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quarta-feira, 30 de março de 2016

Masterchef 2016 - Terceira temporada



Eles voltaram: Henrique Fogaça, Paola Carossella e Erick Jaccquin. Continuam jurados do Masterchef Brasil, agora já na terceira edição. Para quem curte o programa, a diversão notívaga das terças-feiras está garantida. 

E dá-lhe caras e bocas! 

Em meio a tantas grosserias e arrogâncias e outras muitas "fofurices", os três chefs, agora pra lá de conhecidos do público nacional, selecionaram 21 participantes para a edição do programa deste ano. Tarefa nem tão fácil quanto parece porque, no fundo, eles sabem o poder da mídia que mudou a vida deles e pode mudar muito a dos participantes também, transformando alguns em pop stars instantâneos. 




Assisti aos três primeiros episódios, que foram os da seleção do grupo, e, ontem, vi até o final já com alguma torcida. Vibrei e lamentei quando uns e outros tiveram que devolver seus aventais e, quanto aos que sobraram, posso dizer que me identifiquei com alguns e, simplesmente, detestei outros.  

Repercussão

Durante todo o programa ontem o Twitter bombou Masterchef... E tinha gente grande como o Arnaldo Lorençato twittando sem parar... Sinal de que a coisa vai pegar de novo este ano. 

Hoje, lendo meus blogs prediletos eis que encontro no post do A dica é  as mais deliciosas observações sobre o grupo de 21 classificados do Masterchef 2016. A Ale e a Aline mataram a pau! 
Aline e Alessandra, blog A dica é

Não concordo com 100%  só por causa da Thaiana que eu classificaria como parte da cota das "fofuras" e tem também Gleice que, pra mim, parece mandar bem pra caramba na cozinha. Só posso dizer que concordo com o que escreveram mais de 90%. Ah! e isso é só porque também quero dar pitaco. 

Assim, aproveitando a deixa, resolvi compartilhar o post delas porque  o texto é uma bela sacada. As meninas do A dica é são ótimas!!! E eu sei disso não é de hoje. 

So... enjoy it!!! 






Leia também sobre Masterchef nesse blog: 


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Hoje é noite de Masterchef Brasil

Mais que redudante é dizer que gastronomia está na moda. Nessa onda vem blog, livro, programa de TV que não acaba mais, canal exclusivamente dedicado ao assunto e, claro, Masterchef.

Ninguém há de negar que a Bandeirantes fez um bom negócio ao conseguir a bandeira internacional do programa. Preencheu a noite da terça, faz todo mundo que gosta da tarefa ir dormir quando já é madrugada e a cada semana mais e mais patrocinadores entram e alongam o tempo do programa na grade (na semana passada foram mais de duas horas e meia).

Na edição de 2014, logo nos primeiros episódios, nem anunciante tinha. O programa era rápido, com poucas propagandas em cada intervalo. Depois elas foram aumentando, aumentando... A segunda temporada já começou com oito anunciantes de peso. Eu fico contando, um, dois, trés... daqui a pouco serão uns 25. Isso sem falar na publicidade que tem os três jurados os chefs Eric Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça, como garotos-propaganda. Eles devem estar enchendo as burras de grana. O que é merecido diante da proposta.


O foco muda da Rede Globo e a gente pode ver uma produção estelar com estrelas que não são, ao menos num primeiro momento, atores ou atrizes. Ana Paula Padrão que já era mais conhecida do grande público é um bom exemplo. Parece uma boneca marionete, daquelas bem magrinhas, com roupas coloridas, espalhafatosas, fora de contexto.  mas atriz não é. Pena ver uma jornalista de tanto cacife brincando de ser fofinha ou bravinha com os participantes do programa.  


Sempre me pergunto: será que com aquela magreza ela gosta de comer? Será que ela e a produção não se tocam que a maquiagem, as unhas, o cabelo e as roupas não ficam bem para o ambiente da cozinha? Excesso. Puro excesso. Como diria Gilberto Gil: "Desnecessário, Preta! Desnecessário."



Na seleção para 2015, foram mais de 10 mil inscrições. Sobraram 18. O critério da seleção, ao que tudo indica, é duvidoso, afinal Masterchef é entretenimento muito mais que uma competição entre cozinheiros excepcionais. Nem é preciso pensar muito para notar que o critério de seleção passa, digamos, um pouco longe da gastronomia e, até mesmo, de cozinhar bem.  

A explicação para isso é simples. No nosso modelo comercial de televisão, sempre quem paga a conta são os patrocinadores. Esses, por sua vez, contratam especialistas em mídia e marketing em suas empresas para que seus produtos sejam amplamente divulgados nos melhores veículos de comunicação, sejam programas, revistas, novelas etc.   O papel desses especialistas é escolher onde aplicar o dinheiro das empresas e de seus produtos de maneira a garantir a maior visibilidade e, consequentemente, vendas e lucros. 

Parece óbvio que o Masterchef só se torna uma boa cesta para que sejam colocados os ovos, no sentido figurado, dos patrocinadores se os participantes, ou seja, os concorrentes forem pessoas que representem o público a que os patrocinadores querem atingir. Simples!


Assim faz todo sentido que sejam escolhidos tipos distintos a fim de formar um grupo heterogêneo que atraia audiência de diversos pontos do país (nada mais Big Brother que isso!) e que sejam contemplados também os bonitos porque funcionam bem na TV (quem não gosta de ver uma pessoa bonita na telinha?), os que causam confusão, os que nos comovem, os que representam minorias e tornam o programa politicamente correto... e até os que cozinham bem, com técnica, pesquisa e preparo.

Nada contra. Mas, embora eu goste muito de ver e fique dando meus palpites durante todo o programa, porque gostoso mesmo é se envolver como se tudo fosse realidade,  não é possível torcer de verdade para qualquer dos participantes. As cartas parecem bem marcadas. 

Às vezes, os participantes apresentam cada gororoba que se não fosse a fórmula (o modelo) do programa como entretenimento todo mundo voltaria pra casa naquela hora. É nisso que o Masterchef Brasil peca e muito!  Os participantes são muito ruins. Eles não sabem nada. Não têm técnica e nem estrutura emocional. E os jurados ainda têm que reforçar que nessa temporada o nível aumentou em relação à passada. 

O que vejo na TV, são pessoas que cozinham em casa, tudo bem, mas que não se dignam a estudar um pouco, pesquisar, ver outros programas que ensinem técnicas de cozinha... Quem sabe se fossem algumas vezes a museus para ver exposições de quadros, de esculturas, pudessem com isso desenvolver algum senso estético para montar um prato.... 

Comparando Masterchef Brasil com Masterchef Austrália, série que também está com uma temporada no ar no canal TLC, fica muito claro o quanto somos mambembes na arte da gastronomia por aqui. Temos zilhares de chefs de cozinha se metendo a abrir suas portinhas por aí, cheios de sonhos, mas com pouca técnica, pouco tempo dedicado a estudar o que denota um total despreparo quando é preciso mais do que simplesmente talento e prazer. 

Nesse sentido, é uma pena...  Esse é um momento em que como brasileiros somos grandes vencedores nivelados por baixo, mais uma vez. Como no futebol e na Fórmula 1. Tempos ruins.

Por agora é isso. Aguardemos o episódio de hoje. Outra hora, sabe-se lá,escrevo mais umas observações sobre o nosso Masterchef Brasil. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Masterchef: como jogar uma marca e um produto na lama

Foi, para dizer o mínimo, vergonhosa a final do Masterchef Brasil 2015. 

Para quem acompanhou o programa e de alguma maneira se envolveu, embora sabendo que era entretenimento pago por publicidade, foi uma chute na canela daqueles mais doídos. 

Não pelos cozinheiros, nem pelos apresentadores e juízes dos pratos. De certo, eles foram dirigidos e seguiram à risca o que lhes foi imposto por contrato. 

Mas a Band, que teve nas mãos um produto com a audiência que alcançou o Masterchef nessa segunda edição, ter aprontado para o telespectador o que aprontou ontem foi vexaminoso. 

Eu dormi! E falei com várias outras pessoas que também dormiram. Também pra que ficar sendo feito de palhaço? O resultado já havia sido ventilado antes de o programa começar e o que foi apresentado ontem foi chato e  desonesto com o público. 

O quê? Preta Gil, Milton Neves, Rosana Hermann e mais umas quatro personagens bizarras da Band num estúdio patrocinado pela TIM no pior estilo fim de Big Brother enrolando o público por mais de três horas... Sinceramente, Preta... desnecessário! 

Eu me senti aviltada e enganada. Lamento que gente como Paola Carosella, Henrique Fogaça, Eric Jacquin e Ana Paula Padrão tenham se submetido a tamanha presepada. Para se meter numa dessas só mesmo ganhando muito dinheiro.

Li hoje de manhã que quem ganhou foi a carioca Izabel, coisa que já me tinha sido dita anteriormente e, eu, a tolinha, não queria acreditar... Tolinha mesmo porque já trabalhei em TV e sei como é, mas a gente sempre acredita que haverá algum tipo de consideração. 

Assisti meio aos trancos e barrancos até quando os concorrentes apresentaram os pratos. Digo aos trancos porque eu precisei lutar bravamente contra o sono desde que a "prévia"começou. 

Pobre Raul... não venceu e ainda teve que passar por essa. Bom, mas agora ele será garoto propaganda também. A cara é boa, o jeito é divertido... Tem futuro na publicidade, agora do outro lado, já que ele deixou de ser publicitário para ser cozinheiro. 

Sem gastar mais vela para santo tão ruim, essa foi uma tacada de mestre. De Master! A marca Masterchef foi jogada na lama ontem com pompa e circunstância. 

Patrocinadores: suas exigências (se é que foram suas) acabaram com o programa e com a boa imagem de seus produtos. Ao menos para gente como eu.  Pegou mal mesmo! 

Talvez eu assista novamente a disputa numa próxima temporada porque eu gosto desse tipo de programa, Mas ver uma final como essa, nunca mais! 

Lamentável!!!!! Que coisa feia.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Masterchef Brasil: cadê os garotos-propaganda?


Que aconteceu com o intervalo comercial do Masterchef ontem? 



Por que os garotos-propaganda Paola Carosella, Henrique Fogaça e Eric Jacquin sumiram? Teriam eles sido abduzidos?  Por que saíram de cena? Será que pegou mal? 


Foto: portalodia.com

Como telespectadora, a mim, ontem, me pareceu mais honesta a edição do Masterchef e nisso incluo os longos, quase intermináveis, intervalos para comerciais. 

Num deles, eu não fiquei na sala, mas nos demais notei que não houve aquela vexaminosa aparição dos três jurados do programa em praticamente todos os produtos dos patrocinadores. 

Na semana passada, do detergente desengordurante, passando por pimenta, margarina, conjunto de panelas, máquina e cápsula de cafezinho, posto de gasolina e rede de conveniência, sem esquecer, é claro, do supermercado,  tudo tinha a cara de um dos três. 

Como não são atores, dependendo do produto e da direção artística do comercial,  a situação ia do risível ao deprimente. Que dizer do chef Eric Jacquin como motorista de um food truck? E do brilhante texto e da empolgante interpretação da exuberante Paola Carosella sendo chmada de "nossa dama"  ou se referindo ao chef "bad boy" como "meu tatuado"? 

No capítulo de ontem, rolou um merchandising lascado, descarado como sempre. A prova do bife à Wellington levava um corte de filé mignon e os jurados e apresentadores da prova tiveram que reverenciar o patrocinador Carrefour, elogiando o acompanhamento do processo usado para que a carne chegue até o consumidor. Nada demais, no entanto. Eles até pareciam com o que se pode chamar de "embaixadores da marca" neste caso. 

No entanto, não teve chazinho para ela e café forte para eles antes do anúncio da eliminação. Ou será que fui eu quem abstraí essa parte? 

De toda sorte, o programa vem tirando o sossego dos responsáveis nas demais emissoras de TV aberta com suas pífias atrações no mesmo horário. Ontem, a novela da Globo se estendeu um bocado para um segundo capítulo. Além disso, na Band, em breve e com muito  apetite de público vem o Masterchef Kids.  

Na semana passada, Henrique Fogaça deixou com água na boca muita gente que nunca esteve em um de seus restaurantes: o Sal e Cão véio. Ontem, foi a vez do restaurante Arturito ser elevado ao nível do Fasano. 

Eu continuo vendo. Terças à noite já são reservadas para a atração, mesmo sabendo disso tudo e mais, como todo mundo, sei também quem são os finalistas da segunda edição. Por sinal, uma falha grave e desrespeitosa da emissora ter deixado essa informação vazar.  Sem graça, né? 

Vamos ver o  que vem mais... 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Resumo do mês - Setembro de 2015


Para quem perdeu alguns posts de setembro, essa é a chance de rever tudo, tudinho... 

Sempre um agradinho para aqueles que não puderam ler antes. É bom retomar. Sempre é tempo de ser feliz, afinal!  Estamos vivos e é primavera! 


Setembro teve eclipse lunar, teve uma alta vertiginosa do dólar, muito blablablá sobre a crise e, pra mim, é um mês de aniversários. Muitas pessoas do meu convívio são virginianas. Mas tem também quem eu gosto muito e apaga velinhas no fim do mês de setembro. De 25 de agosto a 12 de outubro, são mais de 30 aniversários de gente próxima... quer tempo mais festivo? 



Hospitalidade e Gastronomia



Como ainda estou construindo o Lá em casa pra jantar, um projeto de hospitalidade e gastronomia, este mês me dediquei muito a isso. Alguns dos posts tem a ver, portanto, com o evento que rolou no último sábado, 26/09. 




E os posts que mencionavam a primeira edição, em agosto:

















Teve Crítica de Gastronomia 





  • Restaurante Taioba em Camburi, do chef Eudes

  • E Crítica ao entretenimento baseado em Gastronomia: 






    Nas excelentes relações de parceria que o Blog da Gavioli tem com o Clube dos Vinhos - Vinitude, duas publicações. Uma especialmente escrita por mim para ser publicada no Blog da revista do Clube dos Vinhos, a da terrine de tâmaras e amêndoas (acima) e uma sobre vinhos, claro. 














    Na série para colecionar Cozinha em pílulas de conhecimento: 







    E junto com tudo isso, começamos uma nova parceria do blog com a BodyMag publicando uma receita com grão de bico que contava um pouco de suas melhores propriedades. Mais uma grande satisfação!

    ***

    Escrevo o Blog da Gavioli por amor às palavras, à comida, ao bom da vida e, obviamente, aos leitores. Faço dessa minha tarefa quase diária um grande prazer e uma experiência de cuidados com a informação, com as boas intenções e, mais que tudo com as pessoas. Acredito em relações honestas e de genuíno afeto. Cansada de viver e ver tanto desrespeito nas relações entre representantes de empresas e organizações diante de gente que busca um lugar ao sol no mundo do trabalho formal, acabei escrevendo um texto bastante triste e um pouco revoltado. Ele também foi publicado em setembro: 

    As relações de trabalho num país de escravos


    Se você curte o blog, compartilhe experiências aqui e divulgue. Recomende pros amigos, compartilhe os posts no Linkedin, Facebook,  Twitter e no Pinterest. As fotos, no Instagram. 

    Um enorme abraço! Bom início de fim de ano! O último trimestre chegou, outubro começa amanhã.



    Clau Gavioli

    segunda-feira, 31 de agosto de 2015

    Resumo do Mês - Agosto de 2015

    Último dia do mês e primeiro dia útil da semana, para quem não trabalha no domingo, é claro...
    Assim vem o resumo dos posts e aquela chance de ver ou rever aquilo que foi publicado durante o mês todo. Um pequeno agrado aos que não tiveram tempo ou mesmo para quem teve aquela preguicinha de ler.  
    Ainda dá tempo de saber tudo o que rolou sem ter que ficar fazendo busca e mais busca e mais busca, porque os links estão todos aí reunidos por assunto, tema ou semelhança. 

    Agosto é sempre um período produtivo do ano. Mês longo, de volta de férias. A gente vem com vontade de trabalhar e dar um gás para chegar até o fim do ano plenamente. 


    Hospitalidade

    A grande novidade do mês foi o Lá em Casa pra jantar, um projeto de hospitalidade e gastronomia que deu conteúdo para vários posts como: 









    e alguns específicos de Gastronomia e culinária:  

  • Salada de radiccio e queijo de cabra
  • Pão de ló de amêndoas

  • Sobre comida, neste mês, não faltaram dicas e receitas: 




    Salada foi até título da crônica de um dos Convidados Especiais de agosto:  

    Mário Sérgio Baggio

    Mário Sérgio Baggio nos presentou com A Salada Caesar, que foi ilustrada com a sua história e também a receita.  Já o jornalista Fernando Evangelista escreveu a crônica Um homem bom, publicada no Dias dos Pais.

    Houve receita e dica também na coluna sobre Hospitalidade & Gastronomia da revista Bem Mulher, com o artigo Cozinha sem preconceito. 




    Uma nova série para colecionar


    Inaugurando a série Cozinha em pílulas de conhecimento algumas curiosidades e informações sobre o eterno chef Carême, e posts que podem ser colecionados até que se forme um pequeno guia de informações técnicas sobre esse universo tão interessante que é a gastronomia. Foram publicados ainda: Roux Os nomes das frigideiras



    Chefs

    Na coluna Fast Food,   algumas dicas excepcionais. Entre elas, uma em especial sobre o livro Sabores de Inverno que nos levou ao chef entrevistado do mês Luciano Nardelli, do restaurante Carlos Pizzas

    Outra dica incrível foi o Frango de Cabo a Rabo, da chef Ana Franco.


    Já em sua fase final, o Masterchef foi assunto de um post exclusivo: Hoje é noite de Masterchef Brasil.

    Leia e compartilhe experiências neste e deste blog. Recomende para os amigos, compartilhe os posts no Linkedin, Facebook,  Twitter e no Pinterest. As fotos, no Instagram. 

    "Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos... " A primavera está chegando!



    Clau Gavioli

    terça-feira, 10 de novembro de 2015

    Mendoza vem aí: preparação


    Com seus vinhos e cânions, a Argentina promete


    Eu amo a Argentina. Acho um país e tanto, exceto no futebol, claro! Apesar de que agora já nem ligo mais pra isso. Aquele 7 a 1 matou minha alma torcedora como eu nunca imaginei que pudesse acontecer. 



    Ainda esta semana embarcaremos rumo a Mendoza, a prometida região dos melhores vinhos produzidos ao sul da América do Sul. A cidade é a capital da província de mesmo nome e fica na parte oeste da Argentina,  aos pés da Cordilheira do Andes, divisa com o Chile. 

    Só um aparte: quem nunca viu essa Cordilheira de perto, de cima ou de lado, deveria fazer um esforço pra ver. Ninguém deveria morrer sem ver porque é um espetáculo. Assim como todos deveriam ter a chance de ver o mar pelo menos uma vez na vida. Ponto e basta!


    Preparação, planejamento e mente aberta


    Já preparando a viagem, há cerca de seis meses compramos as passagens que, no nosso caso, tem uma parada estratégica, na volta, para uma tarde de domingo em Buenos Aires. Também já reservamos um hostel, nada muito caro, mas numa área central e estratégica para que possamos nos deslocar com facilidade. 

    O motivo que nos leva a Mendoza é a participação do Silas num congresso e, aproveitando o embalo e a oportunidade, minha pesquisa sobre vinhos e comida porque a cada viagem aprendo e gosto mais desse novo rumo da minha vida. 

    Para aproveitar bem uma viagem, fora deixar-se surpreender a cada novo ambiente com seus cheiros, cores, sons e percepções, uma das coisas que considero realmente importantes é procurar se informar sobre o local de destino. 

    Se a gente sabe o que existe, fica mais fácil escolher. O tempo de uma viagem quase sempre é mais escasso do que gostaríamos. Eleger os pontos que são imperdíveis é essencial. Do contrário, podemos estar ao lado, bem perto mesmo, de algo que muito nos interessaria sem ir até ele e gastando nosso tempo e dinheiro em algo que não nos agrada tanto.

    Como viajo com frequência e de um jeito não muito convencional (o que chamo de convencional é a viagem feita num pacote comprado numa agência de viagens, com reservas feitas pelo agente para  hospedagem, comida, deslocamento e atrações turísticas), muita gente que eu conheço me elege para responder dúvidas de viagem que, muitas vezes, as pessoas sentem vergonha de perguntar para a agência. 

    Por exemplo: tem gente que nunca fez câmbio de moeda estrangeira e tem vergonha disso, se sente constrangido.  Isso é besteira. É bem comum a gente se sentir inseguro diante dessas situações e se tem alguém pra ajudar, por que não perguntar? 

    Ando pensando em criar um cursinho com dicas para quem não é habituado a viajar mas tem vontade. Principalmente porque, às vezes, não entendemos muito bem o que lemos. Talvez até porque nem sempre quem escreve se preocupa de fato em passar as informações de um jeito fácil. 

    Foto:Clube dos Vinhos


    Para a viagem da próxima semana, já identificamos os pontos que mais nos atraem na região como Uspallata, Puente del Inca, Parque Nacional de Aconcágua, vinícolas como a Achaval-Ferrer e a Catena Zapata e banhos termais etc. 

    Montamos um roteiro prévio (nada muito elaborado) que então inclui: vinícolas, city tour em Mendoza, restaurantes imperdíveis pra mim, cânions e montanhas. 


    Foto: ancoradourooperadora.com.br
    Nosso roteiro pode ser mudado se oportunidades interessantes acontecerem, para isso é preciso abrir-se para o que rolar e ser flexível. No entanto, se não surgirem fatos novos, já temos mais ou menos desenhado o que queremos fazer. 

    De acordo como nosso planejamento, teremos que alugar um carro ou contratar um motorista que nos leve para as distâncias mais longas. Estaremos em Mendoza com alguns amigos e já tratamos de combinar interesses comuns para que possamos agregar ainda mais tanto à viagem quanto à amizade que nos une. 

    A excitação pré-viagem é uma delícia. Tem efeito sobre a nossa capacidade de imaginar coisas. Quando a imaginação corre solta, se estamos bem,  ficamos mais alegres e os dias são mais agradáveis. Dá vontade de compartilhar.  

    Viajar não é só ir e voltar. É levar consigo expectativas e trazer de volta experiências. 

    Mendoza vem aí. Depois eu conto tudo. 


    Francis Mallman, Chef's Table

    Ah! Só aproveitando a chance. Já escrevi antes sobre uma série de documentários produzida pela Netflix chamada Chef's Table. Um dos episódios é sobre Francis Mallman, um argentino cujo restaurante em Mendoza é muito recomendado. A chef  Paola Carossella, do Arthurito e do Masterchef trabalhou com esse chef premiado. Fica a dica! 

    Até mais. 


    terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

    A 100 passos de um sonho

    Antes que  me acusem de parecer tolinha, encantada, abobada, já vou informando que li as críticas feitas ao filme A 100 passos de um sonho e não discordo delas. 

    O que faço é tentar eleger palavras e expressões mais delicadas para me referir às minhas predileções de entretenimento.  

    No cinema, eu gosto da boa fotografia, mesmo que seja previsível. Fico inebriada pelo som, ainda que a música se torne um hit parade (depois sou capaz de odiar, como é o caso da música do Titanic). E é bem difícil eu me cansar de ver rostos de gente bonita. Além do que, um mesmo enredo recontado com charme, elegância e bons atores, é melhor do que uma estória nova, com gente sem talento.

    A 100 passos de um sonho tem todos esses elementos e mais alguns que me agradaram. Por isso, não vou falar mal. Ao contrário, recomendo para quem gosta de imagens bonitas, especialmente dos campos e das pequenas e acolhedoras cidades europeias (neste caso, ao sul da França), de comida, cozinhas e restaurantes e de uma trama sensual. Isso sem contar a mensagem um tanto altruísta do filme que lhe confere certa graça, uma vez que é mesmo inexoravelmente previsível. 

    Vi o filme em casa, no nosso cinema particular com direito a sofá, pijama confortável, chazinho e paradinha para ir ao banheiro, se necessária. Uma noite de domingo nas férias de verão quando o Silas, a Bruna e eu, tínhamos voltado de um fim de semana cheio de emoções e despedidas em Itu.  Todos três, quando subiu o letreiro final, estávamos mais leves e cheios de boas observações a fazer. Só por isso já valeu o entretenimento.  

    Helen Mirren ilustra os materiais de divulgação sempre em primeiro plano, tamanha é sua envergadura atual para a indústria do cinema. 

    Para quem não se lembra dela pelo nome é A Rainha, no enredo que trata mais da vida da princesa Diana do que da rainha Elizabeth, do Reino Unido, e lhe rendeu um Oscar, um Globo de Ouro e o BAFTA de melhor atriz em 2007. 







    foto: cinema.uol
    No entanto, para mim, quem rouba a cena por sua atitude, destreza, carisma e teimosia é Om Puri, ator indiano de 64 anos, que interpreta Papa Kadam, pai do genial cozinheiro Hassan Kadam (Manish Dayal), em torno de quem decorre o enredo. Os marqueteiros que esqueceram de colocar a imagem do Om Puri na divulgação não deviam ter visto o filme antes de criar as peças.


    A direção do filme do sueco Lasse Hallström esbarrou e, às vezes, até trombou na tendência de transformar as personagens em meros estereótipos. O roteiro de Steven Knight levava a isso, é bem provável. O que para Steven Spielberg e Oprah Winfrey, que dividem a produção com Juliet Blake, não é assim, de verdade, um problema. Eles conhecem bem o que é o gosto mais pra doce do que para insosso que o público assimila bem. No fim, todo mundo sai feliz! 

    Em 2014, dediquei-me a olhar mais detidamente para o assunto gastronomia que, não só devido à minha dedicação, está por toda parte: novos negócios, cursos, escolas, livros, filmes, programas de TV, personagens de novelas, revistas, blogs, sites, instagram...   

    Vez ou outra aparece uma proposta inovadora e criativa, mas isso é "beeeem" de vez em quando! Assim como essa produção da DreamWorks Pictures que é distribuída pela Disney/Buena Vista, é mais do mesmo, são também o Masterchef da Band, o Cake Boss ou o Buddy, o  Jamie Oliver, a Neka Mena Barreto e seu "Fome de quê?" , a Carla Pernambuco e o Brasil no Prato, e tantos outros. Gosto pra caramba de tudo isso e de outros tantos mais. Assisto sempre que posso e me divirto, me alegro. 


    Jamie Oliver - foto:fondofwork.ru


    Neka Mena Barreto - foto:metropole.rac.com.br


    Buddy - foto: revistamenu.com.br
    Carla Pernambuco - foto: recantoadormecido.com.br

















    Quando a intenção é "papo-cabeça" esse tipo de cinema não serve. É melhor buscar Truffaut, Bergman, Kurosawa e tantas outras célebres mentes que são referências para sabermos que, apesar da leveza, entretenimento também é cinema. 

    Ah! Ia me esquecendo de mencionar no A 100 passos de um sonho, a participação da linda Charlotte Le Bon, que faz a Marguerite. Além do figuro invejável, ela anda numa bicicleta com cestinha colhendo cogumelos depois da chuva... Quem não se encanta? Uma graça! 




    Li que a cozinha e o restaurante de Paris que aparecem no filme quando o chef Hassan Kadam vai para lá a fim de ganhar a terceira estrela do Michelin são reais. O estabelecimento existe e fica na cobertura do Centre Georges Pompidou (ou Beauborg - pronuncia-se "bobô), na capital francesa. 

    Queria ir lá, só pra ver! Você, não?