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quarta-feira, 21 de março de 2018

Minestrone: seu novo portal de gastronomia


Hoje a conversa é sobre um novo projeto, o portal de notícias de gastronomia Minestrone. Um site, cujo lema é "cabe tudo aqui dentro". Você já vai entender. 

Para quem me acompanha no blog, antes de tudo, um pedido de desculpas. Estou me desculpando pela ausência dos últimos tempos e vou explicar o motivo. 

Minestrone.com.br em implantação


Nem de longe estou afastada do blog ou da ideia de escrever sobre comida, culinária, gastronomia, livros, filmes, dicas etc. Ao contrário. Estou envolvida com o Minestrone, um projeto que está em fase de implantação, já está no ar, dá pra ver, mas ainda estão sendo feitos ajustes técnicos e de conteúdo. 

Portal de Gastronomia





Minestrone é o nome italiano (e agora já brasileiro também) de uma sopa muito democrática no sentido de que nela são bem-vindos muitos ingredientes. No minestrone cabe feijão, arroz ou macarrão, verduras, legumes, carne, frango ou porco, cereais como cevadinha ou aveia, enfim, o que houver na despensa.  Foi a partir dessa ideia, de que todo ingrediente é bem-vindo, que decidimos criar um portal de gastronomia. 

Por isso, no minestrone.com.br vai ter um pouco de tudo: notícias, receitas, dicas, informações sobre filmes, restaurantes, programas de TV e rádio, vídeos, pod-casts, livros, revistas, lugares para viajar e comer, compras de ingredientes, utensílios, louças, equipamentos, roupas e acessórios de cozinha, entrevistas e convidados especialistas em café, vinho, queijo, azeite... 

Um pouco de tudo, de tudo um pouco.  Como no minestrone: cabe tudo aqui dentro.  Tudo o que tenha a ver com esse mundo quase infinito da comida que a gente gosta tanto, que nos dá tantas possibilidades. 

Blog da Gavioli 


O Blog da Gavioli continua e, daqui em diante, estará no Minestrone, sem deixar de ser o que sempre foi. 

Todo conteúdo do passado está sendo transferido aos poucos, até que, uma hora dessas, tudo o que foi publicado aqui desde maio de 2014, já tenha sido importado para lá com os devidos ajustes. Enquanto não estiver tudo pronto, o blog se mantém também por aqui. O que quero esclarecer é que não deixará de ser o Blog da Gavioli com o qual você se acostumou a conviver e que me faz tão feliz quando escrevo. 

Dar o passo conforme a perna


Você conhece essa expressão? 

Meu pai era um homem cheio de ditados que, resumidamente, explicam com clareza uma situação qualquer. Ele dizia que a gente tem que dar o passo conforme o tamanho da perna. Traduzindo para o momento do Minestrone e para a linguagem da internet, temos que crescer organicamente, isto é, com seguidores reais, que encontrarão conteúdo de qualidade, com a devida técnica jornalística de apuração, com ética e responsabilidade. 

O projeto é ousado, mas consciente. E tudo começou porque há pessoas como você que seguem o blog e se interessam por tudo o que é bom e que dá pra cozinhar, comer, compartilhar, aprender e ensinar. 

O Minestrone já está em todas as principais mídias digitais. Você pode seguir fazendo uma assinatura no próprio site ou em qualquer dos canais a seguir: 



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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Da feira à sopa de couve-flor



Ando especialmente de bem com as hortaliças: os legumes, as verduras e as frutas. Comida de verdade que vem da horta e que se compra na feira, na quitanda, no sacolão de hortifruti. 

Uma das minhas queridinhas do momento é a couve-flor, que além de ser uma delícia (eu adoro!), é muito boa para o organismo e um bom camaleão (quero dizer versátil) em diversos preparos,  e para completar está com preço baixo e aspecto lindo na feira.

Por falar em feira... 


Na semana passada, fui às compras de comida na feira da rua Mato Grosso, atrás do cemitério da Consolação. É relativamente perto da minha casa e eu considero um bom lugar para comprar o que preciso.  Foi onde encontrei couve-flor de dar gosto! 

Às quintas, tem uma feira livre na rua Martin Francisco, que é ainda mais próxima de onde moro, mas nela os preços são exageradamente altos. Como acho isso uma afronta ao bolso de qualquer cidadão minimamente consciente, quase nunca frequento essa feira. Os feirantes devem precificar os produtos pela localização, bem no miolo do bairro de Higienópolis, talvez por isso os preços sejam assim tão caros. Pra mim, apesar de entender que os preços se ajustam à demanda pelos produtos, não acho justificável um pé de alface custar até três vezes mais numa feira do que na outra no mesmo bairro. 

Aos domingos, a feira de Santa Cecília, na rua das Palmeiras, em frente à praça da igreja junto ao metrô, tem muitas bancas e é bem diversificada. No entanto, na hora em que os preços baixam, lá por meio-dia e meia, é tanta gente se empurrando, tanta falta de gentileza, que a vontade de fazer compras por ali vai diminuindo, diminuindo, cada vez que a gente enfrenta a situação. Depois, a gente dá um tempo e volta novamente e tudo se repete.  Nessa feira, tem uma barraca de verduras orgânicas que vale muito a pena, só que pra conseguir comprar é preciso chegar cedo. Tudo é muito disputado nessa banca. 

Gosto muito das feiras de Pinheiros. Às quintas, na rua Antônio Bicudo, e aos sábados, na Mourato Coelho. Nessas duas, comprei por anos porque morava lá perto. Ainda hoje, quando preciso encontrar determinados itens, sei que por lá eu encontro. Alguns dos feirantes de Pinheiros também são de Santa Cecília e da rua Mato Grosso.  

 De volta à couve-flor


Como falei dias atrás, voltei a minha cozinha. Isso significa ter voltado também, em especial, às compras na feira porque a culinária que eu mais prezo é a feita com ingredientes frescos. 

Tenho forte predileção pelas saladas com folhas e também por preparos que levem ingredientes como berinjela, abobrinha, pimentão, tomate, cebola, cenoura, beterraba, pepino. Gosto mais das combinações de produtos que vêm da horta, principalmente, quando estou dedicada a comer de um jeito mais leve. 

Nada disso tira meu apetite por arroz, feijão, massas, carnes e peixes. Como de tudo, mas a feira é o meu lugar preferido de compras de comida. 

Foi assim que me vi in love com a couve-flor.  Ela é muito benéfica se incorporada na nossa alimentação.  É antioxidante e tem ação anti-inflamatória, ou seja, nos favorece contra o envelhecimento e contra doenças como o câncer, além de ter vitaminas, cálcio, potássio etc. Para quem quer emagrecer é uma aliada porque tem poucas calorias, mas dá saciedade. Vale a pena saber  mais sobre as propriedades dessa planta, acessando o Mundo Boa Forma

Existem inúmeras receitas feitas com couve-flor. Como ingrediente é muito versátil.  Pode ser usada crua ou cozida em saladas e antepastos, como guarnição ou acompanhamento de outros pratos e também ser feita empanada, gratinada, recheada, com molhos (brancos e rosés), como ingrediente secundário de farofas, como substituta do arroz e muito mais.  

Minha forma predileta de comer couve-flor é cozida brevemente com um pouco de sal, ainda quente. Sou capaz de comer uma inteira...

Tempos atrás, pensei em fazer sopa de couve-flor. Arrisquei em criar uma receita e deu super certo. 

Sopa de couve-flor 




Ingredientes 

1 cebola pequena cortada em brunoise
1 colher (sopa) de manteiga
300 gramas de couve-flor sem as folhas
1/2 litro de água
1 batata média
1 xícara (chá) de leite
1/2 xícara (chá) de creme de leite (opcional)
Sal e pimenta branca







Modo de fazer

Desmanche a couve-flor partindo-a com as mãos ou com a ajuda de uma faca. Lave as flores da couve com cuidado e deixe-as por alguns minutos em água com vinagre. Retire-as e enxague em água corrente. Seque-as levemente. 
Refogue a cebola na manteiga até que fique transparente. Acrescente a couve-flor escorrida e a batata descascada e cortada em cubos. Refogue. Acrescente água e um pouco de sal. Quando a água ferver, tampe parcialmente a panela, e conte três minutos. Desligue o fogo e deixe terminar o cozimento sem necessidade de mais calor.  
Após alguns minutos, destampe a panela e deixe esfriar um pouco. Remova os ingredientes sólidos e leve-os ao liquidificador para processar com um pouco da água do cozimento. 
Depois de bater por cerca de um minuto, retorne o caldo espesso do liquidificador para a água da panela e acrescente o leite, mexendo para não derramar. Tempere com sal e pimenta do reino. 
Se desejar, acrescente o creme de leite ao final. Quando levantar fervura, desligue o fogo. 
Está pronta a sopa! 

Pode ser servida quente como as sopas convencionais e fria como uma entrada deliciosa. 

Leia também: 





quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Peixe para a Quarta de Cinzas


Hoje é quarta-feira de cinzas. 

Para os foliões, o dia que marca o fim oficial do Carnaval, que só volta no ano que vem.  Para os empresários brasileiros, o dia que o país volta a funcionar de verdade, embora haja controvérsias. Para os cristãos, o dia que começa o período da quaresma, o tempo de preparação para a Páscoa, de penitência e do jejum, em especial de carnes. 

Sou de família católica e sei que, há tempos, a igreja já não impõe uma dieta restritiva ao consumo de carnes na quaresma.  Contudo, as tradições ficam e muitas pessoas acabam preferindo comer peixe em lugar de carne em especial na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. 

- tags: peixe, filhote, tradição da quaresma

Por isso, hoje preparei um peixe aqui em casa para o almoço: um filhote

Filhote de piraíba, piratinga ou piranambu (do tupi:  pira = peixe / aíba = ruim / tinga = branco / nambu = inhambu ou ave) é um peixe de couro (não de escamas), de cabeça grande e olhos pequenos. Tem a carne branca e muito tenra. Trata-se de um peixe de água doce muito comum na Bacia Amazônica e no Araguaia-Tocantins. Ele é um carnívoro (se alimenta de outros peixes) de grande porte. O filhote pesa entre 10 e 60 quilos, enquanto o adulto chega a ter 300 quilos e 2,5 metros de comprimento.  

Escolhi preparar esse peixe porque eu tinha uma boa peça dando sopa no meu freezer. 

Esse é o peixe preferido do Silas, que, sempre que pode, escolhe o filhote diante de qualquer outro peixe. Foi ele quem  trouxe do Pará na última viagem que fez. Fui buscá-lo no aeroporto e o encontrei com uma geladeira de isopor cheia de peixes do norte do Brasil. Amei! Como não amar?

O filhote é um peixe de carne bem branquinha e muito saborosa.  Para preparar, não usei nenhuma receita em especial somente assei, mas vou contar como fiz direitinho. 

Minha receita de filhote assado

Primeiro, descongelei o peixe. Tinha cerca de 650 gramas o pedaço que usei. Lavei bem e passei limão por todo o peixe. Em seguida, sequei o peixe com papel toalha. Temperei com sal e pimenta do reino.  Enquanto fazia isso tudo, deixei a churrasqueira elétrica esquentando. Embrulhei o peixe em papel alumínio e o levei pra grelha da churrasqueira por cerca de sete minutos de cada lado. 
Com isso, ele cozinhou e soltou água. Abri o papel e desprezei o líquido. 
Aqueci uma frigideira antiaderente de fundo triplo e selei de todos os lados (não são só dois porque o peixe é bem alto) com um fio de azeite. 







Nosso almoço de hoje foi maravilhoso: arroz integral, feijão, abóbora assada no forno, filhote assado e dois tipos de salada, uma de tomate e outra com folhas verdes, tomate e cenoura ralada. 

Ultimamente, tenho me preocupado em comer direitinho, cuidar do corpo e prestar atenção no que é saudável. Nessa minha decisão, tenho comido muitas saladas, feito delas refeições completas. Mas para além delas, decidi que, ao menos um dia por semana, comeria minha comida de raiz, a que aprendi comer em casa, com minha mãe e meu pai.  

A escolha dessa refeição tão rica é porque comer comida de verdade é uma decisão que temos que fazer todos os dias. Nós, brasileiros, não podemos perder a riqueza do arroz com feijão no nosso prato. Eu acredito nisso. E você? 

Até breve! 


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Leia também sobre peixes: 


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Salada de quinoa (quinua) - Eu cuidando de mim

 #comidadeverdade 

Depois de tanta festa, tanta gente em casa, tantos afazeres de família, tanta viagem, tanto estudar para o mestrado (que ainda não acabou, pelo contrário, agora é que o bicho vai pegar!), eis que me encontro novamente às voltas com a minha cozinha. 

Voltar pra cozinha é voltar para o mercado, a feira, a padaria, os livros de culinária, a geladeira, a despensa, o forno, o fogão, as toalhas, guardanapos etc. Mas, tudo isso ou vou contando em outros posts

Talvez em virtude de tantas atividades que me foram engolindo nos meses que passaram, eu fui me deixando de lado, ficando descuidada de mim, somente cumprindo obrigações e ticando agenda. Resultado: quando olhei pra mim, não gostei do que vi. Cheia de dores, com peso acima do que me faz me sentir bem, sem ânimo, com a pele desnutrida e um pouco desidratada, as unhas escamando... Vixi!!! 

O que fazer diante disso? Desespero? Não... nem pensar.  Que providência tomar? 

Tem hora que providência, decisão e atitude são sinônimos. Quando essa hora chega, ninguém me segura! Eu parto pra ação e o movimento me conduz. Fico feliz em estar novamente em movimento.

Então, com prudência que também significa providência, tomei a decisão imediata de retomar, reconstruir, rever, criar um jeito novo, me dar a chance, ter atitude. 

Alguns passos

Comecei olhando pra mim, enxergando o meu corpo e o que fiz dele. O corpo é nossa responsabilidade, nunca deveríamos nos esquecer disso. Decidi que precisaria desintoxicá-lo, alimentando-me melhor e fazendo com que ele se mexesse para que pudesse descobrir outras extensões e possibilidades, que, por vezes demais, a gente se esquece e, por consequência, se limita. 

Comecei a caminhar todos os dias. Não muito tempo, cerca de meia hora nos primeiros dias. Tenho tentado colocar objetivos a serem cumpridos em lugares distantes o suficiente para que eu possa ir caminhando, assim, cada dia faço um trajeto e não fico só na meditação da caminhada pela caminhada. 

Veja, esse é o meu jeito de lidar, mas caminhar por caminhar é uma boa também. Andar oxigena o cérebro e quando os passos são vigorosos dão muita energia. Isso faz suar, o suor limpa os poros e melhora a pele. O cansaço do exercício favorece o sono e o apetite por comida de verdade.  

Quiropraxia e massoterapia

Estou tentando um tratamento de quiropraxia na minha coluna. Essa foi uma decisão tantas vezes adiada, mas a dor estava me vencendo. Agora ela vai ter um lugar bem limitado na minha vida. Na clínica que estou indo, o tratamento associa a quiropraxia à massoterapia. Depois de o quiropraxista estalar todos os meus ossos, um massoterapeuta tenta habilmente desfazer os nós e as inflamações que seguem da minha coluna para ramais tensionados por todo meu corpo. Saio de lá que nem sei... mas acredito no resultado. 

Aliás, ele já vem ocorrendo porque foi a partir disso que resolvi comer direito e me movimentar. Mas, como disse antes, às vezes, decisão, providência, atitude têm o mesmo significado. 

Se quiser saber mais sobre a quiropraxia, eu posso recomendar. Deixe um comentário a respeito.

Comer salada

Desde que sou eu quem decide o que vou comer, as saladas sempre fizeram parte do meu cardápio. Só que tem épocas que fico preguiçosa e acabo me rendendo a comidas mais fáceis para o paladar. 
Não quero expressar com isso que não seja prazeroso comer salada, ao contrário, é muito gostoso mesmo, mas é bem mais fácil um arroz branco com estrogonofe ou um prato de macarrão a bolonhesa. 

As saladas, em especial as que levam folhas e ingredientes crus, exigem mastigação e esforço do sistema digestório para que o organismo absorva os ingredientes. Além do que, combinar o que por no prato saindo da mesmíssima saladinha de alface, tomate, cenoura e cebola, requer atenção. Mas o paladar agradece imensamente, quase de joelhos! 

Temos no Brasil grandes variedades de verduras, legumes, frutas, grãos e oleaginosas, que podem transformar um prato de salada numa refeição inesquecivelmente agradável. Com algum conhecimento e só um pouquinho de ousadia, acredite, dá pra se realizar comendo salada. 

Hoje, estou falando de salada, mas poderia estar comentando sobre comer um prato de arroz com feijão, sem prejuízo do boa alimentação. O que interessa é comer comida! Comida de verdade.

Nessa busca por alimentos diversificados, tinha aqui em casa um saquinho de quinoa (ou quinua) que nem sempre fez parte da minha alimentação, mas provei e gostei. Tentei uma combinação que deu certo. 


Salada de quinoa



Ingredientes

1/4 de xícara (chá) de quinoa cozida na água* com uma pitada de sal 
1 tomate italiano picado em brunoise**
3 azeitonas verdes sem caroço picada em brunoise
1 fatia de queijo meia cura picada em pedaços pequenos
3 ramos de salsinha picada em brunoise
Caldo de limão
1 colher (chá) azeite extravirgem
Sal e pimenta do reino

Modo de fazer

Com a quinoa já fria, misture-a aos ingredientes sólidos e tempere com o caldo do limão, azeite, sal e pimenta do reino.  Deixe descansar na geladeira por cerca de duas horas antes de servir. Isso vai intensificar o sabor. 

Usos e sugestões

  • Uma salada como essa pode ser a sua refeição principal, sem outros acompanhamentos. A quinoa é rica em nutrientes, principalmente, tem muita proteína e ferro (mais que o dobro do feijão).  
  • Como reforço de uma salada de folhas é uma boa opção. 
  • Pode acompanhar um peixe ou uma carne grelhada. Fiz com carne de porco e ficou perfeita
  • Serve como aperitivo ou entrada e pode ser servida em copinhos. Opção bem charmosa!
  • Para levar na marmita é excelente. 
Como no título dessa publicação, essa salada de quinoa é o resultado de uma pesquisa pessoal em virtude de um cuidado que estou tendo comigo  

Ah! Uma dica: tente se cuidar também! 



Aprenda um pouco mais sobre quinoa (ou quinua) no blog Nutrição e Qualidade de Vida. Tudo bem explicadinho. 

Bom fim de semana. Bom Carnaval! 



*Para cozinhar a quinoa, leve ao fogo a quantidade do grão e o dobro de seu volume de água. Deixe cozinhar até a água secar ou a quinoa ficar cozida integralmente. Se precisar, acrescente mais água. Esse processo pode ser feito na panela de pressão. Assim que ferver, contar cerca de 5 minutos e desligar. 
**Cubos de 3 x 3 mm.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Chá anti-inflamatório


Sabe aqueles dias que tudo incomoda porque o corpo inteiro dói? 

Se alguém fala muito alto por perto ou se o filme da TV é meio enjoativo e sem noção, se o trânsito está complicado logo perto de casa ou se o telefone toca várias vezes e é o Moacyr Franco vendendo ômega 3, em geral, a gente toca a vida adiante sem se incomodar muito. Faz parte. 

Só que tem dias que a gente dorme mal, acorda no meio da noite com dor na lombar e quando é hora de levantar dá um desânimo porque o corpo está tão sofrido, os músculos um tanto enrijecidos e qualquer esbarrão ou palavra mal ouvida é motivo pra ter vontade de chorar e sumir. A falta de paciência vem com tudo e a gente nem entende porquê. 

Arrisco dizer que isso ocorre, muitas vezes, porque estamos com alguma inflamação. Sim... não é pra assustar e pra observar e tomar providência!

Eu andei me observando e cheguei a conclusão que meu corpo e minhas reações quando estão desse jeito se devem ao fato de que estou sendo avisada que um processo inflamatório está na minha corrente sanguínea. Nada grave, nem motivo suficiente para sair correndo e visitar um médico pedindo uma bomba alopática para resolver a questão do mal-estar.  Mas o suficiente para me fazer prestar atenção no que ando comendo e bebendo e de que jeito venho tratando minha casa mais próxima, ou seja, o meu corpo físico. 

Não escondo de ninguém que não sou muito afeita aos exercícios físicos em especial os aeróbicos. Eles me cansam. Também é público que sou comilona, gosto de doces e não dispenso um bom copo de vinho. Pra mim, comer e beber traz alegria, em especial, quando estou com meus amigos e minha família em volta da mesa, trocando ideias, contando causos e, de preferência, rindo da vida louca que a gente tem. Além disso, sou cozinheira por opção, é uma satisfação planejar pratos, pesquisar como se faz e que ingredientes levam e depois executá-los. Isso me alegra.  

Esses três fatores associados a uma certa preguicinha que às vezes me dou o direito de ter de não resolver logo as reclamações do meu corpo são suficientes para me desaprumar um pouco e, em virtude disso, ultimamente, sinto muitas dores.  

Hoje, resolvi mudar o rumo da prosa e comecei a pesquisar alimentos anti-inflamatórios, numa busca por desintoxicar meu corpo. 

Os alimentos ultraprocessados com todos os seus inúmeros conservadores são muito intoxicantes, sei disso há longo tempo. Também sei que o açúcar (em especial o refinado, mas os demais também) é um causador de inflamações. Pra quem não sabe, celulite é fruto também do açúcar que ingerimos e é uma inflamação dos tecidos do nosso corpo.  Depois, tem os embutidos e as carnes industrializadas (as aves como chester e peru e também os presuntos, salames, linguiças) que vêm como uma quantidade imensa de sais e açúcares para fazê-los durar. Isso faz mal pra saúde da gente. Até mesmo o leite de caixinha, que eu reduzi muito na minha alimentação, me fez perceber que há dentro da embalagem tetrapack um produto bem diferente do que aquele que sai da teta da vaca para alimentar o bezerro. E esse liquido não é muito bom pra minha saúde, não! 

Sem exageros, pelo equilíbrio, pelo caminho do meio e sem me privar de comidas que me fazem feliz, hoje comecei uma alimentação mais adequada ao que acredito como saudável. 

Na pesquisa, descobri um chá, que fiz e gostei muito.  Que tal experimentar? 

Chá Anti-inflamatório



Ingredientes
5 gramas de sementes de erva doce
5 gramas de grãos de mostarda
5 gramas de canela em pau
1 litro de água

Modo de fazer

Leve a água ao fogo para ferver e quando começar a ebulição, desligue o fogo e despeje-a sobre os demais ingredientes. Tampe e deixe abafar por 10 minutos. Coe e deixe amornar pra consumir. 

Tome duas xícaras ao dia. 

Quer saber sobre outros alimentos que nos ajudam a desinchar e são considerados anti-inflamatórios naturais? Faça um comentário e deixe seu e-mail. Eu terei satisfação em trocar ideias sobre o que venho pesquisando desse assunto com você. 

Um grande abraço! 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Comida é sempre assunto

Lá em casa! 


Fevereiro é mês de Carnaval. Há quem queira cair na folia e também quem aproveita os dias para um descanso merecido. Dias quentes com aquela chuvinha (ou tempestade) esperada no fim da tarde, no verão, o astral é sempre pra cima. 

Na edição do mês da Revista Regional, além da alegria dos foliões tem também a alegria dos ituanos, já que é aniversário da cidade no dia 2. Por isso, há um cuidado especial dos editores da revista em falar sobre a história e o patrimônio dessa minha querida Itu natal. 

 coluna Lá em casa de fevereiro é sobre comida. Comer, falar de comida, escolher o que aprecia, pensar em receitas, ter lembranças de pratos que marcaram nossas vidas... Hummm... 

Leia a coluna que traz uma receita deliciosa de massa negra com camarões e aproveite a revista toda, que está comemorativa. 


Se preferir, leia o texto na íntegra aqui no blog mesmo. Compartilhe, deixe seus comentários. Um blog vive de quem o lê e compartilha opiniões. 



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sábado, 20 de janeiro de 2018

Gastronomia de luto: Paul Bocuse morreu



Aos 91 anos, Monsieur Paul, o chef dos chefs morreu hoje em sua casa perto de Lyon na França. 


Foto: Reprodução/internet: Diário de Pernambuco


Expoente da nouvelle cuisine, sinônimo de perfeição, bem como de arrogância e temperamento difícil, o chef Paul Bocuse foi inspiração e referência para o mundo da gastronomia por todo século 20. Agora ele será história. Quem é história, nunca morre.  

De certo, não terá muito tempo para descansar em paz. No céu estão a sua espera para que chefie o banquete. 


***

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Deixe-se surpreender


Nem tudo ou quase nada é do jeitinho que a gente planeja, sem tirar nem por. Mas isso é uma grande benção porque a gente pode sempre se surpreender positivamente.

Por exemplo, quando viajamos, em geral, projetamos alguma imagem na nossa mente, fruto de uma foto antes vista ou de uma associação de ideias vindas de memórias de outros lugares ou histórias,  e assim, esperamos encontrar naquele destino algo muito semelhante ao que pensamos. Quase sempre é diferente: a igrejinha não é da mesma cor, o coreto pode não existir ou ser maior ou menor do que imaginamos, o jardim está mais florido do que esperávamos ou ainda não tem aquela deliciosa sorveteria na pracinha.

Encontrar a realidade diante do que projetamos é fascinante se nos deixarmos ver com olhos de encantamento, nada de frustração. Imaginar paisagens faz bem pra gente tanto quanto encontrar novos lugares para ocupar nossa imaginação.




Estou em Brasília por uns dias, amanhã mesmo volto a São Paulo, mas confesso que me surpreendi novamente com essa cidade. Minha hospedagem desta vez é na beira do lago e, de perto, andando pela beira da água, parece que estou em Cuba. Não é incrível essa associação? Pois ela ocorreu tanto pra mim quanto pro Silas que está aqui comigo. Alguma semelhança nos trouxe tanto de Havana quanto de Varadero, talvez pelo tipo de construção à beira do lago, pela cor do céu ou pelo calor da noite estrelada. 

Nada como se deixar surpreender.

Eu vim a Brasília muitas vezes tanto para trabalhar quanto para visitar a família do filho do Silas que vive aqui com a mulher e agora com dois filhinhos, a linda Helena e o amado João, que nasceu há pouco mais de um mês. 



Nessas idas e vindas, já visitei museus, igrejas, fui ao Palácio do Planalto, à Esplanada dos Ministérios, ao Congresso, ao Itamaraty, à torre, enfim, fiz passeios de turista e de trabalhador. Desta vez, minha visão está bem diferente das demais. O lago é a grande referência visual da minha paisagem e isso me fez ver uma outra cidade, bem acolhedora e divertida. Pena que nem todos podem ter esse acesso porque as "praias" do lago não estão assim tão facilmente disponíveis para qualquer cidadão que as queira conhecer. Os donos dos terrenos nesses locais é que usufruem do que, no papel, é um espaço público, e muitos nem sabem que existe. Mas é fato que existe e é bonito demais.






Outra coisa que me surpreendeu em Brasilia, desta vez, foi a qualidade ruim dos serviços de alimentação diante dos preços praticados. 

Li uma matéria na semana passada que paulistano é um consumidor exigente demais, talvez seja esse o meu caso, porque (como sempre digo) sou paulistana por opção. Mas, por aqui, parece que se você quer uma comidinha básica de boa qualidade não vai encontrar com muita facilidade, a menos que aceite pagar por um prato um valor que, em São Paulo, o levaria a comer uma comida bem caprichada num restaurante da moda.

No domingo à noite, tentamos comer comida árabe. Santo!! Que coisa horrível. Um tal restaurante aberto com delivery foi a nossa grande decepção. Pra se ter ideia, eu que sou comilona e nunca deixo comida no prato, não consegui comer a esfirra do lugar porque era velha, rançosa, com uma massa de péssima qualidade. Esperamos muito para levar a comida e o arrependimento foi total!

Há exceções. Ontem, por incrível que pareça, resolvemos comer espetinhos num restaurante super simples na Vila Planalto. A comida estava muito boa: macaxeira cozida ao ponto, feijão tropeiro que não falava mal de ninguém e o churrasquinho honesto, tanto o de linguiça quanto o de carne e o de kafta. Tudo muito barato diante do que comemos, pode acreditar! 

Depois, no posto de gasolina, na loja de conveniência, descobrimos um picolé natureba também nos fez bem felizes, apesar do preço não ser de picolé... No palito, estava gravado picolé do Robson. Valeu a pena conhecer. Fiquei com vontade de repetir.

O lance então é se deixar surpreender. Abrir o coração para a alegria de viver e ser feliz, mesmo que pareça um pouco difícil.  Experimente!


*****

Serviço: Restaurante Esquina do Lago e Espetinho 
Vila Planalto Acamp DFL - Brasília, DF, 70803-170 -  Tel: (61) 3306-3327

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Duas Ritas para falar de comida



Quase sem tempo porque essa semana tive uma tremenda dor de dente que me atrapalhou os planos, quero só registrar minha ida ao evento DMA, Dia Mundial da Alimentação, ontem, 26/10 (ainda está ocorrendo hoje), na Faculdade de Saúde Pública (FSP) de São Paulo em Pinheiros. A data comemorativa é 16 de outubro. 

Participei somente durante a manhã, quando duas Ritas tiveram papeis protagonistas. 


Primeiro, houve um bate-papo mediado pela jornalista Thássia Alves no qual participaram a Rita Lobo, do Panelinha, e o professor Carlos Monteiro, da FSP.  Em seguida, houve uma apresentação musical e, lá pelas onze, Ana Rita Suassuna puxou uma conversa sobre os sabores sertanejos



Guia Alimentar para a População Brasileira



Rita Lobo
vem sendo a grande "embaixadora" da ideia de comer comida de verdade aqui no Brasil e o professor Monteiro é o coordenador dos estudos que levaram à produção do Guia Alimentar para a População Brasileira


Juntos, eles e uma equipe multidisciplinar que conta com jornalistas, médicos, nutricionistas e pesquisadores da saúde, vêm trabalhando para promover a conscientização sobre a importância da culinária e de comer comida mesmo, aquela feita em casa. 


Você conhece o guia? Sabe do que se trata? 




Eu confesso que não conhecia em profundidade, só tinha ouvido a respeito, já que acompanho muita coisa que a Rita Lobo faz. 

Desde ontem, perdi o preconceito que tinha antes porque achava que um guia de alimentação seria muito fechado e cheio de regras castradoras.  Quando li, vi que é o contrário. "É libertador!", parafraseando a própria Rita, especialmente, para os que não tem tanta familiaridade com alimentos, que não é o meu caso.  

No mínimo, essa é uma boa causa para se envolver. Eu acredito em comer comida de verdade. De verdade! Isso muda a vida das pessoas pra melhor. 

Foi Ana Rita Suassuna, pesquisadora de comida sertaneja, quem fechou a manhã. Numa fala tão franca e fluida sobre a cultura alimentar do sertão nordestino ela, literalmente, emocionou o público. 

Sei que isso vale um post inteiro e exclusivo, mas, hoje o tempo é curto. 

Só pra não dizer que não falei das flores, conto um pouco. 

Ela deu uma aula de gastronomia (sem muita pretensão de fazê-lo) sobre significados culturais e sociais embutidos na comida, partindo da narrativa de poesias de repentistas do sertão que mencionam alimentos. Para explicar, se valeu de experiências de sua própria vida, já que ela é nascida e criada no Vale do Pajeú, na região norte do estado de Pernambuco. 

Ana Rita Suassuna  é prima do escritor Ariano. Pois ela terá seu post exclusivo. Promessa! 

Por agora é isso. Não deixe de dar uma olhada no guia de alimentação.  Se puder, leia com atenção, entenda porque e como foi feito. Recomendo muito! Acho que depois que você ler, vai recomendar também. 

Até mais. Bom fim de semana! 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Comida de uma panela só

#semdesperdicio


Já contei aqui que adoro comida que não suja muitas panelas? É! Aquele tipo de preparo que basta uma panela e dá pra cozinhar tudo. Ou quase tudo. 

Também tem certa fixação por não jogar alimentos fora, isto é, descartar alimentos, pra mim, é crime. Acho que a gente tem que se planejar para não desperdiçar nada, especialmente, porque há tantas pessoas que têm tão pouco e é um tremendo absurdo jogar comida no lixo. 

tags: arroz de forno, comida caseira, aproveitamento de alimento, sem desperdício

Por isso, de vez em quando eu faço aquela limpa geral na geladeira, na fruteira, na despensa e vou aproveitando os restinhos, os alimentos que estão desparceirados, os que sobraram no fim do pacote e, principalmente, os que estão por vencer. 

Essa é uma prática que aprendi com a minha mãe e a minha avó, mãe dela. Com um pouco de criatividade os alimentos que sobraram ontem podem ser transformados em boas refeições hoje. 

Nem sempre o resultado é uma maravilha a ser vangloriada, mas, acredite sabendo juntar alguns itens e usando algumas técnicas, dá certo. Por exemplo, cortar os legumes a serem cozidos conjuntamente em medidas que se assemelhem para terem cozimento por igual é uma técnica. No entanto, se for reaproveitar um ingrediente que já estava pronto num preparo que levará alguns outros ainda não cozidos, somente ao final do cozimento é que os primeiros devem ser adicionados. 

Transformar o picadinho de carne ou o feijão já cozido em caldo de sopa são práticas absolutamente corriqueiras no meu dia a dia.  E o arroz cozido em massa de pizza? Pra quem não sabe como fazer aqui tem a receita. 

Entretanto, tem texturas que não se dão bem quando misturadas, há sabores que não conversam entre si. Aí, a soma dos fatores pode resultar numa subtração de sabor ao final.  Contudo, para quem não tem grande familiaridade com as panelas, os temperos e ingredientes, é preciso se arriscar. Só assim dá pra aprender o que combina e o que não. 

Nesta semana, na segunda, chegaram aqui em casa para ficar por um tempo, o Arthur e a Bruna. Quando a casa tem mais gente, dá aquela boa sensação de família reunida e a vontade de fazer comida de casa aumenta porque a ideia é aconchegar os que estavam longe enquanto estão perto. 

Por isso, na terça-feira, fiz um arroz de forno com os ingredientes que tinha à mão. Embora tenha sido do esquema que mencionei, ou seja, fazendo a limpa da geladeira e da despensa, deu super certo. 

Por isso, compartilho a receita. 


Arroz de forno 






Ingredientes

2 colheres (sopa) de azeite 
1/2 cebola pequena picada 
1 dente de alho esmagado
250 gramas de peito de frango sem osso em cubos pequenos
2 cenouras picadas em cubinhos 
1/2 abobrinha picada em cubinhos
3 tomates médios sem pele picados em cubinhos
1 colher (sopa) de curry
1 colher (chá) de molho de aji (opcional)
Sal e pimenta do reino
2 xícaras (chá) de arroz branco cru
4 1/2 xícaras (chá) de água
2 ovos cozidos picados em pedacinhos pequenos (quase esfarelados)
50 gramas de queijo parmesão ralado


Modo de fazer

Leve ao fogo uma panela grande. Quando estiver aquecida, derrame o azeite e acrescente a cebola, o alho e o frango. Deixe refogar. Quando estiver bem corado, junte os cubos de abobrinha, cenoura e tomate, o curry e o molho de aji.  Mexa todos os ingredientes da panela, fazendo os legumes suarem, isto é, até que exalem bastante cheiro pelo ambiente. (Ah! que prazer eu sinto nessa hora do preparo!)
Então junte o arroz, refogue bem. Tempere com sal e pimenta do reino. Cubra com a água. 
Baixe o fogo e deixe cozinhar até que o arroz esteja quase pronto, ainda al dente. 
Retire do fogo, transfira tudo para uma travessa refratária, acrescente os ovos cozidos e leve ao forno pré-aquecido a 200 graus com o queijo parmesão polvilhado em cima.  Mais 10 minutos de forno e pode servir. 

Dicas: 

Não cubra o arroz com papel alumínio para ir ao forno. Deixe a parte superior do prato ficar um pouquinho ressecada. Isso tem gosto de comida da avó da gente, não tem?  

Sirva após uma salada verde de entrada. 

Regue um fio de azeite e polvilhe um pouco mais de queijo. 

Se gostar, antes de levar ao forno, polvilhe com farinha de rosca misturada a um pouco de queijo parmesão e bastante cebolinha picada.


Para acompanhar: Suco de fruta, pode ser uma limonada feita com limão cravo. Além disso, a companhia dos filhos, sobrinhos, marido ou esposa, amigos queridos, da mãe, do pai... de quem quer que seja que lhe faça se sentir bem e com quem goste de compartilhar a mesa.  Afinal, esse é um ritual sagrado! 

À noite, caso sobre arroz, use-o para uma canja. Vai ficar bem amarelinha, mas, com certeza, deliciosa! 

Bom fim de semana. 

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Goulash - Comida Húngara




Como contei tempos atrás, ainda antes de viajar,  nas últimas férias de julho estive no Leste Europeu. Fomos para Praga, Viena e Budapeste, sendo que parte desse trajeto, entre as duas últimas cidades, fizemos de bicicleta. Sim! Foi um trajeto de 370 quilômetros pedalando.  

Para o Silas, que é um ciclista, um verdadeiro passeio, pra mim, houve, devo confessar, certo esforço que compensei com o uso de uma e-bike.  Foram seis dias de sol, campos de trigo e girassóis floridos, cidadezinhas bonitas e históricas. Na memória os melhores registros dos cheiros, cores, conversas e, claro, dos sabores que experimentamos. 

tags: comida húngara, goulash, gulash

Entre eles uma comida húngara deliciosa que é até bem conhecida aqui no Brasil: goulash. Para mim, parece mesmo comida caseira. Na minha casa, com alguma variação, com frequência havia esse tipo de cozido, só que sem a páprica, marca registrada da comida na Hungria. 

Semana passada, tive convidados aqui em casa para comer. Então testei algumas receitas de goulash e acho que cheguei a uma adaptação satisfatória. Por isso, decidi dividir aqui com os leitores. 

Goulash

Ingredientes

1 quilo de acém picado em cubos de 1,5 centímetros
300 gramas de copa lombo picado em cubos de 1,5 centímetros
2 cebolas médias cortadas em brunoise*
2 dentes de alho amassados
100 gramas de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de azeite de oliva 
1 quilo de tomates sem pele cortado em cubos (não precisa tirar as sementes)
2 colheres (sopa) de páprica picante
1/2 colher (sopa) de cominho em pó
4 batatas médias cortadas em cubos de 1,5 cm
2 cenouras médias cortadas em rodelas de 1,5 cm de espessura
1 litro de caldo de carne
Sal e pimenta do reino
20 gramas de salsa picada 
Opcional:  300 gramas de cogumelos (paris ou shitake) cortados ou separados como pétalas e 1 colher (sopa) de manteiga

Modo de fazer 

Tempere com sal e pimenta e polvilhe a farinha de trigo nas carnes de vaca e porco picadas. 
Aqueça o óleo de oliva numa panela alta, acrescente as carnes e deixe fritas até grudar levemente no fundo da panela. Solte-as com cuidado e reserve. 
Acrescente mais um fio de azeite à panela quente e refogue a cebola e o alho, em seguida, inclua a páprica e o cominho para, logo depois, incluir também os tomates picados.  Deixe refogar bem. 
Volte as carnes à panela, baixe o fogo, acrescente cerca de 750 ml do caldo. Mexa bem para desprender do fundo da panela e deixe cozinhar por cerca de 2 horas e meia com a panela semi-tampada. O molho estará espesso nesse ponto. 
Então, acrescente as batatas e cenouras, além do restante do caldo. Tampe a panela e deixe que os legumes. 
À parte, refogue os cogumelos na manteiga. 
Ao fim do cozimento, corrija o sal e acrescente os cogumelos. Sirva bem quente. 

Como servir: 

Sirva no pão redondo como se fosse uma panelinha. Se gostar, acrescente uma colher de sour cream (receita neste post) e polvilhe salsinha picada. 

Pode ser servido também com arroz branco ou com espinafre. 

Uma boa opção e que é muito comum na Hungria é servir com uma massa caseira que parece um nhoque pequenino feito de farinha de trigo. 

Para harmonizar, sugiro vinho tinto, de preferência um cabernet sauvignon que não vai brigar com a acidez do molho de tomate com páprica. 

Prometi que escreveria sobre a viagem e vou fazer isso. A viagem de bicicleta vale vários posts. Posso garantir.  Aguardem!  



*brunoise - corte em cubos de 3 mm