burgos, nosso foco foi visitar lugares menos tumultuados. Vimos uma Espanha delicada, gentil, solícita, cheia de gente sorridente, com vontade e disposição para um dedinho de prosa, mesmo com turistas que parecem italianos ou franceses e falam portunhol. 

Depois de Barcelona, seguimos de carro até o fim da viagem.  Primeiro, a Catalunha, os Pirineus, depois chegamos a Andorra e  fomos ao País Basco. Tem história pra vários capítulos... 

Leia também: 

  >>> Vamos falar de viagem - Férias de julho Capítulo 1


Gostou do texto? Compartilhe!