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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Hóspedes em casa

Gastronomia e Hospitalidade - Lá em casa!



Chegou a última edição!! A capa não podia ser mais atraente...




Revista Regional do mês de agosto, como sempre, chega com novidades ótimas. 

Pra você que, como eu, costuma ter hóspedes para dormir, a minha coluna Lá em casa sobre Gastronomia e Hospitalidade traz algumas dicas fáceis de seguir e que facilitam a sua vida e a dos seus convidados.

Ao ler a coluna, aproveite a chance para a conhecer a revista . Neste mês, Cauã Raimond é o homem da capa, já que é o mês dos pais. 

Se preferir, leia o texto na íntegra aqui no blog mesmo.

Gostando dos conteúdos, acompanhe os posts do blog, cadastre-se! Conte para os amigos, comente! Um blog é feito de comentários, eles são sempre bem-vindos! 


Leia aqui o texto na íntegra: 



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Goulash - Comida Húngara




Como contei tempos atrás, ainda antes de viajar,  nas últimas férias de julho estive no Leste Europeu. Fomos para Praga, Viena e Budapeste, sendo que parte desse trajeto, entre as duas últimas cidades, fizemos de bicicleta. Sim! Foi um trajeto de 370 quilômetros pedalando.  

Para o Silas, que é um ciclista, um verdadeiro passeio, pra mim, houve, devo confessar, certo esforço que compensei com o uso de uma e-bike.  Foram seis dias de sol, campos de trigo e girassóis floridos, cidadezinhas bonitas e históricas. Na memória os melhores registros dos cheiros, cores, conversas e, claro, dos sabores que experimentamos. 

tags: comida húngara, goulash, gulash

Entre eles uma comida húngara deliciosa que é até bem conhecida aqui no Brasil: goulash. Para mim, parece mesmo comida caseira. Na minha casa, com alguma variação, com frequência havia esse tipo de cozido, só que sem a páprica, marca registrada da comida na Hungria. 

Semana passada, tive convidados aqui em casa para comer. Então testei algumas receitas de goulash e acho que cheguei a uma adaptação satisfatória. Por isso, decidi dividir aqui com os leitores. 

Goulash

Ingredientes

1 quilo de acém picado em cubos de 1,5 centímetros
300 gramas de copa lombo picado em cubos de 1,5 centímetros
2 cebolas médias cortadas em brunoise*
2 dentes de alho amassados
100 gramas de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de azeite de oliva 
1 quilo de tomates sem pele cortado em cubos (não precisa tirar as sementes)
2 colheres (sopa) de páprica picante
1/2 colher (sopa) de cominho em pó
4 batatas médias cortadas em cubos de 1,5 cm
2 cenouras médias cortadas em rodelas de 1,5 cm de espessura
1 litro de caldo de carne
Sal e pimenta do reino
20 gramas de salsa picada 
Opcional:  300 gramas de cogumelos (paris ou shitake) cortados ou separados como pétalas e 1 colher (sopa) de manteiga

Modo de fazer 

Tempere com sal e pimenta e polvilhe a farinha de trigo nas carnes de vaca e porco picadas. 
Aqueça o óleo de oliva numa panela alta, acrescente as carnes e deixe fritas até grudar levemente no fundo da panela. Solte-as com cuidado e reserve. 
Acrescente mais um fio de azeite à panela quente e refogue a cebola e o alho, em seguida, inclua a páprica e o cominho para, logo depois, incluir também os tomates picados.  Deixe refogar bem. 
Volte as carnes à panela, baixe o fogo, acrescente cerca de 750 ml do caldo. Mexa bem para desprender do fundo da panela e deixe cozinhar por cerca de 2 horas e meia com a panela semi-tampada. O molho estará espesso nesse ponto. 
Então, acrescente as batatas e cenouras, além do restante do caldo. Tampe a panela e deixe que os legumes. 
À parte, refogue os cogumelos na manteiga. 
Ao fim do cozimento, corrija o sal e acrescente os cogumelos. Sirva bem quente. 

Como servir: 

Sirva no pão redondo como se fosse uma panelinha. Se gostar, acrescente uma colher de sour cream (receita neste post) e polvilhe salsinha picada. 

Pode ser servido também com arroz branco ou com espinafre. 

Uma boa opção e que é muito comum na Hungria é servir com uma massa caseira que parece um nhoque pequenino feito de farinha de trigo. 

Para harmonizar, sugiro vinho tinto, de preferência um cabernet sauvignon que não vai brigar com a acidez do molho de tomate com páprica. 

Prometi que escreveria sobre a viagem e vou fazer isso. A viagem de bicicleta vale vários posts. Posso garantir.  Aguardem!  



*brunoise - corte em cubos de 3 mm

terça-feira, 18 de julho de 2017

Questão de boa hospitalidade

Gastronomia e Hospitalidade - Lá em casa!



Desculpem-me a ausência dos últimos dias, meus amados leitores. Estive viajando desde o dia 29/06. Cheguei ontem.  E já tenho novidades ótimas para compartilhar. 


Foi publicada a Revista Regional do mês de julho e está lá a minha coluna Lá em casa sobre gastronomia e hospitalidade

Desta vez, o assunto é sobre bem receber pessoas em casa, preparando-se para isso. Cuidados com a casa e pequenas providências como um breve rearranjo na agenda de trabalho pode facilitar muito a sua vida e a dos seus hóspedes ou convidados. 

Não deixe de conhecer a revista . É uma graça. Cheia de boas matérias com excelente astral. Neste mês, a querida atriz Lilia Cabral está na capa. Que honra! Mas, se preferir, leia o texto na íntegra aqui no blog mesmo.

Como disse no mês passado, sinto dupla satisfação ao publicar na Revista Regional: escrevo para quem amo (meus conterrâneos) sobre os assuntos que também amo. Uma alegria! 



Leia aqui o texto na íntegra: 



sábado, 17 de junho de 2017

O lado esquerdo de Bordeaux

Parceria Viva o Vinho




Quanto menor a denominação, melhor o vinho. É por isso que os melhores vinhos de Bordeaux não estampam seu nome no rótulo, mas o da sub-região. E por ser tão grande, a região francesa possui dezenas delas. Impossível conhecer todas.

Vamos falar aqui das mais importantes, levando em conta uma das principais características: o lado do rio Gironde em que a região se encontra. Isso influencia tudo: o solo, o tipo de uva, o estilo de vinificação, a classificação dos vinhos. À direita do rio, predomina a Merlot; à esquerda, a Cabernet Sauvignon; já Entre-Deux-Mers (“entre dois mares”, em francês) é conhecida por seus brancos.

Sempre que falar em Bordeaux, você vai ouvir falar também de margem esquerda e margem direita. Hoje nosso foco são as regiões da margem esquerda.



Médoc, Bordeaux - França


Nessa margem está o Médoc, que se divide em Haut-Médoc (ao sul) e Bas-Médoc (porção norte, normalmente chamada somente de Médoc). Haut-Médoc, por sua vez, tem várias sub-regiões, incluindo Saint-Éstèphe, Pauillac, Saint-Julien e Margaux. Na mesma margem fica Graves e suas sub-regiões, como Pessac-Léognan e Sauternes (que engloba Barsac), entre outras.

Nessas áreas predominam os solos arenosos misturados a cascalho graúdo ou pequenos pedregulhos – chamados “graves”. Os graves ajudam a refletir o calor do ambiente para o vinhedo, elevando as temperaturas e favorecendo o amadurecimento da fruta, base ideal para cepas como a Cabernet Sauvignon.

Como regra geral, na margem esquerda os tintos de melhor qualidade são produzidos em Haut-Médoc e Pessac-Léognan, justamente onde os vinhedos são dominados por Cabernet Sauvignon. Eles são estruturados, com taninos firmes e boa acidez, além de terem uma base concentrada de groselha, com notas de carvalho. Esses rótulos têm ótima capacidade de envelhecimento, podendo evoluir por décadas, quando normalmente desenvolvem aromas de cedro e caixa de charuto.


Médoc


No dialeto local, Médoc significa “terra do meio”, por estar situada entre o oceano Atlântico e o estuário do rio Gironde. É uma faixa de terra que se estende por 50 quilômetros do norte da cidade de Bordeaux até quase a foz do rio, espremida pela floresta de Landes ao sul e pelas áreas pantanosas da costa.

O Bas-Médoc não desfruta das vantagens de seu vizinho mais famoso, a começar pelo solo. Aqui, a camada de cascalho não é tão grossa e o solo argiloso, mais pesado, não consegue drenar com tanta eficiência a água, numa área que pela proximidade do mar já é mais úmida que o restante de Bordeaux. Plana e cortada por muitos canais resultantes da drenagem dos pântanos, a região concentra sua produção de vinhos nas áreas com mais cascalho e de altitude menos baixa.

Devido ao clima e ao solo, a Merlot aparece aqui com mais frequência que a Cabernet, por se adaptar melhor ao solo argiloso e amadurecer mais rapidamente. Não há nenhum Cru Classé no Bas-Médoc, mas muitos Crus Bourgeois da região possuem boa relação custo benefício em se tratando de Bordeaux. Entre os châteaux de destaque estão La Tour de By, Potensac, La Cardonne, Tour Haut-Cassan, La Gorre, Vieux Robin e Landon.

Já o Haut-Médoc é a região das grandes estrelas de Bordeaux. Lá estão as importantes sub-regiões de Saint-Éstèphe, Pauillac, Saint-Julien e Margaux, prestigiadas por terem o que muitos consideram o melhor terroir de Bordeaux. Não à toa, estão em peso na lista dos primeiros classificados de 1885.

Além dos 60 Crus Classés e quatro dos cinco Premiers Crus Classés, em Haut-Médoc há mais de 150 Crus Bourgeois de diversos níveis, alguns dos quais comparáveis a Crus Classés de alta patente a um preço mais acessível. A grande maioria dos Classés se encaixam em appélations comunais: apenas 5 dos 60 estão em áreas cuja denominação no rótulo é a genérica Haut-Médoc.

Quanto mais a sudeste e, portanto, mais interior a região, menos úmido é o clima e é maior a concentração de graves (cascalhos) na composição do solo. A camada de cascalho, além de drenar bem o solo, conserva o calor do sol por mais tempo, aquecendo as raízes e incentivando-as a ir mais fundo em busca de água.


Saint-Estèphe



Vinhedos em Saint-Éstèphe, Bordeaux, França

A primeira comuna de fora para dentro na região do Haut-Médoc guarda alguma semelhança com o vizinho e menos reputado Bas-Médoc. O solo ainda possui argila misturada aos graves, e o resultado são vinhos mais ácidos e robustos do que elegantes, que nas safras mais secas costumam resistir melhor que os das demais áreas do Médoc. Os vinhos de Saint-Éstephe podem levar até 20 anos em boas safras para amadurecerem.

Os melhores vinhos e os Grand Crus Classés se concentram na região ao sul, fronteiriça à Pauillac. Os principais nomes incluem Cos d´Estournel, com uma proporção de Merlot pouco usual na região, que torna o vinho bastante suculento; e Château Montrose, à beira do Gironde, com estilo mais próximo ao dos vinhos de Pauillac. O Château Calon-Ségur, o Cru Classé mais setentrional, nos arredores da vila de Saint-Estèphe, tem um estilo que fica entre os dois citados, podendo ser ótimo nas melhores safras.

A região produz também ótimos Crus Bourgeois, em especial a sul e sudoeste da vila de Saint-Estèphe. Os Châteaux Haut-Marbuzet, Meyney, de Pez, Phélan Ségur, Les Ormes de Pez, Beau-Site e Lilian Ladouys são os principais nomes desta área. Nas outras, podem ser citados os Châteaux Cissac, Bel Orme Tronquoy de Lalande e Le Bourdieu, dentre outros.


Pauillac

Pauillac, Bordeaux, França

Logo abaixo de Saint-Éstèphe está Pauillac, a comuna de maior expressão do Médoc. Três dos Premier Grand Cru Classés de 1855 são produzidos na região: Châteaux Lafite, Latour e Mouton-Rothschild. As áreas de vinhedos concentram-se nos solos pedregosos próximos às margens do Gironde.

Complexos, vigorosos e concentrados, com notas de cassis, cedro e caixa de charuto, expressão máxima da Cabernet Sauvignon, os vinhos de Pauillac atingem preços estratosféricos, estando alguns deuxièmes crus e até inferiores no mesmo patamar de qualidade que seus superiores na classificação de 1855.

A cidade de Pauillac é a maior do Médoc e concentra atividade industrial e portuária. Na faixa que margeia o Gironde e o canal de Gaer, que divide a comuna ao meio, o solo é inapropriado para as vinhas. Depois desta pequena faixa, uma linha contínua de vinhedos toma uma área com seis quilômetros de extensão e três de largura.


Château Pichon, Pauillac, Bordeaux, França
Na metade norte da comuna, as grandes estrelas são as propriedades da família Rothschild: os Premiers Crus Classés Châteaux Lafite e Mouton-Rothschild. O Lafite, elegante e macio, é produzido em uma das mais extensas propriedades da região. Já o Mouton, o único a ser agraciado com uma “promoção” desde que a classificação de 1855 foi feita, é denso e encorpado, reflexo de uma maior concentração de Cabernet Sauvignon no seu corte.



Já no sul, o sólido e muito longevo Premier Cru Classé Château Latour divide os holofotes com dois importantes deuxièmes que, originalmente, eram da mesma família: os Châteaux Pichon-Longueville e Pichon Longueville Comtesse de Lalande. Nas últimas décadas, os dois lados travaram uma batalha de prestígio no mundo dos vinhos, com muito investimento em tecnologia na plantação e na vinificação, além de estrutura turística. Bom para os amantes de Bordeaux, que ganharam dois vinhos de altíssima qualidade.


Nos outros degraus de classificação, um dos grandes destaques é o Château Lynch-Bages, um cinquième Cru Classé que nas últimas décadas evoluiu muito sob a batuta de Jean-Michel Cazes. Os Châteaux Duhart-Milon e d´Armailhac, de propriedade de Lafite e Mouton respectivamente, oferecem vinhos de grande qualidade. Outros cinquièmes de destaque são os Châteux Batailley, Haut-Batailley, Grand-Puy Ducasse, Grand-Puy Lacoste e Haut-Bages Libéral, alguns com ótima relação qualidade preço.


Saint-Julien


Château Gloria e Château Cantermerle, de Saint-Julian
Embora não possua nenhum Premier Cru, a minúscula comuna de Saint-Julien concentra uma grande quantidade de vinhos Classés. Situa-se imediatamente ao sul de Pauillac, bem no coração do Haut-Médoc, e produz também vinhos de alta qualidade mesclando as características de Pauillac (vigor) com as de Margaux (fineza e elegância). Onze de seus vinhos constam da classificação de 1855, além de produzir diversos Crus Bourgeois.

A produção de Saint-Julien é bastante consistente, seus vinhos são finos, longevos, de cor intensa e muito persistentes. Precisos e refinados, corretos, é o Bordeaux perfeito para os amantes da região que procuram vinhos a preços um pouco mais acessíveis.

Os Crus Classés que merecem destaque são Château Beychevelle, Château Branaire-Ducru, Château Ducru-Beaucaillou, Château Gruaud-Larose, Château Lagrange, Château Langoa-Barton, Château Léoville-Barton, Château Léoville-Las-Cases, Château Léoville-Poyferré, Château Talbot. Outros Châteaux importantes são Château Gloria e Château Lalande-Borie.


Margaux


Vinhedos de Cabernet Sauvignon no Chateau Margaux

Rivaliza com Pauillac como sendo a região de maior prestígio do Médoc. Em seus 1.300 hectares de vinhedos, onde a uva Cabernet Sauvignon predomina, são produzidos vinhos espetaculares. Com um dos solos mais favoráveis do Médoc, de lá saem os melhores vinhos das melhores safras, conhecidos pela elegância e refinamento. O mais famoso é o Château Margaux, que é uma verdadeira lenda.


Château Margaux
Os vinhos de Margaux apresentam profunda coloração vermelho rubi, grande estrutura e concentração, com aromas intensos e textura aveludada. Os solos são um mix de argila, calcário, giz, areia e graves. O lendário Premier Cru Classé Château Margaux é a propriedade emblemática da denominação, mas existem ao menos outras 20 propriedades bem conceituadas.

Outros Crus Classés que merecem ser citados são Château Brane-Cantenac, Château Cantenac-Brown, Château Dauzac, Château Giscours, Château d’Issan, Château Kirwan, Château Malescot-St-Exupéry, Château Palmer, Château Prieuré-Lichine e Château Rauzan-Ségla. Outros Châteaux importantes são Clos des Quatre Vents, Château Marojallia e Château Siran.


Graves

Vinhedos em Graves, Bordeaux, França

Ainda na margem esquerda está a região de Graves, o lar dos vinhos mais em conta de Bordeaux. O solo característico é uma mistura entre cascalho e quartzo, que compõe os melhores châteaux de Graves. O próprio nome da região deriva da palavra francesa “gravier”, que significa cascalho. Graves AOC estende-se por aproximadamente 3 mil hectares, enquanto a denominação Graves Supérieur ocupa apenas 400 hectares, com plantas de menor rendimento e discreto teor alcoólico.

Château Haut Brion, Graves
Graves é a única região de Bordeaux conhecida tanto por seus vinhos tintos, quanto por seus brancos. Nos tintos, em geral, a Cabernet Sauvignon e a Merlot entram em proporção similar nos blends, que ainda levam Petit Verdot e Cabernet Franc. Uma característica marcante dos vinhos de Graves são as notas defumadas. Nos vinhos brancos, a maioria resulta do corte de Sémillon e Sauvignon Blanc.

Algumas das mais antigas vinícolas de Graves já exportavam para a Inglaterra antes mesmo do século XII. No século XVI, alguns châteaux já eram conhecidos e tinham boa reputação, como é o caso do Château Haut-Brion, um dos mais tradicionais da região. Tão grande era a fama da propriedade que é a única representante de Graves na lista de 1885.


Pessac-Leógnan


Alguns daqueles considerados os melhores vinhos de Graves agora pertencem a uma importante denominação que a região congrega, Pessac-Leógnan.

A região destacou-se oficialmente de Graves em 1987. Em suas comunas produzem-se excelentes brancos e tintos. Na verdade, os melhores vinhedos Cru Classé ao sul da cidade de Bordeaux estão em Pessac-Léognan. O solo é ótimo para a Cabernet Sauvignon, entretanto os vinhos dessa AOC costumam ser mais leves em corpo e mais aromáticos do que os tintos mais finos de Haut-Médoc, além de amadurecerem mais rápido.


Sauternes e Barsac

Château d’Yquem, Sauternes, Bordeaux, França

Ao sul de Graves, ainda ao longo das margens do Gironde, estão situadas as comunas mais doces de Bordeaux. Sauternes e Barsac são grandes produtoras de vinhos de sobremesa. Mais do que simplesmente doces, com notas de mel e damasco, seus vinhos equilibram como nenhum outro acidez e álcool. Além de Sémillon, cepa que reina na região, alguns vinhos também contêm Sauvignon Blanc, ambas atingidas com a dita “podridão nobre”.

Se a umidade elevada, por um lado, é uma preocupação, no caso de Sauternes é um fator positivo. Graças a isso, sobretudo aos orvalhos matinais que evaporam durante o dia, as uvas brancas cultivadas na região são atacadas pelo fungo Botrytis cinerea, resultando na desidratação dessas uvas, usadas na produção de um dos vinhos doces mais valorizados do mundo. O corte clássico é composto de Sémillon, Sauvignon Blanc (cuja função é contribuir com sua boa acidez, balanceando a falta de intensidade da Sémillon) e Muscadelle (que contribui com seu floral pronunciado).


Sémillon com a “podridão nobre”
O clima é um fator tão determinante para que as uvas sejam naturalmente atingidas pelo fungo, que os melhores châteaux se recusam a vinificá-las nos anos em que umidade e calor não foram ideais. Para se ter uma ideia, um dos mais renomados, o Château d’Yquem, não chega a produzir uma garrafa sequer ao menos duas vezes numa década. Preferem lidar com os prejuízos de um ano sem produção a abaixar o padrão de qualidade de seus vinhos.

Além de Sauternes, também Barsac produz ricos vinhos doces, geralmente mais licorosos que os de Sauternes. Os aromas são de frutas e flores, com toques de especiarias, sendo bastante longevos.

Entre os principais Premier Crus de Sauternes e Barsac estão Château Climens, Château Barsac, Château Guiraud, Château Lafaurie-Peyraguey, Château Rieussec e Château Suduiraut. Outros produtores de destaque: Château de Malle, Château Nairac, Château de Fargues, Château Gillete e Château Raymond-Lafon.

Bom, chegamos ao fim de nossa excursão pela margem esquerda de Bordeaux. Espero não ter tornado o texto pesado ao falar de tantos châteaux. O objetivo é contribuir para que reconheçam um bom vinho de Bordeaux quando forem comprá-los. Para terminar a nossa viagem, no próximo post da série vamos abordar a margem direita, onde ficam as regiões de Saint-Émilion e Pomerol. Até lá!


Texto escrito por Renata Pacheco Tavares -  Publicado no site vivaovinho.com.br em 04/10/2016.
 

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Parceria Blog da Gavioli e Viva o Vinho 



Em 2016, no segundo semestre, quando fazia aulas de Estudos de Bebidas com o professor Gerson Bonilha, pesquisando sobre vinhos na internet, encontrei um texto excelente redigido pela Renata Pacheco Tavares sobre vinhos de Bourdeaux. Fiquei encantada. 

Como é comum, uma publicação puxou outra e cheguei ao blog Viva o Vinho, uma produção conjunta da Renata e do Emanuel Alexandre Tavares, marido dela. Desde então, de tempos em tempos, me comunico com a Renata e nunca mais deixei de acompanhar o trabalho deles sobre vinhos.

Esta semana fizemos uma parceria para publicar aqui no Blog da Gavioli o material que eles produzem. Tenho certeza de que todos os leitores do blog só têm a ganhar devido ao maravilhoso conteúdo que o Viva o vinho publica. 

A cada quinzena uma nova postagem ficará em destaque aqui no blog. Aproveitem!!! 


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Vinho Quente: item de Festa Junina

Clube das Comadres




Em pleno mês das festas de Santo Antonio, São João e São Pedro, a gente não pode deixar a tradição de lado. Mas... Que tal uma inovação? Ah! Nem chega a ser novidade, é só mesmo uma variação. 

Encontre esse post completo também no site do Clube das Comadres na área dos Colunistas em Hospitalidade e Gastronomia ou acessando diretamente o link.


--- tags: festa junina, vinho quente, vinho branco quente,  #clubedascomadres


                                             


Leia o texto na íntegra:


terça-feira, 6 de junho de 2017

Você já fez pão?


Coluna Lá em casa sobre Gastronomia e Hospitalidade


A partir deste mês de junho, eu assino uma nova coluna sobre gastronomia e hospitalidade na Revista Regional, uma publicação da região de Itu, Salto e Indaiatuba

Agradeço essa oportunidade ao editor Renato Lima, que, muito generosamente, me abriu as "páginas" da revista. 

Você deve estar se perguntando, mas o que tem a ver gastronomia com hospitalidade... Tudo! Nossa ideia é que, a cada mês, os leitores da revista, encontrem algumas dicas fáceis, simples e, por isso mesmo, valiosas sobre assuntos que fazem aquela diferença básica nas nossas vidas quando o assunto é bem receber. E comida, claro, não pode faltar. 

Nessa primeira publicação, o tema escolhido para a coluna é pão! Atiçou a sua curiosidade? Não perca a chance de conhecer a revista ou, se preferir leia o texto na íntegra aqui no blog. 

Para mim, é uma satisfação dupla escrever mensalmente na Revista Regional: escrever para os meus conterrâneos regionais sobre os assuntos que mais amo estudar. Só posso estar feliz! 


Leia aqui o texto na íntegra: 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

As regras do bom hóspede

Em todo tempo e lugar estamos sempre pensando que o cliente é rei. Também pensamos que quando viajamos e nos hospedamos numa pousada ou hotel ou mesmo na casa de alguém seja amigo próximo ou distante ou, quem sabe, amigo de um amigo, ou pode ser ainda alguém que aluga parte de sua casa, sempre podemos nos comportar de maneira relaxada e descontraída. Afinal, não é esse o nosso propósito quando viajamos por lazer? Temos em mente nosso merecido descanso e que, diante do pagamento da estadia, tudo podemos. 

Ledo engano, é o que eu lhe digo. 

Não é bem assim que funcionam as relações de hospitalidade. 

Por mais que estejamos alugando temporariamente um espaço e que, por isso mesmo, esse passa a ser um lugar nosso, no qual nós fazemos o que bem quisermos, as coisas não são assim. 

Existem regras que, mesmo não escritas, estão implícitas nas relações entre pessoas. É sinal de boa educação não usurpar da hospitalidade alheia. Quanto mais folgados os hóspedes, menos desejados eles serão.  

Não estou aqui dizendo para você lavar o banheiro e esfregar os azulejos do hotel, nem fazer sequer a cama, já que você contratou um serviço de quarto quando se hospedou. O que estou dizendo é que existem atitudes que não são próprias de bons hóspedes.  

- tags: educação, etiqueta,boas maneiras,hóspede,ser bem recebido

Por exemplo: não é de bom tom deixar roupas espalhadas pelo chão, restos de comidas de qualquer espécie abertas, em especial as que alastram cheiros pelo ambiente,  toalhas e/ou lençóis manchados (seja de tinta, sangue ou qualquer outro fluido corporal), nem o ar condicionado ligado quando você está fora.  Essas atitudes, além de demonstrar que não se tem boa educação, sugerem que lhe falta empatia, porque será uma pessoa como você,  igualmente um ser humano de carne e osso, quem vai recolher a sua bagunça, que vai limpar os seus dejetos, recolher o seu lixo.  

Não é porque você pagou que pode se esquecer disso. 

Eu acredito e professo que uma boa conduta sempre começa com dois pequenos pontos: alteridade (respeitar o outro em suas diferenças) e empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro). 

Num país de raízes escravagistas, segregacionistas e oportunistas como o nosso, que em dias como os atuais, está mais que demonstrado o execrável e condenável modus operandi dos políticos que vendem seus votos, num incessante toma lá - dá cá,  precisamos começar a repensar nossas atitudes mais corriqueiras.  Tratar as pessoas com respeito, dignidade e defender até o fim a igualdade de direitos e condições é primordial para que as mudanças possam acontecer. 

Como meus temas aqui são a gastronomia e a hospitalidade, meu exemplo vem daí, da minha atitude como hóspede. 

Chega dessa sensação de que porque somos clientes, hóspedes ou convidados devemos ser reificados, isto é, vistos como reis. Isso é uma desculpa para nossas atitudes arbitrárias, o que nos torna gente folgada e reforça valores sem noção do outro. 

Quando vamos à casa de alguém para visitar ou para passar uns dias, seja quem for que nos receba merece a nossa cordialidade, nossa deferência. Não há regras escritas sobre isso, é algo pré-existente. 

Cumprir o que foi combinado previamente como datas de chegada e previsão de partida, ser pontual ou avisar que está atrasado, ser cortês, presentar com um mimo ou algo para a casa, oferecer flores à dona da casa, por exemplo, ou ainda se oferecer para lavar a louça ou retirar os pratos da mesa, são bons modos. Isso sem nem começar uma vasta lista de atitudes que pais de crianças pequenas deveriam conhecer, mas que fazem questão de justificar com um mero "ah! é coisa de criança". Uma dica: se você tem filhos e/ou netos pequenos, dar-lhes limites, especialmente, na casa alheia é sinônimo de lhes dar boa educação. Isso não é frescura, nem castração.  Isso fará deles pessoas bem-vindas em todos os lugares.  


Imagem: Di Vasca - uol.com.br 


Nas regras de hospitalidade, o hóspede deve respeito ao seu anfitrião, ele não usurpa do que lhe é oferecido, nem se comporta como se estivesse em sua própria casa. Sentir-se acolhido é uma das melhores sensações que podemos ter, mas isso implica que devemos merecer o acolhimento comportando-nos adequadamente. 

Por mais que eu goste da frase que diz que regras existem para serem quebradas, tenho plena convicção de que quando nos conscientizamos do nosso papel e respeitamos o próximo não teremos tanto prazer assim em jogar fora alguns valores tão essenciais para o bom convívio. 

Tomar vinho branco com carne vermelha pode ser uma quebra de regra aceitável, mas há outras que, definitivamente, não são. 

Pense. 
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Coluna publicada sexta-feira, 26/maio/2017 em Itu.com.br - Gastronomia & Hospitalidade

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Capeletti in brodo, a hospitalidade tem sabor


Clube das Comadres


A hospitalidade, muitas vezes, é sinônimo de acolhimento.

Há momentos na vida da gente em que tudo de que precisamos é um abraço amigo, um olhar ou uma sopa quentinha para arrefecer tristezas. É nessa hora que a hospitalidade tem sabor. Sabor de capeletti in brodo. 

Encontre esse post completo também no site do Clube das Comadres na área dos Colunistas em Hospitalidade e Gastronomia ou acessando diretamente o link.


--- tags: ocapeletti in brodo, hospitalidade, acolhimento, cuidado, aquecer a alma e o coração,  #clubedascomadres


                                             


Leia o texto na íntegra:


domingo, 21 de maio de 2017

As uvas de Bordeaux

Parceria Viva o Vinho




A grande maioria dos tintos e brancos de Bordeaux são produzidos a partir de um blend de cepas. Isso não se dá por acaso: historicamente, por conta da instabilidade do clima, em especial em relação à umidade e ao regime de chuvas, sempre foi arriscado basear-se em uma única variedade de uva.


"A Cabernet Sauvignon é a mais plantada na Margem Esquerda, com solos de cascalho. Na Margem Direita, com os solos de argila, calcário e areia, a Merlot prevalece."

A legislação bordalesa permite o cultivo e a utilização de uma série de cepas, que florescem e amadurecem em épocas distintas, o que faz com que uma eventual geada ou chuva mais pesada não arruíne toda uma safra.

De fato, das 13 variedades permitidas na AOC, destacam-se três tintas e duas brancas: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot, e Sémillon e Sauvignon Blanc, respectivamente. As proporções de cada uma delas nos blends variam de acordo com a sub-região e o produtor.

A Cabernet Sauvignon é a mais plantada na Margem Esquerda, cujos solos têm predominância de cascalho. Já na Margem Direita, com os solos alternando entre argila, calcário e areia, a Merlot prevalece, seguida da Cabernet Franc.

São uvas permitidas em Bordeaux, sub-regiões e comunas:

Uvas brancas: Sauvignon Blanc, Sémillon, Sauvignon Gris, Muscadelle, Merlot Blanc, Colombard e Ugni Blanc. No caso das três últimas, não podem ser utilizadas nos assemblages, isoladas ou em conjunto, em proporção superior a 30% da mistura.

Uvas tintas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Carménère e Malbec.



Cabernet Sauvignon

O que diferencia a Cabernet Sauvignon de outras cepas de grande cultivo é sua extraordinária concentração de taninos, pigmentos e compostos aromáticos.

Por isso produz vinhos de cor intensa, que requerem longa maceração e envelhecimento em barrris de carvalho. Suas características aromáticas evoluem com o tempo, proporcionando aos vinhos qualidades olfativas muito mais complexas à medida que os anos passam. 

Os vinhos de Bordeaux com predominância da Cabernet Sauvignon apresentam excepcional potencial de envelhecimento.




Merlot

A Merlot é a uva associada aos grandes vinhos de Saint-Émilion e Pomerol. Segundo o historiador Enjalbert, já em 1784 a Merlot estava documentada nessa região como varietal de boa qualidade.

Em comparação com a Cabernet Sauvignon, a Merlot é menos tânica, embora em Bordeaux ela possa conferir tanto corpo quanto a Cabernet, além de elegância aos taninos e características de frutas vermelhas aos vinhos. A Merlot desabrocha e amadurece cerca de duas semanas antes que a Cabernet Sauvignon. É a uva mais plantada em Bordeaux, com 56% da área cultivada.



Cabernet Franc

A Cabernet Franc adaptou-se melhor ao solo mais úmido da Margem Direita, onde é chamada de Bouchet. Os vinhos com representativas proporções de Cabernet Franc mais famosos do mundo são produzidos em Saint-Émilion: o Chateau Cheval Blanc e o Chateau Ausone.

A Cabernet Franc amadurece cerca de uma semana antes da Cabernet Sauvignon, sem necessitar para isso de tanto calor. Produz vinhos aromáticos, de média estrutura, apresentando desde cedo características frutadas, conferindo aos vinhos taninos elegantes e vivacidade.



Sauvignon Blanc

A Sauvignon Blanc em Bordeaux é muito utilizada em mesclas com a Sémillon, à qual agrega características de acidez e sabor, suavizando a doçura dos vinhos botritizados. Suas qualidades mais marcantes são seu aroma penetrante, lembrando ervas, almíscar, flores e frutas cítricas, e sua excepcional refrescância.

Em sua maioria, os vinhos com predominância de Sauvignon Blanc devem ser bebidos jovens, embora os melhores de Bordeaux possam durar quinze anos, com esta uva agregando complexidade com o tempo.

Aparece nos vinhos doces de Sauternes como coadjuvante, ao lado às vezes da Muscadelle, em mesclas onde a Sémillon é a protagonista. É a principal componente dos vinhos secos de Graves, mais reputados, e de Entre-deux-mers.


Sémillon

Os extraordinários vinhos doces de Sauternes são produzidos a partir desta varietal, uma uva opulenta, doce, untuosa, que predomina na composição dos vinhos com uma proporção média de oitenta por cento do blend.

A casca fina da Sémillon a torna susceptível a ser atacada pelo fungo Botrytis Cinérea, a chamada podridão nobre, que aumenta muito a concentração de açúcar na uva.

É a variedade branca mais plantada em Bordeaux. Nas sub-regiões de Graves e Pessac-Léognan é usada também na elaboração de vinhos brancos secos, sendo uma parceira ideal para a Sauvignon Blanc, pois é menos ácida e mais redonda.


Diferenças de estilos



Vinhedos em Bordeaux

Entre os enófilos apreciadores dos vinhos de Bordeaux, muitas vezes surge a pergunta: você prefere os vinhos da Margem Direita ou Esquerda?

Há quem defenda a Margem Esquerda, apontando que de lá são provenientes os Premier Crus de 1855. Mas há aqueles que tendem para a Margem Direita, indicando que de lá vem rótulos como Cheval Blanc e Petrus, por exemplo. No entanto, a questão principal não é a disputa entre as margens e seus adeptos, mas compreender distintos estilos que algumas vezes estão, sim, separados por um rio.

Os vinhos da Margem Direita, talvez pela maior ­­­porcentagem de Merlot, são mais sedutores e fáceis de beber quando jovens, enquanto os da Esquerda são mais austeros, profundos, com notas minerais e um equilíbrio que exige um tempo maior para ser totalmente atingido.

Em linhas gerais, os vinhos da Margem Direita mostram frutas negras, com notas de dulçor e madurez mais evidentes, além de taninos de textura elegante e sedosa. Já os da Esquerda apresentam um frutado mais contido, de frutas vermelhas, evidenciando mais acidez e taninos potentes.


Cada AOC com suas características


Em termos de vitivinicultura, considera-se que Bordeaux seja uma macrorregião e, assim, as sub-regiões geográficas acabam sendo chamadas simplesmente de regiões.


Vinhedos em Bordeaux
A maioria das regiões geográficas de Bordeaux tem sua própria Appellation d’Origine Contrôlée – AOC –, que são regidas por legislações específicas, que determinam as cepas permitidas, teor alcoólico, métodos de poda e colheita, rendimento de fruta por planta, técnicas de vinificação etc. Somente os produtores que seguem estas regras podem carregar em seu rótulo o título de AOC.

Existem mais de 50 denominações diferentes em Bordeaux, que variam desde grandes denominações genéricas, até pequenas, relativas a determinadas comunas. Entre elas, não existe uma hierarquia clara e determinada baseada em qualidade, sendo mais fácil compreendê-las agrupando-as de acordo com o estilo de vinho produzido em cada uma, considerando-se especialmente as características de cada terroir e a legislação específica da AOC.

Entender a importância da AOC e o que ela representa para a qualidade dos vinhos é de suma importância. Conhecer as características de cada região e que tipo de vinho produzem também é relevante para a escolha do Bordeaux que agrada mais ao seu paladar.

Por isso, nossos próximos posts sobre Bordeaux irão tratar de cada uma dessas sub-regiões, da Margem Esquerda à Margem Direita do rio Gironde. Não perca!

Texto escrito por Renata Pacheco Tavares -  Publicado no site vivaovinho.com.br em 01/10/2016.


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Parceria Blog da Gavioli e Viva o Vinho 



Em 2016, no segundo semestre, quando fazia aulas de Estudos de Bebidas com o professor Gerson Bonilha, pesquisando sobre vinhos na internet, encontrei um texto excelente redigido pela Renata Pacheco Tavares sobre vinhos de Bourdeaux. Fiquei encantada. 

Como é comum, uma publicação puxou outra e cheguei ao blog Viva o Vinho, uma produção conjunta da Renata e do Emanuel Alexandre Tavares, marido dela. Desde então, de tempos em tempos, me comunico com a Renata e nunca mais deixei de acompanhar o trabalho deles sobre vinhos.

Esta semana fizemos uma parceria para publicar aqui no Blog da Gavioli o material que eles produzem. Tenho certeza de que todos os leitores do blog só têm a ganhar devido ao maravilhoso conteúdo que o Viva o vinho publica. 

A cada quinzena uma nova postagem ficará em destaque aqui no blog. Aproveitem!!!