quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Fast Food - Dicas excepcionais


Embora o coluna Fast Food dê dicas de eventos e atividades pontuais, há descobertas que são para manter e  no melhor lugar!



E-book


Duas dicas em uma. 
Foto: Lucas Fonseca e Nina Jacobi - Flare Fotografia
Soube, ontem, do lançamento do e-book Sabores de Inverno, uma ideia excelente da Westwing, home and living
Por sinal, quem não conhece a Westwing (um e-commerce de rara qualidade) deveria conhecer e se cadastrar. 
O livro é lindo! Pra quem gosta de receber em casa, tem dicas super interessantes para montagem de mesas e ambientes decorados e as fotos são deliciosas. Além disso, tem receitas que foram criadas, exclusivamente, pelo chef Luciano Nardelli. Não bastasse, há ainda vídeos no melhor estilo Do it yourself. 





Cursos


A EduK mudou o formato. Agora existe um plano de assinatura mensal para ter acesso a todos os conteúdos de interesse. Recebi a divulgação do pré-lançamento (pacote Premium por R$ 19,90 ao mês) e achei bem interessante. O novo formato estreia no dia 10 de agosto. Para quem gosta dos cursos (eu adoro!) de gastronomia, fotografia, estética e beleza, moda, artesanato e gestão de negócios, é uma oportunidade e tanto. 




Festival Red Bull Basement


De 21 a 23 de agosto, na Red Bull Station, que fica na Praça da Bandeira, 137, no Centro de São Paulo, vai rolar o Red Bull Basement, um festival que, para gente como eu, é pura novidade porque trata do uso criativo da tecnologia digital para transformar o centro da cidade.
Nesse mesmo espaço há uma intensa programação com workshops e exposições. Lá também tem uma cafeteria. Vale conferir! 




Experiência gastronômica


Em agosto, você está convidado a ir Lá em casa pra Jantar - No menu, uma nova experiência. Confira como funciona. Primeira edição estava prevista para 12 de agosto, mas mudou para 22 (sábado). Pré-reserva com 20% de desconto. Book-se por e-mail: laemcasaprajantar@gmail.com . Vagas limitadas. 




Tem sempre coisa boa acontecendo. É só ficar atento. Se tiver dicas, envie pra mim. Quem sabe é uma boa Fast Food! 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Hoje é noite de Masterchef Brasil

Mais que redudante é dizer que gastronomia está na moda. Nessa onda vem blog, livro, programa de TV que não acaba mais, canal exclusivamente dedicado ao assunto e, claro, Masterchef.

Ninguém há de negar que a Bandeirantes fez um bom negócio ao conseguir a bandeira internacional do programa. Preencheu a noite da terça, faz todo mundo que gosta da tarefa ir dormir quando já é madrugada e a cada semana mais e mais patrocinadores entram e alongam o tempo do programa na grade (na semana passada foram mais de duas horas e meia).

Na edição de 2014, logo nos primeiros episódios, nem anunciante tinha. O programa era rápido, com poucas propagandas em cada intervalo. Depois elas foram aumentando, aumentando... A segunda temporada já começou com oito anunciantes de peso. Eu fico contando, um, dois, trés... daqui a pouco serão uns 25. Isso sem falar na publicidade que tem os três jurados os chefs Eric Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça, como garotos-propaganda. Eles devem estar enchendo as burras de grana. O que é merecido diante da proposta.


O foco muda da Rede Globo e a gente pode ver uma produção estelar com estrelas que não são, ao menos num primeiro momento, atores ou atrizes. Ana Paula Padrão que já era mais conhecida do grande público é um bom exemplo. Parece uma boneca marionete, daquelas bem magrinhas, com roupas coloridas, espalhafatosas, fora de contexto.  mas atriz não é. Pena ver uma jornalista de tanto cacife brincando de ser fofinha ou bravinha com os participantes do programa.  


Sempre me pergunto: será que com aquela magreza ela gosta de comer? Será que ela e a produção não se tocam que a maquiagem, as unhas, o cabelo e as roupas não ficam bem para o ambiente da cozinha? Excesso. Puro excesso. Como diria Gilberto Gil: "Desnecessário, Preta! Desnecessário."



Na seleção para 2015, foram mais de 10 mil inscrições. Sobraram 18. O critério da seleção, ao que tudo indica, é duvidoso, afinal Masterchef é entretenimento muito mais que uma competição entre cozinheiros excepcionais. Nem é preciso pensar muito para notar que o critério de seleção passa, digamos, um pouco longe da gastronomia e, até mesmo, de cozinhar bem.  

A explicação para isso é simples. No nosso modelo comercial de televisão, sempre quem paga a conta são os patrocinadores. Esses, por sua vez, contratam especialistas em mídia e marketing em suas empresas para que seus produtos sejam amplamente divulgados nos melhores veículos de comunicação, sejam programas, revistas, novelas etc.   O papel desses especialistas é escolher onde aplicar o dinheiro das empresas e de seus produtos de maneira a garantir a maior visibilidade e, consequentemente, vendas e lucros. 

Parece óbvio que o Masterchef só se torna uma boa cesta para que sejam colocados os ovos, no sentido figurado, dos patrocinadores se os participantes, ou seja, os concorrentes forem pessoas que representem o público a que os patrocinadores querem atingir. Simples!


Assim faz todo sentido que sejam escolhidos tipos distintos a fim de formar um grupo heterogêneo que atraia audiência de diversos pontos do país (nada mais Big Brother que isso!) e que sejam contemplados também os bonitos porque funcionam bem na TV (quem não gosta de ver uma pessoa bonita na telinha?), os que causam confusão, os que nos comovem, os que representam minorias e tornam o programa politicamente correto... e até os que cozinham bem, com técnica, pesquisa e preparo.

Nada contra. Mas, embora eu goste muito de ver e fique dando meus palpites durante todo o programa, porque gostoso mesmo é se envolver como se tudo fosse realidade,  não é possível torcer de verdade para qualquer dos participantes. As cartas parecem bem marcadas. 

Às vezes, os participantes apresentam cada gororoba que se não fosse a fórmula (o modelo) do programa como entretenimento todo mundo voltaria pra casa naquela hora. É nisso que o Masterchef Brasil peca e muito!  Os participantes são muito ruins. Eles não sabem nada. Não têm técnica e nem estrutura emocional. E os jurados ainda têm que reforçar que nessa temporada o nível aumentou em relação à passada. 

O que vejo na TV, são pessoas que cozinham em casa, tudo bem, mas que não se dignam a estudar um pouco, pesquisar, ver outros programas que ensinem técnicas de cozinha... Quem sabe se fossem algumas vezes a museus para ver exposições de quadros, de esculturas, pudessem com isso desenvolver algum senso estético para montar um prato.... 

Comparando Masterchef Brasil com Masterchef Austrália, série que também está com uma temporada no ar no canal TLC, fica muito claro o quanto somos mambembes na arte da gastronomia por aqui. Temos zilhares de chefs de cozinha se metendo a abrir suas portinhas por aí, cheios de sonhos, mas com pouca técnica, pouco tempo dedicado a estudar o que denota um total despreparo quando é preciso mais do que simplesmente talento e prazer. 

Nesse sentido, é uma pena...  Esse é um momento em que como brasileiros somos grandes vencedores nivelados por baixo, mais uma vez. Como no futebol e na Fórmula 1. Tempos ruins.

Por agora é isso. Aguardemos o episódio de hoje. Outra hora, sabe-se lá,escrevo mais umas observações sobre o nosso Masterchef Brasil.