sábado, 15 de outubro de 2016

Fazer pão é como brincar de Deus

Clube das Comadres


Fazer pão é uma alegria para a alma. Dá trabalho, mas o resultado dá uma sensação de plenitude que só quem já fez, sabe. Posso garantir: vale a pena! Tente. 





Comece pela focaccia,  uma receita fácil que ilustra a minha coluna quinzenal do Clube das Comadres.

--- tags: focaccia, pão, pão caseiro, pão rústico,  #clubedascomadres

Aproveite, leia as dicas sobre como fazer uma bela focaccia, um tipo rústico de pão fofinho no Clube das Comadres/ Colunistas/Hospitalidade e Gastronomia ou acesse diretamente o link. 





terça-feira, 11 de outubro de 2016

Prioridade, escolha e decisão

Tem tempo que não me sento pra escrever. Muito mais tempo do que eu gostaria, aliás. 

O que me alivia é ter certeza de que o meu tempo foi bem usado. É até simples dizer: uma questão de prioridade. Como quase tudo na vida, fiz uma escolha diante de fatos incontroláveis.  Sou responsável por ela e me sinto tranquila e em paz porque escolhi. Sim, a escolha foi minha. 

Para os que sentiram a ausência de novos textos, da continuação das histórias da viagem de férias em julho passado e, para além disso, das receitas, dicas, entrevistas com convidados, colunas e o que mais haja, e, principalmente, da nossa convivência, penso mesmo que lhes devo uma explicação.

Em agosto, minha mãe sentiu-se mal repetidas vezes, procurou seu médico de anos e fez uns exames. Soube que estava com o coração combalido, precisando de uma restauração de algumas veias com certa urgência. Deve ter sido coisa de amor que naquele coração está cheio...  Poesia à parte, ela esteve (e ainda está) hospitalizada durante grande parte do tempo que estive ausente.  

Nesse período, já dá pra imaginar o que rolou; médicos, exames, clínicas, consultórios, hospitais, esperas intermináveis, erros e acertos,  dores e preocupações, unidades de terapia intensiva. Mais que isso, houve  uma grande cirurgia de revascularização com quatro pontes. Depois, outros longos e intermináveis dias de UTI, reabilitação e recuperação em casa, hospital de novo, outro procedimento cirúrgico e agora ela se recupera bem novamente. É bom dizer que nesse percurso sempre caminhamos para a cura. Tudo ocorreu com as bençãos de Deus e de Nossa Senhora da forma mais leve possível.  Tivemos ajuda e proteção, muitas orações e palavras de fé, incentivo, conforto e coragem, itens inestimáveis que nenhum dinheiro no mundo pode pagar numa trajetória como essa. 


Hoje, paro por aqui, porque a ideia era só contar o motivo do sumiço. Talvez até eu ainda fique escondida por um tempo. Falta ainda um pedaço do caminho até que minha mãe esteja em casa, com autonomia e segurança para cuidar da própria vida e fazer suas escolhas.  Quem sabe, não demore, já que agora as coisas tendem a retomar suas prateleiras, cada xícara, cada ferramenta voltando ao seu lugar ou indo morar em outro. No entanto, fato é que ninguém sai igual de uma experiência como essa.  A gente descobre logo o que é prioridade e quais são as escolhas inegociáveis da vida. Mais que isso, dá pra sacar o quanto Deus ajuda a gente depois que qualquer decisão foi tomada por mais que não dê pra entender "direito direito" na hora.   

Em breve a gente retoma o ritmo do blog com novos tons, sons, sabores, aromas e experiências. Ah! Nesse período de quase dois meses, chegou a primavera e as flores estão dando show por todos os lugares em tenho andado, até mesmo dentro de casa.  Um beijo cheio de gratidão e saudade. Façamos nossos dias, a cada dia, mais alegres! 




De volta do hospital. A primeira foto!