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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Hóspedes em casa

Gastronomia e Hospitalidade - Lá em casa!



Chegou a última edição!! A capa não podia ser mais atraente...




Revista Regional do mês de agosto, como sempre, chega com novidades ótimas. 

Pra você que, como eu, costuma ter hóspedes para dormir, a minha coluna Lá em casa sobre Gastronomia e Hospitalidade traz algumas dicas fáceis de seguir e que facilitam a sua vida e a dos seus convidados.

Ao ler a coluna, aproveite a chance para a conhecer a revista . Neste mês, Cauã Raimond é o homem da capa, já que é o mês dos pais. 

Se preferir, leia o texto na íntegra aqui no blog mesmo.

Gostando dos conteúdos, acompanhe os posts do blog, cadastre-se! Conte para os amigos, comente! Um blog é feito de comentários, eles são sempre bem-vindos! 


Leia aqui o texto na íntegra: 



terça-feira, 26 de julho de 2016

Gostinho de Hospitalidade


Revista Bem Mulher, edição número 8


Ainda em tempo, antes que a próxima seja publicada (muito embora esse tipo de matéria não fique velha e atemporal assim tão rapidamente), o projeto Lá em casa pra jantar foi pauta na edição 8 da revista Bem Mulher. Para nossa alegria!!! 










(Se preferir, leia aqui matéria na íntegra. 
A seguir em mais informações)

terça-feira, 12 de abril de 2016

Tapas espanholas



Pra quem anda cansado de tentar encontrar novidades nos restaurantes e não quer deixar de ir a um ambiente alegre e divertido e nem de comer de um jeito saudável ou que pelo menos faça valer aquela escapadinha da dieta, sugiro experimentar algo novo, tanto no paladar quanto no astral.

Que tal ir Lá em casa pra jantar?




Para quem não conhece o conceito, explico já! A ideia é simples e junta o prazer de cozinhar com o de bem receber em casa. O que já deixou de ser tendência para virar realidade e tá cheio de gente tentando fazer: jantares em casa com "gente fina, elegante e sincera". Eu já fiz e é muito bacana. 

Funciona assim: eu crio um menu com comidas gostosas, estudo direitinho as harmonizações, os equilíbrios e divulgo com data, preço e o local para acontecer. Não pode ser um evento muito distante porque a oportunidade é agora! Na data marcada, as pessoas que reservaram um lugar à mesa, vêm à minha casa para jantar. 

Na última edição em fevereiro, resolvi tematizar o encontro e escolhi um cardápio espanhol para garantir que a conversa iria rolar solta na mesa e as pessoas ficariam super à vontade. Como eu poderia garantir isso? Oras, servindo tapas e pinchos! 

As tapas são aquelas comidinhas, tipo aperitivo, que os espanhóis comem acompanhando os drinks da happy hour ou de qualquer hora. É muito comum, em bares e nos boxes de comida, por exemplo, do mercado central de Madri, as tapas rolarem praticamente o dia todo. Um canapé, um espetinho de queijo que cabe na boca, um pequeno naco de linguiça sobre uma rodelinha de pão... são muitas as opções.

Não importa se o que você vai tomar é um choppinho ou uma taça de vinho. Ah! Eu amo os vinhos rosados da Espanha. Aqui no Brasil, uma caipirinha seria uma boa pedida. Há quem prefira uma sangria, As bebidas acompanham o gosto do freguês e os pequenos bocados salgados e muitas vezes com alguma ardência, digo, um toque picante, também.

No último Lá em casa pra jantar servimos oito tapas diferentes: pantumaca*, caviar de berinjela, batatas bravas, espetadinhas de queijo, azeitona e tomate, canapé de calabresa e queijo azul, tortilla, pimenta recheada e  grão de bico torrado. Cada uma com seu charme e sua graça, todas adaptadas ou fidedignas às espanholas. Sem deixar, no entanto, de pensar na textura, no equilíbrio gustativo, na variedade, na novidade e na conversa que essas comidas iriam gerar.  

 Um segredinho de quem quer integrar pessoas é criar assuntos comuns. Comida é assunto. Ao provar algo novo, uma reação quase instantânea acontece.  Basta observar. Primeiro vem o olhar buscando cumplicidade e em seguida,  muitas vezes, as pessoas querem expressar em palavras o que sentem. Comer, neste caso, é compartilhar com seus pares a experiência, não funcionaria sem trocar uma ideia a respeito da sensação. É coletivo. Tão simples quanto um passe de mágica, a comunicação acontece. 

Corre por aí que as tapas são assim chamadas porque os copos eram "tapados"com uma iguaria qualquer pelos garçons e donos dos estabelecimentos para agradar aos clientes enquanto repousavam suas bebidas no balcão entre um gole e outro. 

As tapas e os pinchos têm a mesma função, mas a literatura chama de pinchos aqueles pequenos espetos que se comem de uma só vez nos quais quase sempre estão picles, azeitonas, ovinhos de codorna, pedacinhos de queijo, salames ou outra charcutaria. 

Por ocasião do evento que faria com tema espanhol, estudei e treinei o jeito de fazer tortillas e servi-las como tapas. As tortillas são muito comuns na Espanha e são como a nossa ou o nosso omelete (já que é um substantivo comum de dois gêneros), só que levam batata na receita. 

Confesso que como não sabia fazer tortilhas fui socorrida pela querida amiga Cris Pacino*, que é brasileira de nascimento, meio espanhola de árvore genealógica e escolheu viver na Espanha há alguns anos. Ela me ensinou passo a passo por skype como executar corretamente o prato,  inclusive a panela certa que o preparo exige a Cris providenciou para me mostrar como fazer. Que amor! 

Acho que aprendi e agora reproduzo a receita. O segredinho é usar uma panela que tenha fundo grosso e sempre ir acertando com uma escumadeira as bordas da fritada. Assim ela ficará arredondada. Mas, tenho mais uma confissão: é preciso treinar bastante. Não é simples, não! 


Tortilha Espanhola



Ingredientes

4 ovos inteiros
500 gramas de batatas cortadas em cubos de 2 cm de lado (a quem prefira em rodelas)
250 gramas de cebola fatiada em rodelas
sal a gosto
180 ml azeite de oliva

Modo de preparo

Em uma frigideira antiaderente, com fundo espesso, coloque 2/3 do azeite para esquentar  e em seguida acrescente as batatas cortadas e bem secas. Em outra panela, frite a cebola fatiada em imersão  no 1/3 restante de azeite até que fique tenra. Polvilhe um pouco de sal na cebola enquanto cozinha no óleo. 
Quando as batatas estiverem cozidas, mas ainda firmes, escorra-as para tirar o excesso de azeite. Faça o mesmo com a cebola. 
Bata os ovos sem muita força até que formem um pouco de espuma. Acrescente sal a gosto e depois as batatas e a cebola. Coloque tudo na frigideira já com azeite previamente aquecido e deixe dourar de um lado. Com a ajuda de uma tampa, vire a tortilha e deixe dourar do outro lado. Se preciso, repita a operação novamente. Isso pode ocorrer até três vezes de cada lado. Não tenha pressa. 

Para servir como tapas, a tortilla deverá estar fria. Agora, se preferir comer logo, coma quente mesmo. 

Só pra não achar que um jantar inteiro se faz de tapas, além delas, também teve salada e prato principal, sobremesa e tudo mais. Só pra constar, o prato principal foi arroz de polvo. Hummm... bom...

Quem sabe você não vai um dia Lá em casa pra jantar

Próxima edição prevista: 23 de abril. Reservas em laemcasaprajantar@gmail.com

Até mais. 


* pantumaca - pão com tomate
** Cris Pacino escreve o blog Aqui se fala portugues


(Texto escrito especialmente para o portal Top Vitrine)
Leia também:  


terça-feira, 17 de março de 2015

Sabor e Conversa Entre Amigos



Revista Bem Mulher, edição número 04


Sonho antigo, desde menina, era ser colunista de uma revista. De preferência, escrever numa revista feminina. Não é que os sonhos se realizam? 

A partir da edição deste mês da revista Bem Mulher, eu assino a coluna de Gastronomia & Hospitalidade. 

Na estreia, escrevo sobre como preparar algo bem gostoso para receber aquela pessoa tão querida em casa para uma conversa a dois. Ah! E tem também duas sugestões de vinhos rosados para harmonizar e tornar tudo uma delícia! Para isso, contei com a ajuda da Vinitude - Clube dos Vinhos

Para os leitores do blog, em primeira mão, o texto da matéria está disponível  a seguir. Mas, corra lá na banca e compre a revista ou acesse o site http://www.revistabemmulher.com.br/ porque além dessa, há outras matérias muito interessantes. 


Sabor e Conversa Entre Amigos


Sem perder a sofisticação e a graça, é importante que tudo seja fácil de fazer para que se desfrute plenamente o tempo com os amigos.
A boa hospitalidade preza pelas boas vindas, o entretenimento e a despedida dos visitantes. Quanto mais natural puder ser a relação entre as pessoas, ou seja, quanto mais à vontade todos se sentirem, mais vontade terão de voltar logo. 

Leia a matéria na íntegra

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A feira na hora da xepa

Especial para o blog Aqui se Fala Português


Minha amiga Cris Pacino, que mora em Madri, me fez um convite muito honroso. Convidou-me para escrever um texto de tema livre, mas com algum foco cultural para o blog dela que se chama Aqui se fala português. Um espaço para reflexão em português, como sua própria descrição. Adorável!  

Em primeira mão para os leitores do Blog da Gavioli, o texto que será publicado ainda em fevereiro. Na próxima terça ou quarta-feira. Obrigada, Cris!! Adorei seu convite. 


A feira na hora da xepa



Quase todo mundo no Brasil, especialmente, depois de duas edições da novela Dona Xepa, uma nos anos 70, estrelada pela atriz Iara Côrtes, na rede Globo, e um remake feito há alguns anos pela TV Record, sabe o que é xepa. 


Para os que querem definições e significados, vale acessar o link: http://www.significados.com.br/xepa/

Na cidade de São Paulo é uma prática dos feirantes quando vai chegando o fim da jornada do dia, ou seja, perto de uma e meia da tarde, reduzir drasticamente os preços dos produtos que não foram vendidos até aquela hora. Isso é a xepa.  




Em especial, fazem isso com os hortifruti. Verduras, legumes e frutas são ofertados por menos da metade do preço praticado no início da feira, logo pela manhã. Isso é tão comum que as plaquinhas com os preços têm duas versões: na frontal, o valor original, mais alto; do lado oposto, ou seja, nas costas do papelão, o preço a ser praticado na xepa. 



Como bem poderíamos concluir, esses produtos são os restos que ficaram das escolhas feitas pelos fregueses mais exigentes e que estiveram na feira em busca do frescor e dos ingredientes mais cobiçados para irem para a panela ou à mesa. Mas nem sempre isso é uma verdade. 

Faz tempo que em São Paulo, os melhores produtos não estão na feiras. Os feirantes já não são necessariamente produtores ou representantes de produtores que se dedicam a escolher o que há de melhor para ofertar aos seus clientes mais fieis e que, pela qualidade, aceitam pagar mais caro. 

Na maior parte das vezes, a xepa é só a desova do mesmo legume, digo, que tem a mesma qualidade, que foi vendido antes. Só que com preço menor. Claro que o pepino e a berinjela do fim da feira podem ter sido mais manuseados, mas nem sempre. O lance é que o comerciante não quer carregar tudo de volta para tentar vender no dia seguinte. Ele sabe que o transporte prejudica a mercadoria. Devido às condições do deslocamento e graças à temperatura e ao clima, bem como o envelhecimento do produto o torna menos atrativo, então é melhor vender logo. É nessa situação que fica bem claro como funciona a lei da  oferta e procura. Preços mais baixos atraem mais compradores. 

É romântico pensar na feira livre e numa cesta de vime prestes a ser preenchida por hortifrutigranjeiros logo que surgem os primeiros raios do sol ao amanhecer. Mas do jeito que a nossa agricultura vem sendo desenvolvida em padrões industriais e tecnológicos, produto fresco só se for plantado no quintal... Seu apartamento tem quintal??? 

Desse jeito vai dar a impressão de que sou contra as feiras e os feirantes. Nada disso, ao contrário, eu adoro ir à feira. Acho uma delícia.  Meu passado me condena a amar as feiras. Gosto até mesmo do barulho, que é quase ensurdecedor.  Tanta gente gritando a oferecer os mais lindos figos, abóboras, laranjas, pêssegos, melancias... 

Aqui em São Paulo, frequentei por muitos anos a feira da rua Mourato Coelho, na Vila Madalena, aos sábados. Eu criei uma especial predileção por uma feirante, moça jovem, que anunciava os pacotinhos embalados de legumes e tubérculos diversos com uma voz quase grave e muito sonora: 
- Vem, freguesa, agora é três por dois reais, três pacotes por dois reais! Vamo, freguesa, é três por dois! 
Eu a ouço ofertando e adoro! Um dia contei pra ela o quanto eu a adorava anunciando os legumes. A mulher simplesmente corou. Tímida. Ela é tímida. Ah! E sabe, sua voz é bem feminina, fina e delicada. 


Agora moro na Vila Buarque, um lugar charmoso entre Higienópolis e Santa Cecília. Não é que a banca dessa moça também vem à feira do domingo de Santa Cecília?! É muita sorte a minha. 

Outras muitas coisas me fazem amar feiras. Mas o assunto é xepa que na hora que rola é uma zoeira total. As pessoas chegam a se atropelar para comprar. E é bom que tenham dinheiro trocado, de preferência, o que facilita a relação entre comerciante e freguês. Mas se não tiver, tudo bem.  Feirante é por natureza generoso. Se não for, não dura no ramo. 




Eu detesto os mesquinhos que não concedem o chorinho de uma dúzia de treze laranjas. Aprendi isso quando ainda nem sabia ler lá em Itu, nas feiras que ia na Vila Nova, em frente ao cemitério e ao lado da fábrica São Pedro. Como assim, não tem dúzia de treze??




Uma curiosidade das feiras de São Paulo é o jeito como os vendedores abordam as pessoas para que comprem. O vendedor de limão, o de maracujá ou de alho, todos ensacados, encontra com você dez vezes e lhe dirige a mesma expressão. Sem sequer mudar o tom. Os que vendem frango e miúdos de boi estão sempre insinuando algo com duplo sentido, são de uma sensualidade grotesca, mas bem animada se você entender que não é desrespeito, é um jeito de lidar com a lida. 

Os peixeiros "enfiam a faca", como são careiros! 


Há ainda os fruteiros. Esses cortam uma 
lapa tenra e saborosa das frutas e lhe dão para degustar. Impossível não se render e comprar. Fica até feio. Só que quando você chega em casa nem sempre a fruta tem aquele sabor e textura... Sei lá porquê, mas desconfio. 


Não falei do batateiro, do vendedor de ovos, da banca da banana, das de tomate e dos temperos. E a de coco ralado na hora. Cada qual para um apetite. 

Na xepa, quase todo mundo é igual. Só os que vendem produtos menos perecíveis não precisam se expor tanto. Os demais querem mesmo por a boca no trombone para anunciar a couve-flor, o agrião e a escarola. 

Uma experiência e tanto. Daqui a pouco, eu vou!