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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cuscuz marroquino (para Clarice e Meire)

Pensou, pensou, pensou... Resolveu enfim o menu do dia. Faria frango de panela, finalizado no forno para ficar bem douradinho e brilhante, cuscuz marroquino com frutas secas e castanhas caramelizadas e para guarnição uma abobrinha refogada com vinho branco. 

Foi ao supermercado no dia anterior e comprou o que poderia estar faltando de ingredientes para executar um preparo ao mesmo tempo caseiro, um tanto especial.  

Marcou o almoço para um dia depois da faxineira para que a casa estivesse impecável: arrumada, limpa e cheirosa, como só a Maria sabe deixar depois da faxina semanal. 

De manhã, logo que acordou, providenciou para que as bananas nanicas bem maduras descascadas e cortadas em pedaços fosse para o congelador, prevendo no mínimo três horas até o almoço (embora até a sobremesa fosse bem mais tempo, quem sabe cinco horas). As bananas são base para o sorvete caseiro que aprendeu com uma professora muito especial. 

Passou tinta no cabelo e foi à adega onde escolheu um vinho tinto especial, um português, e lembrou-se então, falando com o marido, que já havia um branco chardonnay gelado, caso fosse essa a preferência das convidadas.  Mas seria melhor manter os dois à disposição. 

Descongelou as coxas e sobrecoxas de  frango, limpou, separou uma parte da outra e temperou bem com sal e pimenta. 

Aí resolveu ligar para confirmar o almoço com as colegas tão queridas, Clarice e Meire e ficou sabendo que não ia rolar... Um tal evento foi marcado para o início da tarde e minou a possibilidade de se encontrarem para esse almoço fraternal.  Chato... mas acontece. São os ossos do ofício de quem faz eventos, em especial os do Governo. Tudo decidido em cima da hora. O princípio do anti-evento, mas, no fim, tudo dá certo e os chefes ainda pensam que foi moleza. 

Não faz mal por que as pessoas sempre tem ainda muitos dias na vida para se ver, para cozinhar, brindar a vida e a convivência com tanto carinho e afeto. Só que desta vez, não deu certo. Mas o almoço... ah! esse saiu.   E a tinta do cabelo, assim que deu o tempo, ela tirou. Ficou com cabelos lindos... todos os fios brancos completamente cobertos. 

A receita do frango veio do Blog da Gavioli, do post O segredo do franguinho de panela. A abobrinha foi uma apropriação de parte de um preparo de um bolo que costuma fazer, uma boa receita, por sinal. Mas, e o cuscuz marroquino? Esse é o da receita a seguir: 


Cuscuz marroquino com castanhas e frutas secas


Ingredientes
1 xícara (chá) de cuscuz marroquino (farinha de sêmola)
1/2 xícara (chá) de caldo de galinha
1/2 colher (sopa) de manteiga
20 gramas de amêndoas em lascas
20 gramas de castanhas de caju picadas
20 gramas de uvas passas brancas
2 damascos secos picados em brunoise
1 fio de azeite de oliva

Modo de fazer

Misture o três primeiros ingredientes e deixe-os descansar por 5 minutos em recipiente tampado. Depois desse tempo, o cuscuz estará hidratado, então deve ser usado um garfo para soltar a farinha e deixar o cuscuz bem leve. Se preciso, deve-se acertar o sal. 
Numa frigideira, torre os castanhas de caju e as lascas de amêndoas até que fiquem escurinhas. 
Misture todos os ingredientes da receita e acrescente um fio de azeite para equilibrar. Isso também vai facilitar na montagem do prato individual, caso  queira usar um aro para servir uma porção bem bonita. 

Harmonização: Vinho Virtude, Chardonnay, 2012, Vinícola Salton - Leve, aromático, delicado.

PS: Claro que a personagem sobre a qual se fala no texto sou eu. Mas quis fazer uma graça e escrever diferente hoje. 

PS 2: Clarice e Meire, da próxima que a gente combinar, elaborarei um outro menu. Espero vocês em qualquer tempo! 








quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Comida mediterrânea: panna cotta, cuscuz marroquino, arroz doce e outros



Ando com saudade de escrever no blog. Já tem uma semana que não consigo me dedicar tantos são os afazeres dos últimos dias. 



Antes de tudo, quero contar que, ontem, estive rapidamente (eu não poderia deixar de prestigiar)  na noite de autógrafos do querido amigo Weber Fonseca. Acaba de sair do forno, digo da gráfica, o livro LGBTFOBIA. Uma obra necessária em tempos de tanta intolerância como os que vivemos. Parabéns ao Weber pela coragem e pelo resultado do trabalho. Já devorei várias histórias e são tristes porque são reais. 

Nos últimos dias, ando preparando a segunda edição do Lá em casa pra jantar. Esse que é um projeto pessoal de hospitalidade e gastronomia é a minha dedicação quase exclusiva no momento. Entre a preparação do menu e a realização do jantar muitas tarefas ocorrem. Entre elas, os preparos dos pratos para que sejam aprimorados, fotografados e divulgados. 

Nessa segunda vez, optei por um cardápio baseado em comida mediterrânea. Os ingredientes predominantes são azeite, azeitona, pepino, tomate, iogurte, cebolas, nozes e temperos bem característicos, que usam várias hortaliças como manjericão, tomilho e hortelã. 

Na segunda-feira, testei três dos pratos que serão servidos no próximo sábado: uma entrada, um dos pratos principais e uma das sobremesas. 

A entrada feita é uma abóbora assada com cebolas caramelizadas, mel, nozes e queijo azul (que pode ser gorgonzola, roquefort ou outro blue). 



 Para o teste do prato principal da segunda-feira, fiz o porco com molho de iogurte (do tipo frango korma, um prato de origem indiana bem conhecido), legumes no papelote e cuscuz marroquino. 

E a sobremesa foi a panna cotta. 

Ontem, já foi um dia de compras e depois de mais aprimoramento de preparos. Fiz a sopa fria (e até levei pra minha sogra e meu sogro provarem) e o risoto ou arroz doce com especiarias. O arroz doce também já teve receita no blog, então, tem link no final da página.



Dia desses escrevo as demais receitas por aqui, claro, apesar de algumas já terem sido publicadas. Logo no fim desse texto é possível encontrar os links. 

Prometo contar tudo, tudo, tudo sobre o segundo jantar do Lá em casa, nos próximos dias. Agora vou à feira. 

Abraços calorosos e primaveris a todos! Aos de bem e aos demais também. 




>>> Conheça o projeto Lá em casa pra jantar

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um paraíso para quem gosta de comer

O lugar em que eu mais gosto de comprar em São Paulo é a Zona Cerealista. Não há shopping ou supermercado que me encante mais do que lá. As feiras, às vezes, me deixam tão feliz quanto quando vou ali na Rua Santa Rosa, mas, nem sempre. Gosto mais de lá mesmo. 




Acho que é uma questão básica: eu adoro comprar comida! Especialmente aquelas saborosíssimas e que dá pra experimentar no local do tipo armazém ou empório de quando eu era criança. E, de preferência, gosto de pagar o que é justo pelo que compro. 

Então, juntando lé com cré, gosto de comprar na Zona Cerealista porque lá é bem barato em relação aos supermercados, principalmente devido a boa qualidade dos produtos, a variedade é imensa e tem de tudo! Tudo o que eu amo comer. 

Quando descobri esse lugar (a Alessandra e o Fauzer, meus amigos queridos é que me disseram que existia esse paraíso), eu não sabia ainda que gostava tanto de comprar esses tais ingredientes: são delícias para comer imediatamente como amendoins, damascos, figos secos, uvas passas, azeitonas, tremoços,  alcaparras, picles...  São alimentos lindos, cheirosos, apetitosos, suculentos ... ai!  Quando penso só me vem à cabeça plagiar a letra do rei Roberto Carlos:  "tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda..." rsrs

Só que a minha relação com esse lugar foi acontecendo aos poucos, até a dependência quase total que tenho agora. Eu não me tornei imediatamente viciada, digo, frequentadora da região, embora quisesse muito. 

A história foi mais ou menos assim: primeiro, fomos conhecer o lugar. O Silas e eu, claro! Foi meio difícil de achar da primeira vez, entramos pela rua da Cantareira, pedimos informação para um e outro e ninguém sabia muito bem como fazia para chegar na tal rua, mas, chegando lá, me senti num verdadeiro parque de diversões (outra coisa que simplesmente adoro!). 

A segunda vez estivemos lá porque era fim de ano e teríamos festas de família em Itu e em Atibaia e queríamos agradar levando os petiscos e as entradas.  Depois veio o nosso casamento: uau! Comprei tudo o que podia e mais um pouco! Fiz uma grande farra nos queijos, nas azeitonas, nossa!  Aí eu já era fã. Não dava mais para viver sem esse vício delicioso e permitido. 

Na festa de 70 anos da minha mãe, providenciei quase tudo o que eu precisa para as entradas nas lojas Camanducaia e Comercial Louro. Nesse segundo estabelecimento, tem uns meninos que cortam os queijos pra gente enquanto algumas lascas nos são servidas. Eles entendem o que a gente busca, se é algo mais caro, beleza, mas se você quer algo mais em conta, a solicitude é a mesma. Eles são prestativos e atenciosos da mesma forma. 

Na emenda do feriado do 1o. de Maio, dia do trabalhador, minha mãe, que também não resiste à tentação de comprar comidas, e mais que isso, de fazer estoque de coisas gostosas na casa dela, veio pra São Paulo e lá fomos nós duas para a mais pura diversão. 

E ela sempre sai com as sacolas repletas de guloseimas e com a seguinte frase se justifica: 
- Eu não comprei muito, só o necessário! 

Ou quando ela está escolhendo para comprar diz: 

- Ai, meu neto Gabriel adora queijo gorgonzola! 

Ou ainda: 

- Sabe, moço, esse tipo de queijo aqui, a Bruna e o Rafael, quando vão lá em casa, sempre procuram para comer. Então eu não posso deixar de ter na geladeira. 

Compreensível, coisas de avó. 

Nesta última ida à região, me surpreendi com as mudanças no local. Há mais sinalização, em alguns lugares as calçadas foram reformadas, há mais estacionamentos e, por causa da zona azul, os flanelinhas estão mais organizados, embora eu não tenha sido aviltada por um. Antes era tudo mais precário. 

Confesso que tenho até um pouco de medo que melhore muito porque isso vai estragar. Começam a frequentar pessoas que não curtem as comidas, os cheiros, os sabores, as texturas e as carinhosas relações humanas que existem quando o vendedor lhe oferece a concha cheia de azeitonas para você experimentar uma. E pode ser uma de cada galão de azeitonas.  

Meu receio é que passe a ser um shopping center (com padrões de shopping center) a céu aberto, em que quem venha a frequentar sejam pessoas que gostam muito do padrão de shopping center de praça de alimentação, sabe? Aí, estraga porque descaracteriza. O medo é do progresso no moldes que a gente já cansou de ver. 

Agora, pasmem! Só hoje quando comecei a escrever é que descobri que existe Zona Cerealista online. Pois é. Dê só uma olhada: www.zonacerealista.com.br Não é tudo de bom (porque não tem cheiro, nem conversa), mas é tudo de bom! 

Só pra não perder a oportunidade, segue uma receitinha que fiz ontem com produtos que comprei na ZC: 

Cuzcuz marroquino com uvas passas e castanhas

Ingredientes
2 e 1/2 xícaras de cuscuz marroquino
2 xícaras de água fervente 
1 colher de manteiga
20 gramas de castanhas de caju picadinhas 
20 gramas de nozes picadas
20 gramas de lascas de castanhas do pará
2 colheres de uvas passas brancas sem sementes
2 colheres de uvas passas pretas sem sementes
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

Hidrate o cuscuz marroquino com a água quente e misture a manteiga. Deixe descansar por alguns minutos numa vasilha tampada. Solte os possíveis grumos formados no cuscuz com um garfo e misture os demais ingredientes pela ordem. 

Sugestão: sirva como acompanhamento de carne de panela tipo goulash, peixe assado, de frango com curry ou como eu fiz ontem, com ratatouille de berinjela, abobrinhas, pimentões, azeitonas e alcaparras. Eu ainda servi cebolinhas caramelizadas. Meu convidado de ontem era vegano! 


Quem é o Silas e quem é o Enéas, meu convidado vegano? 
E já que o fim de semana tá começando, que tal uns petiscos (comprados na rua Santa Rosa ou no Empório Santa Maria), um bom vinho branco ou uma cervejinha especial e um pouco de relax? Todo mundo merece! Por que não você? 

Beijos, bom findi. Amanhã tem Virada Cultural em Sampa. 

Serviço: Zona Cerealista - Rua Santa Rosa, no Brás (pertinho do Museu Catavento)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Franguinho com curry e gengibre (à indiana)

Receita de Frango à Indiana 


Ingredientes

120 gramas de peito de frango sem pele e desossado em cubos
1 colher (sopa) de óleo de milho
1 colher (sopa) cebola picada em brunoise*
1 dente de alho amassado
1 colher de gengibre picado em brunoise
3 colheres (sopa) de iogurte natural 
1 colher (café) de curry
sal a gosto.

Modo de fazer

Refogue o frango com o óleo, a cebola, o alho e o gengibre. Deixe dourar. Isso vai demorar uns 8 minutos, no mínimo. Misture o iogurte com o curry e despeje no frango. Salgue a gosto. Baixe o fogo e deixe reduzir por alguns minutos. Sirva em seguida. 

-- 

Para acompanhar esse franguinho uma boa combinação de grão de bico cozido temperado com hortelã e azeite e um cuscuz marroquino com castanhas e frutas secas picadas. Combina muito bem! 

Preparei essa refeição pra mim agora há pouco. Entre começar e terminar o preparo, comer e lavar a louça (contando que o grão de bico estava previamente cozido e o frango descongelado) demorei uma hora e quinze minutos. Ah! Nesse tempo eu ainda fiz as fotos.  Não é tão difícil comer bem, é? 

Ando pesquisando muita coisa sobre comida, por prazer e por dever do ofício. A cada dia, tenho mais certeza de que cozinhar é uma disposição, muito mais do que um conhecimento. É um ato experimental, empírico com o qual chegamos a resultados muitas vezes surpreendentes que mudam para sempre o nosso jeito de ver os alimentos. 

Também provo a  cada dia que comer é mesmo cultural. Na nossa cultura temos a chance de ousar com ingredientes diversos. é a nossa miscigenação natural, somos um pouco italianos, portugueses, franceses, indianos, japoneses, árabes. Essa é a grande graça.

Experimente essa ousadia. Só uma vez... depois me conte. 

Um beijão, até amanhã com uma entrevista especial.  Entrevista de chef! 

*brunoise - cubos de 3x3mm

>> Conhece o Lá em casa pra jantar ?


Leia também: 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Acar - picles de legumes e verdura

Comida oriental


Se você é uma das pessoas que foi Lá em casa pra jantar na última sexta já sabe que sabor tem esse prato. Do contrário, tem que experimentar porque é um sabor bem diferente, crocante, salgadinho e meio doce ao mesmo tempo, com algo picante ou ardido, mas nada agressivo.

Trata-se de uma comida oriental chamada acar, um tipo de conserva como são os picles para nós brasileiros. No entanto, é diferente daquilo que compramos no balcão dos frios do supermercado. É muito mais saboroso e, arrisco dizer que, bem mais saudável.

Na Malásia, Indonésia e em Singapura é uma comida relativamente comum vendida em vidros de conserva. Na Alemanha, há um prato parecido com esse que é chamado de atjar. 

No jantar da sexta passada, quando as pessoas chegaram havia um antepasto sobre a mesa para que os primeiros convidados pudessem aguardar a chegada dos demais até que se iniciasse o primeiro serviço da noite que foi uma sopa de beterraba muito conhecida: a sopa borscht. 


Em seguida foi servida ou servido (eu não sei se é masculino ou feminino) acar pois já que o preparo leva legumes e verduras funciona muito bem como uma opção de salada.

Vamos à receita e seus segredinhos.


Acar

Ingredientes (6 porções)

3 cenouras médias cortadas em bastonetes de 3,5 cm de comprimento
10 vagens cortadas na mesma medida da cenoura
250 gramas de couve flor partida em pedaços pequenos (raminhos separados)
1 pepino sem sementes cortado em bastonetes de 3,5 de compimento
250 gramas de repolho cortado em chiffonade
45 gramas de amendoim torrado e partido
Água para cozimento

Como fazer: Numa panela alta e grande, coloque água para ferver. Quando levantar fervura, coloque as cenouras, vagens e a couve flor pra cozinhar por 3 ou 4 minutos. Em seguida, acrescente o pepino e o repolho e cozinhe tudo em panela destampada por mais dois minutos. Retire do fogo e da panela. Imediatamente passe em água fria para interromper o cozimento e reserve.

Molho

30 gramas de macadâmias (nozes, castanha do Pará, castanha de caju, amêndoa, pignole)

4 cm de gengibre picado
2 dentes de alho
2 pimentas dedo de moça
1 1/2 colher (chá) de açafrão da terra
60 ml de óleo de canola
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
1/2 xícara (chá) de vinagre de arroz

Como fazer: No multiprocessador leve os cinco primeiros ingredientes do molho (nozes, gengibre, alho, pimenta e açafrão). Processe tudo até que fique uma pasta homogênea.  Numa panela, aqueça o óleo e leve a pasta para refogar. Refogue por 5 minutos no mínimo ou até que comece a soltar o forte aroma do açafrão. Em seguida, junte o açúcar e o sal. Deixe suar e logo depois acrescente o vinagre de arroz. Mexa tudo e deixe cozinhar por cerca de 3 minutos. Coe em peneira grossa. Descarte a parte sólida ou use como tempero para outros preparos.

Finalização do prato
Use o líquido para temperar os legumes que devem ser plenamente envolvidos.
Leve todo o conteúdo em uma vasilha de vidro tampada para a geladeira por pelo menos 24 horas antes de servir.
Sirva com os amendoins por cima. Se for preciso, acerte do sal.

Dicas


  • Esse preparo pode ser servido como salada ou com ingrediente acompanhante de uma salada de folhas, por exemplo. 
  • Bem acondicionado dura até 7 dias na geladeira. 
  • Também pode acompanhar pratos com batata e salsichas.  Fica delicioso! 
  • Serve como ótima guarnição se for servido quente acompanhando pratos que levem arroz ou cuscuz marroquino mas cuja base seja uma carne de porco ou frango. 
É saudável, tem ingredientes fáceis e uma bela saída para aqueles períodos que estamos cansados de comer o mesmo tipo de salada, ou seja, as convencionais feitas de alface, tomate, cebola e cenoura. 

Além de tudo é bonito e muito cheiroso!

Para quem está curioso sobre como foi  o evento de sexta, postei fotos na página do grupo do Facebook.  Por lá também tem registros das outras três edições. 

Hoje é o último dia do mês de novembro.  Você deve ter percebido que não houve um resumo do mês de outubro e também não houve hoje. Desde o mês passado, resolvi fazer o resumo do trimestre. Em dezembro, haverá um resumão, portanto, de outubro, novembro e dezembro. 

Boa semana a todos! 

Leia também:

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Harmonizando Receitas para Seleção Outubro 2015

Especial para a revista Vinitude Clube dos Vinhos 





Abóbora assada com cebolas caramelizadas 

Essa receita foi criada para ser a entrada quente de uma refeição do projeto Lá em casa para jantar. Para cada pessoa é suficiente que se sirva uma rodela de abóbora, uma vez que outros pratos compõem o menu completo do jantar. É uma entrada delicada que pode também ser usada como um canapé ou num serviço de fingerfood. 

***

Ave com laranja, cuscuz marroquino e abobrinha

Esse é um preparo muito prático e versátil. Fica pronto em menos de uma hora, é uma refeição completa e muito charmosa. É possível executar as três receitas ao mesmo tempo, tendo apenas um pouco de organização. Para isso, antes de começar, separe todos os ingredientes e faça o pré-preparo. Neste caso, higienize o frango, ... (continua)



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Caponata




Esse é um prato típico italiano, da região da Calábria ou da Sicília, feito com berinjela, pimentão, azeite e cebolas. Há muitas variações sobre a forma de executá-lo e também quanto aos ingredientes usados. Por exemplo, ao fazer há quem frite a berinjela em imersão de óleo antes de juntar os demais ingredientes, há os que fazem no forno, tem também quem não cozinha a berinjela, deixando que ele fique curtida em vinagre e ainda outras formas, como desidratá-la em sal refinado. 

Em relação aos ingredientes, o tomate entra em algumas receitas, alcaparras em outras, azeitonas variam entre pretas ou verdes, quanto aos pimentões, as cores são à escolha do freguês: verdes, vermelhos, amarelos, laranja e até roxos. As uvas passas, às vezes, aparecem nos preparos, o que lhes dá um toque especial. 

Os cortes também variam: cubos, fatias largas, retângulos, lascas, e até ralados os ingredientes podem ser usados. Tudo isso com berinjelas descascadas ou com casca. 

No próximo sábado, dia de Santo Antonio, o André vai comemorar seu aniversário e me pediu para fazer uma caponata para o antepasto, já que o menu do almoço será churrasco. Muita carne como gostam os brasileiros... Assim, uma opção sem carne para a entrada é muito bem-vinda. 

A caponata pode ser servida como antepasto com pão ou torrada e como guarnição  vai bem ao lado de uma farofa e de uma carne assada ou grelhada. Normalmente, é servida fria porque depois de pronta, com alguns dias de refrigeração, incorpora muito mais o sabor. Mas, se tiver pressa, pode degustá-la quente mesmo. 

Com frequência tenho esse antepasto de berinjela na geladeira. Ele me salva nos lanches da noite, nas entradas de alguns eventos inesperados aqui em casa e fica ótima para acompanhar um rápido cuscuz marroquino temperado apenas com castanhas e frutas secas. 

Não é difícil de fazer. No entanto, o sabor, neste caso, é mais do tempero de cada pessoa do que da execução do prato. 

Eu faço caponata há anos e já tentei todas as variações mencionadas acima, tudo depende da minha inspiração e, mais que isso, do meu público. Dependendo de para quem será servida, exige alguma adaptação. 


Caponata di melanzane (antepasto de berinjela)



Ingredientes

1 dente de alho
100 ml de azeite extravirgem

Obs.: os próximos cinco ingredientes devem ser cortados em julienne*

2 cebolas médias cortadas 
1/3 de pimentão vermelho  
1/3 de pimentão amarelo 
1/3 de pimentão verde
2 berinjelas

3 colheres de alcaparras
1/2 xícaras de azeitonas verdes picadas em brunoise**
30 gramas de uvas passas escuras e brancas

Temperos:  sal, pimenta do reino, pimenta calabresa, orégano, salsa e cebolinha



Modo de preparar: 

Refogue o alho e a cebola em metade do azeite. Quando a cebola já estiver caramelizada, acrescente os pimentões e refogue por cerca de três minutos. Junte as berinjelas e deixe no fogo, mexendo de vez em quando, até que fiquem al dentes. Tempere com sal, pimentas, orégano, salsa e cebolinha, Depois acrescente as alcaparras, mexa e em seguida desligue o fogo. Acrescente as azeitonas e as uvas passas. Regue com o restante do azeite e feche a panela. Deixe descansar por no mínimo cinco minutos. 
Depois de esfriar, leve à geladeira em recipiente de vidro tampado. 

Sirva no dia seguinte. 

* julienne - tiras de 4 a 5 cm de cumprimento 
** brunoise - cubos de 3 x 3 mm



Esse preparo, em geladeira, dura até dez dias. Mas, sempre observe se não há algum sinal de fungo antes de servir porque não é um preparo no qual se coloca qualquer ingrediente conservante. 

A caponata do André já está pronta para ir à geladeira. Se for preciso, até o momento de servir, pode ser feita alguma correção no sabor. Espero que tenha fica gostosa e que ele fique feliz. 

No mais, é só amor! 

Até amanhã, quando volto com mais uma receita de festa junina. 

Aquele abraço carinhoso.  

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Comida de festa junina (1) - Arroz Doce

foto: infohoje.com.br


No ano passado, como teve Copa do Mundo no Brasil, quase não vi festa junina. Parecia que todo mundo estava no ritmo dos jogos de futebol e, com isso, ninguém muito preocupado em se reunir para uma boa festa de São João, Santo Antonio ou São Pedro.  Afinal, a reunião dos amigos já estava rolando juntamente com a bola nos gramados. 

Este ano está bem propício para uma boa festa junina. Os dias de junho têm sido quentes e ensolarados e as noites um pouco mais frias, dando aquela vontade de aconchego em casa de amigos ou na da gente mesmo. 

Eu adoro as comidas e as arrumações típicas  desse período. Tudo muito colorido, carinhos como na casa da avó da gente e cheio de sabor. Um charme mesmo. 

Por isso, pensei em trocar uma ideias por aqui sobre as comidinhas deliciosas das festas juninas: milho verde, pamonha, curau, bolo de milho, canja de galinha, arroz doce, amendoim, pipoca, cuscuz, cachorro quente, doce de batata doce, de batata roxa, de abóbora, paçoca, pinhão, maçã do amor, quentão, vinho quente, sagu, pé de moleque, canjica, quindim, bolo de mandioca... ai... e tantas outras coisas que a gente inventa... 


Quermesse Igreja do Calvário - foto guiadafolha
Aqui em São Paulo, quando eu morava em Pinheiros, todos os anos esperava pela festa junina da Igreja do Calvário. É uma festa grande que envolve muita gente na preparação das comidas, da administração das barracas, na contratação das atrações como quadrilha e shows de música típica. Lá também é feito um bingo beneficente para arrecadar recursos para a igreja e as comunitárias.  Nos últimos anos, essa festa cresceu tanto que virou uma grande muvuca. Logo, logo, vai disputar em número de pessoas com a festa de Nossa Senhora de Achiropita, no Bexiga. Só que essa acontece em agosto. 

Lá em Itu, sempre houve festas juninas muito boas. Nos clubes de campo, nas casas de algumas pessoas e, principalmente, nas escolas.  Eu tenho na memória dias muito felizes que vivi tanto durante as festas quanto na organização delas. Coisas que quando estamos entre amigos ainda rimos muito juntos. 

Hoje, só para começar, vou dar a receita do arroz doce, muito embora não seja meu o melhor preparo de arroz doce que eu como nas festas da família. A Cris, minha irmã, faz um arroz doce fantástico e a Cris da Amélia herdou da mãe dela a melhor mão de arroz doce que eu já comi. 


Arroz doce

Foto: receitadecomida.com.br


Ingredientes

1 xícara (chá) de arroz branco lavado e escorrido
2 xícaras (chá) de água 
2 xícaras (chá) de leite 
1 xícara de açúcar 
1 gema 
2 pauzinhos de canela
canela em pó para polvilhar

Modo de fazer

Leve ao fogo numa panela de fundo grosso o arroz cru e as duas xícaras de água. Deixe cozinhar até secar a água e então acrescente o leite misturado ao açúcar e os pauzinhos de canela para dar cheiro. Deixe cozinhar até que arroz esteja molinho, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo. Quando estiver quase pronto, misture a gema mexendo sem parar para que ela se envolva na massa do arroz doce sem coagular.  Tire do fogo e distribua em copinhos ou taças individuais. Se preferir, coloque num refratário. Polvilhe canela em pó. 

Deixe esfriar  para servir porque o doce ficará mais encorpado. Se preferir servir quente, será uma sobremesa mais líquida. 


foto: casadacaubi.com.br
Há quem goste muito de arroz de cortar. Para conseguir fazer um doce de corte, deixe mais tempo no fogo, mas não descuide para que não queime o fundo da panela. 

O arroz doce é uma sobremesa que herdamos dos nossos colonizadores portugueses, que por sua vez devem tê-la herdado da culinária árabe. Lá em Portugal, é um doce muito comum nas casas e também nas padarias e quase sempre é feito com raspas de limão, água de flor de laranjeira e cravo da índia. 


Arroz doce da Turquia - foto wikipedia
O arroz que é originário da Ásia, mas já está incorporado em muitas culturas da Europa, da África e das Américas, na versão doce é uma sobremesa barata e muito versátil. Na Turquia, contou-me a Cristina, uma amiga que agora tem rodinhas nos pés e asas de avião e resolveu viajar mundo afora, o arroz doce é enriquecido com tâmaras, amêndoas, pistache e damascos. Por lá, eu pesquisei, eles usam algumas outras especiarias, além da canela. Com isso, o sabor deve mudar bastante. 

Já faz um tempo que eu costumo dar um upgrade no arroz doce juntando a ele frutas secas e castanhas e, para dar leveza, costumo acrescentar uma colher de creme de leite no doce pronto. Eu nem sabia que os turcos usavam as amêndoas também, mas é que combina mesmo. Fica sofisticado demais.

Aqui no Brasil, a gente adora leite condensado. Então há quem faça o arroz cozido no leite e em seguida acrescente o leite condensado. O que fica muito, muito bom! Mas bem doce, mais que o necessário, eu diria. 

Para iniciar o período das comidas juninas, essa é uma boa pedida. Assim como é a canjica e o bolo de fubá. 

Nos próximos dias, falamos mais disso. Se tiver uma receita bem boa de comida de festa junina, escreva nos comentários. Acho que a troca é uma grande oportunidade de aprendermos coisas novas. 

Até mais! 



terça-feira, 12 de agosto de 2014

Pizza de Arroz

Essa é mais uma daquelas invenções geniais que nos livram da culpa de jogar fora o que sobrou de comida e foi guardado na geladeira já faz uns dois ou três dias. 

Especialmente o arroz é um acompanhamento que vai bem com tantos preparos, mas quase sempre a gente faz um pouco a mais do que é comido, então sobra e vai para o potinho da geladeira. 

Um dia quando já não morava mais na casa da minha mãe cheguei para o café da manhã e fui logo procurando o que tinha pra comer. Abri o forno e vi um quarto de uma assadeira redonda grande com uma espécie de pizza, com presunto, queijo, tomate, cebola, azeitonas por cima. Lindo! Não era para aquela hora, eu sei, mas eu gosto de comer pizza no café da manhã, de preferência com café com leite. Tirei a cebola (eu que não como cebola assim porque meu corpo rejeita completamente) e mandei pra dentro.  Minha mãe me deixou comer e perguntou do que tinha gosto. Respondi que era algo diferente, uma massa leve e fofinha, muito suave e que em nada parecia com massa feita com farinha de trigo. E não era mesmo feita de trigo, mas de arroz. 

A beleza  da pizza de arroz é a camaradagem que ela nos permite. Eu explico. Essa é uma comida que nos permite fazer uma verdadeira limpeza nas sobras da geladeira. É que ela também pode ser coberta com ingredientes que estejam dormindo há alguns dias no refrigerador, só aguardando para serem desperdiçados. Ai que culpa isso me gera! Odeio jogar comida boa no lixo, acho isso um absurdo, um despautério!  Por exemplo, sabe aquele molhinho de carne com batatas que você pode ter feito na panela para o almoço e sobrou um pouquinho? E os dois palmitos que ficaram no vidro porque era um exagero por tudo na salada, a meia lata de milho verde que não foi usada no cuscuz, assim como as últimas fatias de presunto, aquele pouco de muçarela que está prestes a ficar desidratado, o pedacinho de queijo parmesão que não foi ralado nem comido, um pouco de aliche, o espinafre refogado, ... ? Há ainda outros tantos, mas você vai saber combinar perfeitamente sem ficar um horror. Ou poderá fazer uma pizza de vários sabores.

Caso não tenha nada disso, compre queijo muçarela, tomates com óregano, sal e azeite de oliva, abra uma lata de molho para cobrir a massa e faça a tradicional pizza de queijo! 

Na casa da minha sogra e entre os filhos do meu marido, se você decide pedir uma pizza no delivery e pergunta qual é preferência das pessoas  é quase uníssona a resposta: - Pizza de queijo, claro! Aí não importa muito se é napolitana, muçarela ou marguerita, é pizza de queijo e pronto. Eles nunca mudam. 
Logo na primeira vez que eu vivi essa situação, estávamos em família, eu ainda namorada, bateu aquela fome e pedir uma entrega de pizza foi uma decisão unânime. Então me perguntaram que sabor eu queria. Eu logo arrisquei uma de tomate seco com rúcula ou lombinho canadense. Causei espanto, pode acreditar! Isso porque a lógica usada na minha casa sempre foi bem diferente da deles. Para mim, pizza comprada na pizzaria ou que foi pedida no delivery sempre foi edição comemorativa de algum acontecimento, então, tinha que ser diferente, mais elaborada. Mas aprendi com eles que pizza pode ser de queijo mesmo que seja uma data comemorativa ou pizza pode ser de queijo porque não há nada para comemorar também. É quase um mantra: 

- Que pizza a gente vai pedir? 
- De queijo! 

Voltando à pizza de arroz, ou melhor, à pizza cuja massa é feita de arroz, pode também ser de outros sabores além da preferência nacional. 

Se quiser pode comer também só o massinha que já é um bom alimento, com carboidratos e proteínas. Nesse caso, em vez de óleo, use azeite de oliva que já terá um sabor sofisticado. 

Receita de Pizza de Arroz 

Ingredientes
2 xícaras de chá de arroz cozido
2 ovos
1/2 xícara de chá de óleo
1 xícara de chá de leite
1 colher de chá de fermento em pó

Modo de fazer: 
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Despeje numa assadeira rasa untada e enfarinhada. Deixe assar por cerca de 20 minutos em forno pré-aquecido em 200 graus. Retire do forno, coloque o recheio de sua preferência e volte ao forne para finalizar com o recheio. 

Noite passada nossa pizza de arroz foi batizada de meia brasileira - meia italiana ou poderia ser metade couve, aliche e muçarela, metade napolitana (muçarela, parmesão e tomates).  






Usei o resto do arroz integral e da mistura de sete grãos cozidos que estavam prontos na geladeira.  Enquanto eu preparei a massa com ingredientes que eu já tinha, batia um papo no telefone com a minha mãe, contando todos os acontecimentos do fim de semana uma para outra. Nada mais acolhedor. Quando disse a ela que estava fazendo a pizza, tenho certeza de que ela ficou com vontade porque fica realmente muito gostosa. 

Além de nos facilitar a vida e nos livrar da culpa de por fora alimentos de boa qualidade só porque são o restinho, essa é uma massa que pode ser feita para celíacos, aquelas pessoas que têm rejeição ao glúten. Como não leva farinha de trigo, é uma opção interessante e saborosa.  

Enquanto eu estou escrevendo, mil e uma coisas me passam pela cabeça. Uma delas é que a sobra dos alimentos é um pouco de falta de planejamento da gente. Estive certa vez há muito tempo na casa de amigos e também de familiares na Itália onde nunca sobrava nada da mesa para ser guardado na geladeira. Todos tinham em casa uma balança para medir o tamanho da porção que seria preparada para cada pessoa. Um jeito muito prático de evitar o desperdício e também que a gente coma demais. Um prato equilibrado é mais que suficiente para que nos alimentemos bem. É gula comer mais que um prato. Só que a gente faz muito isso! 

Lembrei-me agora da tia Dionizia que, sabiamente, dizia que sempre se levantava da mesa com um pouco de fome. Uns minutos depois se sentia plenamente saciada. Nunca via minha tia pedir um antiácido porque tinha comido demais. Ela era uma mulher bastante elegante, nunca foi gorda. Não só comia bem e gostava de comer (porque tem gente que não gosta, pode?!) como cozinhava divinamente. Nossa que maionese fazia a tia Dionizia. E a carne de panela? Delícias memoráveis. 

A questão da saciedade, conforme já me explicou um nutricionista, diz respeito ao tempo que o cerébro leva para entender que já entrou no organismo alimento suficiente. Só que às vezes as pessoas comem muito rapidamente então comem mais do que precisam porque o tempo que demora para que o registro seja feito é de cerca de 20 minutos. Esse também é o motivo pelo qual deveríamos comer mais devagar e sentir mais o sabor das refeições. 

Ainda sobre as sobras de alimentos preparados, eu posso falar por mim, sou exagerada mesmo. Tenho verdadeiro horror à possível falta de alimento suficiente à mesa. Talvez sejam resquícios da educação que tivemos lá em casa, algo que hoje, já bem adulta e faz tempo, eu deveria ter mudado, uma vez que já me questionei bastante a respeito. É que fomos criados num ambiente que podia não ter luxo algum, mas comida tinha sempre em excesso.  

Além disso, a gente é mesmo egoísta e vem a cada dia perdendo os bons hábitos de tratar a vizinhança. Quantas vezes fazemos uma comidinha deliciosa e nem levamos o que sabemos que vai sobrar para o porteiro que vai trabalhar a noite toda? Por que não levamos um pedaço do bolo que fizemos para a vizinha da porta da frente? 

Eu morei sozinha muito tempo e, graças a Deus, sempre tive ótimos vizinhos. Alguns mais próximos, mas gente que eu cultivei com palavras doces e alguns pedaços de bolo ou por quem fui cultivada recebendo potinhos de curau ou a chave da porta para entrar e usar o que precisasse enquanto meu apartamento estava em reforma. No prédio em que moro agora tenho vizinhos que, vira e mexe, nos trazem abacates. Ontem mesmo aconteceu isso. Em troca, já provaram meus brigadeiros, arroz doce... Eu sempre penso neles quando estou preparando algo que acho gostoso. 

A vida é assim afinal, cheia de escolhas. Que possamos sempre fazer as melhores sobre o que e quanto comemos, como lidamos com os recursos que temos ou que buscamos, de que forma tratamos nossos vizinhos e também os desconhecidos. Como cuidamos da nossa família, o que ensinamos aos nosso filhos e tudo se resume em como vamos deixar o planeta, se melhor ou pior do que encontramos. É o nosso legado. 

Hoje recomeçam minhas aulas. Estou ansiosa!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Comida de blog? Blog de comida - Comida saudável

É uma inspiração ler o blog da Neide Rigo, chama-se come-se para quem não conhece. 

Há pouco eu li sobre a maria-pretinha, uma fruta que eu nunca tinha ouvido falar e que, graças às pesquisas da Neide, agora sei que não é muito bem vista quando nasce perto de plantações de café ou feijão, mas que pode ser usada para geléias, na massa da panqueca e para recheios, fora o que você tiver na imaginação. É nossa blueberry, ou melhor, black mary ou maria-pretinha. 

Eu estive no evento do Sesc Consolação em abril em que a Neide Rigo e a Marina Person foram as convidadas para falar de comida de blog ou blog de comida juntas, eu já até tinha comentado isso por aqui. 


Eu com eles.

Eu sou leitora dos cadernos Paladar (do Estadão) e Comida (Folha), e a Neide Rigo tem uma coluna, a Nhac!, no Paladar. Já há muito tempo eu lia o que ela escrevia. Só que na hora que vi o nome dela no evento do Sesc não fiz uma associação direta com a coluna do jornal. 

Admito que, embora eu seja jornalista e marqueteira e saiba bem a importância dos articulistas e suas reputações, bem como de conhecer pessoas e ter relacionamento próximo com a mídia (afinal o trabalho de assessoria de imprensa tem tudo a ver com isso), sempre me importa mais o conteúdo que o figurão. Uma vez que um assunto me interesse e eu passe a ler sobre aquilo começo relacionar autores e tal. Mas não é o meu primeiro olhar. Uma falha que devo consertar, até comecei a cuidar disso... tsc.

Já sobre a Marina Person não me faltavam informações: eu a conhecia da MTV, do Metrópolis, na TV Cultura, do Cine Drops da rádio Eldorado e do Marinando, o canal dela no youtube. 

Eu fui cheia de expectativa para esse evento que reuniu as duas e foi mediado pelo JB, do Boteco do JB (botecodojb.blogspot.com). Demorou um pouco pra engatar a conversa, mas depois o bate-papo foi ótimo, principalmente, porque se falou muito mais de comida do que de blog.  

Só pra conhecer, caso você não tenha chance de ir em nenhum dos que ainda estão programados, o modelo do evento é o seguinte: tem um palco montado onde os convidados ficam em cima, um tablado não muito grande. Tem uma projeção do blog ou do  vlog na parede do fundo da sala e uma mesa com as comidas que serão servidas ou feitas logo ao lado, à direita ou à esquerda dos convidados, depende do dia.  Ao que me parece, essas convidados ilustres são convidados também para cozinhar para o público, o que no caso da Neide e da Marina aconteceu, mas nos demais, não deu. Quem tocou mesmo a comida foram as meninas da cozinha do Sesc.  As pessoas ficam na plateia, que nas primeiras edições tinha a simpática montagem de mesinhas de bar. 

O tema da noite da quarta, 30/04, era comida de gente saudável. A  minha impressão foi que, fora o preconceito dos mais radicais, comer de um jeito saudável é o que eu já faço. Vou tentar explicar, elencando alguns itens como: 
- ingredientes saudáveis, 
- pouca gordura e fritura,
- comida saborosa,
- prazer em comer,
- comer devagar,
- aproveitar frutas, legumes e verduras da época, de preferência uns que você ganha do vizinho que tem um sítio, pega no seu vasinho de hortaliças ou no quintal da sua mãe,
- evitar excessos repetidos ou frequentes e 
- outros aí que você lembra e dá valor. 

Sempre que posso, eu cozinho. Taí uma coisa para qual difcilmente eu tenho preguiça. Também cuido de comprar o melhor que posso, escolho os alimentos mais saudáveis, bonitos, se possível compro orgânicos,  embora eu ache os preços abusivos e não tenha nada contra o que a indústria produz, acho até que ela tem um papel fundamental para melhorar a alimentação da população em geral. Além disso, como com prazer, quase sempre numa mesa arrumada com carinho e na qual tem alegria, cheiro bom e criatividade nos pratos que são servidos. 

O bate-papo do Sesc com a Marina Person e a Neide Rigo foi profícuo. Para mim, teve menos blog que eu queria (porque ando antenada nessa coisa), mas teve experiência de comida e de paladar, bom senso e delicadeza, inclusive do JB, a quem chamei carinhosamente de "ogro" outro dia. 

Ah! Ainda ganhei uma banana orgânica do sítio da Neide e todos comemos um cuscuz de farinha de milho (ou será que foi mandioca?) com banana que estava uma delícia. 


Neide Rigo, do Nhac! e do come-se

Marina Person (que também come banana, como todos nós!) e JB