sexta-feira, 26 de junho de 2015

A proibição do foie gras em São Paulo


E a gente anda pra trás... 

É isso que eu sinto. 


foto: www.isthmus.com.br/


São Paulo é uma cidade importante, mas, às vezes, muito pseudointelectual. Ativista do que não conhece. Adepta aos modismos e pouco reflexiva. 

Apesar dos pesares que não são poucos (mas prefiro falar sempre de coisas boas) eu amo viver aqui. Especialmente, porque nessa cidade, como tem muita gente, não dá muito para as pessoas se meterem demais na sua vida.  Parece que não dá tempo. 

Só que tem hora que acaba tendo gente demais arbitrando sobre aquilo que não conhece direito....

O caso da proibição do foie gras é uma dessas sandices com cara de ambientalismo, de proteção ao bem estar dos animais, mas no fundo é só fachada. 

Tenho a impressão de que o nosso corpo de vereadores paulistanos não é assim, digamos, formado por pessoas que muito devotadas ao entendimento da criação de gansos e patos para produção da iguaria, ainda mais, quando se trata de aves que não são criadas em grande quantidade em São Paulo. 

Pensei numa coisa... num breve exemplo.... Por que não se sanciona uma lei proibindo o consumo de carne vinda da criação em confinamento das vaquinhas e de seus bezerros (que elas muitas vezes nem chegam a conhecer), das galinhas e dos seus pintinhos, que crescem e se tornam frangos mediante iluminação forçada que não os deixa dormir para que cresçam mais rápido? 

Será que isso mexeria no business de grandes empresários brasileiros e da sua fabulosa e lucrativa produção? 

O foie gras (fígado de ganso ou de pato) não está na mesa do paulistano comum. O patê feito do fígado custa caro, bem caro mesmo e nunca frequentou algumas mesas. O que me faz lamentar porque todos deveriam poder provar o que quisessem e ter dinheiro pra isso. Mas o que quero dizer é que a proibição em São Paulo não muda a vida do paulistano em nada, absolutamente, em nada mesmo! Tem gente que não tem nem sequer ideia do que seja essa comida. 

Mas numa lógica meio sem noção, a cidade de São Paulo não pode mais consumir fígado de ganso em restaurantes! Deve ser porque na Califórnia isso já foi feito, em Nova York muito se discute a respeito. Mas que o me parece uma coisa absurda é a câmara de vereadores da maior e da que deveria ser a mais cosmopolita cidade do país legislar sobre um ingrediente francês que, certamente, como diria Zeca Pagodinho, nunca viu, nem comeu, só ouviu falar... 

Antes da minha crucificação pública, quero confessar que sou plenamente a favor do bem estar animal. Só não entendo porque temos que andar pra trás em São Paulo em termos gastronômicos. 

São Paulo é o lugar onde há espaço para experimentar de tudo. Aqui tem tudo! Ontem, estive na rua 25 de março com a Bruna e a ouvi diversas vezes dizer: "nossa, aqui tem de tudo, que loucura!", tão surpresa estava com o universo de itens que ali se comercializa. É um mundo e meio. 

Mas agora, São Paulo que tem de tudo, não tem mais foie gras. 

Por que será que não pensaram em exigir um selo de garantia de produção sustentável em vez de proibir apenas? 

Diante de tanta insanidade, me veio uma ideia na mesma linha. Apesar do preço, uma sugestão rebelde aos donos de restaurante que usam a iguaria. Como é proibido comercializar em São Paulo, pode-se comprar fora daqui (em Santana do Parnaíba, por exemplo, é quase pra rir!) e franquear aos clientes que aceitem pagar mais por outros pratos, só para que possam degustar "de graça" o foie gras.. Que ideia tola, meu Deus! 

Sandices... 

Em tempo e sobre outro assunto: A partir de domingo, teremos ciclovia na avenida Paulista, graças a Deus!, o prefeito bateu o pé e se manteve firme em aumentar o espaço para as bicicletas transitarem na capital. Isso sim é andar pra frente, prefeito Haddad!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Lá em casa pra jantar


Em primeiríssima mão para os leitores do Blog da Gavioli!



Apresentação do projeto Lá em casa pra jantar


Aqui em casa sempre tem gente!

Seja para jantar, almoçar, dormir ou só de passagem, eu adoro receber e hospedar. Cozinhar também eu amo.

Como estou sempre inventando moda, criando eventos, é normal que busque novidades. O tempo todo!

Nos últimos tempos, fizemos vários eventos, com diversos formatos e com a participação da família, dos amigos, dos amigos dos amigos... Uns mais formais, outros super relax, mas cada qual feito com carinho, cuidado e, todos com uma coisa em comum, boa comida e boa bebida!

Foi isso que me fez pensar em convidar mais pessoas para ir Lá em casa pra jantar. 

A ideia surgiu porque eu queria fazer parte como anfitriã do Eatwith, mas não fui aceita (e ninguém me explicou porquê).  Foi quando eu pensei que podia fazer isso por mim mesma. já que gosto de cozinhar, ando me aventurando já há um bom tempo pelo mundo da gastronomia (quem não conhece o Blog da Gavioli?) e tenho tantos amigos espalhados pelo mundo afora, todo mundo super cabeça aberta e ligado em novidades boas.

Quando comecei a desenvolver o projeto, pensei no nome Lá em casa. A primeira coisa que fiz foi dar uma busca na internet e, pasmem! encontrei um casal em Brasília, o Esdras e a Mariana, que já faz isso há algum tempo. O astral é sensacional. Eles tiveram a ideia antes de mim e criaram o Comalaemcasa.com.br, então pude me inspirar ainda mais na experiência deles porque os dois já são mais profissas!

O Silas, meu marido, e eu adoramos viajar, conhecer coisas novas e comer bem, seja em restaurantes ou em casa. Cozinhar juntos, ouvindo música e dançando, descobrir sabores novos, harmonizar os preparos com um vinho ou uma cerveja, a gente gosta disso pra caramba!

Na nossa casa, em toda refeição que fazemos juntos, a mesa é arrumada bonitinha, com cuidado, combinando a louça, os guardanapos, os copos... Não tem frescura, mas é um jeito de fazer a vida mais feliz, mais alegre e transformar cada oportunidade em um momento bom e, se for ótimo, será inesquecível!

A nossa casa sempre esteve aberta para quem vai e quem fica. Além disso, comer bem em casa é uma prática.

Por isso, convidamos você para ir Lá em casa pra jantar

Como funciona


A ideia é muito simples: a gente cria um menu (entradas, salada, prato principal e sobremesa) e marca uma data. Você e seus amigos fazem as reservas e nós providenciamos a comida e a bebida.

O preço é barato, só pra cobrir os custos e não dar prejú! Precisamos de experiência e adoramos um bom papo entre amigos!

A bebida pode ser incluída ou não. Se você preferir trazer o seu vinho, a gente sugere o que harmoniza bem com os pratos e não cobramos rolha, já que ir Lá em casa pra jantar, não é ir a um restaurante, é ter uma experiência diferente!

As vagas são limitadas e só garantem o atendimento das reservas feitas pelo e-mail laemcasaprajantar@gmail.com e que estiverem confirmadas.  Para confirmar a reserva é preciso fazer o depósito em conta (todos os detalhes necessários a gente envia junto com o local). 

A primeira edição será em agosto. Para os que enviarem e-mail dizendo que têm interesse a gente vai dar um desconto de 20% quando a reserva for confirmada. 

Em breve divulgaremos a data e o menu! 

A gente já tem até página no Facebook e logo teremos contas no twitter e no instagram. Se quiser informações em primeira mão, é só seguir. 

https://www.facebook.com/laemcasaprajantar