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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Bordeaux: tradição e excelência na produção de vinhos


Parceria Viva o Vinho


  





Apesar de ser um dos mais prestigiados e antigos produtores mundiais de vinho, demoramos para trazer a França como tema de um evento da Confraria Viva o Vinho.  

Comprar um vinho francês não é tarefa simples para nós, brasileiros. Além do preço da grande maioria ser um tanto elevado, a imensa variedade de regiões e sub-regiões, o fato de geralmente não trazer as uvas no rótulo e as denominações completamente diferentes de outros países são alguns dos fatores que afastam grande parte das pessoas dos vinhos franceses.Mas é impossível falarmos de vinho sem visitarmos a França pelo menos uma vez. Por isso,  vamos fazer uma imersão na região de Bordeaux – uma das regiões mais importantes do mundo na produção de vinhos – e desta vez teremos mais de um post, devido ao grande volume de informações. Vamos começar nossa viagem?



Tradição e qualidade


Saint-Émilion, Bordeaux, França


























Não é por acaso que, quando se busca uma referência em termos de vinho de qualidade, França é o primeiro nome que vem à cabeça. Uma série fatores contribuem para isso: a grande variedade de climas e solos de seu vasto território (a França é o segundo maior país da Europa, atrás apenas da Rússia); uma gama de variedades de uvas de alta qualidade, caráter e adaptabilidade; e sua longa história ligada ao vinho.
Dentre as diversas regiões do país produtoras de vinho, Bordeaux é, sem dúvida, a de maior prestígio e, ao mesmo tempo, a que abriga o maior número de vinhos de alta qualidade. Posicionada no litoral sudoeste da França, Bordeaux é uma região entremeada pelos rios Dordogne e Garone, que, ao se encontrarem, dão origem ao Gironde (maior e mais influente que os demais). Seu próprio nome faz referência aos rios (Bordeaux deriva da expressão francesa “au bord de l’eau”, que significa “ao longo das águas”).

Nenhuma região vinícola do mundo produz tantos vinhos de alta qualidade como Bordeaux. A maioria deles são tintos, mas sub-regiões como Sauternes e Barsac produzem vinhos brancos consagrados em todo o mundo.



Terroir perfeito


Talvez a abundância de águas, tanto dos rios quanto do mar, seja um dos maiores atributos de Bordeaux. Além de amenizar o clima da região, as águas provêm melhor ambiente para o desenvolvimento das videiras.

Um antigo ditado de Bordeaux diz que os melhores vinhedos “podem ver o rio”, regiões onde o solo é formado por cascalho e pedras, perfeito para a drenagem da água. A maioria dos principais produtores bordaleses está exatamente nessas localidades.


Os vinhedos de Bordeaux são, em geral, planos e estão em baixa altitude, e os solos bem drenados. Entretanto, a composição desse solo apresenta variações, conforme a localização. E aí começam a ser refletidas as diferenças entre os vinhos de cada “margem”.


Na margem esquerda do Garonne e do estuário do Gironda predominam os solos arenosos misturados a cascalho (“graves”, em francês, que dá nome a uma região de Bordeaux cujo solo possui um grosso substrato de cascalho). No outro lado, ao longo da margem direita do Dordogne e do Gironda, a variedade é maior: argila, calcário, areia e cascalhos aparecem em diferentes trechos e muitas vezes se misturam. Já entre os rios Garonne e Dordogne, na área conhecida como Entre-deux-mers (“entre dois mares”), a composição do solo é basicamente argilo-calcária – um solo mais fértil que acaba prejudicando as videiras.

Devido à influência da corrente do Golfo, quente, e à proximidade do amplo estuário do Gironda, o clima é bastante ameno, temperado oceânico, sob medida para a produção de vinhos que se destacam mais pela sutileza do que pela potência.



Bordeaux beneficia-se, ainda, da Corrente do Golfo, que traz águas quentes do Caribe para o norte da Europa, estendendo a estação de crescimento das plantas e amadurecimento dos frutos, reduzindo o risco de incidência de geadas. Em contrapartida, a proximidade do Oceano Atlântico eleva a incidência de chuvas e umidade. Por isso, embora a floresta de Landes e as dunas de areia da costa protejam as áreas de vinhedos dos ventos mais fortes e ajudem a estabilizar a temperatura, a variação das safras é um fator importante quando falamos de vinhos bordaleses, embora os grandes produtores consigam mais homogeneidade de qualidade de seus vinhos por meio da rígida seleção das uvas.

A umidade é mais elevada nas regiões à beira dos rios próximas à floresta de Landes, como Sauternes: graças a isso, as uvas brancas são atacadas pelo fungo Botrytis cinérea, responsável pela desidratação das uvas que produzem o vinho doce mais valorizado do mundo.


Mais de 2 mil anos de história



A história dos vinhos em Bordeaux data de cerca de 2 mil anos atrás, tendo seus primeiros registros no tempo dos romanos, quando algumas vinhas foram plantadas na região. Mas os vinhos de Bordeaux entraram para o hall da fama na Idade Média, quando a duquesa francesa Eleanor de Aquitânia casou-se com o rei da Inglaterra, Henrique II. Essa aliança viria a abrir a região de Bordeaux para o mercado inglês, estimulando seu rápido desenvolvimento e, anos mais tarde, ajudando o mundo a descobri-la.

O primeiro produtor de vinhos de Bordeaux de que se tem notícia foi o poeta latino Décimo Magno Ausônio, que viveu aproximadamente entre os anos 310 e 395. Foi Ausônio o primeiro autor a mencionar o cultivo de videiras e enaltecer os vinhos na região (o Château Ausone foi nomeado em sua homenagem).


Registros históricos indicam que, naquela mesma época, a viticultura teria se consolidado no local e nos arredores, sob domínio de Roma. Mais tarde, quando caiu o Império Romano, pouco se soube sobre Bordeaux. A retomada se deu no reinado de Carlos Magno, que teria tido grande interesse em Fronsac. A partir do século XI, com a expansão econômica da Europa, a demanda por vinho se intensificou. O novo porto de La Rochelle, no norte de Bordeaux, trouxe riqueza para a região e, no século XII, tanto a produção quanto o comércio de vinhos aumentaram.


Entretanto, como falamos antes, a grande virada de Bordeaux deu-se sob domínio inglês. Em 1152, Eleonora da Aquitânia, filha de Guilherme X, casou-se com Henrique de Plantagenet, coroado como Henrique II, em 1154. Os territórios de sua esposa haviam sido adquiridos por Henrique II e, com isso, boa parte do oeste da França ficou sob administração inglesa (situação revertida apenas em 1453, com o final da Guerra dos Cem Anos). Para conquistar a confiança da população local, o governo inglês favoreceu as vendas de vinhos de Bordeaux no mercado inglês, dando isenção ao imposto de exportação cobrado no porto. Com isso, os vinhos da região conquistaram o mercado da Grã Bretanha, que comprava mais de um quarto do total da produção.



Mesmo com a reconquista da região pela França, em 1453, o comércio de vinho com a Inglaterra continuou, já que o “claret” – nome dado pelos britânicos ao vinho de Bordeaux por sua coloração rubi clara – havia conquistado reputação. Com o fim do domínio inglês, os comerciantes holandeses passaram a dominar a compra do vinho da região. Foram os holandeses, aliás, os responsáveis pela drenagem dos pântanos que dominavam o Médoc, no século XVII. A mudança no gosto dos consumidores ingleses, que queriam vinhos mais concentrados, e a ocupação destas terras drenadas por vinhedos definiram a identidade atual do vinho tinto bordalês.


A segunda metade do século XIX foi bastante agitada na região: enquanto surtos de míldio e filoxera derrubavam a produtividade e a qualidade, a classificação de 1855 feita pelo Syndicat de Courtiers estabelecia os melhores vinhos de Médoc e Graves, estabelecendo denominações que duram até hoje praticamente inalteradas. A delimitação do departamento da Gironda e o estabelecimento da Appellation Controlée em Bordeaux só viriam depois, em 1911 e 1936.


Mas isso já é assunto para outro post. Aguardem, ainda nesta semana!

Texto escrito por Renata Pacheco Tavares -  Publicado no site vivaovinho.com.br em 26/09/2016.





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Parceria Blog da Gavioli e Viva o Vinho 



Em 2016, no segundo semestre, quando fazia aulas de Estudos de Bebidas com o professor Gerson Bonilha, pesquisando sobre vinhos na internet, encontrei um texto excelente redigido pela Renata Pacheco Tavares sobre vinhos de Bourdeaux. Fiquei encantada. 

Como é comum, uma publicação puxou outra e cheguei ao blog Viva o Vinho, uma produção conjunta da Renata e do Emanuel Alexandre Tavares, marido dela. Desde então, de tempos em tempos, me comunico com a Renata e nunca mais deixei de acompanhar o trabalho deles sobre vinhos.

Esta semana fizemos uma parceria para publicar aqui no Blog da Gavioli o material que eles produzem. Tenho certeza de que todos os leitores do blog só têm a ganhar devido ao maravilhoso conteúdo que o Viva o vinho publica. 

A cada quinzena uma nova postagem ficará em destaque aqui no blog. Aproveitem!!! 


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Curta a página do blog no Facebook: @blogdagavioli 

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Primavera: qual o melhor vinho para essa época?

Participação Especial - Parceria do Clube dos Vinhos 




A primavera é inegavelmente a estação mais charmosa do ano, onde as paisagens ficam mais alegres, as montanhas e campos mais floridos e tudo parece se renovar nesse período. É uma época excelente para apreciar um bom vinho, mas qual será a melhor opção para se degustar? Pois não está tão frio como no inverno e nem tão quente como no verão, portanto essa escolha passa por uma linha muito tênue e requer muitos cuidados para escolher a uva correta. Confira abaixo algumas dicas de como escolher um bom vinho para apreciar nessa reta final da primavera.

Vinho rosé, os reis da estação das flores:


A primavera é a segunda estação mais quente do ano e por isso requer vinhos mais leves e refrescantes, servidos normalmente em uma temperatura mais baixa.  O rosé atende muito bem essa demanda, sendo um vinho muito leve, de paladar agradável e servido em temperaturas em torno de 6° a 8° Celsius. É definitivamente o vinho perfeito para a primavera, pela sua cor característica, seu frescor e aroma inigualável.

O vinho rosé pode ser definido por alguns sommeliers como um coringa para essa estação do ano, pelo fato de harmonizar muito bem com pratos mais leves, tais como: aves, peixes, grelhados leves, legumes, frutos do mar, saladas, que são exatamente os produtos mais consumidos no período da primavera, bem diferente do inverno onde são consumidos mais carnes e massas, harmonizando em sua grande maioria com os tintos mais robustos e encorpados.

Os vinhos brancos e espumantes:


Os vinhos brancos também podem participar das ceias na primavera, mas há algumas pequenas restrições em seu uso, pois em sua grande maioria são servidos no verão, onde a temperatura externa se encontra muito mais quente do que na primavera, porém isso não é exatamente uma regra.

Os vinhos brancos e espumantes são servidos também em uma temperatura de 6° a 8° Celsius, harmonizam muito bem com saladas, frutos do mar e peixes e propiciam um frescor e leveza ao paladar. Suas principais características que o habilitam a serem consumidos na primavera, são: sua acidez e frescor, que quando servidos em baixas temperaturas potencializam o sabor dos alimentos, propiciando uma experiência inesquecível para o consumidor.

Outra faceta muito importante dos vinhos brancos e espumantes é sua excelente harmonização com sobremesas e frutas, muito consumidas na primavera. Você pode combina-los facilmente com tortas de maçã, tortas de pêssego, strudel, salada de frutas, morangos, amoras, entre outros.

Vinhos tintos:


Os vinhos tintos realmente não são as estrelas da primavera, mas algumas variedades cumprem bem o seu papel em estações mais quentes e podem ser muito bem harmonizados com grelhados leves e aves. Variedades como o pinot noir e assemblage, por exemplo, podem ser amplamente utilizados em épocas mais quentes, servidos em temperaturas entre 10° a 12° Celsius. Não é recomendado servir esse tipo de vinho em temperaturas abaixo dos 10° Celsius, pois isso alterará significativamente sua estrutura e prejudicará o seu sabor. Uma dica, nunca tente utilizar vinhos tintos mais encorpados e envelhecidos, pois eles definitivamente não combinam com estações mais quentes e infelizmente promoverão uma experiência ruim ao seu paladar.

Enfim, a primavera é uma excelente estação para descobrirmos novas possibilidades, experimentarmos combinações diferentes e apreciarmos pratos e vinhos mais leves. Por isso sugerimos que faça um teste e descubra novos sabores que a estação das flores pode lhe reservar. Saúde!



Sobre a autoria do texto:


Esse texto foi produzido por Clube dos Vinhos, um clube de assinatura de vinhos


Clube dos Vinhos -  Você se associa e tem vantagens especiais. Uma delas é receber todos os meses uma seleção de garrafas de vinhos escolhidos por quem entende do assunto. Para quem é apaixonado por vinho, a cada mês uma boa surpresa. Para quem está aprendendo, uma grande oportunidade de fazê-lo a partir da melhor degustação. 

Serviço:

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Pontuação de vinhos: saiba o que é e como funciona


Participação Especial - Parceria do Clube dos Vinhos 



Com diferentes produções de vinho em todo o mundo e os diferentes tipos de vinho, pode ser difícil identificar quais são os melhores e quais devem ser evitados. Pensando nisso foi criada a  pontuação de vinhos, que é um sistema bastante eficiente.


O que é a pontuação de vinhos?


A pontuação de vinhos é um sistema que ajuda a identificar a qualidade de um rótulo mediante a avaliação de características técnicas. Os pontos são dados por degustadores que avaliam características como gosto, sabor e aparência e que preenchem uma ficha de acordo com diferentes características técnicas. 
Quanto mais alta for a pontuação de um vinho, significa que maior é a sua qualidade e melhor é a sua procedência.


Por que a pontuação de vinhos foi criada?


Com a globalização, vinhos de diferentes rótulos e cortes passaram a ser produzidos em todo o mundo, inclusive fora de suas regiões de origem. Sem o sistema de pontuação de vinhos seria impossível – ou bem mais difícil – saber se um vinho possui ou não qualidade.


Pontuação de vinhos é um sistema global


Uma das grandes vantagens da pontuação de vinhos é que ele é um sistema global e que é feito de maneira idêntica em todo o mundo. Como existe um padrão, há a garantia de que todos os vinhos pontuados passaram pela mesma avaliação e que foram avaliados sob o mesmo critério.
Isso garante uma confiabilidade muito maior para os resultados porque um vinho pontuado no Chile certamente passou pelo mesmo processo que um vinho pontuado na França. Sem a necessidade de conversões ou dúvidas fica muito mais fácil conhecer a qualidade de um vinho onde que você esteja ou de onde quer que ele venha.


Obrigatoriedades da pontuação de vinhos




Como é um sistema global, consagrado e confiável, a pontuação de vinhos possui algumas obrigatoriedades para a sua realização. A realização criteriosa da avaliação permite que o sistema seja confiável e, com isso, as principais obrigatoriedades são:


Avaliadores precisam ter credibilidade


O ponto fundamental é que os avaliadores tenham credibilidade para avaliar os vinhos de maneira idônea, técnica e precisa. Assim, os avaliadores não podem estar a serviço de produtores ou lojistas, mas também não podem ser amadores na arte de degustação de vinhos.


Avaliação é feita às cegas

Outra necessidade para que a avaliação seja confiável é que ela precisa ser feita às cegas, ou seja, os avaliadores não podem saber de qual vinho se trata. Isso permite que os avaliadores levem em consideração apenas as características importantes de cada vinho, sem se deixar influenciar pelo peso do nome do produtor, por exemplo.


As fichas devem ser padronizadas

As fichas de avaliação técnica dos vinhos devem ser padronizadas e ser utilizadas concomitantemente à avaliação. Isso permite que se tenha uma metodologia unificada na avaliação de vinhos, garantindo a equivalência entre as notas.

A pontuação de vinhos serve para qualificar diferentes vinhos e lançar uma luz sobre sua qualidade. Com isso, a pontuação pode fazer com que vinhos se tornem mis conhecidos e que ganhem prestígio, além de permitir ao consumidor saber a qualidade do que está ingerindo.

Quer saber mais detalhes? Veja o post Pontuação do Vinho: por que e pra que? Do Clube dos Vinhos!

Sobre a autoria do texto: 
Clube dos Vinhos -  Você se associa e tem vantagens especiais. Uma delas é receber todos os meses uma seleção de garrafas de vinhos escolhidos por quem entende do assunto. Para quem é apaixonado por vinho, a cada mês uma boa surpresa. Para quem está aprendendo, uma grande oportunidade de fazê-lo a partir da melhor degustação. 

Serviço: 
Vinitude - Clube dos Vinhos - www.clubedosvinhos.com.br
Telefones: em São Paulo, 11 3522-8085 / no Rio de Janeiro,  21 2235 3968.


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sábado, 5 de setembro de 2015

Acessórios para vinhos e suas funcionalidades

Participação Especial: Clube dos Vinhos 


O universo dos vinhos é encantador. Terroirs, uvas, harmonizações e, por que não, acessórios. A bebida proporciona uma verdadeira viagem aos seus amantes! Hoje, iremos mostrar alguns acessórios e suas funcionalidades para tornar a sua experiência com vinhos ainda mais interessante!

Os acessórios podem ser úteis para carregar vinhos, como bolsas térmicas ou mochilas e até mesmo cestas ou abridores mais modernos. Além disso, alguns desses utensílios também podem auxiliar para uma melhor degustação e aproveitamento da bebida :

Decanter

Dependendo do vinho que se vai beber, a utilização do decanter (ou decantador) é requisitada para separar sedimentos do líquido e  oxigenar a bebida, fazendo com que a mesma “respire” e permitindo assim a saída de aromas presentes na garrafa, o que  facilita o paladar na hora da degustação.

Bombas de extração de ar (vácuo)

Como esse acessório conseguimos extrair todo o ar da garrafa já aberta e preservar suas propriedades por muito mais tempo.Também possui a capacidade de extrair o oxigênio do vinho, assim que a garrafa é aberta. O uso da bomba pode conceder  uma “sobrevida” de 48 horas ao vinho, fazendo-o render bem mais.

Adega climatizada

Muito importante no papel de conservar o vinho, essas adegas climatizadas são uma verdadeira mão na roda para evitar que o vinho azede ou estrague por conta da incidência da luminosidade no local onde estiverem.

Termômetro

Um dos requisitos para degustar um vinho é ele estar em temperatura ambiente e, assim, a temperatura não interferir no sabor do vinho. Com a ajuda do termômetro é possível verificar se a temperatura está ideal para consumir a bebida naquele momento ou não.

Kit de Aromas

Estes acessórios entram mais para a categoria de “enfeites” do que indispensáveis pra se apreciar o vinho. São ótimos para reconhecer as frutas originárias de cada país onde foram os vinhos foram produzidos. Podem ser um pouco caros, mas vale a diversão!

Abridores

São enormes as variedades de abridores, que vão dos mais tradicionais aos mais modernos. Estes sim são mais do que necessários para abrir a garrafa com segurança e delicadeza, preservando a bebida.


Bolsa de vinho

As bolsas são ótimas para transportar o vinho com segurança para alguma ocasião, seja uma festa ou uma viagem. As térmicas são melhores ainda, pois contribuem para conservar e preservar o vinho.

Corta-gotas

Este utensílio serve para evitar, quando o vinho for aberto, que gotas respinguem e sujem a toalha de mesa em alguma ocasião especial, além de evitar que os respingos corram pela garrafa, sujando-a.


Este conteúdo foi oferecido por Clube dos Vinhos, um clube de assinatura de vinhos, no qual você recebe mensalmente vinhos com terrois autênticos de pequenas vinícolas ao redor do mundo! 

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Sobre a autoria do texto: 
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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Qual a temperatura ideal para degustar um vinho?


Participação: Vinitude - Clube dos Vinhos


Todo mundo sabe que eu adoro uma comemoração. Sempre invento um jeito de brindar. Então, pra comemorar a semana de aniversário, não poderia haver participação mais oportuna do que a dos que sempre nos ajudam a brindar com mais propriedade e sabedoria: Vinitude - Clube dos Vinhos, a primeira parceria do Blog da Gavioli

Hoje, a ideia é desmistificar qual a melhor temperatura para se servir o vinho. Vinto tinto se toma sem gelo? Vinho branco só gelado? 


Quanto mais a gente aprende, melhor é o brinde! 


 As temperaturas ideais para degustar um vinho





Consumir um vinho em temperatura errada pode ser um verdadeiro crime,  pois a temperatura influencia em sua apreciação e pode alterar características básicas, ajudando a determinar  se gostaremos ou não do vinho em questão.


Como a temperatura ideal de cada vinho pode variar, gerando confusão nos leigos e causando problemas na hora da degustação, vamos listar quais são as temperaturas ideais para se degustar vinhos, dando opções para as variedades mais comuns que são encontradas em adegas e mercados de todo o país.

A importância do termômetro de vinhos

Antes de falarmos das temperaturas ideais para se degustar um vinho, vamos falar de um instrumento de extrema importância para este ato tão nobre: o termômetro de vinhos.

Sem um termômetro de vinhos fica muito mais difícil conseguir determinar qual é a temperatura da garrafa antes de abri-la e, com isto, conseguir acertar a temperatura ideal que o vinho em questão exige para entregar o seu melhor.

Portanto, procure comprar um termômetro de vinhos para medir com precisão a temperatura das garrafas e, assim, conseguir com que seus vinhos sejam sempre servidos dentro do que se entende por temperatura ideal para a variedade em questão.

Vinhos brancos 

Estes vinhos normalmente pedem temperaturas mais baixas, já que são mais refrescantes, especialmente os espumantes, portanto, tenha em mente que eles deverão ser servidos depois de passar um tempo no refrigerador.

Temperatura ideal:  Vinhos brancos normalmente pedem temperaturas entre 15°C e 18°C, mas para variedades espumantes,  é mais indicado que a temperatura fique entre 4°C e 8°C.


Vinhos tintos

Os vinhos tintos costumam ser servidos em temperatura ambiente, especialmente nas épocas mais frias do ano, mas o ideal é colocá-lo no refrigerador para que atinja uma temperatura mais fresca.

Temperatura ideal: Normalmente, a garrafa de vinho tinto deve ser servida com temperatura entre 13°C e 18°C, sendo que esta variação depende do tipo de vinha, pois há variedades que precisam de temperaturas mais amenas para entregar seu melhor, ao passo que há outras que necessitam de um pouco mais de frio para dar o que realmente se espera.

Como determinar a temperatura ideal de cada tipo de vinho?

No entanto, é possível determinar, especialmente quando estamos falando de vinhos tintos, temperaturas mais especificas para tipos de vinhos de acordo com sua idade e com sua produção.

Vinhos mais jovens, que são vinhos normalmente mais baratos, costumam ser servidos em temperaturas mais baixas, variando entre 11°C e 14°C, ao passo que vinhos mais encorpados precisam de temperaturas entre 15°C e 17°C.

Já os vinhos Reserva, que quase sempre são vinhos mais caros e mais maduros, a temperatura deverá variar entre 16° e 18°C, pois é nesta faixa que eles conseguem expor todo o seu esplendor.



Boa degustação!

Esse post foi uma colaboração do Clube dos Vinhos, um clube de vinhos online por assinatura que envia mensalmente seleções de vinhos especiais e autênticos. Todos os vinhos citados estão disponíveis no e-commerce do Clube, o Vinitude.

sexta-feira, 6 de março de 2015

O sopro de novidade do vinho orgânico


Participação Especial: Clube dos Vinhos 



Cada vez mais tem crescido a preocupação das pessoas e dos produtores para com a agricultura e também com a procura de métodos que possam torná-la mais produtiva e, principalmente, mais sustentável.

Surgem cada vez mais produtos de origem orgânica nas prateleiras dos supermercados de todo o Brasil, que são resultado de processos agrícolas menos agressivos, mais naturais e que não utilizam agrotóxicos, entre outras coisas.

Como o vinho tem se tornado a bebida que mais cresce em consumo no país inteiro, ele não poderia deixar de estar presente nesta onda de produtos orgânicos e,  com isso, vinhos orgânicos começam a surgir, com boa qualidade e com maiores preocupações para com a sustentabilidade da produção de vinhos.

Os vinhos orgânicos já representam 4% da produção de vinhos mundial, portanto, vamos conhecer um pouco mais de perto como se dá a produção dos vinhos orgânicos, procurando, entre outras coisas, dar algumas dicas de vinhos deste tipo para serem apreciados e dando dicas de como proceder na hora de fazer a degustação de vinhos deste gênero.

Como se dá o processo


Basicamente,  os vinhos orgânicos não são produzidos com uvas que utilizam inseticidas químicos e tentam não empregar conservantes. Há grupos de produtores que defendem a ideia de manter os processos de produção de vinhos totalmente livres de qualquer intervenção química e que não seja natural, para ter menos impacto no meio ambiente, e conseguir ter como resultado uma bebida mais “natural”.

Na verdade, o processo de produção dos vinhos orgânicos difere dos processos convencionais pelo fato de que produtos químicos, adubos industrializados e fertilizantes não são utilizados na hora de se fazer o cultivo das uvas.

No que diz respeito ao restante do processo para se chegar até a bebida que conhecemos, pouca coisa muda, já que praticamente todas as fases do processo são mantidas na hora de se produzir um bom vinho orgânico.


Mais sabor



Para quem procura por vinhos diferenciados para degustar, os orgânicos são excelentes opções, já que, para muitos especialistas, eles podem representar um passo para melhorar e aprimorar ainda mais o sabor dos vinhos futuramente.

No Brasil, a produção de vinhos orgânicos ainda engatinha, mas já é possível ter alguns bons vinhos deste gênero sendo produzidos em algumas vinícolas diferenciadas do sul do país.

Nas prateleiras, chama a atenção a pouca quantidade de opções, mas em breve, é bem provável que haverá boas opções de vinhos orgânicos em boa quantidade presentes nos mercados do país inteiro.  Os melhores ainda são os franceses.



Sugestões de vinhos orgânicos


  • Armador Cabernet Sauvignon 2010

Cor: Rubi intenso com reflexos violáceos

Aroma: Frutas vermelhas e notas de especiarias doces

Sabor: Na boca é perfeitamente equilibrado, contendo taninos maduros e redondos, seu final de boca é longo e refrescante.

Preço: R$ 61,00

País:  Chile

Harmonização: Acompanha carnes vermelhas grelhadas, risoto ao funghi e queijos de média maturação Serviço: 16ºC - 18ºC


  • El Pais de Quenehuao 2009


Cor: rubi com reflexos granada

Aroma: frutas vermelhas frescas, como cerejas, e notas defumadas.

Sabor: o vinho é fresco, com boa intensidade e ótima textura. Possui taninos macios e sutis, além de final de boca sedoso e fresco.

Preço: R$ 89,00

País: Chile

Harmonização: Ideal para acompanhar entradas quentes e carpaccio. Ótimo com atum grelhado.



  • Dominique Laurent Bourgone “Cuvée Numero 1” 2010


Cor: Rubi com reflexos roxos.

Aroma: Intenso aroma de frutas vermelhas como framboesa e cereja, notas herbáceas e toque de especiarias.

Sabor: Equilibrado, untuoso e com boa acidez. Apresenta taninos redondos que conferem elegância ao vinho.

Preço: R$ 244,00

País: França

Harmonização: Combina com carnes de caça assadas e guisados como faisão, javali e coelho,  acompanha também massas recheadas com molhos intensos. 


Esse post foi uma colaboração do Clube dos Vinhos, um clube de vinhos online por assinatura que envia mensalmente seleções de vinhos especiais e autênticos. Todos os vinhos citados estão disponíveis no e-commerce do Clube, o Vinitude.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como aproveitar o vinho que sobra

Com a participação especial do Clube dos Vinhos


Uma parceria de peso

Como estudante e curiosa de tudo o que se passa no mundo da Gastronomia, vivo encontrando sites e publicações interessantes de todas as naturezas: vinhos, cervejas, alta gastronomia, blogs culinários, enfim, toda sorte de informações. Há aquelas que visito uma vez e logo me desencantam, mas há também as que viro fã, sou seguidora, me cadastro para receber newsletters e, quando tudo isso é pouco, eu entro em contato e me apresento. 
Com o Clube dos Vinhos foi assim. Primeiro, encontrei a Vinitude por acaso, possivelmente buscando vinhos para comprar ou pesquisando para harmonizar em algum cardápio ou menu. 
De lá, descobri o Clube dos Vinhos e suas publicações e oportunidades. Fiz cadastro, passei a receber informações periódicas do meu interesse, me tornei leitora e, então, fui ao encontro deles. 
Para minha alegria fui muito bem recebida. Dessa boa recepção tivemos a participação especial de hoje, com um bom conteúdo para ser publicado na coluna de Convidados Especiais.
E sabe o que mais? Eu também vou escrever na revista do Clube dos Vinhos. Não é tudo? Sinto-me honrada com a parceria.
Agora, aproveitem as dicas.


Como aproveitar o vinho que sobra


Quantas vezes você não vivenciou a seguinte cena? Depois de um jantar, os amigos e parentes se foram, e sobraram algumas garrafas de vinho com conteúdo suficiente para encher uma ou duas taças, mas você simplesmente não sabe o que fazer com elas?

“Jogar na pia será a atitude mais adequada”, você poderá pensar, mas a verdade é que há dicas interessantes que podem ajudar qualquer pessoa a aproveitar o vinho que sobra, conseguindo, inclusive, prolongar seu sabor por um pouco mais de tempo.

 

O oxigênio exerce papel decisivo


Uma garrafa de vinho,  e isto irá valer para todos os tipos de vinhos, sempre irá sofrer com a ação do contato com o oxigênio, já que é ele que acelera o processo de deterioração do vinho, que irá se dar em no máximo 2 dias depois da abertura da garrafa.

Portanto, é importante saber que o tempo de deterioração de um vinho irá depender da quantidade de bebida que ainda resta na garrafa, já que para quantidades menores, o este tempo será menor, enquanto para quantidades maiores, ele será maior.


É importante saber que o tempo de deterioração de um vinho irá 
depender da quantidade de bebida que ainda resta na garrafa! 
Então, para que um vinho possa ser consumido guardando o máximo do seu sabor original depois de aberto, será essencial que você utilize stoppers, que irão funcionar como rolhas substitutas, impedindo que o oxigênio aja diretamente na deterioração da bebida, aumentando sua vida útil.

 

Aplicações culinárias


Todo mundo já ouviu falar de pratos deliciosos e saborosos que são preparados com a utilização de vinho em seus temperos, certo? Pois é perfeitamente possível reaproveitar o vinho que sobrou em aplicações culinárias, com resultados realmente interessantes.

Estas aplicações culinárias podem ser variadas, já que carnes, molhos e até sobremesas podem ser preparados com a utilização de sobras de vinho como ingrediente adicional.


É perfeitamente possível reaproveitar o vinho que sobrou em aplicações
culinárias, com resultados realmente interessantes!

Faça seu próprio vinagre

Vinagre Caseiro


Aí vai uma receita simples e que funciona muito bem!


Vinagre caseiro

1 parte de vinagre de vinho tinto (Quanto melhor a qualidade do vinagre, melhor o resultado da receita. Não use vinagre balsâmico!)

3 partes de vinho tinto (Você pode ir juntando porções de vinhos diferentes para prepará-la.)


Junte o vinagre e as sobras de vinho em um recipiente de louça ou cerâmica, nunca de metal. Use uma tampa ou cubra com filme plástico. Deixe evoluir por 15 a 30 dias. Ao final, filtre com um coador de papel e engarrafe. Pronto!


Sobre a autoria do texto: 
Clube dos Vinhos -  Você se associa e tem vantagens especiais. Uma delas é receber todos os meses uma seleção de garrafas de vinhos escolhidos por quem entende do assunto. Para quem é apaixonado por vinho, a cada mês uma boa surpresa. Para quem está aprendendo, uma grande oportunidade de fazê-lo a partir da melhor degustação. 

Serviço: 
Vinitude - Clube dos Vinhos - www.clubedosvinhos.com.br
Telefones: em São Paulo, 11 3522-8085 / no Rio de Janeiro,  21 2235 3968.