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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Peixe para a Quarta de Cinzas


Hoje é quarta-feira de cinzas. 

Para os foliões, o dia que marca o fim oficial do Carnaval, que só volta no ano que vem.  Para os empresários brasileiros, o dia que o país volta a funcionar de verdade, embora haja controvérsias. Para os cristãos, o dia que começa o período da quaresma, o tempo de preparação para a Páscoa, de penitência e do jejum, em especial de carnes. 

Sou de família católica e sei que, há tempos, a igreja já não impõe uma dieta restritiva ao consumo de carnes na quaresma.  Contudo, as tradições ficam e muitas pessoas acabam preferindo comer peixe em lugar de carne em especial na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. 

- tags: peixe, filhote, tradição da quaresma

Por isso, hoje preparei um peixe aqui em casa para o almoço: um filhote

Filhote de piraíba, piratinga ou piranambu (do tupi:  pira = peixe / aíba = ruim / tinga = branco / nambu = inhambu ou ave) é um peixe de couro (não de escamas), de cabeça grande e olhos pequenos. Tem a carne branca e muito tenra. Trata-se de um peixe de água doce muito comum na Bacia Amazônica e no Araguaia-Tocantins. Ele é um carnívoro (se alimenta de outros peixes) de grande porte. O filhote pesa entre 10 e 60 quilos, enquanto o adulto chega a ter 300 quilos e 2,5 metros de comprimento.  

Escolhi preparar esse peixe porque eu tinha uma boa peça dando sopa no meu freezer. 

Esse é o peixe preferido do Silas, que, sempre que pode, escolhe o filhote diante de qualquer outro peixe. Foi ele quem  trouxe do Pará na última viagem que fez. Fui buscá-lo no aeroporto e o encontrei com uma geladeira de isopor cheia de peixes do norte do Brasil. Amei! Como não amar?

O filhote é um peixe de carne bem branquinha e muito saborosa.  Para preparar, não usei nenhuma receita em especial somente assei, mas vou contar como fiz direitinho. 

Minha receita de filhote assado

Primeiro, descongelei o peixe. Tinha cerca de 650 gramas o pedaço que usei. Lavei bem e passei limão por todo o peixe. Em seguida, sequei o peixe com papel toalha. Temperei com sal e pimenta do reino.  Enquanto fazia isso tudo, deixei a churrasqueira elétrica esquentando. Embrulhei o peixe em papel alumínio e o levei pra grelha da churrasqueira por cerca de sete minutos de cada lado. 
Com isso, ele cozinhou e soltou água. Abri o papel e desprezei o líquido. 
Aqueci uma frigideira antiaderente de fundo triplo e selei de todos os lados (não são só dois porque o peixe é bem alto) com um fio de azeite. 







Nosso almoço de hoje foi maravilhoso: arroz integral, feijão, abóbora assada no forno, filhote assado e dois tipos de salada, uma de tomate e outra com folhas verdes, tomate e cenoura ralada. 

Ultimamente, tenho me preocupado em comer direitinho, cuidar do corpo e prestar atenção no que é saudável. Nessa minha decisão, tenho comido muitas saladas, feito delas refeições completas. Mas para além delas, decidi que, ao menos um dia por semana, comeria minha comida de raiz, a que aprendi comer em casa, com minha mãe e meu pai.  

A escolha dessa refeição tão rica é porque comer comida de verdade é uma decisão que temos que fazer todos os dias. Nós, brasileiros, não podemos perder a riqueza do arroz com feijão no nosso prato. Eu acredito nisso. E você? 

Até breve! 


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Leia também sobre peixes: 


sábado, 10 de fevereiro de 2018

MINESTRONE

É o nome de uma sopa italiana que leva legumes, verduras, carnes, feijões, macarrãozinho ou arroz.  O minestrone é um prato democrático por princípio: seu preparo varia com o que tem na despensa e na geladeira e depende da habilidade de quem cozinha para combinar os ingredientes e agradar ao paladar de quem vai comer. 

Manifesto Minestrone

No minestrone cabe tudo. 
Tudo o que se refere a comida:  ingrediente, receita, dica, técnica, gente, restaurante, livro, filme, série, evento, programa de televisão, rádio e podcast. 
A gente gosta da alma democrática do minestrone. 
Nós gostamos de comer, de falar de comida, de ler e escrever sobre ela. 
A gente ama viajar para experimentar o mundo pela boca.  
Nós adoramos quem cozinha porque que a gente também adora cozinhar.  
Nós acreditamos em comida de verdade feita por gente de verdade: do cozinheiro iniciante ao chef celebridade. 
Por isso, a gente achava que era preciso um lugar em que coubesse tudo isso. Faltava o minestrone.  Agora não falta mais! 

Salada de quinoa (quinua) - Eu cuidando de mim

 #comidadeverdade 

Depois de tanta festa, tanta gente em casa, tantos afazeres de família, tanta viagem, tanto estudar para o mestrado (que ainda não acabou, pelo contrário, agora é que o bicho vai pegar!), eis que me encontro novamente às voltas com a minha cozinha. 

Voltar pra cozinha é voltar para o mercado, a feira, a padaria, os livros de culinária, a geladeira, a despensa, o forno, o fogão, as toalhas, guardanapos etc. Mas, tudo isso ou vou contando em outros posts

Talvez em virtude de tantas atividades que me foram engolindo nos meses que passaram, eu fui me deixando de lado, ficando descuidada de mim, somente cumprindo obrigações e ticando agenda. Resultado: quando olhei pra mim, não gostei do que vi. Cheia de dores, com peso acima do que me faz me sentir bem, sem ânimo, com a pele desnutrida e um pouco desidratada, as unhas escamando... Vixi!!! 

O que fazer diante disso? Desespero? Não... nem pensar.  Que providência tomar? 

Tem hora que providência, decisão e atitude são sinônimos. Quando essa hora chega, ninguém me segura! Eu parto pra ação e o movimento me conduz. Fico feliz em estar novamente em movimento.

Então, com prudência que também significa providência, tomei a decisão imediata de retomar, reconstruir, rever, criar um jeito novo, me dar a chance, ter atitude. 

Alguns passos

Comecei olhando pra mim, enxergando o meu corpo e o que fiz dele. O corpo é nossa responsabilidade, nunca deveríamos nos esquecer disso. Decidi que precisaria desintoxicá-lo, alimentando-me melhor e fazendo com que ele se mexesse para que pudesse descobrir outras extensões e possibilidades, que, por vezes demais, a gente se esquece e, por consequência, se limita. 

Comecei a caminhar todos os dias. Não muito tempo, cerca de meia hora nos primeiros dias. Tenho tentado colocar objetivos a serem cumpridos em lugares distantes o suficiente para que eu possa ir caminhando, assim, cada dia faço um trajeto e não fico só na meditação da caminhada pela caminhada. 

Veja, esse é o meu jeito de lidar, mas caminhar por caminhar é uma boa também. Andar oxigena o cérebro e quando os passos são vigorosos dão muita energia. Isso faz suar, o suor limpa os poros e melhora a pele. O cansaço do exercício favorece o sono e o apetite por comida de verdade.  

Quiropraxia e massoterapia

Estou tentando um tratamento de quiropraxia na minha coluna. Essa foi uma decisão tantas vezes adiada, mas a dor estava me vencendo. Agora ela vai ter um lugar bem limitado na minha vida. Na clínica que estou indo, o tratamento associa a quiropraxia à massoterapia. Depois de o quiropraxista estalar todos os meus ossos, um massoterapeuta tenta habilmente desfazer os nós e as inflamações que seguem da minha coluna para ramais tensionados por todo meu corpo. Saio de lá que nem sei... mas acredito no resultado. 

Aliás, ele já vem ocorrendo porque foi a partir disso que resolvi comer direito e me movimentar. Mas, como disse antes, às vezes, decisão, providência, atitude têm o mesmo significado. 

Se quiser saber mais sobre a quiropraxia, eu posso recomendar. Deixe um comentário a respeito.

Comer salada

Desde que sou eu quem decide o que vou comer, as saladas sempre fizeram parte do meu cardápio. Só que tem épocas que fico preguiçosa e acabo me rendendo a comidas mais fáceis para o paladar. 
Não quero expressar com isso que não seja prazeroso comer salada, ao contrário, é muito gostoso mesmo, mas é bem mais fácil um arroz branco com estrogonofe ou um prato de macarrão a bolonhesa. 

As saladas, em especial as que levam folhas e ingredientes crus, exigem mastigação e esforço do sistema digestório para que o organismo absorva os ingredientes. Além do que, combinar o que por no prato saindo da mesmíssima saladinha de alface, tomate, cenoura e cebola, requer atenção. Mas o paladar agradece imensamente, quase de joelhos! 

Temos no Brasil grandes variedades de verduras, legumes, frutas, grãos e oleaginosas, que podem transformar um prato de salada numa refeição inesquecivelmente agradável. Com algum conhecimento e só um pouquinho de ousadia, acredite, dá pra se realizar comendo salada. 

Hoje, estou falando de salada, mas poderia estar comentando sobre comer um prato de arroz com feijão, sem prejuízo do boa alimentação. O que interessa é comer comida! Comida de verdade.

Nessa busca por alimentos diversificados, tinha aqui em casa um saquinho de quinoa (ou quinua) que nem sempre fez parte da minha alimentação, mas provei e gostei. Tentei uma combinação que deu certo. 


Salada de quinoa



Ingredientes

1/4 de xícara (chá) de quinoa cozida na água* com uma pitada de sal 
1 tomate italiano picado em brunoise**
3 azeitonas verdes sem caroço picada em brunoise
1 fatia de queijo meia cura picada em pedaços pequenos
3 ramos de salsinha picada em brunoise
Caldo de limão
1 colher (chá) azeite extravirgem
Sal e pimenta do reino

Modo de fazer

Com a quinoa já fria, misture-a aos ingredientes sólidos e tempere com o caldo do limão, azeite, sal e pimenta do reino.  Deixe descansar na geladeira por cerca de duas horas antes de servir. Isso vai intensificar o sabor. 

Usos e sugestões

  • Uma salada como essa pode ser a sua refeição principal, sem outros acompanhamentos. A quinoa é rica em nutrientes, principalmente, tem muita proteína e ferro (mais que o dobro do feijão).  
  • Como reforço de uma salada de folhas é uma boa opção. 
  • Pode acompanhar um peixe ou uma carne grelhada. Fiz com carne de porco e ficou perfeita
  • Serve como aperitivo ou entrada e pode ser servida em copinhos. Opção bem charmosa!
  • Para levar na marmita é excelente. 
Como no título dessa publicação, essa salada de quinoa é o resultado de uma pesquisa pessoal em virtude de um cuidado que estou tendo comigo  

Ah! Uma dica: tente se cuidar também! 



Aprenda um pouco mais sobre quinoa (ou quinua) no blog Nutrição e Qualidade de Vida. Tudo bem explicadinho. 

Bom fim de semana. Bom Carnaval! 



*Para cozinhar a quinoa, leve ao fogo a quantidade do grão e o dobro de seu volume de água. Deixe cozinhar até a água secar ou a quinoa ficar cozida integralmente. Se precisar, acrescente mais água. Esse processo pode ser feito na panela de pressão. Assim que ferver, contar cerca de 5 minutos e desligar. 
**Cubos de 3 x 3 mm.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Chá anti-inflamatório


Sabe aqueles dias que tudo incomoda porque o corpo inteiro dói? 

Se alguém fala muito alto por perto ou se o filme da TV é meio enjoativo e sem noção, se o trânsito está complicado logo perto de casa ou se o telefone toca várias vezes e é o Moacyr Franco vendendo ômega 3, em geral, a gente toca a vida adiante sem se incomodar muito. Faz parte. 

Só que tem dias que a gente dorme mal, acorda no meio da noite com dor na lombar e quando é hora de levantar dá um desânimo porque o corpo está tão sofrido, os músculos um tanto enrijecidos e qualquer esbarrão ou palavra mal ouvida é motivo pra ter vontade de chorar e sumir. A falta de paciência vem com tudo e a gente nem entende porquê. 

Arrisco dizer que isso ocorre, muitas vezes, porque estamos com alguma inflamação. Sim... não é pra assustar e pra observar e tomar providência!

Eu andei me observando e cheguei a conclusão que meu corpo e minhas reações quando estão desse jeito se devem ao fato de que estou sendo avisada que um processo inflamatório está na minha corrente sanguínea. Nada grave, nem motivo suficiente para sair correndo e visitar um médico pedindo uma bomba alopática para resolver a questão do mal-estar.  Mas o suficiente para me fazer prestar atenção no que ando comendo e bebendo e de que jeito venho tratando minha casa mais próxima, ou seja, o meu corpo físico. 

Não escondo de ninguém que não sou muito afeita aos exercícios físicos em especial os aeróbicos. Eles me cansam. Também é público que sou comilona, gosto de doces e não dispenso um bom copo de vinho. Pra mim, comer e beber traz alegria, em especial, quando estou com meus amigos e minha família em volta da mesa, trocando ideias, contando causos e, de preferência, rindo da vida louca que a gente tem. Além disso, sou cozinheira por opção, é uma satisfação planejar pratos, pesquisar como se faz e que ingredientes levam e depois executá-los. Isso me alegra.  

Esses três fatores associados a uma certa preguicinha que às vezes me dou o direito de ter de não resolver logo as reclamações do meu corpo são suficientes para me desaprumar um pouco e, em virtude disso, ultimamente, sinto muitas dores.  

Hoje, resolvi mudar o rumo da prosa e comecei a pesquisar alimentos anti-inflamatórios, numa busca por desintoxicar meu corpo. 

Os alimentos ultraprocessados com todos os seus inúmeros conservadores são muito intoxicantes, sei disso há longo tempo. Também sei que o açúcar (em especial o refinado, mas os demais também) é um causador de inflamações. Pra quem não sabe, celulite é fruto também do açúcar que ingerimos e é uma inflamação dos tecidos do nosso corpo.  Depois, tem os embutidos e as carnes industrializadas (as aves como chester e peru e também os presuntos, salames, linguiças) que vêm como uma quantidade imensa de sais e açúcares para fazê-los durar. Isso faz mal pra saúde da gente. Até mesmo o leite de caixinha, que eu reduzi muito na minha alimentação, me fez perceber que há dentro da embalagem tetrapack um produto bem diferente do que aquele que sai da teta da vaca para alimentar o bezerro. E esse liquido não é muito bom pra minha saúde, não! 

Sem exageros, pelo equilíbrio, pelo caminho do meio e sem me privar de comidas que me fazem feliz, hoje comecei uma alimentação mais adequada ao que acredito como saudável. 

Na pesquisa, descobri um chá, que fiz e gostei muito.  Que tal experimentar? 

Chá Anti-inflamatório



Ingredientes
5 gramas de sementes de erva doce
5 gramas de grãos de mostarda
5 gramas de canela em pau
1 litro de água

Modo de fazer

Leve a água ao fogo para ferver e quando começar a ebulição, desligue o fogo e despeje-a sobre os demais ingredientes. Tampe e deixe abafar por 10 minutos. Coe e deixe amornar pra consumir. 

Tome duas xícaras ao dia. 

Quer saber sobre outros alimentos que nos ajudam a desinchar e são considerados anti-inflamatórios naturais? Faça um comentário e deixe seu e-mail. Eu terei satisfação em trocar ideias sobre o que venho pesquisando desse assunto com você. 

Um grande abraço! 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Hóspedes em casa

Gastronomia e Hospitalidade - Lá em casa!



Chegou a última edição!! A capa não podia ser mais atraente...




Revista Regional do mês de agosto, como sempre, chega com novidades ótimas. 

Pra você que, como eu, costuma ter hóspedes para dormir, a minha coluna Lá em casa sobre Gastronomia e Hospitalidade traz algumas dicas fáceis de seguir e que facilitam a sua vida e a dos seus convidados.

Ao ler a coluna, aproveite a chance para a conhecer a revista . Neste mês, Cauã Raimond é o homem da capa, já que é o mês dos pais. 

Se preferir, leia o texto na íntegra aqui no blog mesmo.

Gostando dos conteúdos, acompanhe os posts do blog, cadastre-se! Conte para os amigos, comente! Um blog é feito de comentários, eles são sempre bem-vindos! 


Leia aqui o texto na íntegra: 



sexta-feira, 26 de maio de 2017

As regras do bom hóspede

Em todo tempo e lugar estamos sempre pensando que o cliente é rei. Também pensamos que quando viajamos e nos hospedamos numa pousada ou hotel ou mesmo na casa de alguém seja amigo próximo ou distante ou, quem sabe, amigo de um amigo, ou pode ser ainda alguém que aluga parte de sua casa, sempre podemos nos comportar de maneira relaxada e descontraída. Afinal, não é esse o nosso propósito quando viajamos por lazer? Temos em mente nosso merecido descanso e que, diante do pagamento da estadia, tudo podemos. 

Ledo engano, é o que eu lhe digo. 

Não é bem assim que funcionam as relações de hospitalidade. 

Por mais que estejamos alugando temporariamente um espaço e que, por isso mesmo, esse passa a ser um lugar nosso, no qual nós fazemos o que bem quisermos, as coisas não são assim. 

Existem regras que, mesmo não escritas, estão implícitas nas relações entre pessoas. É sinal de boa educação não usurpar da hospitalidade alheia. Quanto mais folgados os hóspedes, menos desejados eles serão.  

Não estou aqui dizendo para você lavar o banheiro e esfregar os azulejos do hotel, nem fazer sequer a cama, já que você contratou um serviço de quarto quando se hospedou. O que estou dizendo é que existem atitudes que não são próprias de bons hóspedes.  

- tags: educação, etiqueta,boas maneiras,hóspede,ser bem recebido

Por exemplo: não é de bom tom deixar roupas espalhadas pelo chão, restos de comidas de qualquer espécie abertas, em especial as que alastram cheiros pelo ambiente,  toalhas e/ou lençóis manchados (seja de tinta, sangue ou qualquer outro fluido corporal), nem o ar condicionado ligado quando você está fora.  Essas atitudes, além de demonstrar que não se tem boa educação, sugerem que lhe falta empatia, porque será uma pessoa como você,  igualmente um ser humano de carne e osso, quem vai recolher a sua bagunça, que vai limpar os seus dejetos, recolher o seu lixo.  

Não é porque você pagou que pode se esquecer disso. 

Eu acredito e professo que uma boa conduta sempre começa com dois pequenos pontos: alteridade (respeitar o outro em suas diferenças) e empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro). 

Num país de raízes escravagistas, segregacionistas e oportunistas como o nosso, que em dias como os atuais, está mais que demonstrado o execrável e condenável modus operandi dos políticos que vendem seus votos, num incessante toma lá - dá cá,  precisamos começar a repensar nossas atitudes mais corriqueiras.  Tratar as pessoas com respeito, dignidade e defender até o fim a igualdade de direitos e condições é primordial para que as mudanças possam acontecer. 

Como meus temas aqui são a gastronomia e a hospitalidade, meu exemplo vem daí, da minha atitude como hóspede. 

Chega dessa sensação de que porque somos clientes, hóspedes ou convidados devemos ser reificados, isto é, vistos como reis. Isso é uma desculpa para nossas atitudes arbitrárias, o que nos torna gente folgada e reforça valores sem noção do outro. 

Quando vamos à casa de alguém para visitar ou para passar uns dias, seja quem for que nos receba merece a nossa cordialidade, nossa deferência. Não há regras escritas sobre isso, é algo pré-existente. 

Cumprir o que foi combinado previamente como datas de chegada e previsão de partida, ser pontual ou avisar que está atrasado, ser cortês, presentar com um mimo ou algo para a casa, oferecer flores à dona da casa, por exemplo, ou ainda se oferecer para lavar a louça ou retirar os pratos da mesa, são bons modos. Isso sem nem começar uma vasta lista de atitudes que pais de crianças pequenas deveriam conhecer, mas que fazem questão de justificar com um mero "ah! é coisa de criança". Uma dica: se você tem filhos e/ou netos pequenos, dar-lhes limites, especialmente, na casa alheia é sinônimo de lhes dar boa educação. Isso não é frescura, nem castração.  Isso fará deles pessoas bem-vindas em todos os lugares.  


Imagem: Di Vasca - uol.com.br 


Nas regras de hospitalidade, o hóspede deve respeito ao seu anfitrião, ele não usurpa do que lhe é oferecido, nem se comporta como se estivesse em sua própria casa. Sentir-se acolhido é uma das melhores sensações que podemos ter, mas isso implica que devemos merecer o acolhimento comportando-nos adequadamente. 

Por mais que eu goste da frase que diz que regras existem para serem quebradas, tenho plena convicção de que quando nos conscientizamos do nosso papel e respeitamos o próximo não teremos tanto prazer assim em jogar fora alguns valores tão essenciais para o bom convívio. 

Tomar vinho branco com carne vermelha pode ser uma quebra de regra aceitável, mas há outras que, definitivamente, não são. 

Pense. 
****

Coluna publicada sexta-feira, 26/maio/2017 em Itu.com.br - Gastronomia & Hospitalidade

terça-feira, 26 de julho de 2016

Gostinho de Hospitalidade


Revista Bem Mulher, edição número 8


Ainda em tempo, antes que a próxima seja publicada (muito embora esse tipo de matéria não fique velha e atemporal assim tão rapidamente), o projeto Lá em casa pra jantar foi pauta na edição 8 da revista Bem Mulher. Para nossa alegria!!! 










(Se preferir, leia aqui matéria na íntegra. 
A seguir em mais informações)

domingo, 27 de dezembro de 2015

Abrace uma carreira - Gastronomia

No dia 24/12, o programa Abrace uma carreira da Rádio USP, produzido e apresentado pela jornalista Miriam Ramos foi ao ar, às 13 horas tratando da profissão Gastronomia. 

Entre os entrevistados, a chef Janaína Rueda, do Bar da Dona Onça e da Casa do Porco; a queridíssima amiga e também chef, Patricia Souza, que escreveu o livro Religião vai à mesa;  o professor de gastronomia José Roberto Yasoshima, da Usp, e eu, que fui falar sobre o Blog da Gavioli e o projeto Lá em casa pra jantar

Pra quem não teve oportunidade de ouvir, amanhã, domingo, às 16 horas, haverá reprise. Sintonize 93,7 FM e ouça. Ficou super legal. 

Aproveite! 



Beijos!


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Um jeito de encontrar pessoas

Lá em casa pra jantar


O mundo muda. O planeta se transforma fisicamente. A sociedade evolui e, às vezes, involui, depende de que lado estamos...

A ideia de receber pessoas para jantar em casa não é nova, mas tem certo ar de novidade porque agora vem com uma cara de negócio, que exige um novo comportamento das pessoas....  Isso porque a gente se esquece que as pensões das nossas avós eram as avós do Eatwith, Dineer, Gnammo e tantos outros. 




Só que agora a gente vive em apartamento e tem que dar satisfação no condomínio sobre quem entra e sai do prédio por uma questão de segurança já que há muita ousadia em querer fazer da sua casa um lugar humano e acolhedor para um visitante estrangeiro, um amigo do amigo ou, simplesmente, uma pessoa de mente aberta que queira fazer algo diferente. 

Paro e penso que São Paulo me enganou. Saí de um cidade pequena do interior para viver aqui porque São Paulo é uma cidade grande, de gente pra frente, cheia de ideias novas, sem grandes preconceitos. Mentira. São Paulo pode ser muito fechada e hostil. E o Brasil é mesmo um país conservador, escravagista, segregacionista e muito preconceituoso. Mas deixemos isso pra lá.  

É fato que existe risco. Mas viver exige risco. E quem não se arrisca deixa a vida passar com as horas, os dias, semanas, meses e anos se esvaindo sem emoções. 

Eu busco um outro jeito, sei lá, sou assim. 

O projeto Lá em casa pra jantar veio alçando voo. 




Devagar, com carinho e cuidado, a gente sente que vem acolhendo amigos. Alguns que, há tempos não víamos, viram uma oportunidade de nos reencontrar para um bom papo à mesa, degustando uma comidinha feita com afeto e uma chance de conhecer o nosso lar. Tenho amigos que não conheciam o Silas, outros, dele, nunca tinham me visto. 


Algumas vezes, antigos colegas de trabalho ou de cursos aparecem e é uma grande alegria porque trazem novidades que vão desde empregos novos até filhos já bem crescidos que nem sabíamos que existiam. Temos a chance de rever quem compartilhou um tempo da vida da gente ainda que à distância, mesmo que por efêmeras duas ou três horas enquanto o jantar acontece. 


Preparar a casa para receber pessoas é um exercício que tento praticar da forma mais elegante possível. Com as minhas melhores louças, copos, talheres, toalhas, ou seja, com o enxoval completo, que a minha geração já não teve vinda de um baú de família com bordados feitos à mão. Por isso, vou garimpando, juntando, ganhando... 




A comida é um bom pretexto porque não há nada tão agregador quanto o sabor partilhado à mesa. A refeição que não é só alimento para o corpo, mas também para o coração, é aquela que tem alguém ao lado, contando um causo, rindo com você de alguma coisa, comentando fatos cotidianos ou o capítulo da novela. 



Amanhã, receberemos mais 10 pessoas Lá em casa pra jantar. A nossa equipe é formada por três pessoas: a Bruna, o Silas e eu. Na edição passada, a Bruna foi substituída pela Cristina. Somos uma família. Talvez não nos moldes mais tradicionais, mas isso não nos desonera em nada. 

A casa está sendo preparada, daqui a pouco vou à feira, já tem pré-preparo de várias comidinhas deixando tudo muito perfumado e humano e a bebida já está gelando. 

Se no ano que vem tem mais, não sei ainda. Sei que o prazer da experiência tem sido recompensador, mais emocional que economicamente. Não é por acaso que se chama Lá EM CASA pra jantar. 

Por hoje é isso! 

Um grande abraço a todos os meus leitores. Tenho muito trabalho agora. 


>>> Mais informações, envie e-mail para laemcasaprajantar@gmail.com ou acesse a página do Facebook. Há também um grupo 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Mendoza vem aí: preparação


Com seus vinhos e cânions, a Argentina promete


Eu amo a Argentina. Acho um país e tanto, exceto no futebol, claro! Apesar de que agora já nem ligo mais pra isso. Aquele 7 a 1 matou minha alma torcedora como eu nunca imaginei que pudesse acontecer. 



Ainda esta semana embarcaremos rumo a Mendoza, a prometida região dos melhores vinhos produzidos ao sul da América do Sul. A cidade é a capital da província de mesmo nome e fica na parte oeste da Argentina,  aos pés da Cordilheira do Andes, divisa com o Chile. 

Só um aparte: quem nunca viu essa Cordilheira de perto, de cima ou de lado, deveria fazer um esforço pra ver. Ninguém deveria morrer sem ver porque é um espetáculo. Assim como todos deveriam ter a chance de ver o mar pelo menos uma vez na vida. Ponto e basta!


Preparação, planejamento e mente aberta


Já preparando a viagem, há cerca de seis meses compramos as passagens que, no nosso caso, tem uma parada estratégica, na volta, para uma tarde de domingo em Buenos Aires. Também já reservamos um hostel, nada muito caro, mas numa área central e estratégica para que possamos nos deslocar com facilidade. 

O motivo que nos leva a Mendoza é a participação do Silas num congresso e, aproveitando o embalo e a oportunidade, minha pesquisa sobre vinhos e comida porque a cada viagem aprendo e gosto mais desse novo rumo da minha vida. 

Para aproveitar bem uma viagem, fora deixar-se surpreender a cada novo ambiente com seus cheiros, cores, sons e percepções, uma das coisas que considero realmente importantes é procurar se informar sobre o local de destino. 

Se a gente sabe o que existe, fica mais fácil escolher. O tempo de uma viagem quase sempre é mais escasso do que gostaríamos. Eleger os pontos que são imperdíveis é essencial. Do contrário, podemos estar ao lado, bem perto mesmo, de algo que muito nos interessaria sem ir até ele e gastando nosso tempo e dinheiro em algo que não nos agrada tanto.

Como viajo com frequência e de um jeito não muito convencional (o que chamo de convencional é a viagem feita num pacote comprado numa agência de viagens, com reservas feitas pelo agente para  hospedagem, comida, deslocamento e atrações turísticas), muita gente que eu conheço me elege para responder dúvidas de viagem que, muitas vezes, as pessoas sentem vergonha de perguntar para a agência. 

Por exemplo: tem gente que nunca fez câmbio de moeda estrangeira e tem vergonha disso, se sente constrangido.  Isso é besteira. É bem comum a gente se sentir inseguro diante dessas situações e se tem alguém pra ajudar, por que não perguntar? 

Ando pensando em criar um cursinho com dicas para quem não é habituado a viajar mas tem vontade. Principalmente porque, às vezes, não entendemos muito bem o que lemos. Talvez até porque nem sempre quem escreve se preocupa de fato em passar as informações de um jeito fácil. 

Foto:Clube dos Vinhos


Para a viagem da próxima semana, já identificamos os pontos que mais nos atraem na região como Uspallata, Puente del Inca, Parque Nacional de Aconcágua, vinícolas como a Achaval-Ferrer e a Catena Zapata e banhos termais etc. 

Montamos um roteiro prévio (nada muito elaborado) que então inclui: vinícolas, city tour em Mendoza, restaurantes imperdíveis pra mim, cânions e montanhas. 


Foto: ancoradourooperadora.com.br
Nosso roteiro pode ser mudado se oportunidades interessantes acontecerem, para isso é preciso abrir-se para o que rolar e ser flexível. No entanto, se não surgirem fatos novos, já temos mais ou menos desenhado o que queremos fazer. 

De acordo como nosso planejamento, teremos que alugar um carro ou contratar um motorista que nos leve para as distâncias mais longas. Estaremos em Mendoza com alguns amigos e já tratamos de combinar interesses comuns para que possamos agregar ainda mais tanto à viagem quanto à amizade que nos une. 

A excitação pré-viagem é uma delícia. Tem efeito sobre a nossa capacidade de imaginar coisas. Quando a imaginação corre solta, se estamos bem,  ficamos mais alegres e os dias são mais agradáveis. Dá vontade de compartilhar.  

Viajar não é só ir e voltar. É levar consigo expectativas e trazer de volta experiências. 

Mendoza vem aí. Depois eu conto tudo. 


Francis Mallman, Chef's Table

Ah! Só aproveitando a chance. Já escrevi antes sobre uma série de documentários produzida pela Netflix chamada Chef's Table. Um dos episódios é sobre Francis Mallman, um argentino cujo restaurante em Mendoza é muito recomendado. A chef  Paola Carossella, do Arthurito e do Masterchef trabalhou com esse chef premiado. Fica a dica! 

Até mais. 


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Blog da Gavioli: Começa hoje a festa no céu

Há um ano no Blog da Gavioli.

Agora já sabemos bem o que é saudade.



Blog da Gavioli: Começa hoje a festa no céu: Uma crônica sobre a vida da gente Ficou pra hoje a festa no céu. Ontem afinal era o dia da viagem e, como é comum, as pessoas chegam um ...

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ricota, sua linda!

Ricota é aquele curingão que sempre tenho na geladeira. Na falta de qualquer outra proteína, lá vai ela para a salada, por exemplo, e é uma grande estrela porque pode brilhar sem matar a alma de nenhum dos outros ingredientes. 


Em geral, ricota é aquele queijo que não tem gosto de nada, que não agride nenhum prato, mas que serve para dar volume, aumentando a receita e dando corpo e estrutura para diversas preparações. Além disso é fácil de achar porque está presente nas áreas frias de qualquer mercadinho e também dos grandes mercados. Ah, e custa barato. 

A ricota é um derivado do leite, ou melhor, do soro do leite. Tem massa mole e baixo teor de gordura. Em média, na versão integral para cada 100 gramas, 13 são de gordura e 3 gramas de carboidratos. Embora seja um queijo magro, existe também em versão light. 

Normalmente eu prefiro comprar a versão sem sal para evitar que o controle total do sódio que vamos consumir aqui em casa seja do produtor. Mas também porque há inúmeros preparos cujo sal é totalmente dispensável, por exemplo, para receitas de cheese cake

Eu uso ricota na salada, no preparo de terrines, de bolos salgados e doces e, indiscutivelmente, ela entra em muitas, muitas das minhas receitas de patês e antepastos. 


Ontem, eu queria algo diferente pra comer à noite acompanhando um caldo de feijão branco que havia feito com uma sobra de uma receita do dia anterior em que o feijão já estava temperado e antes tinha sido descongelado. Não poderia, portanto, ir novamente ao congelador.  Foi então que olhei para aquela ricotinha e pensei em algo saboroso  mas bem leve para por no pão. 

Não deu outra. Virou um belo patê de alcaparras que a receita compartilho agora. 



Patê de alcaparras


Ingredientes 

100 gramas de ricota fresca
2 colheres de salsa picada 
1 colher (sopa) de alcaparras em conserva
2 colheres (sopa) de azeite extravirgem
sal e pimenta do reino a gosto


Modo de fazer

Numa tigela, esfarele a ricota sem amassar e acrescente a salsa picadinha.  Na tábua de corte, pique as alcaparras bem muidinhas e depois macere-as até que fiquem praticamente uma pasta, Junte à ricota e a salsinha na tigela. Tempere com o azeite, sal e pimenta. Misture bem, de preferência com as pontas dos dedos para não juntar demais os ingredientes. 
Deixe descansar por 5 minutos. 
Sirva em seguida para passar no pão ou na torrada. 


Dicas: 

Como a ricota não tem sal, a alcaparra em conserva funciona bem. No entanto, misturar a ricota a qualquer tipo de ervas pode render um bom patê. Tudo vai depender do tempero usado. Experimente misturar tomilho, manjericão ou orégano à ricota, mais sal e azeite. Fica ótimo!

Se gostar de um massa mais consistente e adensada, uma pequena colher de maionese ou creme de leite darão liga perfeitamente à ricota. 

Azeitonas maceradas, tomate seco, cenoura ou beterraba cozinhas e amassadas, tudo isso combina bem com ricota.  O lance é criar. 

Se quiser algo com toque adocicado, damascos secos picadinhos, uvas passas e várias berries farão presença junto da ricota. Além do que ela fica ótima com mel e tahine. Já experimentou? 

Para fazer patê de gorgonzola ou outro queijo azul, a ricota é uma grande aliada. Se quiser misturar vários queijos forte e processar juntamente com a ricota fica um ótimo recheio. 

Não deixe de comprar ricota na próxima vez que fizer compras. E usar, claro! Na geladeira, bem guardada dura até mais de um mês. É tudo de bom! 

Ainda virão outras receitas com ricota por aí. 

Amanhã é sexta e vem fim de semana prolongado por aí. Boa!!! Até amanhã! 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Salada com tomates secos e nozes


Prévia Especial: Lá em casa para jantar  - 3a. edição


Logo que a gente inventa uma atividade nova, um montão de ideias incríveis vão surgindo. Ainda mais se com o que se está envolvido é comida.  

Eu amo saladas.  Entre todas, prefiro as que levam folhas verdes. Como completamente sem culpa. Erra quem pensa que salada não tem gosto, ao contrário. Para se ter prazer comendo uma salada é preciso cuidar detalhadamente das combinações de sabores. 

Essa de hoje, eu criei para a edição de amanhã (17/10) do Lá em casa pra jantar. Será servida juntamente com um terrine de abobrinhas, ricota e queijo parmesão. Ambos os alimentos são leves, a terrine e a salada, mas o gosto é muito marcante. 

Para harmonizar, elegi um vinho pinot noir, já que pode, de repente, baixar a temperatura. Eu sempre penso que haverá uma trégua no calor, porque nesse inferno que estamos é de desanimar.  Mas, deixando a temperatura de lado, a bebida escolhida é um pinot noir porque entre as uvas tintas, essa é uma mais delicada e dá um vinho menos denso que um merlot, malbec, carménere ou um cabernet. Da família das viti viniferas, europeias, mais precisamente francesas da região da Borgonha, as uvas pinot são elegantes e há que as chame de "a rainha das uvas". O Silas adora. O pinot noir é o vinho preferido dele. 

Para essa combinação de pratos (salada + terrine) também poderia ser servido um vinho branco ou mesmo um rosado. Como falei da preferência do Silas, falo também da minha. Eu gosto muito de vinho rosé. Quase sempre são refrescantes, charmosos e, se de boa qualidade, nos alegram já na primeira taça. Eu acho que eles levantam o astral.

Agora, vamos à receita dessa salada deliciosa. 


Salada de folhas verdes com tomates secos, azeitonas, nozes e queijo parmesão


Ingredientes da salada


100 gramas de rúcula (daquelas de folha grande e bem verde, de preferência orgânica)
50 gramas de alface americana 
30 gramas de nozes picadas 
5 tomates secos picados em até 5 partes cada
5 azeitonas Azapa graúdas 
20 gramas de queijo parmesão em lascas 

Ingredientes do molho 

1 colher (chá) de molho de mostarda Dijon
1 colher (café) de mel 
2 colheres de azeite extravirgem
2 colheres de aceto balsâmico
sal e pimenta do reino o quanto baste


Modo de preparar

Higienize e seque bem as folhas verdes. Corte os cabinhos da rúcula, neste caso ele é muito amargo. 
Pique as nozes e o tomate seco. Tire o caroço das azeitonas e corte em pedaços grandes (cada azeitona dá até 5 pedaços).  
Arrume numa travessa ou diretamente no prato em que será servida, pela ordem: uma caminha de folhas verdes, nozes picadas, tomates secos e azeitonas. 
Para preparar o molho, emulsione todos os ingredientes. 
Despeje sobre a salada fazendo riscos verticais. O molho ficará bem espesso e deve ser misturado de acordo com o gosto de quem vai comer já na mesa. 
Por cima, solte as lascas de parmesão. 



Dica: Para melhor emulsionar o tempero da salada, ponha todos os ingredientes num vidrinho com tampa e chacoalhe bem. Fica perfeito! 

Se quiser transformar essa salada em algo mais fresco, mude as folhas verdes da rúcula por mini rúcula, o tomate seco por fresco, tomate cereja ou sweet tomato. Troque as nozes por lascas de amêndoas levemente torradinhas e o queijo parmesão por queijo brie, que é bem mais delicado no sabor. 

Vai ficar outra salada, mas tenho certeza de que ficará bem bom também! 

A terrine de abobrinha é para um outro momento. Guardo a receita a sete chaves porque é ma-ra-vi-lho-sa!  Quem resiste? 

Esses dois preparos serão servidos como entradas. 

Por que você não vai um dia Lá em casa pra jantar


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Uma sexta paulistana, só pra constar

Na sexta, véspera de feriado, o Silas e eu resolvemos fazer algo bem paulistano.  Fomos ao teatro e depois saímos pra comer. 

A primeira escolha se deveu à formatura da minha querida Miriam Ramos, como atriz. Num desses encontros fortuitos da vida, a conheci quando trabalhava na Secretaria de Saneamento do Estado. A Miriam e eu nunca tivemos um contato diário, mas desde que nos falamos por telefone a primeira vez  eu já gostei dela.  


Voz conhecida e reconhecida da Rádio Usp, a Miriam é uma dessas pessoas que a gente simplesmente gosta porque soa simples, soa igual a gente. Apesar de ela ser bem diferente e especial!

Ela tinha me avisado que sua formatura como atriz seria na sexta no Senac lá na Lapa, com a peça do dramaturgo italiano Luigi Pirandello Assim é se lhe parece. Uma comédia refinada, com texto pra lá de reflexivo, nada raso, ao contrário, cheio de notas filosóficas. Considerando que Pirandello morreu em 1936, o texto é mais que atual. 

Ver a Miriam atuando como duas personagens, ora a garota Dina, ora Dona Frola, foi uma delícia. Ela é extremamente compenetrada na ação que executa. Não perde o ritmo. 

Eu gosto de gente que se reinventa. Por isso, quando um amigo me diz que está mudando de ares ou fazendo algo a mais, sempre acho que vai dar certo. Se posso, prestigio, especialmente, porque acho que uma forcinha, um incentivo, um aplauso, podem fazer a diferença para quem está em busca de algo novo. 

Meus parabéns à Miriam! 

Depois, fomos a uma hamburgueria, lá próxima ao Senac da rua Scipião. Chama-se Fitti Burguer, em homenagem ao eterno piloto, o campeão de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi. 

No cardápio, os nomes de vários autódromos mundiais dão nome aos hambúrgueres. Nada extremamente criativo, mas valeu a pena ter ido àquele lugar por um motivo em especial. 

Na parede do salão onde estão as mesas da lanchonete, há uma foto enorme de Emerson Fittipaldi, acompanhado de sua então esposa Maria Helena. Do outro lado, uma foto também gigante de Airton Senna, levantando a taça da vitória no autódromo de Interlagos. Dois registros célebres de momentos memoráveis do automobilismo internacional com seus representantes campeões brasileiros.  Faz tempo que a gente não vê mais isso ao vivo. Só está na memória agora. 

Olha os nossos campeões na foto: 




As fotos fizeram o Silas que é ainda mais apaixonado por Fórmula 1 que eu, começar a me contar histórias desse esporte. Eu sempre gostei, mas nunca estudei ou corri numa pista. Não é o caso do Silas, ele sabe tudo, lembra de detalhes, não perde uma corrida. E já correu. Faz diferença. 

Foi pouco... Eu viajei nas histórias. Adorável. 

Só pra constar numa sexta paulistanas à noite, véspera de feriado,  sem trânsito pra nós, foi tudo muito bom. Apenas o hambúrguer não foi nem de longe o melhor que eu já comi. Mas também não foi o mais caro... Valeu pelo ambiente. Gostei. 

Até amanhã. 


Serviço

Fitti Burguer - Rua Coriolano, 1278 - Lapa - São Paulo - SP
Tel. 11 3205 - 4570