quinta-feira, 3 de julho de 2014

Primeiro dia - Sol no entardecer de Amsterdã

Amsterdã, à primeira vista, é tudo aquilo que dizem. Pulsa! 

Chegamos aqui depois de um voo longo de São Paulo para Frankfurt, com conexão para Amsterdã.  Deu tudo certo no embarque, nos aeroportos pelos quais passamos e com as informações que fomos coletando para chegar até aqui no hotel. Estamos em Leidseplein, um bairro central, num hotel Best Western.

A viagem de avião por muitas horas sempre é muito cansativa, inevitavelmente. O barulho dentro da aeronave é bem incômodo, mas o que não fazemos para poder chegar a um lugar tão bonito? O avião é só um meio necessário. 

Eu li que é uma sorte parecida com acertar na loteria se você conseguir pegar um dos cinco dias do ano em que faz sol em Amsterdã. Pois sendo assim, ganhamos na megasena acumulada, mas o prêmio estamos repartindo com milhares de outras pessoas. Aqui, tem muita gente na rua, se divertindo, tomando uma cerveja e se deliciando com umas tapas (como são chamadas as entradas ou o tira-gosto na Espanha), ou dourando a pele nos parques num piquenique com os amigos ou só curtindo a lua que está inteirinha no céu embora ainda esteja claro. Também podem estar andando ou correndo de bike.

Por falar nisso, bicicleta e Amsterdã são quase sinônimos. Como tem bike por aqui!  E é surpreendente como as pessoas correm com elas. Sem dúvida alguma é o transporte prioritário, aqui existe mesmo a cultura da bicicleta. Nas ruas, em primeiro lugar, as magrelas de duas rodas, depois as pessoas a pé, os ônibus,  o bonde (ou tran), as vespas, as motos e só depois os carros. Eu quase fui atropelada por um biker logo na minha caminhada inicial. Não fosse o Silas gritar "cuidado", já era. 

Para o primeiro dia, seguem algumas fotos que provam como o sol nos recebeu. Não vou escrever muito porque estou cansada da viagem e amanhã teremos um dia intenso que pretendemos fechar em algum bar ou lugar público assistindo ao jogo do Brasil contra a Colômbia, às 22h (são cinco horas de diferença de fuso horário nesse período).

Feliz! Eu estou muito feliz por estar aqui com o Silas! Aquele abraço, 





quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estilo de viagem

Apesar da idade, já não somos mais crianças, nem tão jovens, o Silas e eu gostamos de viajar por conta. O que quero dizer é que comumente quando viajamos não contratamos uma agência para comprar passagens aéreas ou reservar hotéis, isso quando ficamos em hotel, porque, confesso, eu adoro os albergues! 

O estilo de viagem que mais faz a nossa cabeça é o de conforto relativo ao benefício do passeio que estamos em busca. Por isso, nossas viagens não são caras, como alguns poderiam imaginar, mas não deixamos de fazer nada que consideramos realmente bacana. 

Vou dar um exemplo. Há alguns anos, fizemos uma viagem para Foz do Iguaçu. Pra mim, o lugar mais bonito que já vi. Amei aquela viagem. Entretanto, ficamos hospedados no albergue da juventude, lá em Foz, HI - hostelling international. Nosso quarto era de casal com banheiro privativo e ar condicionado, já que fomos em pleno verão. Contudo não tinha televisão. Se quiséssemos assistir TV, tínhamos que nos juntar aos demais hóspedes numa sala comunitária. Para alguns, pode parecer falta de conforto, mas para nós, é uma chance de deixar a TV e ler um livro, entrar em outro universo.  Além disso, não tínhamos transfer pago para as atrações do local e em Foz do Iguaçu, os parques são distantes. Pegávamos um ônibus perto do hostel e fazíamos peripécias para chegar aos nossos destinos diários. Foi desse jeito que atravessamos a fronteira para o Paraguai e também para a Argentina. Não tem nada a ver com não querer gastar dinheiro, tem a ver com o espírito da aventura de fazer diferente. 

Aqui em São Paulo também costumamos ir trabalhar de transporte público, a pé ou de bicicleta. O que não é muito usual entre os colegas de trabalho que temos. Especialmente, se o carro ficou propositalmente na garagem. 

Na viagem que faremos este mês, todas as providências necessárias desde a escolha do roteiro, a compra dos bilhetes aéreos, reservas em locais turísticos, aluguel de veículos (bike, no nosso caso) e o restante também, foi feito por nós mesmos.  Com isso, já temos bem desenhados os percursos que faremos. A viagem começa bem antes de chegarmos ao destino. E ao chegarmos, queremos ser surpreendidos. Isso faz toda a diferença. Não está tudo perfeito com alguém tomando conta do que vamos comer ou que museu temos que visitar. 

Hoje, por exemplo, vamos ao aeroporto de Guarulhos de metrô e ônibus. Não aquele ônibus Airport Bus Service que custa R$ 36,50 por pessoa. Já há muitas viagens, costumamos pegar o metrô da linha vermelha até a estação Tatuapé e de lá pegamos o ônibus que leva até o aeroporto de Guarulhos que custa R$ 4,30. 
É pontual, sai a cada 20 minutos, passa por todos os terminais de embarque, tem lugar para colocar as malas e tem ar condicionado. Esse ônibus não é muito conhecido, então fica aqui uma dica para quem curte esse estilo de viagem. 

Outra coisa, é o peso da mala. Eu não gosto de carregar peso e nem posso. Além disso, meu amigo João Ricardo Pupo, no primeiro ano de faculdade em Bauru, quando costumávamos pegar carona na estrada, me ensinou que a gente só pode levar consigo o que conseguir carregar. De modos que minha mala é sempre bem enxuta. Lá pelo meio da viagem, possivelmente, terei que parar numa lavanderia, mas isso também é uma diversão se posto em perspectiva. 

Como daqui a poucas horas embarcaremos, não posso me estender mais por hoje. Espero ter muita coisa boa para dividir nos próximos dias e, até quem sabe, alguns perrengues. Nada que não nos faça usufruir com carinho dessa oportunidade. 

Como falei de Foz do Iguaçu, escolhida entre as que já fiz a minha melhor viagem (um dia vou tentar elencar porquê), segue uma foto que fizemos por lá. 

Beijos e asta la vista





Parque do Iguaçu

Usina Hidrelétrica de Itaipu